quarta-feira, 29 de abril de 2020

Abrindo o coração para entender o dízimo

(Innsbruck, Áustria) 

Muitas vezes, nos deparamos com conceitos que nos desafiam, nos fazem questionar e até mesmo duvidar. O dízimo é um desses temas. Porém, antes de tirar conclusões precipitadas ou rejeitar essa prática, convido você a abrir seu coração e considerar alguns pontos importantes.

Primeiramente, vamos esquecer os estereótipos e preconceitos em torno do dízimo. Não se trata de uma imposição religiosa ou uma forma de manipulação financeira. Ao contrário, quando entendido corretamente, o dízimo é um princípio de fé e gratidão.

Na história bíblica, vemos exemplos poderosos de como o dízimo pode ser uma expressão de fé e confiança em Deus. Abraão, por exemplo, deu o dízimo a Melquisedeque como um ato de honra e reconhecimento da bênção de Deus sobre sua vida. Paulo, em suas epístolas, exortou os crentes a contribuir generosamente para o sustento da obra de Deus, lembrando que quem semeia com generosidade, colherá com abundância.

Salomão, o sábio rei de Israel, também nos deixou ensinamentos valiosos sobre a importância de semear financeiramente. Ele escreveu: "Honra ao Senhor com os teus bens e com as primícias de toda a tua renda; e se encherão fartamente os teus celeiros, e transbordarão de vinho os teus lagares."

Além desses exemplos, temos a história da viúva pobre que deu suas duas únicas moedas como oferta no templo, demonstrando uma fé extraordinária e confiando na provisão de Deus.

Portanto, antes de descartar o dízimo como uma prática ultrapassada ou desnecessária, convido você a considerar estas palavras com mente aberta e coração receptivo. Não se trata de uma questão de legalidade, mas sim de fé e relacionamento com o nosso Criador.

Que possamos abrir nossos corações para compreender verdadeiramente o propósito e os benefícios do dízimo, e que, através dessa prática, possamos experimentar a abundância da graça e da provisão divina em nossas vidas.

Refletindo sobre o significado do dízimo na vida cristã, me deparo com a história inspiradora de Abraão em Gênesis 14. Imagine, após uma batalha épica, onde Abraão e seus 318 homens enfrentam e vencem cinco reis para resgatar seu sobrinho Ló, surge Melquisedeque, não apenas como um rei, mas como um sacerdote do Deus Altíssimo, trazendo pão e vinho para abençoar Abraão.

É nesse momento de triunfo que a gratidão de Abraão transborda. Ele não apenas recebe a bênção de Melquisedeque, mas reconhece a providência divina em sua vida e voluntariamente entrega o dízimo de tudo o que possui. É uma resposta espontânea, baseada não em obrigação, mas em profunda reverência e gratidão pelo que Deus fez por ele.

Além disso, a recusa de Abraão às riquezas oferecidas pelo rei de Sodoma é um testemunho poderoso de sua fé. Ele entende que sua prosperidade não vem de acordos terrenos, mas da fidelidade do Deus Altíssimo. Essa atitude de confiança e dependência divina é uma lição valiosa para todos nós.

Assim, quando penso sobre o dízimo em minha própria vida, vejo-o não como uma mera prática religiosa, mas como um ato de fé e gratidão. É uma maneira tangível de expressar minha confiança na provisão de Deus e minha disposição em contribuir para Sua obra no mundo.

O dízimo de Abraão para Melquisedeque é um momento de profundo significado espiritual. Ele reconhece a autoridade espiritual de Melquisedeque como sacerdote do Deus Altíssimo, e ao fazê-lo, Abraão coloca sua confiança na bênção divina sobre sua vida e sua posteridade.

Além disso, a narrativa de Abraão dando o dízimo a Melquisedeque antecipa o papel do sacerdócio de Cristo. Como o autor de Hebreus posteriormente explicaria, Melquisedeque é um tipo de Cristo, e o dízimo de Abraão é uma prefiguração da obediência e fé que encontramos em Cristo.

Portanto, o ato de Abraão dando o dízimo a Melquisedeque é mais do que um simples gesto de generosidade. É um testemunho de sua fé inabalável e uma antecipação da obra redentora de Cristo. Assim como Abraão confiou em Deus e em Seu sacerdote Melquisedeque, somos chamados a confiar em Cristo como nosso Sumo Sacerdote e Salvador, sabendo que Nele encontramos perdão, graça e bênção eterna.

No entanto, reconheço que cada pessoa tem sua própria jornada espiritual e sua maneira única de se relacionar com Deus. Portanto, encorajo a todos a buscar a orientação divina sobre como contribuir financeiramente para Sua obra, seja através do dízimo ou de outras formas de doação. O mais importante é dar com um coração generoso e grato, confiando na promessa de Deus de suprir todas as nossas necessidades.

Gênesis 14:20b (NVI): "E Abraão deu a Melquisedeque o dízimo de tudo."

Hebreus 7:4 (NVI): "Considerem, pois, como era grande esse homem a quem até mesmo o patriarca Abraão deu o dízimo dos despojos!"

Hebreus 7:6 (NVI): "Contudo, aquele cuja genealogia não está incluída na lista de descendência deles recebeu dízimos de Abraão e abençoou aquele que tinha as promessas."

Hebreus 7:9-10 (NVI): "E, por assim dizer, até Levi, que recebe dízimos, pagou dízimos por meio de Abraão, pois ainda estava nos lombos do seu antepassado quando Melquisedeque veio ao seu encontro."

Quando consideramos o episódio em que Abraão entrega o dízimo a Melquisedeque, vemos um exemplo marcante de fé e reconhecimento da autoridade espiritual. Este relato, registrado em Gênesis 14:18-20, nos mostra como Abraão, após uma vitória na batalha, reconheceu a importância de Melquisedeque ao lhe dar o dízimo de tudo o que havia conquistado.

Ao observarmos as Escrituras, percebemos que este gesto de Abraão vai além de uma mera obrigação legal. Ele não estava apenas cumprindo uma lei, mas sim expressando sua fé e submissão à autoridade espiritual representada por Melquisedeque. Isso fica claro quando vemos que Abraão, mesmo sendo o pai da nação judaica e tendo a promessa de Deus sobre sua descendência, reconheceu a superioridade espiritual de Melquisedeque ao lhe entregar o dízimo.

Ao entregar o dízimo a Melquisedeque, Abraão demonstrou sua fé na provisão de Deus e sua submissão à sua vontade soberana. Ele reconheceu que todas as suas vitórias e conquistas eram fruto da bênção divina, e por isso ele devolveu uma parte de seus ganhos como um ato de gratidão e adoração.

Além disso, o fato de Abraão ter dado o dízimo a Melquisedeque antes mesmo da instituição formal da lei mosaica é uma poderosa evidência de que seu gesto foi motivado pela fé, não pela legalidade. Abraão confiou na promessa de Deus de abençoá-lo e prosperá-lo, e seu ato de dar o dízimo foi uma expressão prática dessa confiança.

Portanto, podemos concluir que o ato de Abraão em entregar o dízimo a Melquisedeque vai muito além da legalidade; é um testemunho vívido de sua fé inabalável em Deus e sua disposição para obedecer à sua vontade, mesmo quando isso exigia sacrifício pessoal. Essa atitude de Abraão nos ensina importantes lições sobre fé, submissão e reconhecimento da autoridade espiritual. Ela nos lembra que o dízimo não é apenas uma questão financeira, mas sim um ato de fé e obediência a Deus. Quando damos o dízimo, estamos declarando nossa confiança na provisão divina e reconhecendo a autoridade espiritual que Deus estabeleceu sobre nossas vidas.

Além disso, ao dar o dízimo, estamos plantando sementes de bênçãos em nossa vida. Assim como Abraão foi abençoado por Melquisedeque após entregar o dízimo, também podemos esperar as bênçãos do alto sobre nós quando nos submetemos à vontade de Deus.

Portanto, que possamos seguir o exemplo de Abraão, dando o nosso dízimo com fé e gratidão, reconhecendo a autoridade espiritual sobre nós e confiando na promessa de Deus de suprir todas as nossas necessidades segundo as suas riquezas em glória."

É incrível pensar como o ato de Abraão ao dar o dízimo a Melquisedeque está profundamente enraizado na fé. Ao celebrar a morte de Cristo através do dízimo, Abraão declarou com convicção: 'Meu Redentor vive!' Ele reconhecia que Jesus, seu Sumo Sacerdote, está vivo e intercedendo por ele diante do trono de Deus.

Alguns versículos que confirmam o princípio de líderes religiosos dizimarem para outros líderes espirituais:

1 Coríntios 9:11 (NVI): "Se semeamos coisas espirituais entre vocês, não é demais pedir que colhamos de vocês bens materiais?"

Gálatas 6:6 (NVI): "Aquele que está sendo instruído na palavra deve repartir todas as coisas boas com quem o instrui."

1 Timóteo 5:17-18 (NVI): "Os presbíteros que lideram bem a igreja são dignos de dupla honra, especialmente os que se esforçam na pregação e no ensino. Pois a Escritura diz: 'Não amordace o boi enquanto pisa o grão.' E ainda: 'O trabalhador merece o seu salário.'"

Hebreus 13:17 (NVI): "Obedeçam aos seus líderes e submetam-se à autoridade deles. Eles cuidam de vocês como quem deve prestar contas. Obedeçam-lhes, para que o trabalho deles seja uma alegria e não um peso, pois isso não seria proveitoso para vocês."

Esses versículos destacam a importância de apoiar financeiramente os líderes espirituais que trabalham duro no ministério, fornecendo-lhes recursos materiais para que possam continuar a servir e ministrar às necessidades espirituais da comunidade de fé.

Essa prática transcende a legalidade; é uma expressão da fé que Abraão tinha em Deus. Ele entregou o dízimo não por obrigação, mas como um ato de confiança na provisão divina e como uma expressão de sua gratidão.

Assim como Abraão, nós também podemos confiar na provisão de Deus em nossas vidas. Quando dizimamos, estamos declarando nossa fé na fidelidade de Deus em suprir todas as nossas necessidades. É por isso que podemos levantar as mãos aos céus e proclamar que as janelas dos céus se abram sobre nós, que bênçãos sem medida venham sobre nossas vidas.

Entender o dízimo como uma expressão de fé nos leva a uma nova dimensão de prosperidade espiritual e material. Quando praticamos o dízimo com fé e gratidão, estamos alinhando nossas vidas com os princípios do Reino de Deus.

Quanto à questão de líderes religiosos que não praticam o dízimo em suas próprias igrejas, é importante entender que a prática do dízimo vai muito além da legalidade. É uma questão de fé e confiança na provisão de Deus. Os líderes espirituais devem liderar pelo exemplo, praticando o que pregam e confiando na fidelidade de Deus para suprir todas as necessidades.

Se o dizimo é pela fé, ele poderia ser um ato de honra?

Sim, definitivamente! O dízimo pode ser visto como um ato de honra por várias razões:

Reconhecimento da Soberania de Deus: Ao entregar o dízimo, estamos reconhecendo que tudo o que temos vem de Deus e que Ele é o dono de tudo. É um ato de honra reconhecer a soberania e a generosidade de Deus em nossas vidas.

Expressão de Gratidão: Dizimar é uma maneira de expressar gratidão a Deus por Suas bênçãos e provisões em nossas vidas. É uma forma de demonstrar nossa apreciação e reconhecimento pelo que Ele tem feito por nós.

Confiança na Provisão Divina: Ao entregar o dízimo, estamos demonstrando nossa confiança na promessa de Deus de cuidar de nós e suprir todas as nossas necessidades. É um ato de honra confiar em Deus como nosso provedor e sustentador.

Obediência e Submissão: Dizimar é também um ato de obediência aos mandamentos de Deus e de submissão à Sua vontade. É uma forma de honrar a autoridade e a orientação de Deus em nossas vidas, reconhecendo que Ele sabe o que é melhor para nós.

Investimento no Reino de Deus: Ao entregar o dízimo, estamos investindo no trabalho do reino de Deus na terra. Estamos contribuindo para o avanço da obra de Deus e para a expansão de Seu reino, honrando assim Seu propósito e Sua missão.

Portanto, o dízimo pode ser visto como um ato de honra que reflete nossa fé, gratidão, confiança, obediência e investimento no reino de Deus. É uma maneira significativa de demonstrar nosso relacionamento e compromisso com Deus.

E ainda podemos usar de uma analogia orgânica:

Imagine que cada cristão é como uma árvore frutífera plantada por Deus. A árvore representa a vida espiritual de cada pessoa, enquanto os frutos representam as bênçãos e as contribuições que essa pessoa pode oferecer ao Reino de Deus.

Dízimo como as Raízes da Árvore: Assim como as raízes são a base e o sustento da árvore, o dízimo é a base e o sustento da vida financeira no âmbito espiritual do cristão, como que um termômetro também, pois a alegria em fazê-lo revela a saúde na generosidade, e reconhecimento de quem Deus é nessa área da vida. Ele representa a fidelidade e a obediência básica ao princípio de devolver a Deus uma parte de tudo o que Ele nos dá.

Ofertas como os Frutos da Árvore: Enquanto o dízimo é uma contribuição regular e sistemática, as ofertas são como os frutos que a árvore produz em determinadas épocas e circunstâncias. Paulo ensina que devemos contribuir com ofertas voluntárias e generosas conforme Deus nos abençoa e conforme somos motivados pelo amor e pela gratidão em nossos corações.

Crescimento e Maturidade: Assim como uma árvore saudável cresce e produz mais frutos à medida que amadurece, um cristão maduro também cresce em generosidade e em prontidão para contribuir com ofertas além do dízimo. Esse crescimento reflete uma fé mais profunda e um relacionamento mais íntimo com Deus.

Benefícios para o Reino de Deus: Tanto o dízimo quanto as ofertas têm o propósito de sustentar e promover o trabalho do Reino de Deus na terra. Assim como os nutrientes das raízes alimentam toda a árvore e facilitam o crescimento dos frutos, as contribuições dos cristãos fortalecem a igreja local e capacitam os ministérios a alcançarem mais pessoas com o evangelho.

Portanto, a analogia da árvore frutífera ilustra como o dízimo e as ofertas trabalham juntos para nutrir e fortalecer a vida espiritual do cristão, ao mesmo tempo em que beneficiam o Reino de Deus e promovem o avanço da obra de Deus no mundo.

Provérbios 11:24-25 (Salomão): "Há quem dê generosamente, e vê aumentar suas riquezas; outros retêm o que deveriam dar, e caem na pobreza. O generoso prosperará; quem dá alívio aos outros, alívio receberá."

2 Coríntios 9:6-8 (Apóstolo Paulo):"Lembre-se disso: Quem semeia pouco, também colherá pouco, e quem semeia com fartura, também colherá fartamente. Cada um dê conforme resolvendo no coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria. E Deus é poderoso para fazer que lhes seja acrescentada toda a graça, para que em todas as coisas, em todo o tempo, tendo tudo o que é necessário, vocês transbordem em toda boa obra."

Em conclusão, a prática do dízimo é um tema que, além de ser embasado em princípios bíblicos, também reflete a busca por uma espiritualidade autêntica e transformadora. Reconhecendo a complexidade e a diversidade de visões sobre o assunto, é essencial manter um espaço para o diálogo respeitoso e a liberdade de pensamento. Para mim, pessoalmente, o dízimo não é apenas um ato de obediência legal, mas sim um reflexo tangível da minha fé e gratidão. 

Acredito que ao semear generosamente, não apenas contribuímos para o sustento da obra divina, mas também experimentamos o fluxo abundante da providência de Deus em nossas vidas. No entanto, reconheço que essa prática pode não ressoar da mesma forma para todos, e é igualmente válido seguir a orientação de sua própria consciência. Portanto, encorajo tanto aqueles que praticam o dízimo quanto aqueles que optam por não fazê-lo a cultivar uma vida de amor, compaixão e serviço mútuo. Que possamos todos encontrar nossa própria jornada espiritual, enquanto celebramos a diversidade de expressões de fé e vivemos em harmonia uns com os outros."

Esses versículos destacam a importância de semear generosamente e os benefícios que vêm com isso, tanto espiritualmente quanto materialmente.

Leonardo Lima Ribeiro 

terça-feira, 28 de abril de 2020

O que a salvação realmente produz em minha vida terrena?

 

(Schweinfurt, Alemanha)

O que a salvação realmente produz em minha vida terrena?

Quando alguém é salvo por Jesus, recebe uma série de bênçãos e benefícios espirituais e eternos. Aqui estão algumas das principais coisas que uma pessoa recebe ao aceitar Jesus como seu Salvador:

Perdão dos pecados: O perdão dos pecados é uma das bênçãos centrais do evangelho. Quando alguém se arrepende e coloca sua fé em Jesus, seus pecados são perdoados e eles recebem reconciliação com Deus (1 João 1:9; Efésios 1:7).

Vida eterna: Jesus prometeu vida eterna àqueles que creem nele. Isso significa que aqueles que são salvos por Jesus têm a garantia de uma vida além desta vida terrena, na presença de Deus (João 3:16; João 10:28).

Relacionamento com Deus: A salvação em Jesus restaura o relacionamento entre Deus e o ser humano. Os salvos têm acesso ao Pai através de Jesus Cristo e podem desfrutar de comunhão e intimidade com Ele (Romanos 5:1; João 14:6).

Espírito Santo: Aqueles que são salvos recebem o Espírito Santo como um selo e uma garantia da sua salvação. O Espírito Santo habita neles, os capacita a viver uma vida santa e os guia em toda a verdade (Efésios 1:13-14; João 16:13).

Novas criações: A salvação resulta em uma transformação interior. Os salvos se tornam novas criações em Cristo, com um novo coração e uma nova natureza, capacitados a viver uma vida de retidão e santidade (2 Coríntios 5:17; Efésios 4:24).

Paz e alegria: A salvação traz paz com Deus e alegria no Espírito Santo. Mesmo em meio às tribulações da vida, os salvos podem experimentar a paz que excede todo entendimento e a alegria que vem da presença de Deus (Romanos 5:1; Filipenses 4:7).

Mas, será que temos consciência desses benefícios, dessas realidades?

Qual o significado em nossa consciência da palavra ressurreição?

A palavra "ressurreição" é encontrada em várias passagens da Bíblia. Aqui estão alguns versículos que a mencionam:

João 11:25-26 (NVI): "Disse-lhe Jesus: 'Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente. Você crê nisso?'"

Atos dos Apóstolos 4:2 (NVI): "Anunciavam eles a ressurreição dos mortos em Jesus, o que despertava a indignação dos saduceus,"

Atos dos Apóstolos 17:18 (NVI): "Alguns filósofos epicureus e estóicos começaram a debater com ele. Alguns deles diziam: 'O que será que esse tagarela quer dizer?' Outros comentavam: 'Parece que ele está anunciando deuses estrangeiros', pois Paulo estava pregando as boas-novas de Jesus e da ressurreição."

1 Coríntios 15:12-14 (NVI): "Mas, se é preconizado que Cristo ressuscitou dos mortos, como podem alguns dentre vocês dizer que não há ressurreição dos mortos? Se não há ressurreição dos mortos, então nem Cristo ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã, a vossa fé."

Filipenses 3:10-11 (NVI): "Quero conhecer Cristo, o poder da sua ressurreição e a participação em seus sofrimentos, tornando-me como ele em sua morte para, de alguma forma, alcançar a ressurreição dentre os mortos."

Será que esse "conceito" é revelado em nosso coração, temos consciência do que realmente significa nascer do espírito e viver uma nova vida, eterna e plena em Cristo?

Quero fazer você refletir comigo sobre fundamentos e realidades da verdadeira fé no Evangelho:

Vamos analisar alguns fatos históricos e circunstanciais sobre os primeiros Apóstolos e os seguidores de Cristo, e meditar sobre a consciência de ressureição deles. 

João na ilha de Patmos:

A ilha de Patmos foi o lugar para onde o apóstolo João foi exilado durante o reinado do imperador romano Domiciano, por volta do final do primeiro século d.C. Patmos era uma ilha remota no Mar Egeu, usada pelo Império Romano como local de exílio para prisioneiros políticos e criminosos.

A vida de João em Patmos provavelmente foi difícil e solitária. Como exilado, ele pode ter enfrentado condições adversas, incluindo o isolamento social, o trabalho forçado e as dificuldades de viver em um ambiente árido e rochoso.

No entanto, apesar das circunstâncias difíceis, foi durante seu tempo de exílio em Patmos que João recebeu as visões registradas no livro do Apocalipse, a última parte da Bíblia. Enquanto estava na ilha, João teve uma experiência sobrenatural na qual recebeu revelações divinas e visões proféticas que foram registradas no livro do Apocalipse.

Acredita-se que João tenha sido libertado do exílio após a morte de Domiciano, e ele retornou à sua atividade ministerial, continuando a pregar o evangelho e a servir a comunidade cristã até sua morte.

Prisões de Paulo:

Paulo, o apóstolo, foi preso várias vezes ao longo de sua vida devido à sua pregação do evangelho e sua liderança na igreja primitiva. Aqui estão algumas das prisões mais conhecidas de Paulo, juntamente com informações sobre como sua estadia nelas pode ter sido:

Prisão em Filipos: Paulo foi preso em Filipos juntamente com Silas depois de expulsar um espírito adivinhador de uma jovem escrava. Eles foram espancados e colocados na prisão, onde cantaram louvores a Deus. Um terremoto ocorreu, abrindo as portas da prisão, mas Paulo e Silas permaneceram, o que levou à conversão do carcereiro e de sua família (Atos 16:16-40).

Prisão em Jerusalém: Paulo foi preso em Jerusalém depois de ser acusado de trazer um gentio (Trocilho, um efésio) para o Templo, o que era proibido pelas leis judaicas. Ele passou dois anos na prisão em Cesareia enquanto aguardava julgamento diante de Félix e, posteriormente, Festo (Atos 21:27-28:30).

Prisão em Roma (primeira prisão): Paulo foi levado a Roma como prisioneiro para apelar ao imperador depois de ser acusado pelos judeus em Jerusalém. Durante sua prisão domiciliar em Roma, ele pregou o evangelho a todos que o visitavam. É provável que ele tenha tido certa liberdade de movimento, mas ainda estava sob custódia romana (Atos 28:16-31).

Prisão em Roma (segunda prisão): Esta prisão é mencionada em 2 Timóteo, onde Paulo estava enfrentando acusações mais sérias. Sua situação parece ter sido muito mais difícil, e ele estava antecipando sua morte iminente (2 Timóteo 4:6-8).

Durante suas prisões, Paulo enfrentou uma série de desafios, incluindo tratamento injusto, perseguição, hostilidade dos opositores do evangelho e limitações em sua liberdade pessoal. No entanto, ele usou essas situações como oportunidades para pregar o evangelho e encorajar outros na fé. Mesmo em circunstâncias difíceis, Paulo demonstrou fé, coragem e perseverança, e sua prisão em várias ocasiões resultou na propagação do evangelho e no fortalecimento da igreja primitiva.

Portanto, embora a vida de João em Patmos tenha sido marcada por desafios e dificuldades, ela também foi caracterizada pela presença e intervenção de Deus, que concedeu a ele visões significativas e revelações que impactaram profundamente a história do Evangelho de Cristo. 

O martírio de Inácio: 

Inácio, também conhecido como Inácio de Antioquia ou Inácio Teóforo, foi um dos pais apostólicos da igreja cristã primitiva. Ele é conhecido principalmente por suas epístolas, escritas enquanto estava a caminho de Roma para ser martirizado.

Inácio foi discípulo de João, o apóstolo, e é tradicionalmente considerado como o terceiro bispo de Antioquia, uma das principais comunidades cristãs do primeiro século. Ele é conhecido por sua forte defesa da doutrina cristã e sua firmeza na fé.

A tradição cristã relata que Inácio foi preso pelas autoridades romanas por causa de sua fé e levado a Roma para ser executado. Durante sua jornada até Roma, Inácio escreveu várias epístolas para várias igrejas e líderes cristãos, nas quais expressou sua fé, encorajou os cristãos a permanecerem firmes na verdade e a se unirem em amor e unidade.

Inácio foi martirizado em Roma por volta do ano 107 d.C. Segundo a tradição, ele foi lançado às feras no Coliseu de Roma, onde testemunhou corajosamente sua fé em Cristo até o fim. Suas cartas são valorizadas como importantes documentos históricos e teológicos que oferecem insights sobre a vida da igreja primitiva e o pensamento cristão nos primeiros séculos.

O martírio de Policarpo:

Policarpo foi um dos pais apostólicos da igreja primitiva e um dos mais importantes líderes cristãos do segundo século. Ele foi discípulo direto do apóstolo João e serviu como bispo de Esmirna, uma cidade na Ásia Menor (atual Turquia).

Policarpo é conhecido principalmente por sua firmeza na fé cristã e por seu testemunho de martírio. Ele é uma figura significativa na história da igreja primitiva por causa de sua conexão direta com os apóstolos e sua liderança durante um período de crescente perseguição aos cristãos.

A tradição cristã relata que Policarpo foi martirizado por volta do ano 155 d.C. Durante uma intensa perseguição aos cristãos em Esmirna, ele foi preso pelas autoridades romanas por se recusar a renunciar à sua fé em Jesus Cristo. Após ser capturado, ele foi levado ao tribunal e confrontado com a escolha entre negar sua fé e adorar o imperador romano, ou enfrentar a morte.

Diante dessa decisão, Policarpo se recusou a renunciar a Jesus Cristo, declarando: "Oitenta e seis anos servi a Cristo e ele nunca me fez mal. Como poderia blasfemar contra meu Rei, que me salvou?" Como resultado, ele foi condenado à morte na fogueira.

No dia da execução, Policarpo foi amarrado a uma estaca para ser queimado vivo. De acordo com a tradição, ele permaneceu calmo e sereno enquanto as chamas o consumiam. Algumas versões da história relatam que o fogo se recusou a queimá-lo, e que ele morreu apenas depois de ser apunhalado por um soldado romano.

O martírio de Policarpo é celebrado e lembrado pela igreja cristã como um exemplo de fé inabalável e coragem diante da perseguição. Suas cartas e escritos também são valorizados como importantes documentos da igreja primitiva, oferecendo insights sobre a teologia e a vida cristã nos primeiros séculos.

A vida e a morte de Patrício:

São Patrício, também conhecido como o Apóstolo da Irlanda, é uma figura importante na história da igreja e na cultura irlandesa. Aqui está um resumo de sua vida e legado:

Vida:

Origens Incertas: Patrício nasceu por volta do final do século IV, provavelmente na Grã-Bretanha, embora o local exato de seu nascimento seja incerto.

Capturado por Piratas: Aos 16 anos, ele foi capturado por piratas irlandeses e levado como escravo para a Irlanda, onde passou seis anos trabalhando como pastor de ovelhas.

Conversão e Chamado: Durante seu cativeiro, Patrício se voltou para a fé cristã e desenvolveu um relacionamento mais profundo com Deus. Ele relatou ter tido visões e experiências espirituais que o levaram a uma profunda conversão.

Fuga e Estudos: Após seis anos, Patrício escapou da escravidão e voltou para sua família na Grã-Bretanha. Ele então se dedicou ao estudo da teologia e se tornou um sacerdote e depois um bispo.

Ministério na Irlanda:

Chamado para a Irlanda: Patrício sentiu um chamado de Deus para retornar à Irlanda e pregar o evangelho aos pagãos celtas.

Evangelização e Estabelecimento de Igrejas: Ele passou o restante de sua vida na Irlanda, viajando extensivamente e pregando o evangelho. Ele estabeleceu igrejas, batizou convertidos e treinou líderes cristãos.

Confronto com Druidas e Paganismo: Patrício enfrentou oposição dos druidas e outros líderes pagãos, mas conseguiu converter muitos irlandeses ao Evangelho de Cristo.

Legado: Patrício é creditado por ter desempenhado um papel crucial na cristianização da Irlanda. Ele é lembrado como um herói nacional e é celebrado no Dia de São Patrício em 17 de março de cada ano, tanto na Irlanda quanto em todo o mundo.

Morte:

São Patrício morreu em 17 de março de 461 d.C. na Irlanda. Sua morte é celebrada como sua entrada na vida eterna e seu legado vive até hoje na Irlanda e na igreja cristã em todo o mundo.

Embora a história de Patrício tenha sido envolta em lendas e mitos ao longo dos séculos, sua contribuição para a propagação do cristianismo na Irlanda é inegável. Ele é lembrado como um exemplo de fé, coragem e dedicação ao serviço de Deus e ao seu povo.

Diante desses exemplos, eu quero te fazer uma pergunta e te apresentar alguns versículos para te ajudar na reflexão: 

2 Timóteo 3:12 (NVI): "De fato, todos os que desejam viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos,"

Mateus 5:10-12 (NVI): "Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, pois deles é o Reino dos céus. Bem-aventurados serão vocês quando, por minha causa, os insultarem, os perseguirem e levantarem todo tipo de calúnia contra vocês. Alegrem-se e regozijem-se, porque grande é a recompensa de vocês nos céus, pois da mesma forma perseguiram os profetas que viveram antes de vocês."

João 15:18-20a (NVI): "Se o mundo os odeia, tenham em mente que antes odiou a mim. Se vocês pertencessem ao mundo, ele os amaria como se fossem dele. Todavia, vocês não são do mundo, mas eu os escolhi, tirando-os do mundo; por isso o mundo os odeia. Lembrem-se das palavras que eu lhes disse: ‘Nenhum escravo é maior do que o seu senhor.’ Se me perseguiram, também perseguirão vocês."

Agora vou colocar mais uns aqui sobre o sofrimento do Cristão, será que depois de sermos salvos, sofreremos? 

1 Pedro 4:12-13 (NVI): "Amados, não se surpreendam com o fogo que surge entre vocês para os provar, como se algo estranho lhes estivesse acontecendo. Mas alegrem-se à medida que participam dos sofrimentos de Cristo, para que também, quando a sua glória for revelada, vocês exultem com grande alegria."

1 Pedro 5:9-10 (NVI): "Resistam-lhe, permanecendo firmes na fé, sabendo que os irmãos que vocês têm em todo o mundo estão passando pelos mesmos sofrimentos. E o Deus de toda a graça, que os chamou para a sua glória eterna em Cristo Jesus, depois de terem sofrido durante pouco de tempo, os restaurará, os confirmará, os fortalecerá e os porá sobre firmes alicerces."

Romanos 8:17-18 (NVI): "Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo, se de fato participamos dos seus sofrimentos, para que também participemos da sua glória. Considero que os nossos sofrimentos atuais não podem ser comparados com a glória que em nós será revelada."

1 Tessalonicenses 3:3-4 (NVI): "para que ninguém seja abalado por essas tribulações. Vocês mesmos sabem que estamos destinados a sofrer. Pois, quando estávamos com vocês, já lhes dizíamos que íamos sofrer tribulações, como de fato aconteceu, como vocês sabem."

Filipenses 1:29 (NVI): "Pois a vocês foi concedido, em relação a Cristo, não apenas crer nele, mas também sofrer por ele,"

Veja, não estou anulando as bençãos recebidas, estou apenas incluindo algo que vem junto, e muitos, afim de ganhar seguidores, na verdade, simpatizantes, e apostando na natureza humana que deseja sempre a vantagem, estão pregando somente a parte dos benefícios supostamente vantajosos (segundo o olhar humano), do Evangelho de Cristo, e por isso, muitos estão apostatando depois de se sentirem enganados por descobrirem que a fé em Jesus inclui outras coisas que não lhe forma anunciadas. 

Mas, vamos voltar ao testemunho dos primeiros apóstolos: 

O que fez esses homens aceitarem o martírio pela fé, e passarem por isso com alegria, ao invés de tristeza e frustração? 

A "graça" que cobre um homem que vai morrer pela fé em Jesus e morre alegre e feliz é a manifestação do favor e do amor incondicional de Deus sobre ele, mesmo nas circunstâncias mais difíceis.

Essa graça é a compreensão profunda e pessoal do perdão de Deus, da sua presença constante e do seu cuidado amoroso, independentemente das circunstâncias exteriores. Ela traz consigo uma paz que ultrapassa o entendimento humano e uma alegria que não é abalada pelo sofrimento ou pela adversidade.

Quando alguém enfrenta a morte com alegria e felicidade por causa de sua fé em Jesus Cristo, isso geralmente reflete uma profunda confiança na promessa da vida eterna e na vitória de Cristo sobre a morte. Essa pessoa entende que, apesar da separação física daqueles que ama e dos desafios da morte, ela está indo para a presença de Deus, onde não haverá mais dor, tristeza ou morte.

Essa graça também pode ser vista como uma manifestação do Espírito Santo, que capacita os crentes a enfrentar a morte com coragem e esperança, dando-lhes a certeza de que estão seguros nas mãos de Deus e que sua fé será recompensada na vida além desta.

Em resumo, a graça que cobre um homem que morre pela fé em Jesus e morre alegre e feliz é a demonstração do amor e da provisão de Deus, que sustenta e fortalece seus filhos mesmo no momento da morte, trazendo paz, esperança e alegria àqueles que confiam nele.

Se a graça proporciona satisfação em meio ao martírio, imagine o que ela pode nos proporcionar na vida que Jesus nos deu para ser vivida nesse período aqui na terra. Precisamos dessa consciência revelada. 

Porque nesses compilados de textos que estou trazendo nesse livro não escrevo muito sobre palavra revelada? Porque na verdade, estou usando a lógica e razão para fazer você pensar. Estou usando a minha humanidade para fazer você refletir e chegar a conclusões de que você precisa se relacionar com o Espírito Santo e receber dele quem Jesus é, e isso, revelado em sua consciência, para que entenda que existe "veneno na panela"

O \Evangelho que temos recebido ao longo dos últimos séculos vem sendo contaminado pouco a pouco e com vários tipos de veneno. 

Primeiro o Papado e Absolutismo: 

Centralização do Poder e Autoridade: A concentração de poder no papado, ao longo da história, levou a um autoritarismo que nem sempre refletia os princípios de humildade e serviço ensinados por Jesus. Isso resultou em momentos em que o papado usou sua autoridade de forma excessiva, às vezes em detrimento da liberdade de pensamento e da autonomia das igrejas locais.

Absolutismo e Controle Político: Em certos períodos da história, o papado exerceu um forte controle político sobre regiões e governantes seculares, resultando em conflitos e tensões entre a igreja e o estado. Isso muitas vezes levou a abusos de poder, manipulação política e ações que não estavam alinhadas com os princípios do evangelho, como a promoção de guerras santas e a interferência nos assuntos políticos.

Corrupção e Abusos: Ao longo dos séculos, a liderança da Igreja Católica Romana foi associada a casos de corrupção, nepotismo, má administração financeira e até mesmo escândalos de abuso sexual por parte de clérigos. Esses incidentes minaram a credibilidade da igreja e causaram danos à sua reputação, afetando a confiança dos fiéis e afastando potenciais seguidores da fé cristã.

Distanciamento da Mensagem do Evangelho: Em alguns momentos da história, a busca por poder, riqueza e prestígio levou a uma distorção da mensagem do evangelho, com a ênfase sendo colocada em rituais, tradições e questões institucionais em vez do cerne da fé cristã. Isso pode ter alienado muitas pessoas que procuravam uma experiência espiritual mais autêntica e uma compreensão mais profunda do evangelho de Cristo.

Depois, o excesso de intelectualidade, herança do iluminismo:

O Iluminismo, um movimento intelectual e cultural que se desenvolveu na Europa durante os séculos XVII e XVIII, teve uma série de influências na sociedade e na religião, incluindo o Evangelho de Cristo. Embora tenha trazido avanços significativos em termos de racionalidade, ciência e direitos humanos, também trouxe algumas influências negativas para a compreensão e prática da fé cristã. Aqui estão algumas delas:

Racionalismo Excessivo: O Iluminismo promoveu uma ênfase excessiva na razão humana e na ciência, muitas vezes à custa da fé e da revelação divina. Isso levou alguns a questionarem ou rejeitarem aspectos da fé cristã que não podiam ser explicados pela razão ou pela lógica.

Ceticismo Religioso: O espírito crítico do Iluminismo levou muitos a questionarem dogmas e tradições religiosas, incluindo a autoridade da Bíblia e as doutrinas cristãs. Isso contribuiu para um aumento do ceticismo religioso e do secularismo, especialmente entre as elites intelectuais.

Descrença na Sobrenaturalidade: O Iluminismo promoveu uma visão de mundo cada vez mais secular, que enfatizava a naturalidade e a ordem do universo em detrimento do sobrenatural e do divino. Isso levou a uma diminuição da ênfase em milagres, intervenção divina e outras crenças tradicionais da fé cristã.

Crítica à Instituição da Igreja: Muitos pensadores iluministas criticaram as instituições religiosas, incluindo a Igreja Católica Romana, por seu poder político e social, sua corrupção e sua oposição à liberdade de pensamento. Isso contribuiu para um declínio da influência da igreja na sociedade e para um aumento do secularismo.

Individualismo e Relativismo: O individualismo e o relativismo ético promovidos pelo Iluminismo podem ter enfraquecido a noção de autoridade moral absoluta, incluindo a autoridade das Escrituras e dos ensinamentos da igreja. Isso pode ter levado a uma interpretação mais subjetiva e seletiva da fé cristã, onde cada indivíduo decide o que é verdade para si mesmo.

Depois, algumas gotas de misticismo e New Age (Nova era):

A influência do misticismo e da Nova Era no evangelho de Cristo pode ser percebida de várias maneiras, algumas das quais podem ser consideradas negativas para a compreensão e prática da fé cristã. Aqui estão algumas dessas influências negativas:

Sincretismo Religioso: O misticismo e a Nova Era promovem uma abordagem sincretista à espiritualidade, misturando elementos de diferentes tradições religiosas e espirituais. Isso pode levar à diluição da identidade cristã e à confusão doutrinária, comprometendo a singularidade e a autenticidade do evangelho de Cristo.

Relativismo Espiritual: A Nova Era muitas vezes promove a ideia de que todas as crenças espirituais são igualmente válidas e que não há uma verdade absoluta. Isso pode levar os cristãos a comprometerem suas convicções fundamentais em favor de uma abordagem mais relativista à fé, enfraquecendo a autoridade das Escrituras e dos ensinamentos da igreja.

Ênfase no Eu e no Bem-Estar: Muitas práticas do misticismo e da Nova Era se concentram no autodesenvolvimento, no bem-estar pessoal e na busca de poderes ou experiências espirituais. Isso pode levar a uma ênfase excessiva no eu e nos desejos pessoais, em detrimento do sacrifício, da humildade e do serviço aos outros, que são princípios fundamentais do evangelho de Cristo.

Esoterismo e Ocultismo: Algumas práticas associadas ao misticismo e à Nova Era envolvem o uso de técnicas esotéricas e ocultas, como a astrologia, a canalização de espíritos e a magia. Essas práticas são incompatíveis com a fé cristã e podem abrir portas para influências espirituais negativas e enganosas.

Desvio da Mensagem Central do Evangelho: A ênfase excessiva em experiências espirituais pessoais e na busca por poderes sobrenaturais pode desviar a atenção dos cristãos da mensagem central do evangelho de Cristo, que é a salvação pela graça mediante a fé em Jesus Cristo e seu sacrifício na cruz. Isso pode levar a uma superficialidade espiritual e a uma falta de entendimento da profundidade do amor e da redenção de Deus.

E para finalizar a mentalidade consumista e distorcida de prosperidade vinda da igreja americana: 

A teologia da prosperidade americana tem sido criticada por diversas razões, e sua influência no evangelho de Cristo pode ser percebida como negativa em vários aspectos. Aqui estão algumas dessas influências negativas:

Distorção do Evangelho: A teologia da prosperidade muitas vezes promove uma mensagem distorcida do evangelho, enfatizando a prosperidade material, a saúde e o sucesso financeiro como sinais de favor divino. Isso pode desviar a atenção dos ensinamentos centrais do evangelho, como arrependimento, fé, perdão e serviço aos outros.

Materialismo e Consumismo: Ao colocar ênfase na busca pela riqueza e pelo sucesso material como sinais de bênção de Deus, a teologia da prosperidade pode promover um espírito de materialismo e consumismo entre os cristãos. Isso pode levar a uma busca desenfreada por riquezas e conforto material, em detrimento de valores espirituais mais profundos.

Manipulação Emocional: Muitos pregadores da teologia da prosperidade usam táticas de manipulação emocional para persuadir as pessoas a doarem dinheiro ou a aderirem a suas crenças. Isso pode criar uma atmosfera de exploração e abuso dentro das igrejas, especialmente entre os fiéis mais vulneráveis e desesperados.

Falsa Promessa de Sucesso Infalível: A teologia da prosperidade promete que, se alguém seguir certos princípios e práticas religiosas, terá sucesso garantido na vida, incluindo prosperidade financeira, saúde perfeita e relacionamentos harmoniosos. No entanto, essa promessa pode ser falsa e enganosa, pois a vida está sujeita a circunstâncias imprevisíveis e nem todos experimentam sucesso material, independentemente de sua fé.

Ignorância do Sofrimento e da Adversidade: A teologia da prosperidade muitas vezes ignora ou minimiza o sofrimento, a dor e a adversidade que fazem parte da experiência humana. Isso pode criar uma visão superficial e simplista da fé cristã, incapaz de lidar com as complexidades e desafios da vida real.

Que por fim, criou o coaching cristão:

Os coachings, especialmente aqueles que atuam no campo do coaching de vida, coaching espiritual ou coaching motivacional, podem ter uma influência negativa no entendimento e na prática do Evangelho de Cristo de várias maneiras. Aqui estão algumas das preocupações levantadas por alguns críticos:

Substituição da Espiritualidade por Técnicas de Autoajuda: Alguns coachings podem promover uma abordagem excessivamente secularizada e pragmática para resolver problemas e alcançar objetivos, substituindo a dimensão espiritual da fé cristã por técnicas de autoajuda e psicologia positiva. Isso pode levar a uma diluição da mensagem espiritual do Evangelho em favor de soluções superficiais e temporais.

Individualismo Excessivo: O coaching muitas vezes enfatiza o desenvolvimento pessoal, a autossuficiência e o sucesso individual, o que pode entrar em conflito com os princípios do amor ao próximo, da comunidade e da interdependência encontrados no Evangelho de Cristo. Isso pode levar os cristãos a se concentrarem excessivamente em suas próprias necessidades e objetivos, em detrimento do serviço aos outros e do bem comum.

Relativização da Verdade Espiritual: Alguns coachings adotam uma abordagem relativista em relação à verdade espiritual, promovendo a ideia de que todas as crenças e práticas religiosas são igualmente válidas e úteis. Isso pode minar a singularidade e a exclusividade da mensagem do Evangelho, que afirma que Jesus Cristo é o único caminho para a salvação e a verdade espiritual.

Ênfase no Sucesso Material e Bem-Estar Pessoal: Muitos coachings promovem a ideia de que o sucesso material, o bem-estar pessoal e a realização dos desejos são indicadores de uma vida bem-sucedida e satisfatória. Isso pode entrar em conflito com a ênfase do Evangelho na renúncia ao egoísmo, na humildade e na priorização do Reino de Deus sobre os bens materiais.

Foco Excessivo no Eu e na Autopromoção: Alguns coachings podem encorajar uma mentalidade de autopromoção, auto-engrandecimento e busca por fama ou reconhecimento pessoal. Isso contrasta com os ensinamentos de Jesus sobre a humildade, o serviço aos outros e a renúncia ao ego, que são fundamentais para a prática do Evangelho.

A mistura da fé em Cristo com a fé no homem no contexto do coaching mexe da integridade da fé cristã. Aqui estão algumas maneiras pelas quais essa mistura se mostra problemática :

Sincretismo Religioso: Combinar a fé em Cristo com a fé no homem pode resultar em sincretismo religioso, onde diferentes crenças e práticas espirituais são fundidas de uma maneira que dilui a singularidade e a exclusividade da mensagem do Evangelho. Isso pode levar à confusão espiritual e à perda da identidade cristã distintiva.

Relativização da Autoridade de Cristo: Colocar a mesma confiança na sabedoria e orientação dos homens quanto na de Cristo pode diminuir a autoridade de Cristo como Senhor e Salvador. Isso pode resultar em uma abordagem relativista da verdade espiritual, onde as opiniões humanas são valorizadas da mesma forma que as verdades divinas reveladas nas Escrituras.

Dependência Excessiva em Recursos Humanos: A fé no homem pode levar à dependência excessiva em recursos humanos e soluções terrenas, em detrimento da confiança na providência e na graça divina. Isso pode levar os cristãos a buscar respostas e soluções fora da vontade de Deus, desviando-se do caminho da fé e da confiança em Cristo.

Desvio do Foco da Relação com Cristo: Quando a fé no homem se torna dominante, pode desviar o foco da relação pessoal e íntima com Cristo. Os cristãos podem se concentrar mais nas técnicas, estratégias e conselhos humanos do que na busca de uma comunhão profunda com Deus por meio da oração, da meditação nas Escrituras e da prática dos sacramentos.

Perda da Dimensão Espiritual da Fé: A fé no homem pode levar a uma abordagem excessivamente secularizada da vida espiritual, onde a dimensão sobrenatural da fé cristã é minimizada ou negligenciada em favor de uma abordagem mais pragmática e centrada no ser humano. Isso pode resultar na perda da riqueza espiritual e da profundidade da fé cristã.

Diante disso, vejamos suas origens:

Cada uma dessas correntes de pensamento e práticas religiosas tem suas próprias origens e influências específicas:

Absolutismo e Papado: 

A origem do papado e do absolutismo na Igreja Católica Romana remonta aos primeiros séculos do cristianismo e é influenciada por uma série de fatores históricos, políticos e religiosos. Aqui estão algumas das principais influências e desenvolvimentos que levaram à formação desses sistemas de governo na igreja:

Modelo de Liderança Apostólica: Nos primeiros séculos do cristianismo, a liderança da igreja era mais descentralizada e baseada no modelo dos apóstolos e líderes locais. No entanto, à medida que a igreja crescia e se expandia, surgiu a necessidade de uma autoridade centralizada para resolver disputas doutrinárias e administrativas.

Desenvolvimento da Teoria das Duas Espadas: Durante a Idade Média, desenvolveu-se a teoria das "duas espadas", que afirmava que o poder espiritual (representado pelo papado) e o poder temporal (representado pelos governantes seculares) eram igualmente divinos, mas independentes um do outro. Isso levou à ideia de que o papa detinha autoridade sobre questões espirituais, enquanto os governantes seculares tinham autoridade sobre questões temporais.

Influência do Império Romano e Constantino: A conversão do imperador Constantino ao cristianismo no século IV teve um grande impacto no papel e na influência da igreja. Com o Édito de Milão em 313 d.C., o cristianismo foi legalizado no Império Romano, e a igreja começou a receber apoio e privilégios do Estado. Isso estabeleceu um precedente para a colaboração entre a igreja e o governo secular.

Consolidação do Papado como Instituição Central: Ao longo dos séculos, o papado gradualmente consolidou sua autoridade como a mais alta instância de autoridade na igreja. Isso foi impulsionado por uma série de fatores, incluindo disputas doutrinárias, concílios ecumênicos e a afirmação de sua autoridade sobre outras igrejas e líderes cristãos.

Teorias de Soberania e Absolutismo Monárquico: Durante a Idade Média e o Renascimento, surgiram teorias políticas que defendiam a ideia de soberania absoluta do monarca, muitas vezes apoiadas pela igreja. Isso fortaleceu o poder dos governantes seculares e sua influência sobre a igreja, ao mesmo tempo em que reforçou a autoridade do papado sobre questões espirituais.

Depois: 

Iluminismo: O Iluminismo foi um movimento intelectual que se desenvolveu na Europa durante os séculos XVII e XVIII, emergindo como uma resposta às estruturas tradicionais de poder, autoridade e conhecimento, incluindo a religião. Suas origens podem ser traçadas até o Renascimento e o surgimento da filosofia humanista, bem como às mudanças sociais e políticas ocorridas durante a Era Moderna.

Misticismo: O misticismo tem raízes profundas em várias tradições religiosas, incluindo o cristianismo, o judaísmo, o hinduísmo, o budismo e o sufismo islâmico. Ele se refere à busca direta e pessoal de experiências espirituais profundas e à união com o divino, muitas vezes por meio de práticas contemplativas, meditativas e rituais. Tem suas raízes em tradições antigas, como o hermetismo no Egito, o neoplatonismo na Grécia e o misticismo judaico, que remonta aos tempos dos profetas hebreus. Também pode ser encontrado em tradições religiosas da Índia, como o hinduísmo e o budismo.

Nova Era: A Nova Era é um movimento espiritual contemporâneo que se desenvolveu nas últimas décadas do século XX, emergindo em resposta a uma série de mudanças sociais, culturais e religiosas. Suas influências incluem elementos do misticismo oriental, espiritualidade indígena, filosofias holísticas, movimentos de autoajuda e a contracultura dos anos 1960 e 1970.

Teologia da Prosperidade: A teologia da prosperidade tem suas raízes no movimento pentecostal e no evangelismo americano do século XX, especialmente nos Estados Unidos. A teologia da prosperidade se desenvolveu em um contexto cultural e econômico específico dos Estados Unidos, caracterizado pelo otimismo, individualismo e busca pelo sucesso material. Ela ressoou particularmente entre os americanos que buscavam uma forma de conciliar sua fé com o sonho americano de prosperidade e realização pessoal.

Movimento Coachings cristãos: O movimento de coaching cristão no Brasil teve início aproximadamente na década de 1990, seguindo a popularização do coaching em geral nos Estados Unidos e em outros países. No entanto, seu crescimento e desenvolvimento ganharam mais destaque nos últimos anos, especialmente com o aumento do interesse por abordagens de desenvolvimento pessoal e liderança baseadas em princípios cristãos.

O coaching cristão combina os princípios e técnicas do coaching com uma perspectiva cristã e valores bíblicos. Ele busca promover o crescimento espiritual, emocional e profissional dos indivíduos, enquanto os orienta a alcançar seus objetivos de acordo com os princípios cristãos. Isso pode incluir áreas como ministério pastoral, liderança na igreja, desenvolvimento pessoal, aconselhamento espiritual e orientação vocacional, entre outros.

Nos últimos anos, tem havido um aumento na disponibilidade de treinamentos, certificações e recursos para coachings cristãos no Brasil, assim como a realização de conferências, seminários e encontros voltados para esse público. Muitos líderes cristãos, pastores e profissionais têm buscado o coaching cristão como uma ferramenta para aprimorar seu ministério e sua vida pessoal, além de oferecerem esses serviços em suas comunidades e igrejas.

O que eu te peço é que compare tudo que foi escrito nesse texto, medite, ore no espírito, jejue, fale com o Espírito Santo, e se desintoxique do veneno do 'evangelho misturado". Jesus é uma pessoa, e a sua relação intima com Ele, é o desejo de Deus, a edificação da sua fé vai te levar a uma compreensão pura e correta sobre a verdade, que é a pessoa de Jesus Cristo. 

João 14:6 (NVI): Jesus respondeu: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim."

João 1:14 (NVI): O Verbo se fez carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória, a glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade.

Colossenses 2:9-10 (NVI): Pois em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade, e vocês têm essa plenitude nele, que é o cabeça de todo poder e autoridade.

Efésios 4:21 (NVI): certamente vocês ouviram falar dele e foram ensinados nele, conforme a verdade está em Jesus.

1 João 5:20 (NVI): Sabemos também que o Filho de Deus veio e nos deu entendimento, para que conheçamos aquele que é o Verdadeiro. E nós estamos naquele que é o Verdadeiro, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna.

Para melhorar sua compreensão desse texto, recomendo uma leitura: "O Poder Latente da Alma", de Watchman Nee. 

Encontrar o equilíbrio entre viver as bênçãos e os sofrimentos que a fé em Cristo proporciona é uma jornada desafiadora e significativa para os cristãos. Aqui estão algumas reflexões sobre como navegar por esse equilíbrio:

Gratidão pelas Bênçãos: Reconheça e celebre as bênçãos que Deus tem concedido em sua vida. Isso inclui não apenas as bênçãos materiais, mas também as bênçãos espirituais, como perdão, salvação, comunhão com Deus e o amor da família e amigos. Cultive uma atitude de gratidão, lembrando-se de que todas as coisas boas vêm de Deus.

Aceitação dos Sofrimentos: Reconheça que os sofrimentos fazem parte da experiência humana e da jornada de fé. Jesus disse que no mundo teríamos aflições, mas Ele nos encorajou a ter bom ânimo, pois Ele venceu o mundo. Em momentos de sofrimento, busque conforto na presença de Deus e na comunhão com outros irmãos na fé.

Confiança na Providência de Deus: Confie na providência soberana de Deus em todas as circunstâncias. Mesmo nos momentos de dificuldade e sofrimento, creia que Deus está trabalhando todas as coisas para o bem daqueles que O amam. Mantenha a esperança e a fé na promessa de que Deus está sempre conosco, mesmo nos vales mais sombrios da vida.

Busca por Equilíbrio: Busque um equilíbrio saudável entre desfrutar das bênçãos de Deus e enfrentar os desafios da vida. Não permita que os momentos de alegria e prosperidade o afastem da dependência de Deus, nem permita que os tempos de dificuldade o desanimem ou o afastem da fé. Encontre força na comunhão com Deus e na comunidade de fé para enfrentar todos os aspectos da vida com confiança e esperança.

Crescimento Espiritual: Veja tanto as bênçãos quanto os sofrimentos como oportunidades para crescimento espiritual. Nos momentos de alegria, louve a Deus e compartilhe Suas bênçãos com os outros. Nos momentos de sofrimento, busque crescer em fé, perseverança, compaixão e solidariedade com os que sofrem ao seu redor.

Marcos 10:29-30(NVI): "Respondeu Jesus: Em verdade vos digo que ninguém há que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou mãe, ou pai, ou filhos, ou campos, por amor de mim e do evangelho, que não receba cem vezes tanto, já neste tempo, em casas, e irmãos, e irmãs, e mães, e filhos, e campos, com perseguições; e no século futuro a vida eterna."

Leonardo Lima Ribeiro 

domingo, 26 de abril de 2020

O complexo de não merecimento e as feridas causadas pela destruição da auto estima

(Lepsoya, Noruega)

O complexo de não merecimento pode ser gerado por uma variedade de fatores psicológicos, sociais e ambientais. Aqui estão algumas possíveis causas:

Experiências de vida: Traumas, abusos emocionais, físicos ou verbais na infância ou ao longo da vida podem levar alguém a desenvolver um senso de não merecimento.

Crenças limitantes: Crenças arraigadas de que não se é bom o suficiente, digno ou capaz podem contribuir para o complexo de não merecimento. Isso pode ser resultado de mensagens negativas recebidas na infância, influências culturais ou experiências pessoais.

Comparação social: Constantemente comparar-se com os outros e sentir-se inferior pode alimentar sentimentos de não merecimento, especialmente em uma sociedade que muitas vezes enfatiza a competição e o sucesso.

Autoimagem negativa: Uma baixa autoestima e uma visão negativa de si mesmo podem levar alguém a acreditar que não merece coisas boas na vida.

Perfeccionismo: A busca implacável pela perfeição pode criar uma sensação de nunca ser bom o suficiente, levando ao sentimento de não merecimento.

Modelos parentais: O ambiente familiar desempenha um papel crucial na formação da autoimagem e autoestima de uma pessoa. Se os pais ou cuidadores não demonstram amor, aceitação e apoio adequados, isso pode levar a um senso de não merecimento.

Traumas passados: Experiências passadas de falha, rejeição ou decepção podem deixar cicatrizes emocionais que afetam a maneira como alguém se vê e se sente merecedor de coisas boas na vida.

Existem passagens na Bíblia que podem ser interpretadas como abordando questões relacionadas aos complexos de não merecimento. Aqui estão alguns versículos que podem oferecer encorajamento e reflexão:

Romanos 8:1-2 (NVI):
"Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte."Este versículo destaca a liberdade e a redenção encontradas em Cristo, sugerindo que não há mais condenação para aqueles que estão Nele. Pode ser reconfortante para alguém que luta com sentimentos de não merecimento ou inadequação.

Efésios 2:8-9 (NVI):
"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie."Este versículo enfatiza que a salvação é um presente de Deus, não algo que podemos conquistar por nossos próprios méritos. Ele destaca a importância da graça divina e pode ser reconfortante para aqueles que lutam com sentimentos de inadequação ou falta de mérito.

Salmos 139:14 (NVI):
"Eu te louvarei, porque de um modo terrível e tão maravilhoso fui formado; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem."Este versículo destaca a maravilha da criação de cada pessoa por Deus. Pode servir como um lembrete poderoso do valor intrínseco e da dignidade que cada indivíduo possui, independentemente de sentimentos de inadequação ou não merecimento.

2 Coríntios 12:9 (NVI):
"E ele me disse: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo."Neste versículo, Paulo fala sobre a suficiência da graça de Deus e como o poder de Deus se manifesta em nossa fraqueza. Pode ser um lembrete reconfortante de que mesmo em nossos momentos de fraqueza e inadequação, Deus está presente e seu poder se manifesta em nós.

Esses versículos oferecem diferentes perspectivas sobre a questão dos complexos de não merecimento, destacando a graça de Deus, o valor intrínseco de cada pessoa e a redenção encontrada em Cristo.

Uma pessoa com complexo de não merecimento pode manifestar uma série de comportamentos e características que refletem sua baixa autoestima e falta de confiança em si mesma. Aqui estão alguns exemplos de como essa pessoa pode se comportar:

Autodepreciação: Ela pode constantemente se criticar e se menosprezar, falando negativamente sobre si mesma e suas habilidades.

Evitação de reconhecimento: Pode ter dificuldade em aceitar elogios ou reconhecimento por suas conquistas, minimizando suas realizações ou atribuindo-as a sorte ou circunstâncias externas.

Perfeccionismo excessivo: Tende a buscar a perfeição em tudo o que faz, muitas vezes estabelecendo padrões irrealisticamente altos para si mesma. Ela pode sentir que nunca é boa o suficiente, independentemente de seus esforços.

Comparação constante: Ela pode se comparar negativamente com os outros, sempre se sentindo inferior ou inadequada em relação aos demais.

Evitação de desafios: Pode evitar situações desafiadoras ou oportunidades de crescimento por medo de falhar ou ser julgada pelos outros.

Dependência excessiva: Pode buscar constantemente a aprovação e validação dos outros para se sentir digna ou valorizada.

Autosabotagem: Pode sabotar inconscientemente suas próprias chances de sucesso ou felicidade, devido à crença de que não merece coisas boas na vida.

Isolamento social: Ela pode se afastar de relacionamentos ou evitar interações sociais por medo de ser rejeitada ou julgada pelos outros.

Esses são apenas alguns exemplos de como uma pessoa com complexo de não merecimento pode se comportar. 

É importante notar que esses padrões de comportamento podem variar de pessoa para pessoa e podem ser influenciados por uma série de fatores, incluindo experiências de vida passadas, ambiente familiar, cultura e personalidade individual.

Superar o complexo de não merecimento pode ser um processo desafiador, mas é possível com esforço e dedicação. Aqui estão algumas estratégias que podem ajudar a desbloquear esse complexo:

Autoconhecimento: Identificar e compreender as crenças e padrões de pensamento que alimentam o sentimento de não merecimento é o primeiro passo. Isso pode envolver reflexão profunda sobre suas experiências passadas, padrões de comportamento e as mensagens que recebeu ao longo da vida.

Prática da autocompaixão: Cultivar uma atitude de gentileza e compaixão consigo mesmo é fundamental. Reconheça que todos têm falhas e imperfeições, e aprenda a tratar-se com a mesma bondade e compaixão que você ofereceria a um amigo querido.

Desafie pensamentos negativos: Desenvolva o hábito de questionar e desafiar pensamentos negativos e autodepreciativos. Pergunte a si mesmo se esses pensamentos são realmente verdadeiros e se existem evidências que os contradizem.

Reestruturação cognitiva: Substitua gradualmente os pensamentos negativos por pensamentos mais positivos e realistas. Por exemplo, se você pensar "não sou bom o suficiente", tente reestruturar esse pensamento para algo como "eu tenho minhas qualidades e estou em constante crescimento e aprendizado".

Celebre suas conquistas: Reconheça e celebre suas realizações, por menores que pareçam. Isso ajudará a reforçar sua autoconfiança e a construir uma imagem mais positiva de si mesmo.

Estabeleça limites saudáveis: Aprenda a dizer não quando necessário e a estabelecer limites saudáveis em seus relacionamentos pessoais e profissionais. Isso ajudará a proteger sua autoestima e a evitar situações que possam reforçar o sentimento de não merecimento.

Busque apoio: Não tenha medo de pedir ajuda quando necessário. Um terapeuta ou algum líder espiritual que tenha maturidade e experiência em lidar com situações como essa pode ser muito eficiente no processo de libertação pode fornecer suporte e orientação adicionais para ajudá-lo a superar o complexo de não merecimento.

Lembre-se de que superar o complexo de não merecimento é um processo gradual e pode exigir tempo e paciência. Seja gentil consigo mesmo e reconheça o progresso que você faz ao longo do caminho.

O complexo de não merecimento pode ser causado em pessoas que se relacionam  com um narcisista?

Sim, é possível que um narcisista possa contribuir para o desenvolvimento de um complexo de não merecimento em outras pessoas. O narcisismo é caracterizado por um padrão de comportamento egocêntrico, falta de empatia e necessidade constante de admiração e atenção. Quando uma pessoa está em um relacionamento com um narcisista, ela pode ser submetida a uma série de dinâmicas que afetam sua autoestima e senso de valor próprio. Aqui estão algumas maneiras pelas quais um narcisista pode influenciar o desenvolvimento de um complexo de não merecimento em outros:

Desvalorização: Narcisistas frequentemente desvalorizam e criticam seus parceiros, diminuindo sua autoestima e confiança. Eles podem fazer comentários depreciativos sobre a aparência, habilidades ou conquistas da outra pessoa, levando-a a duvidar de si mesma e de seu valor.

Manipulação emocional: Narcisistas muitas vezes manipulam emocionalmente seus parceiros para controlá-los e mantê-los dependentes. Eles podem usar táticas como culpa, chantagem emocional ou jogos mentais para fazer a outra pessoa se sentir inadequada e incapaz de satisfazer suas expectativas.

Competição constante: Narcisistas tendem a ver os outros como uma ameaça à sua própria autoestima e podem se envolver em comportamentos competitivos para afirmar sua superioridade. Eles podem menosprezar as conquistas ou sucessos de seus parceiros e se esforçar para mantê-los em um estado de inferioridade.

Elogios condicionais: Narcisistas muitas vezes oferecem elogios e admiração de forma seletiva, condicionando seu amor e aprovação ao comportamento e desempenho de seus parceiros. Isso pode levar a uma busca incessante pela validação e aprovação do narcisista, levando à insegurança e ao sentimento de não merecimento.

Isolamento social: Narcisistas podem tentar isolar seus parceiros de amigos e familiares, minando seus relacionamentos de apoio e reforçando sua dependência emocional. Isso pode fazer com que a pessoa se sinta isolada e sem valor fora do relacionamento narcisista.

Em resumo, a dinâmica de um relacionamento com um narcisista pode ser tóxica e prejudicial para a autoestima e o bem-estar emocional da outra pessoa, potencialmente contribuindo para o desenvolvimento de um complexo de não merecimento. É importante reconhecer esses padrões de comportamento e buscar apoio para navegar em um relacionamento assim de forma saudável ou, em casos extremos, considerar rompê-lo para preservar o próprio bem-estar.

Porque decidi pesquisar sobre isso e produzir esse conteúdo para um capítulo do meu livro? Porque não só eu, como várias pessoas que conheço, depois de um convívio com líderes religiosos narcisistas identificamos comportamentos disfuncionais após essas experiências, e depois de um período de incomodo, decidi descobrir do que se tratava, e percebi estar com esse complexo de não merecimento, demorei muito para me sentir livre e curado, e posso afirmar quão grande é o estrago causado em nossa personalidade por conviver com pessoas narcisistas e possuidoras de alguma psicopatia. 

Se você passou por esse tipo de situação, procure pessoas que venceram, foram livres e curadas, e compartilhe suas dores. O amor de Jesus restaura nossa alma, e nos enche com a convicção da identidade de filhos amados. 

Se você está em um relacionamento com um narcisista e deseja se livrar dessa relação, é importante agir com cuidado e considerar estratégias que protejam sua segurança e bem-estar emocional. Aqui estão algumas etapas que podem ajudar:

Reconheça o padrão: Reconheça e aceite que está em um relacionamento com um narcisista. Isso pode ser difícil, especialmente se houver manipulação emocional envolvida, mas é o primeiro passo para tomar medidas para sair dessa situação.

Estabeleça limites: Defina limites claros e saudáveis em seu relacionamento com o narcisista. Identifique o que é aceitável para você e comunique esses limites de forma assertiva e firme.

Procure apoio: Busque apoio de amigos, familiares ou profissionais de saúde mental que possam oferecer suporte emocional e orientação durante esse período desafiador.

Planeje sua saída: Faça um plano cuidadoso para deixar o relacionamento, considerando questões como moradia, finanças e segurança. Se necessário, busque ajuda de organizações de apoio a vítimas de abuso.

Seja firme: Quando decidir deixar o relacionamento, seja firme em sua decisão e não ceda à manipulação ou pressão do narcisista. Lembre-se de que você merece ser tratado com respeito e dignidade.

Corte o contato: Após deixar o relacionamento, limite ou corte completamente o contato com o narcisista, se possível. Isso pode ajudar a evitar recaídas e a se concentrar em sua própria cura e recuperação.

Cuide de si mesmo: Dedique tempo para cuidar de si mesmo e se recuperar emocionalmente do relacionamento. Isso pode incluir atividades de autocuidado, terapia, grupos de apoio ou outras formas de suporte emocional.

Lembre-se de que deixar um relacionamento com um narcisista pode ser um processo desafiador e pode levar tempo. Se necessário, não hesite em buscar ajuda profissional para orientação e suporte adicional.

João 3:16 (NVI):
"Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna."Este versículo é talvez o mais conhecido e resume o amor de Deus ao ponto de enviar Jesus para nos salvar, oferecendo-nos a vida eterna através da fé Nele.

Romanos 5:8 (NVI):
"Mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores."Este versículo destaca o amor incondicional de Deus por nós, demonstrado pelo sacrifício de Jesus na cruz mesmo quando éramos indignos.

Efésios 2:4-5 (NVI):
"Mas Deus, que é rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou, deu-nos vida com Cristo, quando ainda estávamos mortos em transgressões – pela graça vocês são salvos."Este versículo ressalta a grandeza do amor de Deus por nós, que nos dá vida através de Jesus, mesmo quando estávamos espiritualmente mortos em nossos pecados.

1 João 4:9-10 (NVI):
"Foi assim que Deus manifestou o seu amor entre nós: enviou o seu Filho Unigênito ao mundo, para que pudéssemos viver por meio dele. Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho como propiciação pelos nossos pecados."Este versículo destaca que o amor de Deus por nós é uma demonstração ativa e sacrificial, exemplificado pela vinda de Jesus para nos salvar.

Esses versículos nos lembram do amor incomparável que Jesus tem por cada um de nós, um amor que nos leva à redenção, à salvação e à vida eterna através da fé Nele.

Lembre-se, Jesus te ama de forma infinita e incondicional, exatamente do jeito que você, pois foi o próprio Deus quem te criou. 

Isaías 41:10 (NVI):
"Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça."

A ascensão de líderes religiosos narcisistas pode ser atribuída a uma série de fatores, tanto dentro do contexto religioso quanto na sociedade em geral. Aqui estão algumas razões que podem contribuir para isso:

Carisma e manipulação: Muitos líderes religiosos narcisistas são altamente carismáticos e habilidosos em manipular as emoções e crenças de seus seguidores. Eles podem usar sua eloquência, carisma e habilidades de comunicação para atrair e manter uma base de seguidores leais.

Ambição e poder: O desejo de poder e prestígio pode levar algumas pessoas a buscar cargos de liderança em instituições religiosas. Para os narcisistas, o status e a autoridade associados à liderança religiosa podem ser particularmente atraentes, fornecendo-lhes uma plataforma para exercer controle sobre os outros.

Falta de prestação de contas: Em algumas organizações religiosas, a estrutura de liderança pode ser caracterizada pela falta de prestação de contas e supervisão adequada. Isso pode permitir que líderes narcisistas ajam de forma abusiva ou explorem sua posição para benefício pessoal sem consequências significativas.

Adulação e idolatria: Líderes narcisistas muitas vezes são adorados e idolatrados por seus seguidores, o que pode alimentar ainda mais seu ego e comportamento narcisista. Esse ciclo de adulação pode tornar difícil para eles reconhecerem ou corrigirem seus comportamentos prejudiciais.

Exploração da fé: Alguns líderes religiosos narcisistas podem explorar a fé e a devoção de seus seguidores para ganho pessoal, seja financeiro, sexual ou emocional. Eles podem usar sua posição de autoridade para manipular e controlar os outros em nome da religião.

Falta de discernimento: Em alguns casos, os seguidores podem não ter discernimento suficiente para reconhecer os sinais de comportamento narcisista em seus líderes religiosos, especialmente se estiverem profundamente investidos emocionalmente na comunidade religiosa.

É importante ressaltar que nem todos os líderes religiosos são narcisistas, e muitos são genuinamente dedicados ao bem-estar espiritual e emocional de seus seguidores. No entanto, é crucial estar ciente dos sinais de comportamento narcisista e buscar liderança religiosa que seja autêntica, compassiva e centrada nos valores éticos e espirituais.

As pessoas que são parte de instituições que possuem esse tipo de líder sofrem de forma direta em suas vidas natural e espiritual. 

O narcisismo pode ter várias influências espirituais, que podem se manifestar de diferentes maneiras, dependendo da pessoa e de sua relação com a espiritualidade. Aqui estão algumas influências espirituais que podem estar associadas ao narcisismo:

Egoísmo espiritual: Um narcisista pode abordar a espiritualidade de uma maneira egoísta, buscando gratificação pessoal, prestígio ou poder em vez de um crescimento espiritual genuíno. Eles podem usar a espiritualidade como uma ferramenta para promover sua própria imagem e alcançar seus próprios objetivos, em vez de buscar a verdadeira conexão com o divino ou o bem-estar espiritual.

Falsa humildade: Em vez de cultivar uma humildade genuína, um narcisista pode adotar uma aparência de humildade como parte de sua persona espiritual. Isso pode incluir fazer grandes gestos de generosidade ou servir aos outros, não por verdadeira compaixão ou desejo de ajudar, mas para ganhar aprovação, admiração ou controle sobre os outros.

Julgamento e superioridade espiritual: Um narcisista pode se considerar espiritualmente superior aos outros e julgar aqueles que não compartilham de suas crenças ou práticas espirituais. Eles podem usar sua espiritualidade como uma forma de se destacar e reforçar sua própria imagem de grandiosidade.

Falta de empatia espiritual: Um narcisista pode ter dificuldade em cultivar empatia genuína pelos outros em seu caminho espiritual. Eles podem estar mais preocupados com seu próprio progresso espiritual e sucesso do que com o bem-estar dos outros.

Manipulação de crenças: Um narcisista pode manipular as crenças espirituais dos outros para atender às suas próprias necessidades ou objetivos. Eles podem distorcer ou reinterpretar ensinamentos espirituais para se alinhar com sua própria agenda ou para justificar seu comportamento prejudicial.

Essas são apenas algumas maneiras pelas quais o narcisismo pode influenciar a espiritualidade de uma pessoa. É importante notar que nem todas as pessoas espiritualmente engajadas são narcisistas, e nem todos os narcisistas são necessariamente espiritualmente engajados. No entanto, quando essas duas características se combinam, pode haver efeitos prejudiciais para a pessoa narcisista e para aqueles ao seu redor.

Irmãos, sejam livres pelo poder do Nome de Jesus. 

Embora a Bíblia não aborde especificamente o transtorno narcisista da personalidade, existem versículos que podem ser associados aos comportamentos e atitudes que podem ser encontrados em pessoas com esse distúrbio. Aqui estão alguns exemplos:

Provérbios 16:18 (NVI):
"O orgulho precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda."Este versículo adverte sobre os perigos do orgulho e da arrogância, características frequentemente presentes no comportamento narcisista.

Filipenses 2:3-4 (NVI):
"Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos. Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros."Esses versículos enfatizam a importância da humildade e do cuidado com os outros, algo que pode ser desafiador para uma pessoa com transtorno narcisista da personalidade, que geralmente coloca seus próprios interesses acima dos outros.

Mateus 23:12 (NVI):
"Pois quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado. "Este versículo reflete a ideia de que a exaltação pessoal leva à humilhação, algo que pode ressoar com os padrões comportamentais do narcisismo.

2 Timóteo 3:2-4 (NVI):
"Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem, traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus."Esses versículos descrevem características negativas que podem estar associadas ao narcisismo, como presunção, arrogância, falta de empatia e amor próprio excessivo.

 "Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso" (Mateus 11:28). Jesus enfatiza que mesmo nos momentos de rejeição ou solidão, há sempre amor e aceitação incondicionais em sua presença. 

Aqui estão alguns versículos bíblicos que falam sobre o amor de Jesus:

João 3:16 - "Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna."

João 15:13 - "Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos."
Romanos 5:8 - "Mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores."

Efésios 2:4-5 - "Mas Deus, que é rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou, deu-nos vida com Cristo, mesmo quando estávamos mortos em transgressões - pela graça vocês são salvos."

1 João 4:9-10 - "Foi assim que Deus manifestou o seu amor entre nós: enviou o seu Filho Unigênito ao mundo, para que pudéssemos viver por meio dele. Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho como propiciação pelos nossos pecados."

Nosso ministério tem ajudado pessoas a se reerguerem depois de terem passado por experiências desse tipo. Se esse texto falou contigo, peça ao Espírito Santo que abra seus olhos e te dê direção do que fazer. Caso ache necessário, procure nosso ministério para ser acompanhado(a) nesse processo de reestruturação. 

Deus vos abençoe, 

Leonardo Lima Ribeiro 

quarta-feira, 1 de abril de 2020

Afinal de contas, existem ou não pais espirituais?

 

(Frankfurt, Alemanha) 

"Filhinhos, ainda por um pouco estou convosco. Vós me buscareis, mas, como tenho dito aos judeus: Para onde eu vou não podeis vós ir; eu vo-lo digo também agora." (João 13:33) (Jesus)

"Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se têm feito anticristos, por onde conhecemos que é já a última hora." (1João 2:18)

"1 Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo." (1Joao 2:1)

"E agora, filhinhos, permanecei nele; para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança, e não sejamos confundidos por ele na sua vinda." (1João 2:28)

"Filhinhos, sois de Deus, e já os tendes vencido; porque maior é o que está em vós do que o que está no mundo." (1João 4:4) (Ap. João)

"Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós;" (Gálatas 4:4) (Ap. Paulo) 

"Mas bem sabeis qual a sua experiência, e que serviu comigo no evangelho, como filho ao pai." (Filipenses 2:22) 

"A Timóteo, meu verdadeiro filho na fé: Graça, misericórdia e paz da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, o nosso Senhor." (1Timóteo 1:2)

"A Tito, meu verdadeiro filho na fé que compartilhamos: Graça e paz da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, o nosso Salvador." (Tito 1:4) 

Todos esses textos nos mostram uma existência de ligação paternal entre os Apóstolos e prováveis filhos na fé

Porém, bem antes, enquanto Jesus andava na terra como homem ele afirmou, em um dialogo com os fariseus, o seguinte:

 Vós, porém, não queirais ser chamados Rabi, porque um só é o vosso Mestre, a saber, o Cristo, e todos vós sois irmãos.

"9 E a ninguém na terra chameis vosso pai, porque um só é o vosso Pai, o qual está nos céus. 10 Nem vos chameis mestres, porque um só é o vosso Mestre, que é o Cristo. 11 O maior dentre vós será vosso servo. 12 E o que a si mesmo se exaltar será humilhado; e o que a si mesmo se humilhar será exaltado. 13 Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que fechais aos homens o reino dos céus; e nem vós entrais nem deixais entrar aos que estão entrando. (Mateus 23:9-13)

Se pegarmos algumas bíblias como a Bíblia arqueológica, Nova versão Internacional, podemos verificar no título do capítulo a seguinte descrição: "Jesus condena a hipocrisia dos fariseus e dos mestres da lei". Os fariseus que a todo momento buscavam colocar Jesus em contradição haviam dito o seguinte que tinham por pai, Abrãao. 

E Jesus disse:

 6 Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.

37 Bem sei que sois descendência de Abraão; contudo, procurais matar-me, porque a minha palavra não entra em vós.

38 Eu falo do que vi junto de meu Pai, e vós fazeis o que também vistes junto de vosso pai.

39 Responderam, e disseram-lhe: NOSSO PAI É| ABRAÃO. Jesus disse-lhes: Se fôsseis filhos de Abraão, faríeis as obras de Abraão.

40 Mas agora procurais matar-me, a mim, homem que vos tem dito a verdade que de Deus tem ouvido; Abraão não fez isto.

41 Vós fazeis as obras de vosso pai. Disseram-lhe, pois: Nós não somos nascidos de fornicação; TEMOS UM PAI QUE È DEUS.

42 Disse-lhes, pois, Jesus: Se Deus fosse o vosso Pai, certamente me amaríeis, pois que eu saí, e vim de Deus; não vim de mim mesmo, mas ele me enviou.

43 Por que não entendeis a minha linguagem? Por não poderdes ouvir a minha palavra.

44 VÓS TENDES POR PAI O DIABO, e quereis satisfazer os desejos de vosso PAI. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira.

45 Mas, porque vos digo a verdade, não me credes.

46 Quem dentre vós me convence de pecado? E se vos digo a verdade, por que não credes?

47 Quem é de Deus escuta as palavras de Deus; por isso vós não as escutais, porque não sois de Deus.

Temos aqui dois fatores:

1 - Jesus chama os fariseus de filhos do diabo: 

(44 VÓS TENDES POR PAI O DIABO, e quereis satisfazer os desejos de vosso PAI. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira.)

2 - Eles tinham por ídolo o seu EU e sua doutrina (Religião), vejamos esse texto onde novamente eles são repreendidos pela hipocrisia: 

"E ele, respondendo, disse-lhes: Bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas, como está escrito:Este povo honra-me com os lábios,Mas o seu coração está longe de mim;

7 Em vão, porém, me honram,Ensinando doutrinas que são mandamentos de homens.

8 Porque, deixando o mandamento de Deus, retendes a tradição dos homens; como o lavar dos jarros e dos copos; e fazeis muitas outras coisas semelhantes a estas.

9 E dizia-lhes: Bem invalidais o mandamento de Deus para guardardes a vossa tradição.

10 Porque Moisés disse: Honra a teu pai e a tua mãe; e quem maldisser, ou o pai ou a mãe, certamente morrerá.

11 Vós, porém, dizeis: Se um homem disser ao pai ou à mãe: Aquilo que poderias aproveitar de mim é Corbã, isto é, oferta ao Senhor;

12 Nada mais lhe deixais fazer por seu pai ou por sua mãe,

13 Invalidando assim a palavra de Deus pela vossa tradição, que vós ordenastes. E muitas coisas fazeis semelhantes a estas." (Marcos 7:6-13)

Consegue notar como Jesus repreende os fariseus, e não os ensina. É diferente o objetivo e ele toca sempre na hipocrisia. Note que os fariseus refutavam Jesus se colocando como filhos de Abraão, e exaltando Moisés em outras situações. 

As pessoas pensam que o ensino de Jesus em Mateus 23:8-13 é para nós, e por isso criam uma nova doutrina, se colocando assim em uma posição de falsa humildade, semelhante a dos fariseus, que não se reportavam ao Cristo encarnado com a desculpa de serem filhos de Abrãao e discípulos de Moisés. 

Conheci muitos irmãos amados e bem intencionados que estão tendo dificuldades em entender paternidade espiritual e governo eclesiástico por causa desse texto, porém, precisamos de todo o contexto bíblico para entender um fundamento. 

Se a realidade apostólica fosse segundo Mateus 23:8-13, Paulo estria criando uma nova doutrina contrária aos ensinos de Jesus, veja o que ele diz a Timóteo: 

"A Timóteo meu verdadeiro filho na fé: Graça, misericórdia e paz da parte de Deus nosso Pai, e da de Cristo Jesus, nosso Senhor." (1Timóteo 1:2) 

"Sabei, pois, que os que são da fé são filhos de Abraão." (Gálatas 3:7)

Se a bíblia chama de filhos de Abraão todos que creram em Cristo, então Abraão é pai na fé. 

E ainda mais:

"Porque ainda que tivésseis dez mil aios em Cristo, não teríeis, contudo, muitos pais; porque eu pelo evangelho vos gerei em Jesus Cristo." (1Co 4:15) 

Jesus em outra ocasião repreendendo novamente os fariseus diz:

"Assim, vós mesmos testificais que sois filhos dos que mataram os profetas." (Mateus 23:31)

"Assim, vós mesmos testificais que sois filhos dos que mataram os profetas.

32 Enchei vós, pois, a medida de vossos pais.

33 Serpentes, raça de víboras! como escapareis da condenação do inferno?

34 Portanto, eis que eu vos envio profetas, sábios e escribas; a uns deles matareis e crucificareis; e a outros deles açoitareis nas vossas sinagogas e os perseguireis de cidade em cidade; (Mateus 23:31-34)

No meu terceiro livro tem um capítulo que fala sobre Mateus 23:31-34, é interessante como a hipocrisia é severamente repreendida por Jesus, ele chega a chamar os fariseus de Raça de víboras, por causa da semelhança deles com a natureza instintiva desse animal.

Geralmente, as víboras não comem seus próprios filhotes. Na maioria das espécies de serpentes, incluindo as víboras, NÃO HÀ CUIDADO PARENTAL após o nascimento ou a eclosão dos ovos. As crias nascem ou eclodem INDEPENDENTES e são responsáveis por encontrar sua própria comida e abrigo desde o início.

No entanto, pode haver casos raros em que ocorre CANIBALISMO entre as serpentes, incluindo as VIBORAS. Esses casos podem ocorrer quando há uma COMPETIÇÂO intensa por recursos, como comida e espaço, ou quando as condições ambientais são extremamente desfavoráveis, levando à escassez de alimentos. Em tais circunstâncias, serpentes ADULTAS podem se ALIMENTAR D|E FILHOTES, mas isso não é comum na maioria das espécies de víboras.

Jesus sempre usa analogias, assim como nós também usamos hoje, inclusive quando colocamos apelidos em nossos amigos. 

Precisamos deixar o Espírito Santo ministrar em nossos corações antes de usarmos versículos e contextos isolados para formular uma doutrina ou fundamento. Podemos ir mais além: 

"Serpentes, raça de víboras! como escapareis da condenação do inferno?" (Mateus 23:33)

"Raça de víboras, como podeis vós dizer boas coisas, sendo maus? Pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca. (Mateus 12:3)

"Dizia, pois, João à multidão que saía para ser batizada por ele: Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira que está para vir?" (Lucas 3:7)

"E, vendo ele muitos dos fariseus e dos saduceus, que vinham ao seu batismo, dizia-lhes: Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira futura?" (Mateus 3:7)

A analogia entre os fariseus e víboras é encontrada em várias passagens dos Evangelhos no Novo Testamento da Bíblia. Jesus usou essa comparação como uma metáfora para enfatizar a hipocrisia e a maldade dos fariseus, líderes religiosos judeus da época.

Os fariseus eram conhecidos por sua rigidez na observância da lei religiosa e por seu desejo de exibir sua piedade e superioridade espiritual aos outros. No entanto, Jesus frequentemente os criticava por seu comportamento hipócrita, sua falta de compaixão e sua preocupação excessiva com as tradições externas em detrimento do amor e da justiça verdadeira.

Comparar os fariseus a víboras era uma maneira vívida de expressar a seriedade de seus pecados e a natureza enganosa de sua aparência externa de piedade. Assim como as víboras podem ser venenosas e perigosas por fora, os fariseus eram venenosos espiritualmente por dentro, apesar de sua aparência de piedade externa.

Essa analogia serve como um aviso contra a hipocrisia e a falsidade religiosa, destacando a importância do coração e da verdadeira retidão interior em oposição à observância meramente externa das regras religiosas.

Agora sobre a paternidade espiritual: as afirmações de Paulo são suficientes para entendermos a função apostólica e sua posição de gerar filhos para Deus, pois os filhos que instruímos e apascentamos são ovelhas de Jesus, O bom e único pastor e filhos de Deus através de Cristo. Nesse contexto entendemos nossa função apenas de pais temporários que trazem os crentes imaturos a maturidade do relacionamento direto com Deus pai através do Espírito Santo. 

Em várias passagens dos Evangelhos, Jesus se refere aos seus discípulos, incluindo os apóstolos, como "filhos" ou "filhos meus". Essa linguagem é usada para transmitir um sentido de proximidade, amor, cuidado e relacionamento familiar entre Jesus e aqueles que o seguiam.

Por exemplo, em Mateus 12:49-50 (NVI), Jesus diz: "E, estendendo a mão para os discípulos, disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos. Pois todo aquele que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão, irmã e mãe."

Uma passagem em que Jesus se refere aos seus discípulos como "filhos" está em João 13:33 (NVI), durante a Última Ceia. Neste momento, Jesus está falando com os discípulos e se preparando para partir:

"Meus filhos, eu estarei com vocês apenas por um pouco mais de tempo. Vocês vão me procurar, mas, como eu disse aos judeus, agora digo a vocês: para onde eu vou, vocês não podem ir."

Nesta passagem, Jesus usa a expressão "meus filhos" para se dirigir aos seus discípulos, demonstrando uma relação de cuidado e afeto, mesmo que esteja prestes a partir. 

Essa maneira de se dirigir aos discípulos reflete a ideia de que eles não eram apenas seguidores ou aprendizes, mas também faziam parte de uma comunidade espiritual íntima com Jesus, compartilhando um relacionamento especial com ele e uns com os outros. Essa relação de filiação espiritual destaca a importância do vínculo de fé e compromisso com Jesus Cristo e seus ensinamentos.

De acordo com a tradição cristã, os apóstolos são considerados pais espirituais devido ao papel fundamental que desempenharam na disseminação do cristianismo e na edificação da igreja primitiva. Eles foram os principais líderes e ensinadores da fé cristã nascente e foram encarregados por Jesus de espalhar seu evangelho pelo mundo.

Os apóstolos são vistos como figuras de autoridade espiritual e exemplos de fé e dedicação ao serviço de Deus. Eles não apenas pregaram e ensinaram as doutrinas cristãs, mas também fundaram igrejas, ordenaram líderes e transmitiram os ensinamentos e tradições de Jesus Cristo às gerações futuras.

Além disso, ao longo da história da igreja cristã, muitos dos primeiros líderes e pais da igreja reconheceram a autoridade e a influência dos apóstolos, referindo-se a eles como "pais espirituais" em suas próprias escrituras e ensinamentos. Essa ideia reflete a crença de que os apóstolos desempenharam um papel crucial na formação da identidade e da fé cristãs e, como tal, são vistos como pais espirituais para os cristãos.

Sendo assim, para quem não acredita na existência do ministério apostólico até os dias de hoje como os cessacionistas, esse meu texto pode ser todo desconsiderado, pois eles afirmam a existência nos dias de hoje somente do ministério pastoral e de mestre. Mas, aos meus irmãos que acreditam que Efésios 4:7-16, sugiro que considerem meus escritos com carinho. 

7 E a graça foi concedida a cada um de nós segundo a proporção do dom de Cristo.

8 Por isso, diz: Quando ele subiu às alturas, levou cativo o cativeiro e concedeu dons aos homens.

9 Ora, que quer dizer subiu, senão que também havia descido até às regiões inferiores da terra?

10 Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para encher todas as coisas.

11 E ele mesmo concedeu uns para APÓSTOLOS, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres,

12 com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo,

13 até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo,

14 para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro.

15 Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo,

16 de quem todo o corpo, bem-ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor.

Espero que eu tenha ajudado meus irmãos. 

Quanto a autoridade apostólica:

Lucas 10:16 (NVI): "Quem os ouve, a mim me ouve; quem os rejeita, a mim me rejeita; mas quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou." Jesus fala isso aos setenta discípulos que ele enviou à frente para preparar o caminho para sua chegada. Essa passagem destaca a autoridade dos discípulos/apóstolos de Jesus como seus representantes. 

Atos 2:42 (NVI): "Eles se dedicavam ao ENSINO dos APÓSTOLOS e à comunhão, ao partir do pão e às orações." Esta passagem mostra que a igreja primitiva reconhecia a autoridade dos ensinamentos dos apóstolos e os seguia. 

Essas são apenas algumas das passagens que indicam a autoridade apostólica na Bíblia. Através dessas escrituras, vemos que os apóstolos foram investidos com autoridade divina para liderar e ensinar a igreja nascente, estabelecendo as bases para a fé cristã.

"Então, Jesus aproximou-se deles e disse: 'Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra. Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos.'"

Nesta passagem, Jesus afirma sua autoridade suprema sobre o céu e a terra e, em seguida, comissiona seus discípulos (incluindo os apóstolos) a irem e fazerem discípulos de todas as nações, batizando-os e ensinando-os a obedecer a seus ensinamentos. Essa é uma das declarações finais de Jesus antes de sua ascensão ao céu e é vista como uma comissão para a missão da igreja cristã na terra. Isso implica que os discípulos, incluindo os apóstolos, agiriam com a autoridade e o poder de Jesus ao espalhar o evangelho e fazer discípulos em todo o mundo.

A segunda geração: Paulo comissiona discípulos...

Paulo comissionou discípulos em várias ocasiões ao longo de seus ministérios missionários registrados nos Atos dos Apóstolos e em suas epístolas. Duas das ocasiões mais notáveis em que Paulo comissionou discípulos estão registradas em Atos 14:21-23 e 2 Timóteo 2:2:

Atos 14:21-23 (NVI): Após pregarem o evangelho em Derbe e fazerem muitos discípulos, Paulo e Barnabé retornaram às cidades onde tinham pregado anteriormente, fortalecendo e encorajando os discípulos. Eles também "ordenaram presbíteros em cada igreja, e com orações e jejuns os encomendaram ao Senhor, em quem haviam crido."

2 Timóteo 2:2 (NVI): Nesta passagem, Paulo instrui Timóteo, seu discípulo e colaborador, a transmitir o que aprendeu a outros, que por sua vez ensinariam a outros também. Isso ilustra o princípio de multiplicação de discípulos que Paulo enfatizava em seu ministério.

Essas são apenas duas das ocasiões em que Paulo comissionou discípulos. Ao longo de seus escritos e atividades missionárias, Paulo enfatizou a importância de fazer discípulos e de passar adiante o ensinamento e o evangelho que ele próprio recebeu de Jesus Cristo.

Pedro comissiona também, mesmo que na Bíblia seja apresentado de forma diferente da clareza que apresentou essa ação na vida de Paulo:

Embora as Escrituras não detalhem extensivamente esse processo como fazem com Paulo, há indícios de Pedro envolvido no treinamento e envio de discípulos. Por exemplo:

Atos 1:15-26 (NVI): Após a ascensão de Jesus e antes do Pentecostes, Pedro lidera a escolha de um substituto para Judas Iscariotes, que traiu Jesus e se matou. Matias é escolhido para ocupar o lugar de Judas, e é provável que, como um dos doze apóstolos originais, ele também tenha desempenhado um papel em comissionar outros discípulos.

1 Pedro 5:1-4 (NVI): Embora não descreva explicitamente Pedro comissionando discípulos, nessa passagem, Pedro se identifica como um "ancião" e exorta outros líderes da igreja a pastorear o rebanho de Deus. Isso sugere que Pedro estava envolvido no treinamento e na liderança de outros líderes na igreja primitiva.

Enquanto os Evangelhos e os Atos dos Apóstolos se concentram principalmente nas atividades de Pedro em termos de pregação e liderança, é razoável supor que, como líder da igreja primitiva, ele também estivesse envolvido no treinamento e comissionamento de discípulos para a propagação do evangelho.

E Barnabé, por exemplo?

Sim, Barnabé também desempenhou um papel importante no treinamento e envio de discípulos. Ele é mencionado em várias passagens do Novo Testamento, principalmente nos Atos dos Apóstolos, onde seu ministério é destacado.


Um exemplo notável está em Atos 11:22-26 (NVI), onde Barnabé é enviado pela igreja em Jerusalém para verificar o que estava acontecendo em Antioquia. Quando ele chega lá e vê a graça de Deus em ação, ele encoraja a comunidade e os exorta a permanecerem fiéis ao Senhor. Barnabé então vai até Tarso para encontrar Saulo (que mais tarde se tornaria o apóstolo Paulo) e o leva de volta para Antioquia, onde juntos ensinam e discipulam os novos convertidos por um ano.

Outro exemplo está em Atos 13:1-3, onde Barnabé é descrito como um dos profetas e mestres da igreja em Antioquia. Juntamente com Saulo (Paulo) e outros, ele é enviado pelo Espírito Santo em uma missão de pregação e plantação de igrejas. Esse evento marca o início do primeiro ministério missionário de Paulo e Barnabé, no qual eles comissionam discípulos e estabelecem novas comunidades cristãs.

Esses exemplos mostram que Barnabé desempenhou um papel significativo na comissão e no envio de discípulos para espalhar o evangelho e estabelecer igrejas em várias partes do mundo conhecido na época.

Além de todos os outros como João que formou Inácio, Bispo de Antioquia e Policarpo, Bispo de Esmirna, portanto, temos por mais claro essa questão de paternidade, autoridade e governo eclesiástico. 

Gostaria que você que está lendo continuasse a meditar nesse assunto e se aprofunde cada vez mais, afim de tornar convicta e revelada a sua consciência sobre esse fundamento, que tem sido refutado por muitos também devido aos abusos de alguns que aprisionam pessoas em contextos de controle e manipulação se apropriando da deturpação dos ensinos de autoridade, honra e paternidade. 

Deus vos abençoe 

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