Existe uma forma de idolatria que não acontece diante de uma imagem.
Ela acontece diante de um espelho. É possível abandonar os ídolos visíveis e continuar construindo um altar para nós mesmos. É possível falar sobre Jesus, pregar sobre Jesus, cantar sobre Jesus, usar o nome de Jesus em nossos projetos e, ainda assim, estar secretamente trabalhando para que o nosso nome seja conhecido, honrado e celebrado.
Essa foi uma das revelações que mais me confrontaram nesta última madrugada.
Percebi que, antes de uma mortificação completa, existe dentro de nós uma tendência de utilizar aquilo que recebemos de Deus para exaltar aquilo que somos.
Recebemos um ministério e queremos reconhecimento.
Recebemos uma plataforma e queremos aplausos. Recebemos uma mensagem e queremos ser conhecidos como aqueles que possuem a mensagem. Recebemos frutos e começamos a construir nossa identidade em torno deles. Recebemos uma cidade para servir e, silenciosamente, começamos a desejar que a cidade reconheça o nosso nome.
E existe um momento terrível em que aquilo que deveria apontar para Cristo começa a apontar para nós.
Continuamos falando “Jesus”, mas estamos tentando construir “eu”.
Continuamos dizendo “para a glória de Deus”, mas interiormente desejamos que alguém diga: “Como ele é usado por Deus.” E talvez essa seja uma das tentações mais perigosas de quem serve no ministério.
Não é necessariamente abandonar Jesus. É usar Jesus para construir a nós mesmos.
1. A TENTAÇÃO DE CONSTRUIR UM NOME
Existe uma passagem em Gênesis que se torna extremamente reveladora quando pensamos sobre essa questão.
“Disseram: ‘Vamos construir uma cidade, com uma torre que alcance os céus. Assim nosso nome será famoso e não seremos espalhados pela face da terra’.” Gênesis 11:4
Observe a expressão: “Assim nosso nome será famoso.” O problema da torre de Babel não era simplesmente uma construção. Era um projeto de identidade. Eles queriam construir algo suficientemente grande para produzir um nome. O ser humano possui uma necessidade profunda de significado
Queremos saber que nossa existência importa. Queremos deixar uma marca. Queremos ser lembrados. Queremos reconhecimento. E isso, em si mesmo, não é necessariamente pecado. O problema começa quando a necessidade legítima de significado se transforma na necessidade de glorificação pessoal.
É quando deixamos de perguntar: “Como posso servir?” e começamos a perguntar: “Como posso ser reconhecido?”
Deixamos de perguntar: “Como Cristo pode ser conhecido?” e começamos a perguntar: “Como as pessoas podem saber quem eu sou?”
A torre continua sendo construída. A cidade continua crescendo. Os números continuam aumentando. As pessoas continuam chegando. Mas a pergunta mudou. Já não estamos construindo para Deus. Estamos construindo um nome.
2. QUANDO O MINISTÉRIO SE TORNA UM PROJETO DE AUTOEXALTAÇÃO
Existe uma diferença entre ter um ministério e usar o ministério para construir uma identidade.
Quando o ministério se torna nossa identidade, qualquer questionamento contra nosso trabalho parece um ataque contra nossa própria existência.
Se alguém não reconhece nosso trabalho, sentimos rejeição. Se alguém não nos convida, sentimos desprezo. Se outro ministério cresce mais, sentimos competição. Se outra pessoa recebe reconhecimento, sentimos inveja. Se alguém recebe uma honra que desejávamos, nosso coração se incomoda.
Isso revela algo. Talvez não estejamos apenas servindo. Talvez estejamos tentando provar alguma coisa. Tentando provar que somos importantes. Tentando provar que fomos escolhidos. Tentando provar que somos relevantes. Tentando provar que temos autoridade.
E, quando o ministério passa a ser usado para provar nosso valor, ele deixa de ser simplesmente um lugar de serviço e começa a se tornar um mecanismo de validação do ego.
3. A MENTIRA MAIS PERIGOSA É AQUELA QUE USA A VERDADE
Existe algo ainda mais profundo. Podemos falar coisas verdadeiras e, ainda assim, utilizar essas verdades para uma finalidade errada. Podemos realmente ter recebido um chamado. Podemos realmente ter sido usados por Deus. Podemos realmente ter visto vidas transformadas. Podemos realmente ter produzido frutos. Podemos realmente possuir uma história de testemunhos. E justamente por isso a tentação se torna mais sutil. Porque não precisamos inventar completamente uma história.
Basta colocar nosso nome no centro da história que Deus escreveu.
É possível contar um testemunho verdadeiro de maneira que o verdadeiro protagonista deixe de ser Deus e passe a ser o pregador.
É possível falar de milagres e fazer as pessoas admirarem o instrumento mais do que aquele que operou o milagre. É possível falar de frutos e transformar frutos em currículo. É possível falar de chamado e transformar chamado em título. É possível falar de unção e transformar unção em marca pessoal.
E, talvez, a pergunta mais dolorosa seja: Ainda estamos usando o nosso ministério para apontar para Cristo ou estamos usando Cristo para legitimar o nosso ministério?
4. “SENHOR, SENHOR...”
Jesus apresentou uma advertência assustadora: “Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor!’ entrará no Reino dos céus...” Mateus 7:21
É interessante observar que essas pessoas falavam a linguagem correta.
Elas diziam: “Senhor.” Elas conheciam o vocabulário religioso. Elas estavam envolvidas em atividades espirituais. Mas havia uma desconexão entre aquilo que diziam e aquilo que realmente eram. Isso deveria nos fazer tremer. Porque o perigo não está somente em negar Jesus com os lábios.
Existe outro perigo: honrar Jesus publicamente enquanto secretamente construímos nossa própria glória. Podemos aprender a linguagem do Reino sem necessariamente permitir que o Reino governe nosso coração. Podemos aprender a falar sobre humildade e continuar alimentando orgulho. Podemos falar sobre cruz e fugir da mortificação. Podemos falar sobre entrega e continuar protegendo nossa imagem. Podemos falar sobre Cristo e continuar apaixonados pelo nosso próprio nome.
5. A CRUZ É O LUGAR ONDE O “EU” PERDE O TRONO
Paulo declarou: “Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim.” Gálatas 2:20
Essa declaração é muito mais profunda do que uma frase bonita para uma pregação.
Ela confronta diretamente o projeto de autopromoção. “Já não sou eu.”
Esse é um dos maiores confrontos do Evangelho. Porque queremos Cristo sem perder o controle. Queremos unção sem morte. Queremos autoridade sem quebrantamento. Queremos influência sem cruz. Queremos reconhecimento sem mortificação.
Queremos que Jesus seja glorificado, mas também queremos ser lembrados.
Queremos dizer: “Tudo é para Deus.” Mas esperamos que alguém perceba o quanto fizemos para Deus. A cruz, entretanto, não vem apenas para perdoar nossos pecados.
Ela também vem para confrontar o centro do nosso ego.
6. A MORTIFICAÇÃO DO NOME
Existe uma mortificação que precisamos experimentar. Não significa apagar nossa personalidade. Não significa deixar de exercer nossos dons. Não significa abandonar nossa responsabilidade. Não significa falsa humildade.
Significa permitir que nosso nome deixe de ser o objetivo final daquilo que fazemos para Deus.
João Batista compreendeu isso de maneira extraordinária: “ necessário que ele cresça e que eu diminua.” João 3:30
João tinha seguidores. Tinha influência. Tinha uma mensagem. Tinha reconhecimento. Mas, quando percebeu que Jesus estava crescendo, não tentou competir.
Ele não disse: “Precisamos manter nossa relevância.”
Ele não disse: “Jesus está roubando minha plataforma.”
Ele não tentou proteger sua marca. Ele simplesmente declarou: “Ele cresça. Eu diminua.”
Essa é a verdadeira mortificação ministerial.
7. QUEREMOS SER “O QUERIDO DA CIDADE”
Existe uma expressão particularmente forte na revelação: querer ser o querido e honrado da cidade.
Isso revela algo muito específico. Não queremos apenas que nosso trabalho seja reconhecido. Queremos ser reconhecidos socialmente. Queremos ser a pessoa que todos conhecem. Queremos estar nas mesas importantes. Queremos ser convidados. Queremos fotografias com autoridades. Queremos que nosso nome circule.
Queremos que a cidade diga: “Esse homem é importante.”
E isso pode acontecer até dentro de um discurso aparentemente espiritual.
Podemos dizer: “Precisamos alcançar a cidade.” Mas, no fundo, queremos que a cidade nos reconheça.
Podemos dizer: “Precisamos influenciar a sociedade.”
Mas, no fundo, queremos que a sociedade nos admire.
Podemos dizer: “Precisamos ocupar espaços.”
Mas, no fundo, queremos ocupar os espaços para sermos vistos.
Aqui existe uma pergunta que precisa ser feita: Se Cristo fosse glorificado através do nosso trabalho, mas ninguém soubesse que fomos nós que fizemos, ficaríamos satisfeitos?
Essa pergunta expõe o coração.
8. QUANDO A HONRA SE TORNA UMA NECESSIDADE
Honra não é necessariamente errada.
A própria Escritura ensina sobre honra. O problema acontece quando precisamos ser honrados para nos sentirmos valiosos. Nesse momento, a honra deixa de ser consequência e passa a ser combustível.
Já não servimos porque amamos. Servimos para sermos reconhecidos. Já não pregamos porque temos uma mensagem. Pregamos porque precisamos de uma plataforma. Já não ajudamos porque nos importamos.
Ajudamos porque queremos que saibam que ajudamos. Já não publicamos um testemunho para glorificar Deus. Publicamos para construir reputação. A diferença pode parecer pequena por fora. Mas é gigantesca dentro do coração.
9. O PERIGO DE USAR JESUS COMO SELO DE AUTENTICAÇÃO
Talvez uma das formas mais sofisticadas de ego ministerial seja colocar o nome de Jesus sobre aquilo que, no fundo, estamos fazendo para nós mesmos.
É como se Jesus se tornasse o selo que legitima nosso projeto pessoal. “Deus me deu.” “Deus mandou.” “Deus está fazendo.” “Deus abriu.” “Deus confirmou.” “Deus está levantando.” Essas frases podem ser absolutamente verdadeiras.
Mas existe uma pergunta anterior: Quem está sendo beneficiado pela glória? Quem está crescendo? Quem está sendo exaltado? Quem está recebendo reconhecimento? Quem precisa ser lembrado? Quem precisa ser aplaudido? Quem precisa aparecer? Porque podemos colocar o nome de Jesus na fachada e continuar construindo uma casa para nós mesmos.
10. O MINISTÉRIO NÃO É NOSSA PROPRIEDADE
Talvez uma das maiores libertações aconteça quando entendemos: o ministério não é nosso. A mensagem não é nossa. Os dons não são nossos. As pessoas não são nossas. A igreja não é nossa. Os frutos não são nossos. A plataforma não é nossa. A influência não é nossa. Tudo foi recebido.
E aquilo que foi recebido deve ser administrado como mordomia.
Paulo perguntou: “O que você tem que não tenha recebido?” 1 Coríntios 4:7
Essa pergunta destrói a arrogância. Porque se tudo foi recebido, não existe espaço para vanglória. Se recebemos o dom, não podemos nos vangloriar do dom. Se recebemos a oportunidade, não podemos nos vangloriar da oportunidade. Se recebemos a influência, precisamos administrá-la com temor.
11. O TESTE DO ANONIMATO
Existe um teste simples para descobrir se ainda estamos presos ao reconhecimento: Você consegue servir quando ninguém está vendo? Você consegue ajudar sem publicar? Você consegue contribuir sem receber crédito? Você consegue preparar algo que outra pessoa apresentará? Você consegue celebrar o crescimento de outra pessoa sem desejar estar no lugar dela? Você consegue ver alguém receber reconhecimento por algo que você ajudou a construir e ficar verdadeiramente feliz? Você consegue desaparecer para que Cristo apareça?
Esse é um dos testes mais profundos da mortificação.
Porque o ego gosta de palco. A cruz, muitas vezes, nos ensina a amar o secreto.
12. O CONTRASTE ENTRE BABEL E CRISTO
Babel dizia: “Façamos um nome para nós.”
O Evangelho aponta para outra direção.
João Batista dizia: “É necessário que ele cresça e que eu diminua.”
Babel constrói uma torre para tornar o nome humano conhecido. Cristo se humilha. Paulo trabalha para que Cristo seja conhecido. João Batista entrega seus próprios discípulos ao Cordeiro.
O contraste é absoluto.
De um lado: “Nosso nome será famoso.”
Do outro: “Ele cresça, e eu diminua.”
Talvez essa seja a escolha que todo ministério precisa fazer repetidamente.
Babel ou cruz. Meu nome ou o nome de Cristo. Minha reputação ou a glória de Deus. Meu reconhecimento ou minha fidelidade.
13. QUANDO A CIDADE NOS HONRA
Existe algo ainda mais perigoso.
Jesus pode permitir que sejamos honrados. Podemos receber reconhecimento. Podemos ser convidados. Podemos ocupar posições. Podemos receber respeito.
O problema não é receber honra. O problema é começar a viver para ela. Quando a honra chegar, precisamos saber devolvê-la.
Quando as pessoas disserem: “Que homem extraordinário!”
Nosso coração precisa responder: “Tudo o que tenho recebi.”
Quando disserem: “Como Deus usa você!”
Precisamos lembrar: “Sou apenas instrumento.”
Quando portas se abrirem: “Que eu nunca confunda a porta com o dono da casa.”
Porque existe uma diferença entre receber honra e precisar de honra.
14. A MORTE DO CURRÍCULO
Talvez precisemos morrer para outra coisa: a necessidade de provar quem somos.
Porque quando sabemos quem somos em Cristo, não precisamos transformar cada realização em prova de identidade.
Não precisamos dizer: “Olhem quantos livros escrevi.” “Olhem quantas pessoas alcancei.” “Olhem quantos países conheci.” “Olhem quantos líderes formei.” “Olhem quantas pessoas foram curadas.” “Olhem quantas portas se abriram.”
Os frutos podem ser testemunhados. Mas não podem se tornar nosso fundamento.
Nosso fundamento não é o que fizemos para Deus.
Nosso fundamento é quem somos diante de Deus. Essa é uma diferença gigantesca.
15. A PERGUNTA QUE PRECISAMOS FAZER ANTES DE SUBIR AO ALTAR
Antes de pregar, precisamos perguntar: “Senhor, quero que as pessoas encontrem a mim ou encontrem a Ti?”
Antes de publicar: “Estou testemunhando ou estou construindo minha imagem?”
Antes de aceitar uma honra: “Isso servirá ao propósito ou alimentará meu ego?”
Antes de iniciar um projeto: “Quem será glorificado se isso der certo?”
Antes de desejar reconhecimento: “Eu continuaria fazendo isso se ninguém soubesse meu nome?”
Essas perguntas podem parecer duras.
Mas a cruz é dura. A mortificação é dura. E justamente por isso ela é libertadora.
16. A VERDADEIRA GRANDEZA
Jesus redefiniu grandeza. No Reino, grandeza não é simplesmente ser visto. É servir. “Quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo.” Mateus 20:26
Isso confronta diretamente a lógica da sociedade.
A sociedade pergunta: Quantas pessoas conhecem você?
Jesus pergunta: Quantas pessoas você serviu?
A sociedade pergunta: Qual é sua posição?
Jesus pergunta: Você está disposto a lavar os pés?
A sociedade pergunta: Qual é o tamanho da sua plataforma?
Jesus pergunta: Qual é o tamanho do seu coração?
A sociedade pergunta: Qual é o seu nome?
O Evangelho pergunta: O nome de quem está sendo exaltado?
17. A REVELAÇÃO NÃO É SOBRE OS OUTROS
Talvez essa seja a parte mais importante desta palavra.
Quando recebemos uma revelação como essa, existe uma tentação imediata de olhar para outros ministros.
“Fulano está buscando fama.” “Fulano quer aparecer.” “Fulano está construindo uma marca.” “Fulano quer reconhecimento.” Mas a revelação não foi dada para examinarmos os outros.
Foi dada para examinarmos a nós mesmos.
A pergunta não é: “Quem está fazendo isso?”
A pergunta é: “Onde isso está acontecendo dentro de mim?”
Porque o verdadeiro avivamento começa quando paramos de diagnosticar os outros e permitimos que Deus sonde nosso próprio coração.
Davi orou: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração.” Salmo 139:23
Essa precisa ser a oração de todo ministro. “Senhor, mostra-me onde estou usando o Teu nome para construir o meu.”
18. UMA NOVA MORTE ANTES DE UM NOVO MOVIMENTO
Talvez antes de Deus confiar uma nova dimensão de influência, seja necessário morrer para a necessidade de ser influente.
Antes de uma nova plataforma, uma nova cruz. Antes de uma nova expansão, uma nova rendição. Antes de um novo reconhecimento, uma nova mortificação.
Porque Deus não está interessado apenas no tamanho daquilo que fazemos. Ele está interessado em quem nos tornamos enquanto fazemos. Podemos crescer por fora e permanecer pequenos por dentro.
Podemos aumentar o alcance e diminuir a profundidade. Podemos ganhar visibilidade e perder intimidade. Podemos conquistar a cidade e perder o altar.
E talvez essa seja uma das maiores tragédias do ministério: ganhar o reconhecimento dos homens enquanto perdemos a aprovação do céu.
19. A CIDADE NÃO PRECISA CONHECER NOSSO NOME
Talvez precisemos voltar ao princípio.
Não fomos chamados para que a cidade conheça nosso nome. Fomos chamados para que a cidade encontre Cristo. Se a cidade conhecer nosso nome, mas não conhecer Jesus, fracassamos. Se a cidade conhecer Jesus e nunca lembrar nosso nome, cumprimos nossa missão.
Essa é a verdadeira liberdade. Quando já não precisamos ser lembrados, podemos servir livremente. Quando já não precisamos ser honrados, podemos honrar.
Quando já não precisamos aparecer, podemos levantar outros.
Quando já não precisamos controlar a narrativa, podemos permitir que Deus escreva a história. Quando já não precisamos construir nossa reputação, podemos simplesmente construir o Reino.
20. “ELE CRESÇA, E EU DIMINUA”
Talvez essa precise ser novamente a oração do ministério.
Não: “Senhor, faça meu nome conhecido.”
Mas: “Senhor, faça o Teu nome conhecido através de mim.”
Não: “Faça com que a cidade me honre.”
Mas: “Faça com que a cidade encontre a Ti.”
Não: “Aumente minha plataforma.”
Mas: “Aumente minha fidelidade.”
Não: “Dê-me reconhecimento.”
Mas: “Dê-me caráter suficiente para carregar aquilo que o Senhor colocar em minhas mãos.”
Não: “Faça-me grande.”
Mas: “Faça-me útil.”
Porque existe uma grande diferença entre querer ser grande e querer ser útil.
O mundo celebra os grandes. O Reino utiliza os disponíveis.
QUANDO O NOSSO NOME DESCE DO ALTAR
A revelação desta madrugada me leva a uma conclusão desconfortável: podemos estar tentando construir para Deus aquilo que, secretamente, estamos construindo para nós mesmos.
Podemos levantar ministérios, projetos, livros, eventos, conferências, organizações e redes — e ainda assim precisar perguntar: Quem está sendo exaltado?
Talvez o Senhor esteja nos chamando para uma nova mortificação. Não necessariamente a morte do ministério. Mas a morte da necessidade de sermos reconhecidos através dele. Não a morte do chamado. Mas a morte da necessidade de sermos celebrados por causa do chamado.
Não a morte da influência. Mas a morte do ego que deseja controlar essa influência.
Não a morte do nosso nome. Mas a morte da necessidade de colocar nosso nome no lugar que pertence a Cristo.
Porque, no fim, existe uma única pergunta que realmente importa: Quando as pessoas olharem para aquilo que estamos construindo, elas verão quem somos nós ou verão quem é Cristo?
Que Deus nos livre de construir uma Babel com linguagem de Sião. Que Deus nos livre de usar o nome de Jesus para construir o nosso próprio nome. Que Deus nos livre de transformar o altar em palco. Que Deus nos livre de transformar o chamado em currículo.
Que Deus nos livre de transformar a unção em marca. E que, depois de tudo aquilo que fizermos, possamos permanecer diante dEle com o coração de João Batista: “É necessário que ele cresça e que eu diminua.”
Porque talvez a maior evidência de que morremos para nós mesmos não seja o fato de termos perdido nossa influência.
Talvez seja o fato de que já não precisamos que a influência seja nossa. E quando o nosso nome finalmente desce do altar, Cristo pode ocupar novamente o centro.
Não é sobre nós. Nunca foi. É sobre Ele.
Que você possa receber a graça da mortificação pelo Espirito
Leonardo Lima Ribeiro

Parabéns Pastor Leonardo, li este artigo e fui muito edificada.👏
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