quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021
Valorizando a Sabedoria: O Papel do Pai na Nossa Vida(3)
sábado, 2 de janeiro de 2021
Desafios e Controvérsias: O Papel dos Apóstolos no corpo de Cristo(5)
10 Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para cumprir todas as coisas. 11 E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, 12 Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo; 13 Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo, 14 Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente.
15 Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, 16 Do qual todo o corpo, bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor.
17 E digo isto, e testifico no Senhor, para que não andeis mais como andam também os outros gentios, na vaidade da sua mente. 18 Entenebrecidos no entendimento, separados da vida de Deus pela ignorância que há neles, pela dureza do seu coração; 19 Os quais, havendo perdido todo o sentimento, se entregaram à dissolução, para com avidez cometerem toda a impureza. 20 Mas vós não aprendestes assim a Cristo, 21 Se é que o tendes ouvido, e nele fostes ensinados, como está a verdade em Jesus;22 Que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano; 23 E vos renoveis no espírito da vossa mente; 24 E vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade. (Efésios 4:10-24)
Efésios 4 apresenta uma visão abrangente do propósito e da estrutura da igreja, com foco na centralidade de Cristo e na diversidade de dons e ministérios concedidos por Ele para a edificação do corpo de crentes. O texto começa ressaltando a ascensão de Cristo e Sua supremacia sobre todas as coisas, indicando que Ele preenche todas as coisas e está acima de todos os céus. Isso não apenas enfatiza Sua divindade, mas também Sua soberania sobre a igreja e sobre o cosmos como um todo.
Ao designar ministérios específicos para a igreja, Cristo demonstra Sua sabedoria e provê os recursos necessários para o crescimento espiritual e o fortalecimento da comunidade de fé. Os versículos 11 e 12 mencionam os ministérios apostólico, profético, evangelístico, pastoral e de ensino, que têm como objetivo equipar os santos para o serviço e a edificação do corpo de Cristo. Cada um desses ministérios desempenha um papel único na vida da igreja:
Apóstolos: São enviados por Cristo para estabelecer e fundar igrejas, propagando o Evangelho em novos territórios e estabelecendo os fundamentos da fé cristã. Eles têm uma autoridade espiritual e uma missão de liderança na comunidade de fé.
Profetas: Têm o dom de receber e transmitir a revelação divina, comunicando a vontade de Deus para a igreja e confrontando o pecado e a injustiça. Eles também têm um papel de encorajamento, exortação e consolo dentro da comunidade de crentes.
Evangelistas: São chamados a proclamar o Evangelho e a levar pessoas a Cristo, tanto dentro quanto fora da igreja. Eles têm um zelo ardente pela salvação das almas e uma habilidade especial para comunicar as boas novas de Jesus de maneira persuasiva e relevante.
Pastores: São chamados a cuidar, alimentar e proteger o rebanho de Deus, exercendo uma liderança pastoral e cuidando das necessidades espirituais e emocionais dos crentes. Eles têm um coração compassivo e estão comprometidos com o bem-estar espiritual das pessoas.
Mestres: Têm o dom de ensinar e explicar as Escrituras de forma clara e precisa, ajudando os crentes a crescerem em seu entendimento da Palavra de Deus e a aplicarem seus princípios em suas vidas diárias. Eles têm uma responsabilidade crucial na instrução doutrinária e no desenvolvimento espiritual da igreja.
Esses ministérios não apenas equipam os crentes para o serviço e promovem o crescimento espiritual individual, mas também visam à unidade e ao amadurecimento corporativo da igreja. O objetivo final é que todo o corpo de Cristo alcance a plenitude espiritual e a semelhança de Cristo, crescendo em amor e maturidade espiritual.
No entanto, ao longo da história da igreja, tem havido distorções e abusos desses ministérios, causados por líderes imaturos que buscam poder, status e influência. Em vez de servirem ao corpo de Cristo, esses líderes muitas vezes impõem suas próprias agendas e ideias, causando divisão e confusão dentro da igreja. É essencial que os líderes da igreja sejam humildes, submissos à autoridade de Cristo e capacitados pelo Espírito Santo para exercerem seus ministérios de maneira fiel e eficaz.
Portanto, o texto de Efésios 4 nos desafia a buscar a unidade da fé, a crescer na semelhança de Cristo e a edificar o corpo de Cristo por meio dos dons e ministérios concedidos por Ele. Isso requer humildade, submissão e um compromisso sincero com a Palavra de Deus e a liderança do Espírito Santo.
O contexto histórico do livro de Efésios é fundamental para compreendermos melhor sua mensagem e aplicação. Efésios foi escrito por Paulo durante seu encarceramento em Roma, provavelmente entre os anos 60 e 62 d.C. Durante esse período, Paulo estava sob prisão domiciliar, o que lhe permitia algum grau de liberdade para receber visitantes e se comunicar com outras igrejas.
A cidade de Éfeso, para a qual o livro de Efésios foi dirigido, era uma das mais importantes cidades da província romana da Ásia Menor (atual Turquia). Era um centro comercial e cultural, com uma população cosmopolita e diversificada. Efésios era conhecida por seu templo dedicado à deusa Artemis (ou Diana), uma das sete maravilhas do mundo antigo, o que evidencia a influência da religião pagã na região.
A igreja em Éfeso foi estabelecida por Paulo durante sua segunda viagem missionária, por volta do ano 52 d.C. (conforme registrado em Atos 18). Ele passou um tempo considerável lá, aproximadamente três anos, ensinando e discipulando os crentes (Atos 20:31). Durante sua estadia em Éfeso, Paulo enfrentou oposição tanto dos judeus quanto dos adeptos da religião pagã, o que é evidente em suas cartas aos coríntios (1 Coríntios 15:32; 2 Coríntios 1:8-10).
O propósito principal de Paulo ao escrever Efésios foi fortalecer e encorajar os crentes em Éfeso em sua fé, além de abordar questões específicas relacionadas à vida cristã e à unidade da igreja. Ele enfatiza a centralidade de Cristo, Sua obra redentora e a unidade dos crentes em um só corpo. Paulo também trata de temas como a graça salvadora de Deus, a vida em Cristo, a reconciliação entre judeus e gentios, a batalha espiritual e a conduta ética dos crentes.
Além disso, Paulo usa Efésios para expressar sua visão da igreja como o corpo de Cristo, o templo santo do Senhor e a noiva de Cristo. Ele exorta os crentes a viverem de acordo com sua identidade em Cristo e a crescerem em amor, santidade e unidade.
Em resumo, o contexto histórico de Efésios nos ajuda a compreender as circunstâncias em que o livro foi escrito e as questões enfrentadas pela igreja em Éfeso, enquanto nos permite aplicar os princípios e ensinamentos do livro à nossa própria vida e contexto contemporâneo.
O ministério apostólico é uma das funções fundamentais na igreja cristã, com base nos ensinamentos e na prática da Igreja Primitiva, conforme descritos no Novo Testamento. Vamos explorar com mais profundidade o significado e a importância desse ministério:
Origem e Fundamentos Bíblicos: O termo "apóstolo" vem do grego "apostolos", que significa "enviado". Na Bíblia, os apóstolos são aqueles que foram comissionados por Jesus Cristo para serem Seus representantes, testemunhas de Sua ressurreição e mensageiros do Evangelho. Eles foram escolhidos pessoalmente por Jesus, treinados por Ele e receberam uma autoridade única para estabelecer e edificar a igreja. Os doze apóstolos originais são frequentemente referidos como os "apóstolos do Cordeiro" (Apocalipse 21:14).
Funções e Responsabilidades: Os apóstolos desempenhavam diversas funções na igreja primitiva, incluindo:
Fundação da igreja: Os apóstolos eram responsáveis por estabelecer e plantar igrejas em diferentes regiões e cidades.
Ensino e Doutrina: Eles tinham a autoridade para ensinar e transmitir as doutrinas e os ensinamentos de Cristo aos crentes.
Governo e Disciplina: Os apóstolos exerciam autoridade espiritual sobre as igrejas, orientando, corrigindo e disciplinando quando necessário.
Estabelecimento de Líderes: Eles ordenavam e comissionavam outros líderes na igreja, como presbíteros e diáconos, para ajudar no cuidado do rebanho.
Continuidade e Adaptação: Embora os doze apóstolos originais tenham tido um papel único e irrepetível na fundação da igreja, o ministério apostólico continuou na igreja primitiva por meio de outros líderes designados por Deus. Paulo é um exemplo proeminente de um apóstolo que foi chamado por Jesus após Sua ressurreição e ascensão, e que desempenhou um papel crucial na expansão do evangelho e no estabelecimento de igrejas em todo o mundo greco-romano.
Desenvolvimentos Históricos: Ao longo da história cristã, o entendimento e a prática do ministério apostólico passaram por várias fases e interpretações. Na era apostólica, os apóstolos eram reconhecidos como autoridades supremas na igreja. Com o tempo, o conceito de apostolado foi se expandindo e, em algumas tradições cristãs, o título de apóstolo é atribuído a líderes reconhecidos por seu papel na fundação de movimentos ou na liderança de missões.
Desafios e Controvérsias: O entendimento do ministério apostólico também tem sido objeto de controvérsia e debate dentro da igreja, especialmente em relação à autoridade apostólica, à sucessão apostólica e aos critérios para reconhecer um verdadeiro apóstolo. Algumas denominações e movimentos cristãos contemporâneos afirmam a restauração do apostolado como uma expressão do poder e da autoridade da igreja primitiva.
Em resumo, o ministério apostólico desempenhou e continua a desempenhar um papel vital na vida e na missão da igreja, sendo fundamentado nos ensinamentos e na prática dos apóstolos do Novo Testamento e adaptado às necessidades e desafios da igreja ao longo da história.
Porque os apóstolos são tão contestados?
Os apóstolos são frequentemente contestados por várias razões, algumas das quais incluem:
Autoridade e Legitimidade: A autoridade dos apóstolos é frequentemente questionada, especialmente em contextos onde há uma interpretação restritiva do papel apostólico, limitando-o aos doze apóstolos originais escolhidos por Jesus. Algumas pessoas contestam a legitimidade de outros líderes que se autodenominam apóstolos, argumentando que eles não possuem a mesma autoridade e comissão direta de Cristo.
Interpretação Teológica: A compreensão teológica do papel apostólico pode variar entre diferentes tradições cristãs. Alguns grupos enfatizam a continuidade do ministério apostólico ao longo da história da igreja, reconhecendo líderes contemporâneos como apóstolos. Outros mantêm uma visão mais restrita, reservando o título de apóstolo apenas para os doze escolhidos por Jesus.
Abuso e Falsificação: Infelizmente, ao longo da história, houve casos de indivíduos que se autoproclamaram apóstolos para ganhar poder, influência e recursos financeiros. Esses falsos apóstolos muitas vezes exploram a confiança dos fiéis e distorcem a verdade do evangelho para promover seus próprios interesses.
Diferenças Doutrinárias e Eclesiológicas: As discordâncias doutrinárias e as diferenças na compreensão da estrutura da igreja podem levar à contestação do papel dos apóstolos. Alguns grupos discordam sobre o papel e a autoridade dos apóstolos em relação aos demais líderes da igreja, como presbíteros e pastores.
Experiências Pessoais e Históricas: As experiências individuais e históricas de diferentes comunidades cristãs também influenciam sua visão sobre os apóstolos. Algumas comunidades podem ter tido experiências negativas com líderes que se autodenominavam apóstolos, enquanto outras podem valorizar e respeitar profundamente o papel dos apóstolos na edificação e no governo da igreja.
Em última análise, a contestação em relação aos apóstolos é multifacetada e reflete uma variedade de questões teológicas, históricas e práticas dentro do Cristianismo. É importante discernir com sabedoria e discernimento os verdadeiros líderes e mensageiros do evangelho, buscando sempre a verdade e a integridade nas práticas e ensinamentos da fé cristã.
Os escândalos dentro do contexto religioso podem contribuir para a resistência em relação aos apóstolos e outros líderes religiosos. Quando líderes que se autodenominam apóstolos ou exercem autoridade semelhante se envolvem em escândalos, como condutas morais questionáveis, abusos de poder, manipulação financeira ou ensinamentos heréticos, isso pode abalar a confiança das pessoas na integridade e na legitimidade do ministério apostólico.
Os escândalos têm o potencial de minar a credibilidade do ministério apostólico e, consequentemente, gerar desconfiança em relação a outros líderes que se identificam como apóstolos. As pessoas podem começar a questionar se esses líderes estão realmente agindo de acordo com os ensinamentos de Cristo e se estão exercendo sua autoridade de maneira justa e ética.
Além disso, os escândalos podem reforçar estereótipos negativos sobre líderes religiosos e suscitar dúvidas sobre a validade de qualquer forma de autoridade na igreja. Isso pode levar as pessoas a se afastarem da fé ou a se tornarem céticas em relação a qualquer tipo de liderança espiritual.
No entanto, é importante reconhecer que os escândalos não são exclusivos do contexto religioso e que líderes em diversas esferas da sociedade podem se envolver em comportamentos inadequados. Portanto, é crucial abordar os escândalos com transparência, responsabilidade e justiça, buscando sempre restauração e reconciliação, tanto para as vítimas quanto para os perpetradores, a fim de reconstruir a confiança e a integridade na liderança espiritual.
a complexidade das contestações em relação aos apóstolos no contexto cristão e ressalta a importância de discernir com sabedoria e discernimento os verdadeiros líderes e mensageiros do evangelho. Vamos explorar mais a fundo essa temática:
1. Contestação em Relação aos Apóstolos:
1.1 Divergências Teológicas:
Ao longo da história cristã, surgiram divergências teológicas em relação às interpretações das escrituras e dos ensinamentos dos apóstolos. Essas divergências deram origem a diferentes tradições e denominações dentro do Cristianismo, cada uma com sua própria compreensão da autoridade apostólica.
1.2 Questões Históricas:
Questões históricas, como a autenticidade de certos escritos atribuídos aos apóstolos e a interpretação dos eventos registrados nos evangelhos e nas epístolas, também têm gerado contestações e debates entre os estudiosos e teólogos.
1.3 Desafios Práticos:
Além das questões teológicas e históricas, há também desafios práticos relacionados à aplicação dos ensinamentos dos apóstolos na vida cotidiana e na sociedade contemporânea. Questões éticas, sociais e culturais podem gerar discordância em relação à relevância e à autoridade dos ensinamentos apostólicos nos tempos modernos.
2. Discernimento e Sabedoria:
2.1 Busca pela Verdade:
Em meio às contestações e divergências, é crucial buscar constantemente a verdade e a integridade nos ensinamentos e práticas da fé cristã. Isso requer um compromisso com o estudo das escrituras, a oração e a orientação do Espírito Santo.
2.2 Discernimento Espiritual:
O discernimento espiritual desempenha um papel fundamental na identificação dos verdadeiros líderes e mensageiros do evangelho. Isso envolve avaliar não apenas o conteúdo dos ensinamentos, mas também o caráter e a integridade daqueles que os proclamam.
2.3 Comunidade e Diálogo:
O diálogo e a comunidade são essenciais para o processo de discernimento. Ao buscar a verdade e a integridade na fé cristã, é importante estar aberto ao diálogo e à comunhão com outros crentes, compartilhando ideias e perspectivas em um espírito de amor e humildade.
A contestação em relação aos apóstolos dentro do Cristianismo é uma realidade multifacetada, refletindo uma variedade de questões teológicas, históricas e práticas. No entanto, ao buscar discernimento com sabedoria e discernimento, os crentes podem navegar por essas complexidades e continuar a crescer em sua compreensão e prática da fé cristã, buscando sempre a verdade e a integridade nos ensinamentos do evangelho.
A ausência de apóstolos no corpo de Cristo pode ter vários impactos negativos no aspecto de seu desenvolvimento. Aqui estão alguns deles:
Perda de Orientação e Direção Espiritual: Os apóstolos desempenhavam um papel crucial na orientação espiritual e no ensino da igreja primitiva. Sua ausência pode resultar em uma falta de liderança espiritual clara e autorizada, deixando a igreja sem direção em questões doutrinárias e práticas.
Falta de Unidade e Coesão: Os apóstolos desempenhavam um papel importante na promoção da unidade e coesão dentro da comunidade cristã. Sua ausência pode levar a divisões e dissensões dentro da igreja, pois diferentes líderes e grupos podem surgir, cada um com sua própria interpretação e agenda.
Vulnerabilidade à Distorção Doutrinária: Sem a autoridade apostólica para guiar e corrigir, a igreja pode se tornar vulnerável à distorção doutrinária e ao ensino errôneo. Isso pode resultar na propagação de falsas doutrinas e na perda da integridade teológica da igreja.
Diminuição da Eficiência na Missão: Os apóstolos desempenhavam um papel fundamental na missão da igreja, liderando o movimento de expansão do evangelho e estabelecendo novas comunidades de fé. Sua ausência pode levar a uma diminuição da eficiência na realização da Grande Comissão, pois a igreja pode lutar para encontrar uma estratégia unificada e eficaz para a evangelização e o discipulado.
Falta de Prestação de Contas e Disciplina: Os apóstolos também exerciam autoridade na disciplina e na prestação de contas dentro da igreja. Sua ausência pode resultar em uma falta de responsabilidade e disciplina entre os líderes e membros da igreja, permitindo a persistência do pecado e da injustiça sem consequências adequadas.
Em resumo, a ausência de apóstolos no corpo de Cristo pode ter um impacto significativo e negativo no desenvolvimento espiritual, teológico e missionário da igreja, deixando-a vulnerável à confusão, divisão e desvio doutrinário. Portanto, é importante que os crentes busquem discernir e desenvolver líderes espirituais capacitados e comprometidos com a verdade e a integridade do Evangelho.
domingo, 11 de outubro de 2020
Vida no deserto
A vida no deserto te leva ao entendimento de qual deve ser sua unica fonte. Onde jorra água? De lá sairá vida, todas as outras fontes são miragens, e não podem saciar sua sede. Há escorpiões no deserto, há calor no deserto, mas lá no deserto há também uma promessa. A promessa da fonte que saciará toda a nossa sede. A oração em línguas é o caminho que te leva a um lugar chamado "descanso", o sábado, Jesus. Jesus é o nosso descanso, o nosso sétimo dia, Quando Deus descansou no sétimo dia, nesse lugar Deus Pai criou o lugar onde tudo está feito.
Em Jesus tudo está feito, o lugar de descanso, onde tudo esta consumado, e nosso espirito é saciado, nada nos falta. Esse lugar é Jesus, orando em outras línguas, hora após hora, seu espirito vai sendo edificado e edificando Jesus em você, Desconstruindo Adão e construindo Cristo em nós...Renovação da mente (Rm 12:1-2)
Busque esse lugar. Confesse a palavra: "Eu sou a justiça de Deus em Cristo" E ore em línguas até que Jesus seja formado em você, medite na palavra até que você deixe de entendê-la e se torne ela. Adore a Deus, adore até que tudo em você se torne tudo Nele, e Jejue, para que as ligaduras da impiedade sejam quebradas, e sua carne seja mortificada, essas práticas vão te levar a terra prometida, a terra do "esta feito", do descanso, lá onde todas as suas necessidades estão saciadas, e a sua vida é uma com Ele.
Leonardo Lima Ribeiro
quarta-feira, 7 de outubro de 2020
Priorizando a Intimidade Divina em Meio ao Caos
No caminho da jornada espiritual, encontramos diversos símbolos que ecoam tanto na esfera terrena quanto na celestial. Entre eles, a figura do pai se destaca como um arquétipo fundamental, capaz de iluminar aspectos profundos da nossa fé e paternidade divina.
Quando refletimos sobre o propósito de Cristo em sua passagem pela Terra, percebemos que sua missão transcendeu a mera fundação de instituições religiosas. Ele não veio para estabelecer uma nova denominação ou impor dogmas, mas sim para revelar o coração do Pai Celestial, para que pudéssemos experimentar a plenitude da filiação divina em nossas vidas.
Números 6:24-26: "O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; o Senhor sobre ti levante o seu rosto e te dê a paz."
1 Crônicas 4:10: "E Jebez invocou o Deus de Israel, dizendo: 'Ah, se me abençoasses e ampliasses as minhas fronteiras! Que a tua mão esteja comigo, guardando-me de males e livrando-me de dores'. E Deus lhe concedeu o que lhe tinha pedido."
Provérbios 20:7: "O justo anda na sua integridade; felizes são os seus filhos depois dele."
Salmo 37:25: "Fui jovem e já agora sou velho, mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua descendência a mendigar o pão."
A paternidade, tanto na forma terrena como na espiritual, carrega consigo a responsabilidade de abençoar, proteger e guiar aqueles que estão sob sua tutela. No entanto, essa função não está isenta de desafios e tentações. Como vemos na história bíblica, mesmo figuras proeminentes como Noé enfrentaram momentos de fragilidade e falha.
"Então disse: 'Maldito seja Canaã! Servo dos servos será para seus irmãos'. E continuou: 'Bendito seja o Senhor, o Deus de Sem! Canaã lhe será servo. Amplie Deus o território de Jafé; habite ele nas tendas de Sem! E Canaã será seu servo'." (Gênesis 9:25-27)
Noé, inicialmente reconhecido por sua fé inabalável, viu-se abalado por circunstâncias adversas e cedeu à tentação da embriaguez, expondo assim sua vulnerabilidade diante de seus próprios descendentes. Da mesma forma, sua decisão de amaldiçoar um de seus filhos revelou as consequências de um desvio do caminho da verdadeira paternidade.
Gênesis 48:15-16: "E abençoou a José, e disse: 'O Deus, em cuja presença andaram meus pais Abraão e Isaque, o Deus que tem sido o meu pastor durante toda a minha vida até este dia, o Anjo que me livrou de todo o mal, abençoe estes rapazes; e seja chamado neles o meu nome, e o nome de meus pais Abraão e Isaque; e multipliquem-se abundantemente no meio da terra'."
Salmo 128:3: "Tua mulher será como a videira frutífera em teu lar; teus filhos serão como brotos de oliveira ao redor da tua mesa."
Deuteronômio 28:4: "Bendito será o fruto do teu ventre, o fruto da tua terra, o fruto dos teus animais, as crias das tuas vacas e as ovelhas dos teus rebanhos."
Salmo 115:14: "O Senhor vos aumente cada vez mais, a vós e a vossos filhos."
Esses relatos bíblicos nos lembram da importância de exercer a paternidade com integridade e humildade, tanto em nossas relações familiares quanto em nosso papel como líderes espirituais. O verdadeiro pai não é aquele que impõe sua vontade ou se vangloria de suas conquistas, mas sim aquele que, em sua humanidade, reconhece suas falhas e busca constantemente a orientação do Pai Celestial.
Diante dos desafios e tentações que enfrentamos em nosso caminho espiritual, é essencial cultivar uma postura de temor e reverência, reconhecendo nossa dependência da graça e misericórdia divinas. Ao invés de ceder à tentação de julgar ou condenar nossos irmãos, devemos nos humilhar diante de Deus em oração, pedindo sabedoria e discernimento para lidar com as situações que surgem em nossas vidas e comunidades.
Eu enfrentava o desafio de expressar minhas convicções com temor e, muitas vezes, me via incapaz de me posicionar sobre o que acreditava, especialmente em situações que contrariavam minha compreensão de integridade, seja em relação ao ambiente, amizade ou colaboração fraternal.
Demorei para compreender e distinguir julgamento de discernimento. Com o tempo, aprendi a separar a mensagem do mensageiro. Podia corrigir a mensagem sem condenar o mensageiro. Por exemplo, quando alguém agia ou falava de forma contrária aos princípios cristãos, eu me opunha à mensagem, não à pessoa.
Essa distinção entre ação e julgamento é essencial. Chamar alguém de "ladrão" é uma condenação pessoal, enquanto condenar o ato de roubar é uma correção necessária. Isso reflete a importância de discernir entre o erro e o ofensor, separando a pessoa do comportamento.
Essa compreensão é fundamental para uma vida de honra e temor. A honra e o temor são pilares da maturidade espiritual. Se não os cultivamos, sucumbimos à tolice e às ações desonrosas.
Mateus 7:1-2 (NVI): "Não julguem, para que vocês não sejam julgados. Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês."
João 7:24 (NVI): "Parem de julgar apenas pela aparência e façam julgamentos justos."
1 Coríntios 2:15 (NVI): "Quem é espiritual discerne todas as coisas, mas ele mesmo não é discernido por ninguém."
Hebreus 5:14 (NVI): "Mas o alimento sólido é para os adultos, os quais, pelo exercício constante, tornaram-se aptos para discernir tanto o bem quanto o mal."
1 João 4:1 (NVI): "Amados, não creiam em qualquer espírito, mas examinem os espíritos para ver se eles procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo."
Minha experiência pessoal ilustra isso. Certa vez, em um ambiente eclesiástico, ouvi alguém criticando o pastor ausente. Interrompi o trabalho e convidei todos a orarmos pelo pastor. Essa atitude rompeu a negatividade e enfatizou a importância de honrar mesmo na ausência do objeto de crítica.
Temos a responsabilidade de abençoar com nossas palavras e ações, seguindo o exemplo de nosso Pai Celestial. Ele nos ensina a confiar em sua provisão, como faz com as aves do céu. Seu cuidado e sustento são constantes, mesmo quando nossa fé vacila.
Essa confiança na paternidade divina é central para nossa jornada espiritual. Jesus revela essa relação íntima entre o Pai e o Filho, convidando-nos a participar desse conhecimento revelado.
Gálatas 4:6-7: "E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai. Assim que já não és mais servo, mas filho; e, sendo filho, também herdeiro de Deus por Cristo."
Salmos 103:13: "Assim como um pai tem compaixão de seus filhos, o Senhor tem compaixão dos que o temem."
Ao contemplar a complexidade e a profundidade do relacionamento entre pais e filhos, percebo que vai muito além de uma simples relação biológica. É uma jornada de descoberta, crescimento e conexão que transcende qualquer explicação superficial. É uma dança intricada entre aprendizado e ensino, entre dar e receber, entre amor e gratidão.
A passagem bíblica que ressalta que ninguém conhece o pai senão o filho, e vice-versa, ecoa profundamente em meu coração. Revela a natureza íntima desse relacionamento, que vai além das palavras escritas ou das histórias contadas. É uma conexão visceral, forjada no calor dos momentos compartilhados, nas lágrimas e sorrisos trocados, nas experiências compartilhadas ao longo da vida.
Eu me lembro sempre de algo fundamental: conhecer o pai não se resume a ler sobre ele, mas a cultivar uma intimidade profunda e autêntica. É desvendar os mistérios do coração do pai, compreender suas motivações mais íntimas e sentir sua presença em cada fibra do nosso ser.
Nesse contexto, a honra aos pais emerge como um princípio sagrado e essencial. Mesmo que nossos pais não sejam perfeitos, mesmo que cometam erros, eles ainda merecem nosso respeito e gratidão. Pois é através desse respeito que construímos uma ponte sólida entre as gerações, transmitindo valores, sabedoria e amor de uma geração para a próxima.
Além disso, reconheço que o serviço ao pai não é uma obrigação, mas uma oportunidade de colaboração e comunhão. Somos chamados não apenas para trabalhar para ele, mas para trabalhar com ele, em parceria e harmonia. É nesse contexto de relacionamento profundo e significativo que encontramos verdadeira realização e frutificação.
E, à medida que me aprofundo nessa jornada de intimidade com o pai, sou lembrado de minha identidade como filho amado e favorecido. Sou convidado a viver não na escassez, mas na plenitude do amor do Pai, confiante de que tenho tudo o que preciso em Cristo Jesus.
João 3:16 (NVI): "Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna."
Romanos 5:8 (NVI): "Mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores."
1 João 4:9-10 (NVI): "Foi assim que Deus manifestou o seu amor entre nós: enviou o seu Filho Unigênito ao mundo, para que pudéssemos viver por meio dele. Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho como propiciação pelos nossos pecados."
Efésios 2:4-5 (NVI): "Mas Deus, que é rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou, deu-nos vida com Cristo quando ainda estávamos mortos em transgressões — pela graça vocês são salvos."
Romanos 8:38-39 (NVI): "Porque estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor."
Como uma carga explosiva nas fundações, a paternidade de Deus é o alicerce invisível que sustenta todas as estruturas da vida. É como se toneladas de dinamite fossem cuidadosamente colocadas, prontas para explodir e revelar a verdadeira essência da relação entre pai e filho. Nos recônditos da família, onde os laços sanguíneos se misturam com os divinos, a honra aos pais se transforma em um solo fértil para semear o respeito e a gratidão.
Mesmo quando a figura paterna biológica se ausenta, Deus, em Sua infinita sabedoria, provê uma substituição divina, uma presença masculina que nos guia e nos ensina os princípios da vida. Negar essa conexão é negar a própria obra de Deus, é rejeitar a ordem estabelecida pelo Criador.
Refletir sobre nossa relação com o Pai celestial é mergulhar nas profundezas da identidade espiritual. É compreender que, ao rejeitar a figura do pai terreno, estamos também rejeitando a mão que o moldou. É reconhecer que amar a Deus significa também honrar e respeitar a autoridade paterna que Ele estabeleceu.
No tecido da existência, o inimigo tece seus fios de engano, nos levando aos extremos da incredulidade ou do misticismo. No entanto, é na Verdade Absoluta, encontrada em Cristo, que descobrimos nossa verdadeira identidade como filhos amados do Pai celestial.
Enquanto compartilho essas palavras, sinto uma profunda reverência pelo que tenho testemunhado e experimentado em minha jornada espiritual. Minhas conversas com Deus e os diálogos internos têm sido fundamentais para minha compreensão sobre a centralidade do relacionamento com Ele em meio ao turbilhão da vida moderna.
Provérbios 22:6: "Ensina a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho, não se desviará dele."
Efésios 6:4: "E vós, pais, não provoqueis à ira vossos filhos, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor."
1 João 3:1: "Vede que grande amor nos tem concedido o Pai: que fôssemos chamados filhos de Deus. Por isso, o mundo não nos conhece, porque não o conheceu a ele."
Provérbios 3:11-12: "Filho meu, não rejeites a disciplina do Senhor, nem te enojes da sua repreensão. Porque o Senhor repreende aquele a quem ama, assim como o pai, ao filho a quem quer bem."
Romanos 8:15: "Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai."
Mateus 7:11: "Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem?"
Hebreus 12:7: "Suportai as correções; Deus vos trata como filhos; pois que filho há a quem o pai não corrija?"
Isaías 41:10: "Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel."
Lembro-me vividamente de uma oração que fiz em 2012, onde me comprometi, de todo o coração, a dedicar meu tempo e minha energia inteiramente ao Senhor. Desde então, tenho sido guiado por essa promessa, buscando constantemente uma conexão mais profunda com o Divino, através do Espírito Santo, que nos une ao Pai e a Jesus Cristo.
As Escrituras ecoam em minha mente, lembrando-me da verdadeira natureza da adoração: uma busca sincera e autêntica, feita em espírito e em verdade. Essas palavras ressoam profundamente em meu ser, desafiando-me a cultivar uma adoração que transcende rituais e formalidades, alcançando o âmago da minha alma.
E agora, enquanto encerro este capítulo, convido você a se juntar a mim em uma oração sincera, buscando um tempo sagrado para Deus em meio à agitação da vida cotidiana. Que minhas conversas com Deus e comigo mesmo sejam uma fonte de inspiração para todos nós, lembrando-nos de que, mesmo no meio do caos, podemos encontrar paz e direção através da busca constante pela presença do Divino em nossas vidas.
Leonardo Lima Ribeiro
quarta-feira, 2 de setembro de 2020
Explorando o Significado Profundo dos Dízimos e Ofertas
terça-feira, 21 de julho de 2020
"Uma Jornada Espiritual Rumo ao Entendimento e à Maturidade"
Existe uma grande divisão entre as denominações devido ao desequilíbrio no entendimento entre graça e lei. Algumas interpretam a Bíblia de forma literal, sem compreender plenamente sua mensagem e revelação. Por exemplo, o livro de Levítico é muitas vezes mal interpretado, levando a uma aplicação distorcida de suas leis e confundindo as pessoas. Por outro lado, há aqueles que abraçam uma visão de "graça libertina", interpretando erroneamente o perdão de Jesus como uma licença para viver em pecado sem consequências.
Entender a justiça de Deus requer compreender tanto a sua graça quanto a sua lei. Jesus veio para cumprir a lei, mas também veio para revelar o amor e a graça de Deus, oferecendo perdão e reconciliação aos pecadores. A justiça de Deus não se baseia apenas na observância da lei, mas também na graça e na misericórdia demonstradas através de Jesus Cristo. Em Cristo, somos justificados pela fé, não pelas obras da lei. É esse entendimento da justiça de Deus que nos liberta do legalismo e nos capacita a viver uma vida de fé, amor e obediência a Ele.
A história do Éden ilustra essa dinâmica entre a liberdade de escolha dada por Deus e a consequência da desobediência humana. No jardim, Deus deu ao homem a opção de obedecer ou desobedecer, demonstrando assim seu amor e respeito pela liberdade humana. No entanto, quando Adão e Eva escolheram desobedecer, eles experimentaram as consequências da separação de Deus e da introdução do pecado no mundo.
A lei foi dada por Deus para mostrar ao homem sua necessidade de um Salvador, não para justificá-lo. Ao observar a lei, o homem percebe sua própria imperfeição e a necessidade de redenção. A lei, portanto, aponta para Jesus Cristo como o único que pode justificar o homem diante de Deus.
Entender a justiça de Deus envolve reconhecer tanto sua graça quanto sua lei e compreender o papel de Jesus Cristo como o cumprimento da lei e o mediador da graça. É através de Cristo que somos reconciliados com Deus e justificados pela fé.
Em muitos aspectos, podemos dizer que conhecemos mais profundamente a graça de Deus à medida que amadurecemos espiritualmente. Aqui estão algumas maneiras pelas quais isso pode ser percebido:
Percepção da necessidade: À medida que crescemos espiritualmente, nossa percepção da nossa própria necessidade de graça se aprofunda. Reconhecemos mais claramente nossas fraquezas, pecados e limitações, o que nos leva a valorizar e buscar a graça de Deus de maneira mais profunda e sincera.
Experiência pessoal: Ao longo da vida, passamos por diferentes desafios, provações e momentos de arrependimento. Cada uma dessas experiências nos permite experimentar de maneira mais tangível a graça de Deus em nossas vidas. À medida que amadurecemos, acumulamos mais dessas experiências e podemos testemunhar como a graça de Deus tem sido fiel em todas as circunstâncias.
Compreensão da Palavra de Deus: À medida que estudamos e meditamos na Palavra de Deus ao longo dos anos, nossa compreensão da graça divina se aprofunda. Descobrimos novas camadas de significado nos ensinamentos bíblicos sobre a graça, e percebemos como ela permeia toda a história da redenção e transformação.
Resposta à graça: Conforme amadurecemos espiritualmente, nossa resposta à graça de Deus tende a se tornar mais madura e transformadora. Em vez de apenas aceitar a graça como um presente gratuito, começamos a responder com gratidão, adoração e um desejo renovado de viver de acordo com os princípios do Reino de Deus.
À medida que amadurecemos espiritualmente, nossa compreensão, apreciação e resposta à graça de Deus tendem a se aprofundar e se desenvolver. A graça de Deus é um oceano infinito de amor e misericórdia, e cada estágio do nosso crescimento espiritual nos permite mergulhar mais profundamente nesse oceano e experimentar mais plenamente suas maravilhas.
Romanos 3:20 - "Portanto, ninguém será declarado justo diante dele baseado na obediência à lei, pois pela lei vem o pleno conhecimento do pecado."
Romanos 3:21-22 - "Mas agora, sem lei, a justiça de Deus se manifestou, testemunhada pela Lei e pelos Profetas, isto é, a justiça de Deus por meio da fé em Jesus Cristo para todos os que crêem, pois não há distinção."
Romanos 6:14 - "Pois o pecado não os dominará, porque vocês não estão debaixo da lei, mas debaixo da graça."
Gálatas 2:16 - "No entanto, sabendo que uma pessoa não é justificada pelas obras da lei, mas sim pela fé em Jesus Cristo, também temos crido em Cristo Jesus, a fim de sermos justificados pela fé em Cristo e não pelas obras da lei, porque pelas obras da lei ninguém será justificado."
Gálatas 3:24-25 - "Assim, a lei foi nosso tutor até Cristo, para que fôssemos justificados pela fé. Agora, porém, que a fé veio, já não estamos mais sob o controle do tutor."
Efésios 2:8-9 - "Pois pela graça vocês foram salvos, por meio da fé, e isso não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie."
Esses versículos destacam a relação entre a lei, a graça e a justificação pela fé em Jesus Cristo, que são temas abordados no texto.
Santificar as pessoas significa que elas precisam cumprir toda a Lei para serem justificadas e santas. No entanto, a própria Lei revela a incapacidade do homem de cumpri-la, pois é perfeita e o homem é imperfeito. Assim, Deus apontou para Jesus instruindo o sacerdócio levítico a sacrificar animais. O sangue desses animais era usado como justificação para o povo, simbolizando o sacrifício futuro de Jesus.
O sumo sacerdote entrava no Santo dos Santos e colocava o sangue dos animais como forma de justificação, prenunciando o sacrifício de Jesus que nos justificaria. O sangue do cordeiro, que precisava ser perfeito, era sacrificado, levado ao Santo dos Santos e usado para justificar o sumo sacerdote e o povo.
Deus sempre apontou para Jesus Cristo através da Lei, dos sacrifícios e do sangue. Isso levou o povo a entender o amor de Deus, pois a Lei mostrava a incapacidade humana de ser justo. O sacerdócio levítico não era suficiente para transformar ou salvar o homem, apenas para apontar o pecado e justificar temporariamente através dos sacrifícios de animais.
Quando Jesus veio, Ele cumpriu a justiça de Deus ao ser entregue como sacrifício. Seu sacrifício perfeito nos liberta do pecado. Deus, sendo justo e amando, ofereceu Seu próprio Filho para pagar a pena do pecado, proporcionando uma oportunidade de salvação através da fé em Jesus.
Por meio da fé em Jesus, somos justificados e libertados da condenação. Assim como Jesus assumiu nossa culpa, recebemos Sua justiça pela fé Nele. Portanto, quando cremos em Jesus como nosso Senhor e Salvador, somos salvos e justificados, trocando nossa condenação por Sua inocência e justiça."
Romanos 3:22 - "Esta justiça de Deus, pela fé em Jesus Cristo, é para todos e sobre todos os que creem; porque não há distinção."
Romanos 5:1 - "Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo,"
Romanos 8:1 - "Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus."
Gálatas 3:13 - "Cristo nos redimiu da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro;"
2 Coríntios 5:21 - "Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus."
Agora vamos para o Batismo:
Romanos 6:4 (NVI), que diz: "Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo, para que, assim como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos mediante a glória do Pai, também nós vivamos uma vida nova."
É uma figura da justiça de Deus, quando representa a morte e ressureição.
Ao sermos batizados, profeticamente compartilhamos da morte e ressurreição de Jesus Cristo. Nesse sentido, podemos interpretar o batismo como um ato de fé da justiça de Deus, em que Ele nos concede a oportunidade de participar espiritualmente da morte de Cristo para que possamos ter uma nova vida em comunhão com Ele.
O batismo não apenas representa uma figura, mas também uma realidade espiritual. É um ato de fé que resulta em uma transformação espiritual. Por exemplo, em muitos vídeos que já assisti, as pessoas tendem a justificar sua falta de crença em certas práticas, como o dízimo ou a frequência à igreja. No entanto, para mim, o evangelho é algo simples. À medida que nos relacionamos com Deus, compreendemos que tudo se resume a um relacionamento.
Marcos 16:16 (NVI) - "Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado."
Gálatas 3:27 (NVI) - "Pois todos vocês que foram batizados em Cristo se revestiram de Cristo."
Colossenses 2:12 (NVI) - "Fomos sepultados com ele na ocasião do batismo na morte, para que, assim como Cristo foi ressuscitado dos mortos mediante a glória do Pai, também nós vivamos uma vida nova."
1 Pedro 3:21 (NVI) - "E isso, simbolizado pelo batismo, agora também salva vocês, não sendo a remoção da sujeira do corpo, mas o compromisso de uma boa consciência diante de Deus. Ela salva vocês pela ressurreição de Jesus Cristo."
Falando sobre o dízimo, por exemplo, eu o pratico como um ato de reconhecimento e gratidão. Não por obrigação legalista, mas como uma expressão sincera de minha fé. Dizimar é um ato de fé porque demonstra confiança na provisão de Deus e obediência à Sua Palavra, mesmo quando não podemos ver imediatamente os resultados. Ao dar o dízimo, os crentes demonstram sua fé de que Deus suprirá todas as suas necessidades e abençoará suas vidas abundantemente.
Embora o Novo Testamento não fale especificamente sobre o dízimo da mesma forma que o Antigo Testamento, Jesus menciona a prática da justiça, da misericórdia e da fé como princípios importantes. No entanto, podemos relacionar o ato de dizimar com princípios do Novo Testamento, como a generosidade, a contribuição para a obra do Senhor e o sustento da comunidade cristã. Aqui estão algumas maneiras de relacionar o ato de dizimar com o Novo Testamento:
2 Coríntios 9:6-7 (NVI) - "Lembrem-se: aquele que semeia pouco, também colherá pouco, e aquele que semeia com fartura, também colherá fartamente. Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria. "Neste versículo, Paulo fala sobre a importância da generosidade no dar. Embora não mencione especificamente o dízimo, o princípio de dar com alegria e generosidade pode ser aplicado ao ato de dizimar no Novo Testamento.
1 Coríntios 16:2 (NVI) - "No primeiro dia da semana, cada um de vocês separe uma quantia, conforme a sua renda, reservando-a para que não seja necessário fazer coletas quando eu chegar." Aqui, Paulo instrui os coríntios a reservarem uma quantia de sua renda no primeiro dia da semana para a obra do Senhor. Embora não seja explicitamente sobre dízimo, demonstra a prática regular de contribuir financeiramente para a comunidade cristã.
Lucas 6:38 (NVI) - "Deem, e será dado a vocês: uma boa medida, calcada, sacudida e transbordante será dada a vocês. Pois a medida que usarem também será usada para medir vocês." Jesus enfatiza o princípio da generosidade e da recompensa ao dar. Ao dar com generosidade, podemos esperar que Deus nos abençoe abundantemente.
Embora o Novo Testamento não enfatize o dízimo da mesma maneira que o Antigo Testamento, esses princípios de generosidade, contribuição e fé podem ser aplicados ao ato de dizimar, demonstrando nossa confiança na provisão e fidelidade de Deus.
Da mesma forma, acredito na importância de sujeitar-se à autoridade espiritual. Reconhecer a autoridade de alguém é essencial para o crescimento espiritual. Pessoas que ofertaram em minha vida fizeram isso porque reconheceram minha autoridade espiritual e meu papel em guiá-las na jornada de fé, por um período de crescimento.
O Evangelho também nos ensina sobre a importância da humildade. A jornada espiritual envolve aprender a servir e sujeitar-se a uma autoridade legítima. Isso não implica em submissão cega, mas em reconhecer que todos nós temos muito a aprender. Eu mesmo passei por diversas igrejas e ministérios, buscando paternidade espiritual e aprendizado. A hierarquia de serviço não é sobre exercer poder, mas sobre orientação e liderança para ajudar os outros a crescerem.
Minha experiência pessoal me ensinou que confiar em uma autoridade espiritual é essencial para o crescimento espiritual. Aqueles que se recusam a se sujeitar geralmente têm dificuldade em admitir seus erros e em crescer espiritualmente. Por isso, acredito firmemente na importância de ter um pastor e uma comunidade de fé que nos oriente e nos ajude em nossa jornada espiritual.
1 Tessalonicenses 5:12-13 (NVI): "Agora, irmãos, rogamos que acolham com respeito os que se esforçam entre vocês para administrar as coisas do Senhor e que os estimem muito, com amor, por causa do trabalho que realizam. Vivam em paz uns com os outros."
Hebreus 13:17 (NVI): "Obedeçam aos seus líderes e submetam-se à autoridade deles. Eles cuidam de vocês como quem deve prestar contas. Obedeçam-lhes, para que o trabalho deles seja uma alegria e não um peso, pois isso não seria proveitoso para vocês."
1 Timóteo 5:17 (NVI): "Os presbíteros que lideram bem a igreja são dignos de dupla honra, especialmente aqueles cujo trabalho é a pregação e o ensino."
Filipenses 2:29-30 (NVI): "Portanto, recebam-no no Senhor com grande alegria e honrem todos os que são assim. Pois ele quase perdeu a vida pelo trabalho de Cristo, arriscando a própria vida para suprir o que faltava no serviço que vocês me prestaram."
Sobre ser instruído por meus líderes:
"Quando discordava do que acabara de ouvir, preferia ponderar em silêncio, refletindo para chegar às minhas próprias conclusões. Se julgasse que estava equivocado, confiava na minha própria convicção. Então, escolhia outro momento para discutir de maneira tranquila, consciente de que não estava lidando com qualquer pessoa. Essa é uma questão que toca o âmago de cada um.
O propósito das minhas palavras é incitar a reflexão. Dificilmente alguém assistiria a um dos meus vídeos e concluiria: 'Ah, ele está impondo o que é correto'. Tenho opiniões pessoais, algumas baseadas na fé, mas meu objetivo é estimular a reflexão. Muitos líderes hipócritas carecem de liderança. Desejam influenciar os outros, serem reconhecidos como autoridades, demonstrar experiência e sabedoria, mas falham em ouvir.
É simples assistir a um vídeo no YouTube, ouvir uma pregação, anotar os pontos concordantes e discordantes, e seguir em frente. No entanto, quando nos submetemos, o verdadeiro beneficiado não é o líder, que já está em sua jornada; somos nós. A mentalidade arrogante, a queda da soberba, confronta-se com a jornada de Jesus. Ele abdicou de toda glória, não reivindicou ser Deus, humilhou-se e morreu na cruz, recebendo, por isso, o nome acima de todos.
A humilhação foi o caminho que Jesus nos mostrou, descendo até o ponto mais baixo, onde nós não poderíamos ir. Sem passarmos por esse processo, permaneceremos como filhos de Deus, mas não alcançaremos a maturidade. Deus fala com todos que creem, mas Sua comunicação conosco não indica maturidade; significa apenas que Ele está presente. As pessoas têm dificuldade em se submeter. Embora tenha saído do ministério, o que vivi lá contribuiu para minha vida e ministério. O que não contribuiu, não merece ser mencionado. Tudo o que passei foi enriquecedor para minha jornada.
Jamais seria quem sou hoje se não tivesse passado por isso, aprendendo a me submeter e a enfrentar desafios. Conheço pessoas que nunca frequentaram uma congregação e aspiram à liderança, que nunca se submeteram a ninguém. Isso é incoerente, injusto. Muitas igrejas se intitulam missionárias, mas não têm missões. Se uma igreja realiza atividades missionárias, deveria refletir esse propósito em seu nome, apoiando ou enviando missionários. Muitas vezes, falta bom senso.
Precisamos buscar o equilíbrio, mesmo que não compreendamos completamente. Existem igrejas que focam apenas em questões internas, outras que exigem o dízimo e a oferta, mas não praticam a doação. Isso demonstra falta de sensatez. É essencial agir com coerência. Mesmo sem pastor de uma congregação física hoje, auxilio pessoas que me consideram sua autoridade espiritual, contribuindo para suas vidas, enquanto as aconselho. Reconheço a autoridade dos líderes que Deus colocou em minha vida, pois apenas quem possui autoridade reconhece a unção da autoridade. Quem respeita, é respeitado. Sempre me coloquei em uma posição de humildade genuína, buscando compreender o coração de Deus. Toda graça que recebemos decorre da nossa fé, que resulta em uma transformação comportamental. Deus nos torna humildes quando nos submetemos."
Mateus 23:12 (NVI): "Pois quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado."
Filipenses 2:3-4 (NVI): "Não façam nada por partidarismo ou vaidade, mas com humildade considerem os outros superiores a si mesmos. Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros."
Tiago 4:6 (NVI): "Mas ele nos concede graça maior. Por isso diz a Escritura: ‘Deus se opõe aos orgulhosos, mas concede graça aos humildes’."
1 Pedro 5:5-6 (NVI): "Semelhantemente, jovens, sujeitem-se aos mais velhos. Sejam todos humildes uns para com os outros, porque ‘Deus se opõe aos orgulhosos, mas concede graça aos humildes’. Humilhem-se, portanto, debaixo da poderosa mão de Deus, para que ele os exalte no tempo devido."
Provérbios 22:4 (NVI): "A recompensa da humildade e do temor do Senhor é a riqueza, a honra e a vida."
Leonardo Lima Ribeiro
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