quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Valorizando a Sabedoria: O Papel do Pai na Nossa Vida(3)

 

(Pomeorde, Santa Catarina)

O provérbio 2:1-2 nos chama para prestar atenção às palavras de sabedoria e guardar os mandamentos como um tesouro. Essa sabedoria, transmitida de pai para filho, é fundamental para nossa jornada de crescimento e amadurecimento.

Recentemente, assisti a um vídeo de um rapaz que, apesar de não ser convertido anteriormente, passou por uma transformação espiritual e agora está liderando uma comunidade sustentável. Ele discutia sobre subversão, a ideia de desconstruir conceitos fundamentais em nossas vidas sociais e espirituais. Essa desconstrução intencional está acontecendo ao nosso redor, dificultando a comunicação e a busca por verdades absolutas tanto na sociedade quanto na igreja.

Porém, ao refletir sobre Provérbios 2:1-2, percebemos a importância de valorizar a sabedoria transmitida pelos pais, seja ela biológica ou espiritual. Um pai verdadeiro não apenas nos elogia, mas também nos corrige e nos desafia quando necessário. Ele tem a liberdade de nos instruir e nos guiar para o nosso bem-estar espiritual e emocional.

É essencial reconhecer que nem todos os pais têm a capacidade ou disposição de desempenhar esse papel. Alguns podem estar ausentes ou incapazes de nos instruir de maneira significativa. No entanto, quando encontramos alguém disposto a desempenhar essa função em nossas vidas, devemos estar abertos para receber suas orientações e correções, mesmo que sejam desconfortáveis.

A instrução paterna não se trata de controle, mas sim de amor e preocupação com nosso crescimento pessoal. É através dessa orientação que podemos alcançar uma maior compreensão espiritual e uma vida mais plena na fé. Portanto, convido você a refletir sobre a presença de uma figura paterna em sua vida, seja ela biológica ou espiritual, e a valorizar a sabedoria transmitida por essa pessoa para o seu desenvolvimento pessoal e espiritual.

Provérbios 1:8 (NVI): "Ouça, meu filho, a instrução de seu pai e não despreze o ensino de sua mãe."

Provérbios 3:11-12 (NVI): "Filho meu, não despreze a disciplina do Senhor nem se magoe com a sua repreensão, pois o Senhor disciplina a quem ama, assim como o pai faz ao filho de quem deseja o bem."

Efésios 6:4 (NVI): "E vocês, pais, não provoquem seus filhos à ira, mas criem-nos segundo a instrução e o conselho do Senhor."

Colossenses 3:21 (NVI): "Pais, não irritem seus filhos, para que eles não desanimem."

Deuteronômio 6:6-7 (NVI): "Estas palavras que hoje lhe ordeno estarão no seu coração. Ensine-as com persistência a seus filhos. Converse sobre elas quando estiver sentado em casa, quando estiver andando pelo caminho, quando se deitar e quando se levantar."

É crucial reconhecer que a maturidade não está necessariamente correlacionada com a idade cronológica. Muitas pessoas, mesmo em idade avançada, ainda mantêm uma mentalidade imatura, enxergando o mundo através dos olhos de uma pessoa mais jovem. Além disso, existe a falácia de associar a quantidade de sofrimento vivenciado com a maturidade adquirida. No entanto, o sofrimento só se torna verdadeiramente valioso quando é transformado em aprendizado prático e aplicado em nossas vidas, tendo como fruto a sabedoria 

Compreender as verdades absolutas da Palavra de Deus muitas vezes é um desafio para indivíduos que carecem de um fundamento sólido na paternidade, seja ela biológica ou espiritual. A ausência desse alicerce pode resultar em uma jornada espiritual tumultuada, onde a busca pela verdade se torna obscurecida pela falta de direção e orientação.

A relação com uma figura paterna, seja ela física ou espiritual, desempenha um papel crucial no desenvolvimento da fé e da compreensão espiritual. Essa figura não apenas fornece ensinamentos e orientações práticas, mas também oferece um modelo de amor, segurança e autoridade que reflete a paternidade de Deus.

Sem esse fundamento sólido, a alma humana tem a tendência de se voltar para si mesma em busca de justificação, criando uma visão distorcida da realidade e uma falsa sensação de autossuficiência. Essa autojustificação pode ser um obstáculo para reconhecermos nossas próprias feridas e necessidades de cura espiritual.

É somente ao reconhecermos nossa dependência de Deus como nosso Pai celestial e buscarmos uma relação íntima com Ele que podemos encontrar verdadeira cura e restauração para nossa alma. É Ele quem nos guia nas verdades de Sua Palavra e nos capacita a crescer em maturidade espiritual, mesmo diante das adversidades e incertezas da vida.

Portanto, é essencial que busquemos fortalecer nosso relacionamento com Deus como nosso Pai amoroso e confiável, permitindo que Ele seja nosso guia e sustentáculo em nossa jornada espiritual. Ao fazermos isso, encontraremos a base sólida de que precisamos para compreender e viver as verdades absolutas de Sua Palavra em nossas vidas.

A falta de uma figura paterna adequada pode levar a extremos emocionais. Alguns podem se tornar excessivamente autossuficientes, acreditando que não precisam de orientação ou instrução de ninguém além de si mesmos. Outros podem se tornar dependentes emocionalmente, buscando constantemente a aprovação e a orientação de outras pessoas para tomar decisões.

Romanos 8:15 (NVI): "Pois vocês não receberam um espírito que os escravize para novamente temer, mas receberam o Espírito que os adota como filhos, por meio do qual clamamos: 'Aba, Pai!'"

Mateus 7:11 (NVI): "Se vocês, apesar de serem maus, sabem dar boas coisas aos seus filhos, quanto mais o Pai de vocês, que está nos céus, dará coisas boas aos que lhe pedirem!"

João 1:12-13 (NVI): "Mas a todos os que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus, os quais não nasceram por descendência natural, nem pela vontade da carne nem pela vontade de algum homem, mas nasceram de Deus."

Gálatas 4:6-7 (NVI): "E, porque vocês são filhos, Deus enviou o Espírito de seu Filho aos seus corações, o qual clama: 'Aba, Pai'. Assim, você já não é mais escravo, mas filho; e, por ser filho, Deus também o tornou herdeiro."

1 João 3:1 (NVI): "Como é grande o amor que o Pai nos concedeu: sermos chamados filhos de Deus! E é isso que somos! Por isso o mundo não nos conhece, porque não o conheceu."

Jesus é apresentado como o caminho, a verdade e a vida, e é nele que encontramos o equilíbrio necessário para nossa jornada espiritual. É essencial discernir entre a dependência saudável em Deus e o orgulho que nos impede de reconhecer nossa necessidade de orientação e correção.

Além disso, é importante distinguir entre a leitura meramente acadêmica da Palavra e a aplicação prática de seus ensinamentos em nossa vida diária. O conhecimento só é verdadeiramente valioso quando é internalizado e transformado em amor e ação. Caso contrário, corre-se o risco de se tornar arrogante e inchado de conhecimento, como adverte Paulo em 1 Coríntios 8:2.

Portanto, convido você a refletir sobre a presença de uma figura paterna em sua vida, seja ela biológica ou espiritual, e a buscar a sabedoria de Deus para discernir entre a verdadeira maturidade espiritual e os extremos emocionais que podem nos desviar do caminho da fé e do crescimento pessoal.

É comum vermos pessoas consumindo uma variedade de conteúdos, desde vídeos até posts em redes sociais, buscando inspiração e aprendizado. No entanto, muitas vezes essa busca por conhecimento não se traduz em mudanças significativas em suas vidas. A chave está em aplicar o que é aprendido na prática, integrando esses ensinamentos à realidade cotidiana.

A humildade é fundamental para compreender a realidade da Bíblia e da pessoa de Jesus por várias razões:

Abertura para a Verdade: A humildade nos torna receptivos à verdade, mesmo que ela contradiga nossas próprias opiniões ou entendimentos prévios. Ao reconhecer nossa limitação e finitude como seres humanos, estamos mais dispostos a aprender e crescer em nosso conhecimento de Deus e Sua Palavra.

Submissão à Autoridade Divina: A humildade nos leva a nos submetermos à autoridade de Deus e de Sua Palavra, reconhecendo que Ele é o Criador e o Senhor de todas as coisas. Isso nos permite aceitar as verdades reveladas na Bíblia como a autoridade final em nossas vidas, em vez de confiarmos apenas em nossa própria compreensão limitada.

Reconhecimento da Necessidade de Graça: A humildade nos ajuda a reconhecer nossa necessidade desesperada da graça salvadora de Deus, manifestada em Jesus Cristo. Quando compreendemos nossa própria pecaminosidade e indignidade diante de Deus, somos mais propensos a aceitar o sacrifício de Cristo na cruz como a única base para nossa salvação.

Atitude de Obediência e Serviço: A humildade nos capacita a obedecer aos ensinamentos de Jesus e a seguir Seu exemplo de serviço e amor ao próximo. Em vez de buscar nossa própria glória ou interesses, buscamos honrar a Deus e servir aos outros com humildade e compaixão, refletindo o caráter de Cristo em nossas vidas.

Aceitação da Revelação Divina: A humildade nos ajuda a aceitar a revelação divina na Bíblia e na pessoa de Jesus Cristo sem exigir explicações ou justificativas humanas. Em vez de tentarmos moldar Deus e Sua Palavra conforme nossas próprias ideias e preferências, nos rendemos à Sua vontade soberana e confiamos em Sua sabedoria infinita.

É interessante notar como nossa sociedade valoriza o sucesso material, frequentemente associando-o a aspectos como posses, status e aparência. No entanto, é importante buscar um equilíbrio saudável entre prosperidade material e crescimento espiritual. Ter um bom padrão de vida é legítimo, mas não deve ser usado como medida exclusiva de sucesso.

A busca por sucesso deve ser guiada por princípios mais profundos e duradouros. Glorificar a Deus através de nossas vidas significa refletir o fruto do Espírito, que inclui características como temperança, domínio próprio, bondade e humildade. Essas virtudes são fundamentais para uma vida bem-sucedida aos olhos de Deus.

A jornada para a maturidade espiritual muitas vezes envolve enfrentar nossas feridas e aprender a humildade. Jesus é o exemplo máximo de humildade, pois, mesmo sendo Deus, se fez homem e se submeteu à vontade do Pai. A humildade não é uma fraqueza, mas sim uma força que nos permite render nossas vidas a Deus e aceitar Sua vontade sobre a nossa.

É fundamental discernir entre dependência saudável em Deus e uma dependência excessiva em outras pessoas. Embora seja valioso aprender com aqueles que têm mais experiência e sabedoria, nossa confiança última deve estar em Deus. Ele é quem nos guia e nos capacita a viver uma vida de propósito e significado.

Um exemplo pessoal ilustra essa jornada de aprendizado e transformação. Em minha própria vida, fui desafiado a confrontar minha rebeldia e falta de limites. Graças à orientação de pessoas mais maduras e à graça de Deus, pude superar esses obstáculos e encontrar minha verdadeira vocação.

Portanto, convido você a buscar esse equilíbrio entre sucesso temporal e eterno, aplicando os ensinamentos de Deus em sua vida diária. Que sua jornada seja marcada pela humildade, pela busca constante por crescimento espiritual e pela confiança inabalável em Deus como o verdadeiro guia de nossas vidas.

A Importância da Paternidade Espiritual na Jornada de Vida

Aquela madrugada continua vívida em minha memória, como se fosse ontem. Lembro-me de estar no exterior, imerso em meus estudos de francês, quando a vontade de retornar ao Brasil me assolou de repente. Já havia concluído meu curso de inglês e estava apenas na segunda semana do curso de francês, com mais três anos e meio pela frente.

Naquela noite, liguei para meu pai, mesmo sabendo que era tarde no Brasil. Eu estava cheio de incertezas, descrevendo a solidão que sentia longe de casa, a iminência do inverno rigoroso e a sensação de que todos os meus amigos haviam partido. Tentei convencê-lo de que seria melhor voltar para casa e aguardar o fim do inverno antes de retornar ao exterior.

Mas meu pai, com sua sabedoria e perspectiva, não hesitou em me dar um conselho firme e direto. Ele viu além das minhas preocupações imediatas e lembrou-me das oportunidades que estavam se abrindo para mim no exterior. Lembro-me de suas palavras gentis, mas firmes: "Não volta, filho. Já está tudo encaminhado aí. Você está matriculado, está aprendendo uma nova língua. Não desperdice essa oportunidade."

No entanto, naquela noite, movido por impulsividade e talvez um toque de rebeldia juvenil, optei por não seguir o conselho de meu pai. Decidi voltar para casa, convencido de que era a escolha certa naquele momento.

Mas logo percebi as consequências de minha decisão. Ao voltar para casa, enfrentei desafios inesperados e uma sensação de arrependimento começou a se instalar. Eu não podia deixar de me perguntar se havia tomado a decisão certa, se não teria sido melhor seguir o conselho de meu pai.

Olhando para trás, reconheço agora que aquela noite marcou um ponto de virada em minha vida. Foi um momento em que escolhi seguir meu próprio caminho, mesmo quando a voz da sabedoria paterna me aconselhava de outra forma. As lições que aprendi naquele momento moldaram minha jornada de vida de maneiras profundas e duradouras.

Quando relembro aquela madrugada, não posso deixar de me perguntar como minha vida teria sido diferente se tivesse seguido o conselho de meu pai. Mas também reconheço que essas experiências fazem parte do processo de crescimento e aprendizado. E, apesar do arrependimento que ainda sinto às vezes, sei que essas lições me tornaram quem sou hoje.

Olhando para trás, percebo agora que a orientação de meu pai era um presente valioso, um reflexo de seu amor incondicional e preocupação com meu futuro. Suas palavras ecoaram em minha mente ao longo dos anos, lembrando-me da importância de considerar não apenas o presente imediato, mas também as consequências a longo prazo de minhas decisões.

Hoje, reconheço profundamente o papel crucial que a paternidade espiritual desempenha em nossas vidas. Assim como meu pai me guiou com sabedoria e amor, também busco ser uma fonte de orientação e apoio para aqueles ao meu redor, especialmente para aqueles que estão navegando por caminhos semelhantes aos que percorri. A experiência com meu pai moldou minha jornada de vida de maneira significativa, ensinando-me lições preciosas que carregarei para sempre em meu coração.

É interessante notar como, muitas vezes, resistimos às orientações que nos são dadas, mesmo quando vêm de uma fonte de sabedoria e amor genuínos, como um pai. O orgulho e a autojustificação podem nos impedir de reconhecer a validade dessas instruções e nos levar a fazer escolhas que nos afastam do caminho da verdadeira realização e propósito.

A figura do pai espiritual desempenha um papel crucial em nossa jornada espiritual e emocional. Mesmo para aqueles que não tiveram a presença de um pai biológico em suas vidas, a oportunidade de serem orientados e instruídos por uma figura paterna espiritual pode ser transformadora. Essa relação oferece não apenas conselhos práticos, mas também um modelo de amor, humildade e sabedoria que nos guia em momentos de dificuldade e incerteza.

A resistência à autoridade espiritual muitas vezes reflete uma falta de humildade e submissão ao plano de Deus para nossas vidas. Quando nos recusamos a ouvir e aprender com aqueles que têm mais experiência e sabedoria, perdemos a oportunidade de crescer e amadurecer em nossa jornada espiritual.

É importante reconhecer que as decisões que tomamos têm consequências, e muitas vezes essas consequências podem ser dolorosas. No entanto, mesmo nos momentos de sofrimento e arrependimento, Deus está presente, trabalhando em nossas vidas para nos moldar à Sua imagem e nos conduzir ao Seu propósito para nós.

A jornada espiritual é marcada por desafios e sacrifícios, mas também por momentos de graça e redenção. Ao reconhecer nossas fraquezas e limitações, e ao buscar humildemente a orientação de Deus e daqueles que Ele colocou em nossas vidas, podemos encontrar o caminho para uma vida plena de significado e propósito.

Portanto, que possamos valorizar e honrar a figura do pai espiritual em nossas vidas, reconhecendo a sabedoria e o amor que eles têm a oferecer, e estejamos dispostos a seguir suas orientações com humildade e gratidão. Que possamos aprender com as lições do passado e avançar com fé e confiança no plano de Deus para nossas vidas.

A questão da paternidade espiritual é complexa e profundamente importante na jornada de fé de cada indivíduo. É compreensível a busca por um guia espiritual, alguém que possa oferecer orientação e apoio em momentos de incerteza e dificuldade. No entanto, é crucial distinguir entre uma orientação saudável e uma dependência prejudicial.

É verdade que receber instrução e conselhos de um mentor espiritual pode ser incrivelmente benéfico. Muitas vezes, esses líderes têm uma perspectiva mais ampla e uma compreensão mais profunda das Escrituras, o que pode nos ajudar a crescer em nossa fé e a tomar decisões mais sábias.

No entanto, há um perigo real em confundir orientação espiritual com controle. Quando começamos a entregar todas as decisões de nossa vida nas mãos de outra pessoa, perdemos nossa autonomia e capacidade de discernir o que é certo para nós. Isso pode levar a uma dependência emocional prejudicial, onde ficamos incapazes de tomar decisões por nós mesmos.

É importante, então, encontrar um equilíbrio saudável entre receber orientação de um mentor espiritual e manter nossa própria responsabilidade sobre nossas escolhas. Um verdadeiro pai na fé não busca controlar nossas vidas, mas sim nos capacitar a tomar decisões sábias e crescer em nossa fé e maturidade.

Às vezes, pode ser necessário reconhecer quando é hora de seguir em frente, mesmo que isso signifique deixar para trás um relacionamento de mentoria espiritual. Isso não significa que devemos menosprezar ou desrespeitar aqueles que nos guiaram, mas sim reconhecer que nosso crescimento espiritual pode exigir novos caminhos e novas conexões.

Encontrar um pastor ou mentor espiritual maduro pode ser uma bênção inestimável em nossa jornada de fé. No entanto, também devemos lembrar que nossa principal fonte de orientação deve ser sempre a Palavra de Deus. É lá que encontramos os fundamentos sólidos para nossas crenças e práticas, e é lá que devemos buscar discernimento em todas as áreas de nossas vidas.

Em última análise, o objetivo da paternidade espiritual não é criar uma dependência de outra pessoa, mas sim apontar para Cristo e ajudar-nos a crescer em nosso relacionamento com ele. Que possamos buscar orientação e apoio em mentores espirituais sábios, ao mesmo tempo em que mantemos uma fé fundamentada na Palavra de Deus e em um relacionamento pessoal com nosso Pai celestial.

O orgulho é uma barreira que fecha a porta para Deus. Quando alguém se torna soberbo, está essencialmente fechando-se para a intervenção divina. Mesmo que líderes espirituais, como pastores ou amigos, tentem oferecer orientação, se o coração da pessoa está blindado pelo orgulho, é difícil para Deus romper essa resistência.

A ação do Espírito Santo é crucial para quebrantar os corações e conduzir as pessoas à humildade e submissão a Deus. No entanto, essa ação divina muitas vezes requer uma resposta ativa da parte da pessoa. É necessário que ela tome uma decisão consciente de se humilhar, abaixar sua guarda e tornar-se receptiva à voz de Deus, seja por meio de pessoas ou diretamente pela revelação divina.

A pessoa orgulhosa, quando não confrontada e transformada pela ação do Espírito Santo, pode se tornar um divisor no corpo de Cristo. Ela pode criar facções e divisões, questionando a autoridade espiritual e minando a unidade do corpo de Cristo. Nesses casos, é importante discernir e afastar-se de pessoas facciosas, pois elas podem minar nosso próprio entendimento e fundamento espiritual.

A sabedoria encontrada na Palavra de Deus é inegável. Provérbios 4:1 nos lembra da importância de ouvir e aprender com a instrução sábia dos pais. Esta instrução não é relativa ou opcional, mas sim fundamental para nosso crescimento espiritual e maturidade na fé. Devemos buscar a verdade e a sabedoria nas Escrituras, usando-as como nosso guia definitivo em todas as áreas de nossas vidas.

É vital reconhecer que, embora Deus possa falar conosco diretamente, muitas vezes Ele escolhe usar pessoas sábias e experientes para nos orientar e nos desafiar em nossa jornada espiritual. Devemos estar abertos a receber instrução e conselho, mesmo que isso signifique confrontar nosso próprio orgulho e ego.

Em última análise, a humildade e a submissão a Deus são essenciais para o crescimento espiritual e o avanço no propósito de vida que Ele tem para nós. Que possamos buscar constantemente a humildade diante de Deus e dos outros, reconhecendo que é através da rendição e da submissão que encontramos verdadeira sabedoria e crescimento espiritual.

Leonardo Lima Ribeiro 

sábado, 2 de janeiro de 2021

Desafios e Controvérsias: O Papel dos Apóstolos no corpo de Cristo(5)

(Alsheim, Alemanha)

10 Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para cumprir todas as coisas. 11 E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, 12 Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo; 13 Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo, 14 Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente.

15 Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, 16 Do qual todo o corpo, bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor.

17 E digo isto, e testifico no Senhor, para que não andeis mais como andam também os outros gentios, na vaidade da sua mente. 18 Entenebrecidos no entendimento, separados da vida de Deus pela ignorância que há neles, pela dureza do seu coração; 19 Os quais, havendo perdido todo o sentimento, se entregaram à dissolução, para com avidez cometerem toda a impureza. 20 Mas vós não aprendestes assim a Cristo, 21 Se é que o tendes ouvido, e nele fostes ensinados, como está a verdade em Jesus;22 Que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano; 23 E vos renoveis no espírito da vossa mente; 24 E vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade. (Efésios 4:10-24)

Efésios 4 apresenta uma visão abrangente do propósito e da estrutura da igreja, com foco na centralidade de Cristo e na diversidade de dons e ministérios concedidos por Ele para a edificação do corpo de crentes. O texto começa ressaltando a ascensão de Cristo e Sua supremacia sobre todas as coisas, indicando que Ele preenche todas as coisas e está acima de todos os céus. Isso não apenas enfatiza Sua divindade, mas também Sua soberania sobre a igreja e sobre o cosmos como um todo.

Ao designar ministérios específicos para a igreja, Cristo demonstra Sua sabedoria e provê os recursos necessários para o crescimento espiritual e o fortalecimento da comunidade de fé. Os versículos 11 e 12 mencionam os ministérios apostólico, profético, evangelístico, pastoral e de ensino, que têm como objetivo equipar os santos para o serviço e a edificação do corpo de Cristo. Cada um desses ministérios desempenha um papel único na vida da igreja:

Apóstolos: São enviados por Cristo para estabelecer e fundar igrejas, propagando o Evangelho em novos territórios e estabelecendo os fundamentos da fé cristã. Eles têm uma autoridade espiritual e uma missão de liderança na comunidade de fé.

Profetas: Têm o dom de receber e transmitir a revelação divina, comunicando a vontade de Deus para a igreja e confrontando o pecado e a injustiça. Eles também têm um papel de encorajamento, exortação e consolo dentro da comunidade de crentes.

Evangelistas: São chamados a proclamar o Evangelho e a levar pessoas a Cristo, tanto dentro quanto fora da igreja. Eles têm um zelo ardente pela salvação das almas e uma habilidade especial para comunicar as boas novas de Jesus de maneira persuasiva e relevante.

Pastores: São chamados a cuidar, alimentar e proteger o rebanho de Deus, exercendo uma liderança pastoral e cuidando das necessidades espirituais e emocionais dos crentes. Eles têm um coração compassivo e estão comprometidos com o bem-estar espiritual das pessoas.

Mestres: Têm o dom de ensinar e explicar as Escrituras de forma clara e precisa, ajudando os crentes a crescerem em seu entendimento da Palavra de Deus e a aplicarem seus princípios em suas vidas diárias. Eles têm uma responsabilidade crucial na instrução doutrinária e no desenvolvimento espiritual da igreja.

Esses ministérios não apenas equipam os crentes para o serviço e promovem o crescimento espiritual individual, mas também visam à unidade e ao amadurecimento corporativo da igreja. O objetivo final é que todo o corpo de Cristo alcance a plenitude espiritual e a semelhança de Cristo, crescendo em amor e maturidade espiritual.

No entanto, ao longo da história da igreja, tem havido distorções e abusos desses ministérios, causados por líderes imaturos que buscam poder, status e influência. Em vez de servirem ao corpo de Cristo, esses líderes muitas vezes impõem suas próprias agendas e ideias, causando divisão e confusão dentro da igreja. É essencial que os líderes da igreja sejam humildes, submissos à autoridade de Cristo e capacitados pelo Espírito Santo para exercerem seus ministérios de maneira fiel e eficaz.

Portanto, o texto de Efésios 4 nos desafia a buscar a unidade da fé, a crescer na semelhança de Cristo e a edificar o corpo de Cristo por meio dos dons e ministérios concedidos por Ele. Isso requer humildade, submissão e um compromisso sincero com a Palavra de Deus e a liderança do Espírito Santo.

O contexto histórico do livro de Efésios é fundamental para compreendermos melhor sua mensagem e aplicação. Efésios foi escrito por Paulo durante seu encarceramento em Roma, provavelmente entre os anos 60 e 62 d.C. Durante esse período, Paulo estava sob prisão domiciliar, o que lhe permitia algum grau de liberdade para receber visitantes e se comunicar com outras igrejas.

A cidade de Éfeso, para a qual o livro de Efésios foi dirigido, era uma das mais importantes cidades da província romana da Ásia Menor (atual Turquia). Era um centro comercial e cultural, com uma população cosmopolita e diversificada. Efésios era conhecida por seu templo dedicado à deusa Artemis (ou Diana), uma das sete maravilhas do mundo antigo, o que evidencia a influência da religião pagã na região.

A igreja em Éfeso foi estabelecida por Paulo durante sua segunda viagem missionária, por volta do ano 52 d.C. (conforme registrado em Atos 18). Ele passou um tempo considerável lá, aproximadamente três anos, ensinando e discipulando os crentes (Atos 20:31). Durante sua estadia em Éfeso, Paulo enfrentou oposição tanto dos judeus quanto dos adeptos da religião pagã, o que é evidente em suas cartas aos coríntios (1 Coríntios 15:32; 2 Coríntios 1:8-10).

O propósito principal de Paulo ao escrever Efésios foi fortalecer e encorajar os crentes em Éfeso em sua fé, além de abordar questões específicas relacionadas à vida cristã e à unidade da igreja. Ele enfatiza a centralidade de Cristo, Sua obra redentora e a unidade dos crentes em um só corpo. Paulo também trata de temas como a graça salvadora de Deus, a vida em Cristo, a reconciliação entre judeus e gentios, a batalha espiritual e a conduta ética dos crentes.

Além disso, Paulo usa Efésios para expressar sua visão da igreja como o corpo de Cristo, o templo santo do Senhor e a noiva de Cristo. Ele exorta os crentes a viverem de acordo com sua identidade em Cristo e a crescerem em amor, santidade e unidade.

Em resumo, o contexto histórico de Efésios nos ajuda a compreender as circunstâncias em que o livro foi escrito e as questões enfrentadas pela igreja em Éfeso, enquanto nos permite aplicar os princípios e ensinamentos do livro à nossa própria vida e contexto contemporâneo.

O ministério apostólico é uma das funções fundamentais na igreja cristã, com base nos ensinamentos e na prática da Igreja Primitiva, conforme descritos no Novo Testamento. Vamos explorar com mais profundidade o significado e a importância desse ministério:

Origem e Fundamentos Bíblicos: O termo "apóstolo" vem do grego "apostolos", que significa "enviado". Na Bíblia, os apóstolos são aqueles que foram comissionados por Jesus Cristo para serem Seus representantes, testemunhas de Sua ressurreição e mensageiros do Evangelho. Eles foram escolhidos pessoalmente por Jesus, treinados por Ele e receberam uma autoridade única para estabelecer e edificar a igreja. Os doze apóstolos originais são frequentemente referidos como os "apóstolos do Cordeiro" (Apocalipse 21:14).

Funções e Responsabilidades: Os apóstolos desempenhavam diversas funções na igreja primitiva, incluindo:

Fundação da igreja: Os apóstolos eram responsáveis por estabelecer e plantar igrejas em diferentes regiões e cidades.

Ensino e Doutrina: Eles tinham a autoridade para ensinar e transmitir as doutrinas e os ensinamentos de Cristo aos crentes.

Governo e Disciplina: Os apóstolos exerciam autoridade espiritual sobre as igrejas, orientando, corrigindo e disciplinando quando necessário.

Estabelecimento de Líderes: Eles ordenavam e comissionavam outros líderes na igreja, como presbíteros e diáconos, para ajudar no cuidado do rebanho.

Continuidade e Adaptação: Embora os doze apóstolos originais tenham tido um papel único e irrepetível na fundação da igreja, o ministério apostólico continuou na igreja primitiva por meio de outros líderes designados por Deus. Paulo é um exemplo proeminente de um apóstolo que foi chamado por Jesus após Sua ressurreição e ascensão, e que desempenhou um papel crucial na expansão do evangelho e no estabelecimento de igrejas em todo o mundo greco-romano.

Desenvolvimentos Históricos: Ao longo da história cristã, o entendimento e a prática do ministério apostólico passaram por várias fases e interpretações. Na era apostólica, os apóstolos eram reconhecidos como autoridades supremas na igreja. Com o tempo, o conceito de apostolado foi se expandindo e, em algumas tradições cristãs, o título de apóstolo é atribuído a líderes reconhecidos por seu papel na fundação de movimentos ou na liderança de missões.

Desafios e Controvérsias: O entendimento do ministério apostólico também tem sido objeto de controvérsia e debate dentro da igreja, especialmente em relação à autoridade apostólica, à sucessão apostólica e aos critérios para reconhecer um verdadeiro apóstolo. Algumas denominações e movimentos cristãos contemporâneos afirmam a restauração do apostolado como uma expressão do poder e da autoridade da igreja primitiva.

Em resumo, o ministério apostólico desempenhou e continua a desempenhar um papel vital na vida e na missão da igreja, sendo fundamentado nos ensinamentos e na prática dos apóstolos do Novo Testamento e adaptado às necessidades e desafios da igreja ao longo da história.

Porque os apóstolos são tão contestados?

Os apóstolos são frequentemente contestados por várias razões, algumas das quais incluem:

Autoridade e Legitimidade: A autoridade dos apóstolos é frequentemente questionada, especialmente em contextos onde há uma interpretação restritiva do papel apostólico, limitando-o aos doze apóstolos originais escolhidos por Jesus. Algumas pessoas contestam a legitimidade de outros líderes que se autodenominam apóstolos, argumentando que eles não possuem a mesma autoridade e comissão direta de Cristo.

Interpretação Teológica: A compreensão teológica do papel apostólico pode variar entre diferentes tradições cristãs. Alguns grupos enfatizam a continuidade do ministério apostólico ao longo da história da igreja, reconhecendo líderes contemporâneos como apóstolos. Outros mantêm uma visão mais restrita, reservando o título de apóstolo apenas para os doze escolhidos por Jesus.

Abuso e Falsificação: Infelizmente, ao longo da história, houve casos de indivíduos que se autoproclamaram apóstolos para ganhar poder, influência e recursos financeiros. Esses falsos apóstolos muitas vezes exploram a confiança dos fiéis e distorcem a verdade do evangelho para promover seus próprios interesses.

Diferenças Doutrinárias e Eclesiológicas: As discordâncias doutrinárias e as diferenças na compreensão da estrutura da igreja podem levar à contestação do papel dos apóstolos. Alguns grupos discordam sobre o papel e a autoridade dos apóstolos em relação aos demais líderes da igreja, como presbíteros e pastores.

Experiências Pessoais e Históricas: As experiências individuais e históricas de diferentes comunidades cristãs também influenciam sua visão sobre os apóstolos. Algumas comunidades podem ter tido experiências negativas com líderes que se autodenominavam apóstolos, enquanto outras podem valorizar e respeitar profundamente o papel dos apóstolos na edificação e no governo da igreja.

Em última análise, a contestação em relação aos apóstolos é multifacetada e reflete uma variedade de questões teológicas, históricas e práticas dentro do Cristianismo. É importante discernir com sabedoria e discernimento os verdadeiros líderes e mensageiros do evangelho, buscando sempre a verdade e a integridade nas práticas e ensinamentos da fé cristã.

Os escândalos dentro do contexto religioso podem contribuir para a resistência em relação aos apóstolos e outros líderes religiosos. Quando líderes que se autodenominam apóstolos ou exercem autoridade semelhante se envolvem em escândalos, como condutas morais questionáveis, abusos de poder, manipulação financeira ou ensinamentos heréticos, isso pode abalar a confiança das pessoas na integridade e na legitimidade do ministério apostólico.

Os escândalos têm o potencial de minar a credibilidade do ministério apostólico e, consequentemente, gerar desconfiança em relação a outros líderes que se identificam como apóstolos. As pessoas podem começar a questionar se esses líderes estão realmente agindo de acordo com os ensinamentos de Cristo e se estão exercendo sua autoridade de maneira justa e ética.

Além disso, os escândalos podem reforçar estereótipos negativos sobre líderes religiosos e suscitar dúvidas sobre a validade de qualquer forma de autoridade na igreja. Isso pode levar as pessoas a se afastarem da fé ou a se tornarem céticas em relação a qualquer tipo de liderança espiritual.

No entanto, é importante reconhecer que os escândalos não são exclusivos do contexto religioso e que líderes em diversas esferas da sociedade podem se envolver em comportamentos inadequados. Portanto, é crucial abordar os escândalos com transparência, responsabilidade e justiça, buscando sempre restauração e reconciliação, tanto para as vítimas quanto para os perpetradores, a fim de reconstruir a confiança e a integridade na liderança espiritual.

a complexidade das contestações em relação aos apóstolos no contexto cristão e ressalta a importância de discernir com sabedoria e discernimento os verdadeiros líderes e mensageiros do evangelho. Vamos explorar mais a fundo essa temática:


1. Contestação em Relação aos Apóstolos:

1.1 Divergências Teológicas:

Ao longo da história cristã, surgiram divergências teológicas em relação às interpretações das escrituras e dos ensinamentos dos apóstolos. Essas divergências deram origem a diferentes tradições e denominações dentro do Cristianismo, cada uma com sua própria compreensão da autoridade apostólica.

1.2 Questões Históricas:

Questões históricas, como a autenticidade de certos escritos atribuídos aos apóstolos e a interpretação dos eventos registrados nos evangelhos e nas epístolas, também têm gerado contestações e debates entre os estudiosos e teólogos.

1.3 Desafios Práticos:

Além das questões teológicas e históricas, há também desafios práticos relacionados à aplicação dos ensinamentos dos apóstolos na vida cotidiana e na sociedade contemporânea. Questões éticas, sociais e culturais podem gerar discordância em relação à relevância e à autoridade dos ensinamentos apostólicos nos tempos modernos.

2. Discernimento e Sabedoria:

2.1 Busca pela Verdade:

Em meio às contestações e divergências, é crucial buscar constantemente a verdade e a integridade nos ensinamentos e práticas da fé cristã. Isso requer um compromisso com o estudo das escrituras, a oração e a orientação do Espírito Santo.

2.2 Discernimento Espiritual:

O discernimento espiritual desempenha um papel fundamental na identificação dos verdadeiros líderes e mensageiros do evangelho. Isso envolve avaliar não apenas o conteúdo dos ensinamentos, mas também o caráter e a integridade daqueles que os proclamam.

2.3 Comunidade e Diálogo:

O diálogo e a comunidade são essenciais para o processo de discernimento. Ao buscar a verdade e a integridade na fé cristã, é importante estar aberto ao diálogo e à comunhão com outros crentes, compartilhando ideias e perspectivas em um espírito de amor e humildade.

A contestação em relação aos apóstolos dentro do Cristianismo é uma realidade multifacetada, refletindo uma variedade de questões teológicas, históricas e práticas. No entanto, ao buscar discernimento com sabedoria e discernimento, os crentes podem navegar por essas complexidades e continuar a crescer em sua compreensão e prática da fé cristã, buscando sempre a verdade e a integridade nos ensinamentos do evangelho.

A ausência de apóstolos no corpo de Cristo pode ter vários impactos negativos no aspecto de seu desenvolvimento. Aqui estão alguns deles:

Perda de Orientação e Direção Espiritual: Os apóstolos desempenhavam um papel crucial na orientação espiritual e no ensino da igreja primitiva. Sua ausência pode resultar em uma falta de liderança espiritual clara e autorizada, deixando a igreja sem direção em questões doutrinárias e práticas.

Falta de Unidade e Coesão: Os apóstolos desempenhavam um papel importante na promoção da unidade e coesão dentro da comunidade cristã. Sua ausência pode levar a divisões e dissensões dentro da igreja, pois diferentes líderes e grupos podem surgir, cada um com sua própria interpretação e agenda.

Vulnerabilidade à Distorção Doutrinária: Sem a autoridade apostólica para guiar e corrigir, a igreja pode se tornar vulnerável à distorção doutrinária e ao ensino errôneo. Isso pode resultar na propagação de falsas doutrinas e na perda da integridade teológica da igreja.

Diminuição da Eficiência na Missão: Os apóstolos desempenhavam um papel fundamental na missão da igreja, liderando o movimento de expansão do evangelho e estabelecendo novas comunidades de fé. Sua ausência pode levar a uma diminuição da eficiência na realização da Grande Comissão, pois a igreja pode lutar para encontrar uma estratégia unificada e eficaz para a evangelização e o discipulado.

Falta de Prestação de Contas e Disciplina: Os apóstolos também exerciam autoridade na disciplina e na prestação de contas dentro da igreja. Sua ausência pode resultar em uma falta de responsabilidade e disciplina entre os líderes e membros da igreja, permitindo a persistência do pecado e da injustiça sem consequências adequadas.

Em resumo, a ausência de apóstolos no corpo de Cristo pode ter um impacto significativo e negativo no desenvolvimento espiritual, teológico e missionário da igreja, deixando-a vulnerável à confusão, divisão e desvio doutrinário. Portanto, é importante que os crentes busquem discernir e desenvolver líderes espirituais capacitados e comprometidos com a verdade e a integridade do Evangelho.

domingo, 11 de outubro de 2020

Vida no deserto


A vida no deserto te leva ao entendimento de qual deve ser sua unica fonte. Onde jorra água? De lá sairá vida, todas as outras fontes são miragens, e não podem saciar sua sede. Há escorpiões no deserto, há calor no deserto, mas lá no deserto há também uma promessa. A promessa da fonte que saciará toda a nossa sede. A oração em línguas é o caminho que te leva a um lugar chamado "descanso", o sábado, Jesus. Jesus é o nosso descanso, o nosso sétimo dia, Quando Deus descansou no sétimo dia, nesse lugar Deus Pai criou o lugar onde tudo está feito.

Em Jesus tudo está feito, o lugar de descanso, onde tudo esta consumado, e nosso espirito é saciado, nada nos falta. Esse lugar é Jesus, orando em outras línguas, hora após hora, seu espirito vai sendo edificado e edificando Jesus em você, Desconstruindo Adão e construindo Cristo em nós...Renovação da mente (Rm 12:1-2)

Busque esse lugar. Confesse a palavra: "Eu sou a justiça de Deus em Cristo" E ore em línguas até que Jesus seja formado em você, medite na palavra até que você deixe de entendê-la e se torne ela. Adore a Deus, adore até que tudo em você se torne tudo Nele, e Jejue, para que as ligaduras da impiedade sejam quebradas, e sua carne seja mortificada, essas práticas vão te levar a terra prometida, a terra do "esta feito", do descanso, lá onde todas as suas necessidades estão saciadas, e a sua vida é uma com Ele.

Leonardo Lima Ribeiro

quarta-feira, 7 de outubro de 2020

Priorizando a Intimidade Divina em Meio ao Caos

(Alsheim, Alemanha)

No caminho da jornada espiritual, encontramos diversos símbolos que ecoam tanto na esfera terrena quanto na celestial. Entre eles, a figura do pai se destaca como um arquétipo fundamental, capaz de iluminar aspectos profundos da nossa fé e paternidade divina.

Quando refletimos sobre o propósito de Cristo em sua passagem pela Terra, percebemos que sua missão transcendeu a mera fundação de instituições religiosas. Ele não veio para estabelecer uma nova denominação ou impor dogmas, mas sim para revelar o coração do Pai Celestial, para que pudéssemos experimentar a plenitude da filiação divina em nossas vidas.

Números 6:24-26: "O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; o Senhor sobre ti levante o seu rosto e te dê a paz."

1 Crônicas 4:10: "E Jebez invocou o Deus de Israel, dizendo: 'Ah, se me abençoasses e ampliasses as minhas fronteiras! Que a tua mão esteja comigo, guardando-me de males e livrando-me de dores'. E Deus lhe concedeu o que lhe tinha pedido."

Provérbios 20:7: "O justo anda na sua integridade; felizes são os seus filhos depois dele."

Salmo 37:25: "Fui jovem e já agora sou velho, mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua descendência a mendigar o pão."

A paternidade, tanto na forma terrena como na espiritual, carrega consigo a responsabilidade de abençoar, proteger e guiar aqueles que estão sob sua tutela. No entanto, essa função não está isenta de desafios e tentações. Como vemos na história bíblica, mesmo figuras proeminentes como Noé enfrentaram momentos de fragilidade e falha.

"Então disse: 'Maldito seja Canaã! Servo dos servos será para seus irmãos'. E continuou: 'Bendito seja o Senhor, o Deus de Sem! Canaã lhe será servo. Amplie Deus o território de Jafé; habite ele nas tendas de Sem! E Canaã será seu servo'." (Gênesis 9:25-27)

Noé, inicialmente reconhecido por sua fé inabalável, viu-se abalado por circunstâncias adversas e cedeu à tentação da embriaguez, expondo assim sua vulnerabilidade diante de seus próprios descendentes. Da mesma forma, sua decisão de amaldiçoar um de seus filhos revelou as consequências de um desvio do caminho da verdadeira paternidade.

Gênesis 48:15-16: "E abençoou a José, e disse: 'O Deus, em cuja presença andaram meus pais Abraão e Isaque, o Deus que tem sido o meu pastor durante toda a minha vida até este dia, o Anjo que me livrou de todo o mal, abençoe estes rapazes; e seja chamado neles o meu nome, e o nome de meus pais Abraão e Isaque; e multipliquem-se abundantemente no meio da terra'."

Salmo 128:3: "Tua mulher será como a videira frutífera em teu lar; teus filhos serão como brotos de oliveira ao redor da tua mesa."

Deuteronômio 28:4: "Bendito será o fruto do teu ventre, o fruto da tua terra, o fruto dos teus animais, as crias das tuas vacas e as ovelhas dos teus rebanhos."

Salmo 115:14: "O Senhor vos aumente cada vez mais, a vós e a vossos filhos."

Esses relatos bíblicos nos lembram da importância de exercer a paternidade com integridade e humildade, tanto em nossas relações familiares quanto em nosso papel como líderes espirituais. O verdadeiro pai não é aquele que impõe sua vontade ou se vangloria de suas conquistas, mas sim aquele que, em sua humanidade, reconhece suas falhas e busca constantemente a orientação do Pai Celestial.

Diante dos desafios e tentações que enfrentamos em nosso caminho espiritual, é essencial cultivar uma postura de temor e reverência, reconhecendo nossa dependência da graça e misericórdia divinas. Ao invés de ceder à tentação de julgar ou condenar nossos irmãos, devemos nos humilhar diante de Deus em oração, pedindo sabedoria e discernimento para lidar com as situações que surgem em nossas vidas e comunidades.

Eu enfrentava o desafio de expressar minhas convicções com temor e, muitas vezes, me via incapaz de me posicionar sobre o que acreditava, especialmente em situações que contrariavam minha compreensão de integridade, seja em relação ao ambiente, amizade ou colaboração fraternal.

Demorei para compreender e distinguir julgamento de discernimento. Com o tempo, aprendi a separar a mensagem do mensageiro. Podia corrigir a mensagem sem condenar o mensageiro. Por exemplo, quando alguém agia ou falava de forma contrária aos princípios cristãos, eu me opunha à mensagem, não à pessoa.

Essa distinção entre ação e julgamento é essencial. Chamar alguém de "ladrão" é uma condenação pessoal, enquanto condenar o ato de roubar é uma correção necessária. Isso reflete a importância de discernir entre o erro e o ofensor, separando a pessoa do comportamento.

Essa compreensão é fundamental para uma vida de honra e temor. A honra e o temor são pilares da maturidade espiritual. Se não os cultivamos, sucumbimos à tolice e às ações desonrosas.

Mateus 7:1-2 (NVI): "Não julguem, para que vocês não sejam julgados. Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês."

João 7:24 (NVI): "Parem de julgar apenas pela aparência e façam julgamentos justos."

1 Coríntios 2:15 (NVI): "Quem é espiritual discerne todas as coisas, mas ele mesmo não é discernido por ninguém."

Hebreus 5:14 (NVI): "Mas o alimento sólido é para os adultos, os quais, pelo exercício constante, tornaram-se aptos para discernir tanto o bem quanto o mal."

1 João 4:1 (NVI): "Amados, não creiam em qualquer espírito, mas examinem os espíritos para ver se eles procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo."

Minha experiência pessoal ilustra isso. Certa vez, em um ambiente eclesiástico, ouvi alguém criticando o pastor ausente. Interrompi o trabalho e convidei todos a orarmos pelo pastor. Essa atitude rompeu a negatividade e enfatizou a importância de honrar mesmo na ausência do objeto de crítica.

Temos a responsabilidade de abençoar com nossas palavras e ações, seguindo o exemplo de nosso Pai Celestial. Ele nos ensina a confiar em sua provisão, como faz com as aves do céu. Seu cuidado e sustento são constantes, mesmo quando nossa fé vacila.

Essa confiança na paternidade divina é central para nossa jornada espiritual. Jesus revela essa relação íntima entre o Pai e o Filho, convidando-nos a participar desse conhecimento revelado.

Gálatas 4:6-7: "E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai. Assim que já não és mais servo, mas filho; e, sendo filho, também herdeiro de Deus por Cristo."

Salmos 103:13: "Assim como um pai tem compaixão de seus filhos, o Senhor tem compaixão dos que o temem."

Ao contemplar a complexidade e a profundidade do relacionamento entre pais e filhos, percebo que vai muito além de uma simples relação biológica. É uma jornada de descoberta, crescimento e conexão que transcende qualquer explicação superficial. É uma dança intricada entre aprendizado e ensino, entre dar e receber, entre amor e gratidão.

A passagem bíblica que ressalta que ninguém conhece o pai senão o filho, e vice-versa, ecoa profundamente em meu coração. Revela a natureza íntima desse relacionamento, que vai além das palavras escritas ou das histórias contadas. É uma conexão visceral, forjada no calor dos momentos compartilhados, nas lágrimas e sorrisos trocados, nas experiências compartilhadas ao longo da vida.


Eu me lembro sempre de algo fundamental: conhecer o pai não se resume a ler sobre ele, mas a cultivar uma intimidade profunda e autêntica. É desvendar os mistérios do coração do pai, compreender suas motivações mais íntimas e sentir sua presença em cada fibra do nosso ser.

Nesse contexto, a honra aos pais emerge como um princípio sagrado e essencial. Mesmo que nossos pais não sejam perfeitos, mesmo que cometam erros, eles ainda merecem nosso respeito e gratidão. Pois é através desse respeito que construímos uma ponte sólida entre as gerações, transmitindo valores, sabedoria e amor de uma geração para a próxima.

Além disso, reconheço que o serviço ao pai não é uma obrigação, mas uma oportunidade de colaboração e comunhão. Somos chamados não apenas para trabalhar para ele, mas para trabalhar com ele, em parceria e harmonia. É nesse contexto de relacionamento profundo e significativo que encontramos verdadeira realização e frutificação.

E, à medida que me aprofundo nessa jornada de intimidade com o pai, sou lembrado de minha identidade como filho amado e favorecido. Sou convidado a viver não na escassez, mas na plenitude do amor do Pai, confiante de que tenho tudo o que preciso em Cristo Jesus.

João 3:16 (NVI): "Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna."

Romanos 5:8 (NVI): "Mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores."

1 João 4:9-10 (NVI): "Foi assim que Deus manifestou o seu amor entre nós: enviou o seu Filho Unigênito ao mundo, para que pudéssemos viver por meio dele. Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho como propiciação pelos nossos pecados."

Efésios 2:4-5 (NVI): "Mas Deus, que é rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou, deu-nos vida com Cristo quando ainda estávamos mortos em transgressões — pela graça vocês são salvos."

Romanos 8:38-39 (NVI): "Porque estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor."

Como uma carga explosiva nas fundações, a paternidade de Deus é o alicerce invisível que sustenta todas as estruturas da vida. É como se toneladas de dinamite fossem cuidadosamente colocadas, prontas para explodir e revelar a verdadeira essência da relação entre pai e filho. Nos recônditos da família, onde os laços sanguíneos se misturam com os divinos, a honra aos pais se transforma em um solo fértil para semear o respeito e a gratidão.

Mesmo quando a figura paterna biológica se ausenta, Deus, em Sua infinita sabedoria, provê uma substituição divina, uma presença masculina que nos guia e nos ensina os princípios da vida. Negar essa conexão é negar a própria obra de Deus, é rejeitar a ordem estabelecida pelo Criador.

Refletir sobre nossa relação com o Pai celestial é mergulhar nas profundezas da identidade espiritual. É compreender que, ao rejeitar a figura do pai terreno, estamos também rejeitando a mão que o moldou. É reconhecer que amar a Deus significa também honrar e respeitar a autoridade paterna que Ele estabeleceu.

No tecido da existência, o inimigo tece seus fios de engano, nos levando aos extremos da incredulidade ou do misticismo. No entanto, é na Verdade Absoluta, encontrada em Cristo, que descobrimos nossa verdadeira identidade como filhos amados do Pai celestial.

Enquanto compartilho essas palavras, sinto uma profunda reverência pelo que tenho testemunhado e experimentado em minha jornada espiritual. Minhas conversas com Deus e os diálogos internos têm sido fundamentais para minha compreensão sobre a centralidade do relacionamento com Ele em meio ao turbilhão da vida moderna.

Provérbios 22:6: "Ensina a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho, não se desviará dele."

Efésios 6:4: "E vós, pais, não provoqueis à ira vossos filhos, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor."

1 João 3:1: "Vede que grande amor nos tem concedido o Pai: que fôssemos chamados filhos de Deus. Por isso, o mundo não nos conhece, porque não o conheceu a ele."

Provérbios 3:11-12: "Filho meu, não rejeites a disciplina do Senhor, nem te enojes da sua repreensão. Porque o Senhor repreende aquele a quem ama, assim como o pai, ao filho a quem quer bem."

Romanos 8:15: "Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai."

Mateus 7:11: "Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem?"

Hebreus 12:7: "Suportai as correções; Deus vos trata como filhos; pois que filho há a quem o pai não corrija?"

Isaías 41:10: "Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel."

Lembro-me vividamente de uma oração que fiz em 2012, onde me comprometi, de todo o coração, a dedicar meu tempo e minha energia inteiramente ao Senhor. Desde então, tenho sido guiado por essa promessa, buscando constantemente uma conexão mais profunda com o Divino, através do Espírito Santo, que nos une ao Pai e a Jesus Cristo.

As Escrituras ecoam em minha mente, lembrando-me da verdadeira natureza da adoração: uma busca sincera e autêntica, feita em espírito e em verdade. Essas palavras ressoam profundamente em meu ser, desafiando-me a cultivar uma adoração que transcende rituais e formalidades, alcançando o âmago da minha alma.

E agora, enquanto encerro este capítulo, convido você a se juntar a mim em uma oração sincera, buscando um tempo sagrado para Deus em meio à agitação da vida cotidiana. Que minhas conversas com Deus e comigo mesmo sejam uma fonte de inspiração para todos nós, lembrando-nos de que, mesmo no meio do caos, podemos encontrar paz e direção através da busca constante pela presença do Divino em nossas vidas.

Leonardo Lima Ribeiro 

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Explorando o Significado Profundo dos Dízimos e Ofertas

 

(Campo de concentração "museu" de Osthofen, Alemanha)

A oferta pode ser vista como uma forma de honrar a Deus e de expressar gratidão, adoração e obediência a Ele. Na tradição cristã, oferecer uma oferta é um ato de devoção e reconhecimento da soberania e provisão de Deus sobre nossas vidas. Quando oferecemos uma parte dos nossos recursos financeiros, estamos demonstrando fé e confiança em Deus, reconhecendo que tudo o que temos vem dEle e que Ele é digno de receber nossa adoração e sacrifício.

Além disso, a Bíblia frequentemente destaca a importância da generosidade e do ato de dar como uma expressão do coração humano e da comunhão com Deus. Por exemplo, Provérbios 3:9-10 diz: "Honra ao Senhor com os teus bens, e com as primícias de toda a tua renda; e se encherão os teus celeiros e transbordarão de vinho os teus lagares." Oferecer uma oferta é uma maneira prática de demonstrar nossa devoção a Deus e de participar do avanço do Seu Reino na Terra.

No entanto, é importante observar que a motivação por trás da oferta também é crucial. Deus valoriza não apenas o ato externo de dar, mas também o coração que o acompanha. Ele deseja que ofereçamos com alegria e generosidade, não por obrigação ou coação, mas como uma expressão sincera de amor e gratidão por tudo o que Ele tem feito por nós. Portanto, quando damos nossa oferta, devemos fazê-lo com um coração grato e desprendido, confiando que Deus nos abençoará abundantemente em retorno.

Oferecer uma oferta também pode ser uma forma de honrar uma autoridade, como líderes espirituais, mentores ou figuras de autoridade em nossas vidas. Quando damos uma oferta a uma autoridade, estamos reconhecendo e valorizando sua posição, seu trabalho e seu papel em nossas vidas.

Essa prática pode ser especialmente relevante em contextos espirituais, onde as ofertas são frequentemente apresentadas aos líderes da comunidade como uma expressão de apreço pelo seu serviço, ensinamento e cuidado pastoral. Ao contribuir financeiramente para o sustento da autoridade espiritual ou para o ministério que ela lidera, estamos demonstrando nosso apoio e compromisso com o avanço da obra de Deus através daqueles que Ele designou como líderes e pastores.

No entanto, é importante que essa prática seja feita com discernimento e sabedoria. Devemos nos certificar de que estamos oferecendo nossa contribuição de forma voluntária e generosa, sem sermos manipulados ou coagidos a fazê-lo. Além disso, devemos sempre considerar a integridade e a ética da autoridade em questão, garantindo que nossas ofertas estejam em primeiro lugar honrando a Deus, que constituiu essa pessoa para a função determinada. 

Honrar a Deus com nossos bens:

Provérbios 3:9-10: "Honra ao Senhor com os teus bens, e com as primícias de toda a tua renda; e se encherão os teus celeiros e transbordarão de vinho os teus lagares."
Malaquias 3:10: "Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida."

Honrar autoridades:

Romanos 13:1: "Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as autoridades que há foram ordenadas por Deus."
1 Pedro 2:17: "Honrai a todos. Amai a fraternidade. Temei a Deus. Honrai ao rei."
Generosidade e sacrifício:

2 Coríntios 9:7: "Cada um contribua segundo propôs no seu coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria."
Filipenses 4:18: "Recebi tudo e tenho a mais do que suficiente; estou amplamente suprido, desde que recebi de Epafrodito o que da vossa parte me foi enviado, como cheiro suave, como sacrifício aceitável e aprazível a Deus."

Reconhecimento da autoridade espiritual:

Hebreus 13:17: "Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo; porque isto não aproveita a vós outros."
1 Timóteo 5:17: "Os presbíteros que governam bem sejam tidos por dignos de duplicada honra, especialmente os que trabalham na palavra e no ensino."

A autoridade espiritual e a autoridade natural têm fundamentos diferentes devido à sua origem e natureza.

Origem:

Autoridade Natural: A autoridade natural tem sua origem na posição, poder ou influência que uma pessoa possui dentro de uma estrutura social, como governo, instituições, organizações ou família. Essa autoridade é concedida ou reconhecida pelos homens e está sujeita a limitações e circunstâncias temporais.

Autoridade Espiritual: A autoridade espiritual, por outro lado, deriva de Deus e está relacionada ao chamado, capacitação e unção divina concedida a indivíduos para exercerem liderança, ensino e cuidado dentro do contexto da comunidade de fé. Essa autoridade é concedida pelo próprio Deus e é baseada em princípios espirituais e valores do Reino de Deus.

Natureza:

Autoridade Natural: A autoridade natural muitas vezes é exercida através de meios tangíveis, como leis, regulamentos, hierarquia ou poder de coerção. Ela pode ser coercitiva e imposta externamente, e sua legitimidade pode ser questionada ou contestada em certas circunstâncias.

Autoridade Espiritual: A autoridade espiritual é mais sutil e interna, manifestando-se através de características como caráter, integridade, sabedoria, unção e graça divina. Ela se baseia na influência espiritual e no testemunho pessoal, e é exercida com humildade, amor e serviço ao invés de controle ou dominação.

Propósito:

Autoridade Natural: A autoridade natural visa principalmente manter a ordem, garantir a segurança e promover o bem-estar da sociedade ou organização. Ela é frequentemente usada para estabelecer regras, tomar decisões e impor disciplina dentro de uma estrutura organizacional ou social.

Autoridade Espiritual: A autoridade espiritual, por outro lado, tem como objetivo principal liderar, ensinar, guiar e edificar o corpo de Cristo. Ela busca promover o crescimento espiritual, a unidade e o amor dentro da comunidade de fé, capacitando os crentes a viverem uma vida piedosa e a cumprirem o propósito de Deus para suas vidas.

Embora a autoridade espiritual e a autoridade natural possam coexistir e interagir em certos contextos, é importante reconhecer que elas têm fundamentos diferentes e servem a propósitos distintos dentro da sociedade e da comunidade de fé. Enquanto a autoridade natural é limitada e temporária, a autoridade espiritual é duradoura e eterna, derivada do próprio Deus e exercida em nome do Seu Reino.

Sobre a origem da autoridade:

Romanos 13:1: "Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as autoridades que há foram ordenadas por Deus."
João 19:11a: "Respondeu Jesus: 'Não terias nenhuma autoridade sobre mim, se de cima não te fosse dada.'"

Sobre o exercício da autoridade:

Mateus 20:25-28: "Jesus, porém, chamou-os e disse: 'Sabeis que os governadores dos povos os dominam, e que os seus grandes exercem autoridade sobre eles. Não será assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será servo de todos. Pois também o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.'"

1 Pedro 5:2-3: "pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho."

Sobre a submissão à autoridade:

Hebreus 13:17: "Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo; porque isto não aproveita a vós outros."

Tito 3:1: "Admoesta-os a que se sujeitem aos governos e às autoridades, que sejam obedientes, estejam prontos para toda boa obra."
Sobre a autoridade de Cristo:

Mateus 28:18-20: "Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: 'Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.'"

Efésios 1:20-22: "a qual [força operada em Cristo], manifestou ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos céus, muito acima de todo principado, e autoridade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir não só no presente século, mas também no vindouro. E sujeitou todas as coisas debaixo dos pés dele, e, para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja,"

Uma oferta financeira pode honrar uma autoridade espiritual de várias maneiras:

Reconhecimento da autoridade espiritual: Ao contribuir financeiramente, os membros da comunidade de fé reconhecem e valorizam o papel e a liderança da autoridade espiritual em suas vidas. Eles demonstram sua gratidão pelo ensino, orientação, cuidado pastoral e investimento espiritual que recebem da parte da autoridade espiritual.

Sustento e apoio ao ministério: As ofertas financeiras fornecem recursos para o sustento pessoal e para o desenvolvimento do ministério da autoridade espiritual, permitindo que ela se dedique integralmente ao serviço de Deus e ao cuidado das pessoas da comunidade. Isso inclui a manutenção das necessidades básicas, como moradia, alimentação e saúde, bem como o financiamento de projetos e programas ministeriais.

Participação no avanço do Reino de Deus: Ao contribuir com ofertas, os membros da igreja estão participando ativamente do avanço do Reino de Deus na Terra. Eles estão investindo em causas espirituais e contribuindo para o cumprimento da Grande Comissão de fazer discípulos de todas as nações.

Quanto aos benefícios para quem está ofertando, há várias perspectivas:

Bênçãos espirituais: A Bíblia ensina que a generosidade é recompensada por Deus. Em Malaquias 3:10, por exemplo, Deus promete abrir as janelas dos céus e derramar bênçãos sobre aqueles que trazem os dízimos e ofertas para a casa de Deus. A honra demonstrada através das ofertas pode resultar em bênçãos espirituais, financeiras e materiais sobre aqueles que ofertam.

Crescimento espiritual: Ofertar é uma expressão de fé, confiança e dependência de Deus. À medida que os crentes exercitam a prática da generosidade, eles desenvolvem um coração mais semelhante ao de Cristo, crescendo em amor, gratidão e desapego dos bens materiais.

Satisfação e realização pessoal: Contribuir com ofertas pode trazer uma sensação de satisfação e realização pessoal ao saber que estão investindo em algo maior do que eles mesmos. Eles se tornam parte de algo significativo e eterno ao contribuir para o trabalho de Deus na Terra.

Comunhão com Deus: Ofertar é um ato de adoração e comunhão com Deus. Ao sacrificar seus recursos financeiros em prol do Reino de Deus, os crentes se aproximam do coração de Deus e experimentam uma conexão mais profunda com Ele.

Quanto a relevância do livro de Malaquias para a realidade da Nova aliança; 

O Livro de Malaquias, que está localizado no Antigo Testamento, é frequentemente citado em contextos de ofertas e dízimos, especialmente por causa de passagens como Malaquias 3:10, que diz: "Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida."

Na Antiga Aliança, o sistema de dízimos e ofertas era uma parte essencial do relacionamento do povo de Israel com Deus. O dízimo, que consistia em dar a décima parte dos frutos da terra e dos rebanhos, era uma forma de sustentar os sacerdotes e levitas, que serviam no templo e cuidavam das necessidades espirituais do povo. Além disso, as ofertas eram apresentadas a Deus como uma expressão de gratidão, adoração e compromisso.

No entanto, na Nova Aliança, estabelecida por Jesus Cristo, vemos uma mudança na forma como a prática de ofertar é abordada. Enquanto o princípio de generosidade e sacrifício permanece, o foco se desloca do cumprimento da Lei para uma motivação baseada no amor, na graça e na liberdade em Cristo.

Em 2 Coríntios 9:7, por exemplo, Paulo escreve: "Cada um contribua segundo propôs no seu coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria." Aqui, vemos a ênfase na alegria e na motivação do coração ao dar, em vez de simplesmente cumprir uma obrigação legal.

Na Nova Aliança, o princípio de ofertar continua, mas é visto à luz da obra redentora de Jesus Cristo. Oferecer não é mais uma obrigação legal, mas uma resposta voluntária e alegre ao amor e à graça de Deus. Em vez de focar exclusivamente em dízimos e ofertas financeiras, os cristãos são encorajados a oferecer suas vidas como um sacrifício vivo a Deus (Romanos 12:1), dedicando tudo o que têm e são a Ele.

Portanto, enquanto as práticas de dízimos e ofertas têm raízes na Antiga Aliança e são mencionadas em Malaquias, elas continuam a ser relevantes na Nova Aliança como uma expressão de gratidão, adoração e compromisso com Deus, embora agora sejam motivadas pelo amor e pela graça de Cristo.

Na Nova Aliança, a prática do dízimo como uma obrigação legal não é enfatizada da mesma forma que na Antiga Aliança. No entanto, a ideia de dar generosamente é amplamente ensinada e encorajada nas Escrituras do Novo Testamento.

Embora o termo "dízimo" não seja frequentemente usado no Novo Testamento em relação às práticas da igreja primitiva, encontramos ensinamentos sobre dar regularmente, com alegria e de acordo com o que cada um propõe em seu coração. Em 2 Coríntios 9:7, Paulo escreve: "Cada um contribua segundo propôs no seu coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria."

Além disso, Jesus elogiou a atitude de sacrifício da viúva pobre que deu tudo o que tinha, ressaltando que o valor de uma oferta não é determinado pelo montante, mas pelo coração por trás dela (Marcos 12:41-44).

Portanto, embora a prática específica do dízimo como uma obrigação legal da Antiga Aliança não seja enfatizada na Nova Aliança, os princípios de generosidade, sacrifício e alegria ao dar são ensinados e encorajados aos crentes. Isso significa que, enquanto alguns cristãos podem escolher seguir a prática do dízimo como uma disciplina espiritual, outros podem optar por dar de outras maneiras, desde que o façam de coração, com alegria e em resposta ao amor e à graça de Deus. O mais importante é entendermos a motivação e o objetivo de cada ação de fé que tomamos. 

As ofertas de ajuda aos necessitados e as ofertas de honra têm objetivos diferentes, embora ambas sejam importantes e válidas na prática da generosidade e da contribuição na comunidade de fé. Aqui está a diferença entre eles:

Ofertas de Ajuda aos Necessitados:

Objetivo: As ofertas de ajuda aos necessitados têm como objetivo principal suprir as necessidades materiais, físicas e emocionais dos menos favorecidos, dos pobres, dos doentes, dos órfãos, das viúvas e de qualquer pessoa que esteja passando por dificuldades e necessite de assistência.

Enfoque: Essas ofertas estão centradas na provisão de recursos básicos como comida, roupas, abrigo, cuidados médicos, educação e outros tipos de suporte prático para melhorar a qualidade de vida e aliviar o sofrimento das pessoas em situações de carência.

Princípios Bíblicos: A Bíblia ensina a importância de cuidar dos pobres e necessitados, praticando a justiça social e mostrando compaixão e solidariedade para com os menos favorecidos (Provérbios 19:17, Tiago 1:27).

Ofertas de Honra:

Objetivo: As ofertas de honra têm como objetivo reconhecer e valorizar a autoridade espiritual, o ministério pastoral, os líderes e os obreiros da igreja, demonstrando gratidão, apreço e apoio financeiro pelo seu serviço e investimento espiritual na vida da comunidade.

Enfoque: Essas ofertas estão centradas na sustentação financeira do ministério e da liderança da igreja, permitindo que eles continuem dedicando tempo, energia e recursos para ensinar, cuidar, guiar e pastorear o rebanho de Deus.

Princípios Bíblicos: A Bíblia ensina a importância de honrar aqueles que trabalham na obra do Senhor, reconhecendo seu chamado e contribuindo para seu sustento material (1 Timóteo 5:17-18, Gálatas 6:6).

Ofertas aos Necessitados:

Provérbios 19:17: "Aquele que se compadece do pobre ao Senhor empresta, e este lhe paga o seu benefício."

Mateus 25:35-36: "Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me hospedastes; estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me."

Tiago 2:15-16: "Se um irmão ou uma irmã estiverem nus e tiverem falta de mantimento quotidiano, e algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos, e fartai-vos; e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí?"

Ofertas de Honra:

1 Timóteo 5:17-18: "Os presbíteros que governam bem sejam tidos por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina; porque diz a Escritura: Não ligarás a boca ao boi que debulha. E: Digno é o trabalhador do seu salário."

Filipenses 4:17: "Não é que eu procure o donativo, mas o que realmente me interessa é o crédito que possa aumentar a vossa conta."

Gálatas 6:6: "E que aquele que está sendo instruído na palavra reparta de todos os seus bens com aquele que o instrui."

Quando alguém refuta veementemente a prática de dízimos e ofertas, é importante abordar suas preocupações com amor, respeito e consideração pelos seus pontos de vista. Aqui estão algumas sugestões sobre como responder a essa pessoa:

Ouça atentamente: Comece ouvindo as razões pelas quais a pessoa se opõe à prática de dízimos e ofertas. Entenda suas preocupações e motivações por trás dessa visão.

Explique os princípios bíblicos: Compartilhe os princípios bíblicos que sustentam a prática de dízimos e ofertas, como a generosidade, a gratidão, a administração fiel dos recursos e o apoio à obra do Senhor.

Contextualize as Escrituras: Explique como os princípios de dízimos e ofertas são encontrados em toda a Bíblia, desde os dias do Antigo Testamento até o Novo Testamento, e como eles são aplicados na vida da comunidade de fé.

Testemunhe os benefícios: Compartilhe como a prática de dízimos e ofertas tem abençoado sua vida pessoal e a vida da comunidade de fé, mostrando exemplos de como Deus tem suprido necessidades, aberto portas e abençoado aqueles que dão com generosidade.

Enfatize a liberdade e a motivação do coração: Lembre à pessoa que a prática de dízimos e ofertas deve ser uma expressão voluntária e alegre do coração, e não uma obrigação legalista. Deixe claro que Deus valoriza a generosidade que vem de um coração voluntário e amoroso.

Respeite a liberdade de escolha: Finalmente, respeite a liberdade de escolha da pessoa. Reconheça que nem todos têm a mesma compreensão ou convicção sobre essa questão, e que é importante respeitar a diversidade de opiniões dentro do corpo de Cristo.

Ao responder a alguém que refuta veementemente a prática de dízimos e ofertas, é essencial manter uma atitude de amor, paciência e humildade, buscando construir pontes de entendimento e respeito mútuo.

Embora se opor à prática de dízimos e ofertas possa ser interpretado por alguns como uma atitude de desonra, é importante abordar essa questão com sensibilidade e compreensão. Nem sempre a oposição a essa prática é motivada por desonra intencional. Algumas pessoas podem ter preocupações legítimas, interpretações diferentes das Escrituras ou experiências pessoais que as levam a questionar ou rejeitar essa prática. Portanto, é essencial abordar essas preocupações com amor, paciência e gentileza, buscando entender as razões por trás da oposição e compartilhar os princípios bíblicos e os benefícios espirituais associados à prática de dízimos e ofertas. É possível que, através de um diálogo respeitoso e esclarecedor, essas preocupações possam ser abordadas e a compreensão mútua possa ser alcançada.

2 Coríntios 9:7: "Cada um contribua segundo propôs no seu coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria."

Lucas 6:38: "Dai, e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando vos deitarão no regaço; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo."
Princípios Gerais sobre Generosidade:

Provérbios 11:25: "A alma generosa prosperará e quem dá a beber será dessedentado."

2 Coríntios 8:12: "Porque, se há prontidão de vontade, será aceita conforme o que qualquer tem, e não conforme o que não tem."

No Livro de Gênesis, especificamente, não encontramos menções diretas à prática do dízimo como mais tarde encontramos na Lei de Moisés. No entanto, há uma referência implícita ao princípio de dar uma décima parte em Gênesis 14:18-20, onde Abraão encontra Melquisedeque, o rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo:

"Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho. Ele era sacerdote do Deus Altíssimo, e abençoou Abrão, dizendo: 'Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, Criador dos céus e da terra. E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os seus inimigos em suas mãos'. E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo." (Gênesis 14:18-20)

Neste relato, Abraão dá o dízimo de tudo a Melquisedeque, reconhecendo sua autoridade espiritual e expressando sua gratidão e reverência a Deus. Embora essa não seja uma prescrição formal da prática do dízimo, muitos veem nessa passagem uma antecipação ou prefiguração do princípio do dízimo que é mais tarde instituído na Lei de Moisés.

Eu, particularmente, por entender o conceito de Abraão como pai da fé, reconheço o princípio do dízimo como uma ato de fé. Porém, minha recomendação é que você medite na palavra e tenha um dialogo intimo com o autor da Bíblia, o Espírito Santo, para que você chega ás suas conclusões e tenha o fundamento estabelecido na Rocha, que é Cristo. 

De que forma o dízimo poderia revelar o amor de Cristo pelas pessoas?

O dízimo pode revelar Cristo às pessoas de várias maneiras:

Testemunho de Generosidade: Quando os cristãos dão seus dízimos com generosidade e alegria, estão demonstrando o coração de Cristo, que deu tudo por amor a nós. Esse testemunho prático pode atrair as pessoas para Cristo ao mostrá-las o amor sacrificial que Ele tem por elas.

Sustento da Obra do Reino: Os dízimos são uma forma de sustentar a obra do Reino de Deus na Terra, incluindo a evangelização, o cuidado com os necessitados e o crescimento da igreja. Quando as pessoas veem o impacto positivo que o dízimo tem na comunidade e no mundo, podem ser inspiradas a conhecer mais sobre Cristo e o Seu amor transformador.

Comunhão e Unidade: O ato de dar o dízimo é uma expressão de comunhão e unidade com outros crentes na família de Deus. Ele promove um senso de responsabilidade compartilhada e solidariedade entre os membros da igreja, refletindo a unidade que Cristo deseja para o Seu corpo.

Confiança em Deus: Quando os crentes confiam em Deus o suficiente para dar uma parte de seus recursos financeiros de volta a Ele, estão testemunhando sua fé e dependência do Senhor. Isso pode inspirar outras pessoas a também confiarem em Deus em todas as áreas de suas vidas, inclusive em suas finanças.

A ausência da prática do princípio de dar generosamente pode ter vários efeitos negativos:

Falta de Sustento para a Obra do Reino: Quando os crentes não praticam a generosidade financeira, a igreja e as organizações cristãs podem enfrentar dificuldades para sustentar suas atividades e ministérios, afetando o alcance do evangelismo, o cuidado com os necessitados e outras obras do Reino.

Falta de Bênçãos Espirituais: A Bíblia ensina que há bênçãos associadas à prática da generosidade e do dar (Malaquias 3:10, Lucas 6:38). Portanto, a falta de dar pode resultar em uma falta de experimentar as bênçãos de Deus em nossas vidas espiritual, emocional e materialmente.

Perda da Oportunidade de Investimento Eterno: Quando não investimos nossos recursos financeiros no Reino de Deus, perdemos a oportunidade de participar do trabalho de Deus na Terra e de investir em coisas que têm significado eterno. Isso pode levar a uma sensação de falta de propósito ou realização espiritual em nossas vidas.

Falta de Crescimento Espiritual: A prática da generosidade é uma expressão de fé e confiança em Deus. Quando nos recusamos a dar, podemos perder oportunidades de crescer em nossa fé, dependência de Deus e relacionamento com Ele.

Testemunho Fraco para o Mundo: A falta de generosidade entre os cristãos pode prejudicar o testemunho da igreja perante o mundo, transmitindo a mensagem de que somos egoístas ou mesquinhos, em vez de sermos conhecidos pelo amor, generosidade e sacrifício que são características do cristianismo genuíno.

Na Nova Aliança, o princípio do dar assume uma profundidade espiritual e uma abordagem mais ampla em comparação com a Antiga Aliança. Aqui estão algumas diferenças significativas:

Motivação do Coração: Na Antiga Aliança, a prática do dar, incluindo o dízimo, era em grande parte prescrita por leis e regulamentos. Na Nova Aliança, a ênfase é mais na motivação do coração do que em uma quantia fixa ou em cumprir uma obrigação legal. O apóstolo Paulo escreve em 2 Coríntios 9:7: "Cada um contribua segundo propôs no seu coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria." Aqui, vemos que a generosidade é vista como uma expressão do coração voluntário, não como uma obrigação imposta pela lei.

Generosidade e Amor: Na Nova Aliança, o dar é frequentemente associado à generosidade e ao amor sacrificial. Jesus ensinou sobre o amor ao próximo e encorajou seus discípulos a darem livremente aos necessitados (Lucas 6:38, Mateus 25:35-40). Essa abordagem enfatiza o aspecto relacional e pessoal do dar, em vez de apenas cumprir uma obrigação religiosa.

Liberdade no Espírito: Na Nova Aliança, os crentes são chamados a viver em liberdade no Espírito (Gálatas 5:1). Isso se estende ao princípio do dar, onde os cristãos são incentivados a ouvir a orientação do Espírito Santo em suas vidas e a contribuir com generosidade de acordo com a direção de Deus, em vez de simplesmente seguir uma regra ou regulamento externo.

Atitude de Gratidão e Reconhecimento: Na Nova Aliança, o dar é frequentemente associado à gratidão e ao reconhecimento pelo que Deus fez por nós em Cristo. Paulo escreve em 2 Coríntios 9:15: "Graças a Deus pelo seu dom inefável!" Essa atitude de gratidão leva os crentes a darem livremente como uma resposta ao amor e à graça de Deus em suas vidas.

Na Nova Aliança, o princípio da generosidade e do dar é mais abrangente do que simplesmente seguir uma regra de doar uma décima parte (dízimo), como era prescrito na Lei de Moisés. Embora o dízimo possa ter sido uma prática comum na Antiga Aliança e ainda seja praticado por alguns na comunidade cristã, na Nova Aliança, a ênfase está mais na atitude do coração do que em uma quantia específica.

A Nova Aliança enfatiza a liberdade do Espírito e a motivação do coração ao dar. Paulo, em 2 Coríntios 9:7, escreve: "Cada um contribua segundo propôs no seu coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria." Isso sugere que o ato de dar deve ser motivado pelo amor, pela alegria e pela generosidade, não por obrigação ou por uma regra fixa.

Dessa forma, enquanto o dízimo pode ser uma referência útil para algumas pessoas como uma medida inicial de generosidade, a prática do dar na Nova Aliança é mais sobre responder à orientação do Espírito Santo em nossas vidas e dar de acordo com o que Deus nos capacita e nos motiva a dar. É uma questão de relacionamento e comunhão com Deus, em que confiamos Nele para nos guiar em nossas finanças e em todas as áreas de nossas vidas.

Entendo então, que o dar segundo propõe no coração é seguir ambos os entendimentos, seja um ou seja outro, que todos estejam fundamentados no fruto do Espírito que é amor e generosidade.

Deus vos abençoe com revelação e entendimento do Espírito

Leonardo Lima Ribeiro 


terça-feira, 21 de julho de 2020

"Uma Jornada Espiritual Rumo ao Entendimento e à Maturidade"

(Täby, Suécia)

Existe uma grande divisão entre as denominações devido ao desequilíbrio no entendimento entre graça e lei. Algumas interpretam a Bíblia de forma literal, sem compreender plenamente sua mensagem e revelação. Por exemplo, o livro de Levítico é muitas vezes mal interpretado, levando a uma aplicação distorcida de suas leis e confundindo as pessoas. Por outro lado, há aqueles que abraçam uma visão de "graça libertina", interpretando erroneamente o perdão de Jesus como uma licença para viver em pecado sem consequências.

Entender a justiça de Deus requer compreender tanto a sua graça quanto a sua lei. Jesus veio para cumprir a lei, mas também veio para revelar o amor e a graça de Deus, oferecendo perdão e reconciliação aos pecadores. A justiça de Deus não se baseia apenas na observância da lei, mas também na graça e na misericórdia demonstradas através de Jesus Cristo. Em Cristo, somos justificados pela fé, não pelas obras da lei. É esse entendimento da justiça de Deus que nos liberta do legalismo e nos capacita a viver uma vida de fé, amor e obediência a Ele.

A história do Éden ilustra essa dinâmica entre a liberdade de escolha dada por Deus e a consequência da desobediência humana. No jardim, Deus deu ao homem a opção de obedecer ou desobedecer, demonstrando assim seu amor e respeito pela liberdade humana. No entanto, quando Adão e Eva escolheram desobedecer, eles experimentaram as consequências da separação de Deus e da introdução do pecado no mundo.

A lei foi dada por Deus para mostrar ao homem sua necessidade de um Salvador, não para justificá-lo. Ao observar a lei, o homem percebe sua própria imperfeição e a necessidade de redenção. A lei, portanto, aponta para Jesus Cristo como o único que pode justificar o homem diante de Deus.

Entender a justiça de Deus envolve reconhecer tanto sua graça quanto sua lei e compreender o papel de Jesus Cristo como o cumprimento da lei e o mediador da graça. É através de Cristo que somos reconciliados com Deus e justificados pela fé.

Em muitos aspectos, podemos dizer que conhecemos mais profundamente a graça de Deus à medida que amadurecemos espiritualmente. Aqui estão algumas maneiras pelas quais isso pode ser percebido:

Percepção da necessidade: À medida que crescemos espiritualmente, nossa percepção da nossa própria necessidade de graça se aprofunda. Reconhecemos mais claramente nossas fraquezas, pecados e limitações, o que nos leva a valorizar e buscar a graça de Deus de maneira mais profunda e sincera.

Experiência pessoal: Ao longo da vida, passamos por diferentes desafios, provações e momentos de arrependimento. Cada uma dessas experiências nos permite experimentar de maneira mais tangível a graça de Deus em nossas vidas. À medida que amadurecemos, acumulamos mais dessas experiências e podemos testemunhar como a graça de Deus tem sido fiel em todas as circunstâncias.

Compreensão da Palavra de Deus: À medida que estudamos e meditamos na Palavra de Deus ao longo dos anos, nossa compreensão da graça divina se aprofunda. Descobrimos novas camadas de significado nos ensinamentos bíblicos sobre a graça, e percebemos como ela permeia toda a história da redenção e transformação.

Resposta à graça: Conforme amadurecemos espiritualmente, nossa resposta à graça de Deus tende a se tornar mais madura e transformadora. Em vez de apenas aceitar a graça como um presente gratuito, começamos a responder com gratidão, adoração e um desejo renovado de viver de acordo com os princípios do Reino de Deus.

À medida que amadurecemos espiritualmente, nossa compreensão, apreciação e resposta à graça de Deus tendem a se aprofundar e se desenvolver. A graça de Deus é um oceano infinito de amor e misericórdia, e cada estágio do nosso crescimento espiritual nos permite mergulhar mais profundamente nesse oceano e experimentar mais plenamente suas maravilhas.

Romanos 3:20 - "Portanto, ninguém será declarado justo diante dele baseado na obediência à lei, pois pela lei vem o pleno conhecimento do pecado."

Romanos 3:21-22 - "Mas agora, sem lei, a justiça de Deus se manifestou, testemunhada pela Lei e pelos Profetas, isto é, a justiça de Deus por meio da fé em Jesus Cristo para todos os que crêem, pois não há distinção."

Romanos 6:14 - "Pois o pecado não os dominará, porque vocês não estão debaixo da lei, mas debaixo da graça."

Gálatas 2:16 - "No entanto, sabendo que uma pessoa não é justificada pelas obras da lei, mas sim pela fé em Jesus Cristo, também temos crido em Cristo Jesus, a fim de sermos justificados pela fé em Cristo e não pelas obras da lei, porque pelas obras da lei ninguém será justificado."

Gálatas 3:24-25 - "Assim, a lei foi nosso tutor até Cristo, para que fôssemos justificados pela fé. Agora, porém, que a fé veio, já não estamos mais sob o controle do tutor."

Efésios 2:8-9 - "Pois pela graça vocês foram salvos, por meio da fé, e isso não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie."

Esses versículos destacam a relação entre a lei, a graça e a justificação pela fé em Jesus Cristo, que são temas abordados no texto.

Santificar as pessoas significa que elas precisam cumprir toda a Lei para serem justificadas e santas. No entanto, a própria Lei revela a incapacidade do homem de cumpri-la, pois é perfeita e o homem é imperfeito. Assim, Deus apontou para Jesus instruindo o sacerdócio levítico a sacrificar animais. O sangue desses animais era usado como justificação para o povo, simbolizando o sacrifício futuro de Jesus.

O sumo sacerdote entrava no Santo dos Santos e colocava o sangue dos animais como forma de justificação, prenunciando o sacrifício de Jesus que nos justificaria. O sangue do cordeiro, que precisava ser perfeito, era sacrificado, levado ao Santo dos Santos e usado para justificar o sumo sacerdote e o povo.

Deus sempre apontou para Jesus Cristo através da Lei, dos sacrifícios e do sangue. Isso levou o povo a entender o amor de Deus, pois a Lei mostrava a incapacidade humana de ser justo. O sacerdócio levítico não era suficiente para transformar ou salvar o homem, apenas para apontar o pecado e justificar temporariamente através dos sacrifícios de animais.

Quando Jesus veio, Ele cumpriu a justiça de Deus ao ser entregue como sacrifício. Seu sacrifício perfeito nos liberta do pecado. Deus, sendo justo e amando, ofereceu Seu próprio Filho para pagar a pena do pecado, proporcionando uma oportunidade de salvação através da fé em Jesus.

Por meio da fé em Jesus, somos justificados e libertados da condenação. Assim como Jesus assumiu nossa culpa, recebemos Sua justiça pela fé Nele. Portanto, quando cremos em Jesus como nosso Senhor e Salvador, somos salvos e justificados, trocando nossa condenação por Sua inocência e justiça."

Romanos 3:22 - "Esta justiça de Deus, pela fé em Jesus Cristo, é para todos e sobre todos os que creem; porque não há distinção."

Romanos 5:1 - "Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo,"

Romanos 8:1 - "Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus."

Gálatas 3:13 - "Cristo nos redimiu da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro;"

2 Coríntios 5:21 - "Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus."

Agora vamos para o Batismo:

Romanos 6:4 (NVI), que diz: "Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo, para que, assim como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos mediante a glória do Pai, também nós vivamos uma vida nova."

É uma figura da justiça de Deus, quando representa a morte e ressureição.

Ao sermos batizados, profeticamente compartilhamos da morte e ressurreição de Jesus Cristo. Nesse sentido, podemos interpretar o batismo como um ato de fé da justiça de Deus, em que Ele nos concede a oportunidade de participar espiritualmente da morte de Cristo para que possamos ter uma nova vida em comunhão com Ele.

O batismo não apenas representa uma figura, mas também uma realidade espiritual. É um ato de fé que resulta em uma transformação espiritual. Por exemplo, em muitos vídeos que já assisti, as pessoas tendem a justificar sua falta de crença em certas práticas, como o dízimo ou a frequência à igreja. No entanto, para mim, o evangelho é algo simples. À medida que nos relacionamos com Deus, compreendemos que tudo se resume a um relacionamento.

Marcos 16:16 (NVI) - "Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado."

Gálatas 3:27 (NVI) - "Pois todos vocês que foram batizados em Cristo se revestiram de Cristo."

Colossenses 2:12 (NVI) - "Fomos sepultados com ele na ocasião do batismo na morte, para que, assim como Cristo foi ressuscitado dos mortos mediante a glória do Pai, também nós vivamos uma vida nova."

1 Pedro 3:21 (NVI) - "E isso, simbolizado pelo batismo, agora também salva vocês, não sendo a remoção da sujeira do corpo, mas o compromisso de uma boa consciência diante de Deus. Ela salva vocês pela ressurreição de Jesus Cristo."

Falando sobre o dízimo, por exemplo, eu o pratico como um ato de reconhecimento e gratidão. Não por obrigação legalista, mas como uma expressão sincera de minha fé. Dizimar é um ato de fé porque demonstra confiança na provisão de Deus e obediência à Sua Palavra, mesmo quando não podemos ver imediatamente os resultados. Ao dar o dízimo, os crentes demonstram sua fé de que Deus suprirá todas as suas necessidades e abençoará suas vidas abundantemente.

Embora o Novo Testamento não fale especificamente sobre o dízimo da mesma forma que o Antigo Testamento, Jesus menciona a prática da justiça, da misericórdia e da fé como princípios importantes. No entanto, podemos relacionar o ato de dizimar com princípios do Novo Testamento, como a generosidade, a contribuição para a obra do Senhor e o sustento da comunidade cristã. Aqui estão algumas maneiras de relacionar o ato de dizimar com o Novo Testamento:

2 Coríntios 9:6-7 (NVI) - "Lembrem-se: aquele que semeia pouco, também colherá pouco, e aquele que semeia com fartura, também colherá fartamente. Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria. "Neste versículo, Paulo fala sobre a importância da generosidade no dar. Embora não mencione especificamente o dízimo, o princípio de dar com alegria e generosidade pode ser aplicado ao ato de dizimar no Novo Testamento.

1 Coríntios 16:2 (NVI) - "No primeiro dia da semana, cada um de vocês separe uma quantia, conforme a sua renda, reservando-a para que não seja necessário fazer coletas quando eu chegar." Aqui, Paulo instrui os coríntios a reservarem uma quantia de sua renda no primeiro dia da semana para a obra do Senhor. Embora não seja explicitamente sobre dízimo, demonstra a prática regular de contribuir financeiramente para a comunidade cristã.

Lucas 6:38 (NVI) - "Deem, e será dado a vocês: uma boa medida, calcada, sacudida e transbordante será dada a vocês. Pois a medida que usarem também será usada para medir vocês." Jesus enfatiza o princípio da generosidade e da recompensa ao dar. Ao dar com generosidade, podemos esperar que Deus nos abençoe abundantemente.

Embora o Novo Testamento não enfatize o dízimo da mesma maneira que o Antigo Testamento, esses princípios de generosidade, contribuição e fé podem ser aplicados ao ato de dizimar, demonstrando nossa confiança na provisão e fidelidade de Deus.

Da mesma forma, acredito na importância de sujeitar-se à autoridade espiritual. Reconhecer a autoridade de alguém é essencial para o crescimento espiritual. Pessoas que ofertaram em minha vida fizeram isso porque reconheceram minha autoridade espiritual e meu papel em guiá-las na jornada de fé, por um período de crescimento.

O Evangelho também nos ensina sobre a importância da humildade. A jornada espiritual envolve aprender a servir e sujeitar-se a uma autoridade legítima. Isso não implica em submissão cega, mas em reconhecer que todos nós temos muito a aprender. Eu mesmo passei por diversas igrejas e ministérios, buscando paternidade espiritual e aprendizado. A hierarquia de serviço não é sobre exercer poder, mas sobre orientação e liderança para ajudar os outros a crescerem.

Minha experiência pessoal me ensinou que confiar em uma autoridade espiritual é essencial para o crescimento espiritual. Aqueles que se recusam a se sujeitar geralmente têm dificuldade em admitir seus erros e em crescer espiritualmente. Por isso, acredito firmemente na importância de ter um pastor e uma comunidade de fé que nos oriente e nos ajude em nossa jornada espiritual.

1 Tessalonicenses 5:12-13 (NVI): "Agora, irmãos, rogamos que acolham com respeito os que se esforçam entre vocês para administrar as coisas do Senhor e que os estimem muito, com amor, por causa do trabalho que realizam. Vivam em paz uns com os outros."

Hebreus 13:17 (NVI): "Obedeçam aos seus líderes e submetam-se à autoridade deles. Eles cuidam de vocês como quem deve prestar contas. Obedeçam-lhes, para que o trabalho deles seja uma alegria e não um peso, pois isso não seria proveitoso para vocês."

1 Timóteo 5:17 (NVI): "Os presbíteros que lideram bem a igreja são dignos de dupla honra, especialmente aqueles cujo trabalho é a pregação e o ensino."

Filipenses 2:29-30 (NVI): "Portanto, recebam-no no Senhor com grande alegria e honrem todos os que são assim. Pois ele quase perdeu a vida pelo trabalho de Cristo, arriscando a própria vida para suprir o que faltava no serviço que vocês me prestaram."

Sobre ser instruído por meus líderes: 

"Quando discordava do que acabara de ouvir, preferia ponderar em silêncio, refletindo para chegar às minhas próprias conclusões. Se julgasse que estava equivocado, confiava na minha própria convicção. Então, escolhia outro momento para discutir de maneira tranquila, consciente de que não estava lidando com qualquer pessoa. Essa é uma questão que toca o âmago de cada um. 

O propósito das minhas palavras é incitar a reflexão. Dificilmente alguém assistiria a um dos meus vídeos e concluiria: 'Ah, ele está impondo o que é correto'. Tenho opiniões pessoais, algumas baseadas na fé, mas meu objetivo é estimular a reflexão. Muitos líderes hipócritas carecem de liderança. Desejam influenciar os outros, serem reconhecidos como autoridades, demonstrar experiência e sabedoria, mas falham em ouvir. 

É simples assistir a um vídeo no YouTube, ouvir uma pregação, anotar os pontos concordantes e discordantes, e seguir em frente. No entanto, quando nos submetemos, o verdadeiro beneficiado não é o líder, que já está em sua jornada; somos nós. A mentalidade arrogante, a queda da soberba, confronta-se com a jornada de Jesus. Ele abdicou de toda glória, não reivindicou ser Deus, humilhou-se e morreu na cruz, recebendo, por isso, o nome acima de todos. 

A humilhação foi o caminho que Jesus nos mostrou, descendo até o ponto mais baixo, onde nós não poderíamos ir. Sem passarmos por esse processo, permaneceremos como filhos de Deus, mas não alcançaremos a maturidade. Deus fala com todos que creem, mas Sua comunicação conosco não indica maturidade; significa apenas que Ele está presente. As pessoas têm dificuldade em se submeter. Embora tenha saído do ministério, o que vivi lá contribuiu para minha vida e ministério. O que não contribuiu, não merece ser mencionado. Tudo o que passei foi enriquecedor para minha jornada. 

Jamais seria quem sou hoje se não tivesse passado por isso, aprendendo a me submeter e a enfrentar desafios. Conheço pessoas que nunca frequentaram uma congregação e aspiram à liderança, que nunca se submeteram a ninguém. Isso é incoerente, injusto. Muitas igrejas se intitulam missionárias, mas não têm missões. Se uma igreja realiza atividades missionárias, deveria refletir esse propósito em seu nome, apoiando ou enviando missionários. Muitas vezes, falta bom senso. 

Precisamos buscar o equilíbrio, mesmo que não compreendamos completamente. Existem igrejas que focam apenas em questões internas, outras que exigem o dízimo e a oferta, mas não praticam a doação. Isso demonstra falta de sensatez. É essencial agir com coerência. Mesmo sem pastor de uma congregação física hoje, auxilio pessoas que me consideram sua autoridade espiritual, contribuindo para suas vidas, enquanto as aconselho. Reconheço a autoridade dos líderes que Deus colocou em minha vida, pois apenas quem possui autoridade reconhece a unção da autoridade. Quem respeita, é respeitado. Sempre me coloquei em uma posição de humildade genuína, buscando compreender o coração de Deus. Toda graça que recebemos decorre da nossa fé, que resulta em uma transformação comportamental. Deus nos torna humildes quando nos submetemos."

Mateus 23:12 (NVI): "Pois quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado."

Filipenses 2:3-4 (NVI): "Não façam nada por partidarismo ou vaidade, mas com humildade considerem os outros superiores a si mesmos. Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros."

Tiago 4:6 (NVI): "Mas ele nos concede graça maior. Por isso diz a Escritura: ‘Deus se opõe aos orgulhosos, mas concede graça aos humildes’."

1 Pedro 5:5-6 (NVI): "Semelhantemente, jovens, sujeitem-se aos mais velhos. Sejam todos humildes uns para com os outros, porque ‘Deus se opõe aos orgulhosos, mas concede graça aos humildes’. Humilhem-se, portanto, debaixo da poderosa mão de Deus, para que ele os exalte no tempo devido."

Provérbios 22:4 (NVI): "A recompensa da humildade e do temor do Senhor é a riqueza, a honra e a vida."

Leonardo Lima Ribeiro 

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