Não deixe de ser participativo. Seja proativo, seja intencional em compartilhar a Palavra e também em recebê-la.
Quero pedir que você pegue sua Bíblia e anote alguns versículos para meditar depois.
Primeiro versículo:
Judas 1:20; Romanos 8:26; 1 Coríntios 14:14-15
Agora, sobre vida no Espírito:
Gálatas 5:16; Gálatas 5:22-23; Romanos 8:5-6; Romanos 8:14; 2 Coríntios 3:17; Gálatas 5:25 e Romanos 8:11
E no final, eu vou orar por você — especialmente por você que deseja ser batizado no Espírito Santo.
Se você ainda não entregou sua vida a Jesus, faça isso hoje.
Jesus disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida.” Não existe vida fora de Cristo.
A oração no Espírito não é uma visão ministerial — ela é uma ferramenta.
Porque, no corpo de Cristo, existem cinco ministérios: apostólico, profético, evangelístico, pastoral e de ensino.
Esses ministérios têm a função de edificar — ou seja, construir.
O corpo de Cristo é formado por aqueles que nasceram de novo, aqueles que confessaram Jesus como Senhor e Salvador. E esses ministérios existem para o crescimento e amadurecimento dessas pessoas. Cada um é chamado de forma diferente. Deus, em sua soberania, forma cada pessoa de maneira única.
Por exemplo, o apóstolo Paulo foi chamado diretamente por Cristo. Mas ainda assim houve influência humana, como quando ele presenciou a pregação e o martírio de Estêvão.
A semente foi plantada.
E quando Jesus apareceu a Paulo, ele o reconheceu como Senhor. Quando Jesus disse: “Por que me persegues?”, Ele estava falando da igreja, porque perseguir a igreja é perseguir o próprio Cristo.
A igreja não é uma instituição — ela é formada por pessoas, por “pedras vivas”.
Nós somos o templo onde o Espírito Santo habita. E o que nos une não é uma denominação, mas o Espírito. Na comunhão, manifestamos a unidade do Espírito — e é assim que o mundo vê Cristo em nós.
Agora, algo importante:
É impossível ouvir a Palavra ministrada pelo Espírito, recebê-la no espírito e não crescer. Porque o fruto do Espírito não é produzido pelo intelecto, nem pela ciência, mas pelo próprio Espírito. Podemos organizar estruturas, planejar, usar estratégias — isso é necessário.
Mas a Palavra só transforma quando é ministrada de espírito para espírito.
Talvez você já tenha percebido isso:
Quando você fala com alguém de coração fechado, nada flui.
Mas quando há honra, reconhecimento, abertura… a Palavra flui com poder.
Às vezes você prepara algo, mas Deus começa a falar além do que foi planejado.
Isso acontece porque há conexão espiritual.
A pessoa não reconhece o homem, mas a unção que está sobre ele. E é dessa unção que ela recebe.
O que recebemos de Deus é uma semente. E essa semente é desenvolvida ao longo da jornada.
A unção é produzida. Assim como o azeite é extraído na prensa, a unção é formada através da mortificação do velho homem. Quando o velho homem é crucificado, o novo homem se manifesta.
E é nele que está o poder, a glória, a unção.
Agora, uma pergunta para você refletir:
Por que pessoas na mesma igreja, ouvindo a mesma Palavra, não recebem na mesma medida?
Não é Deus fazendo acepção de pessoas. É o nível de conexão, de honra, de abertura espiritual. Alguns recebem mais porque estão mais abertos. E isso nos leva a um princípio importante: honra.
Honra é reconhecer aquilo que está diante de você. E quanto mais você reconhece, mais você recebe. Então, honra é isso: é ter estima, valor. É o quanto aquilo é valioso para você. Por exemplo, eu vejo muitas pessoas que não têm disposição no coração para se mover em direção àquilo que dizem querer para a própria vida.
Vou falar de mim e da minha esposa. Quando nós acreditávamos naquilo que estávamos buscando — na unção, naquela verdade — nós nos movíamos. Juntávamos dinheiro, parcelávamos no cartão, comprávamos passagem aérea, viajávamos…Fazíamos de tudo para estar perto daquela pessoa, para ter uma hora, duas horas com ela, e receber aquilo que Deus havia depositado na vida dela.
Agora, vamos falar sobre oferta financeira.
Por que a oferta financeira é tão poderosa?
Se você olhar comentários de vídeos que falam sobre dinheiro, verá muita crítica — inclusive de cristãos, acusando outros irmãos.
Mas, muitas vezes, são essas mesmas pessoas que não desfrutam do sobrenatural, nem das coisas que estão disponíveis pela fé.
Quando você decide se mover, você viaja, se organiza, busca meios de estar com aquela pessoa.
Não porque ela seja inacessível, mas porque ministérios maiores envolvem agendas, compromissos…Então você precisa se posicionar para ter acesso.
E alguém pode dizer: “Eu não preciso receber nada de homem, recebo tudo do Espírito Santo.”
Eu não acredito totalmente nisso.
Por quê? Porque existem coisas que você só vai receber diretamente de Deus — através da sua relação com Ele. Mas existem coisas que você só vai receber através de pessoas.
Por isso a Bíblia diz: “Sujeitai-vos uns aos outros.”
E também fala sobre honra: Honrar o presbítero, honrar aquele que te instrui. Porque a honra é um princípio poderoso.
Em Provérbios, está escrito:
“Honra ao Senhor com as primícias da tua fazenda.”
Quando fala de fazenda, está falando de finanças.
Então, como eu honro aquilo que eu quero receber?
Peça direção ao Espírito Santo. A honra financeira é poderosa porque envolve o coração. Jesus disse que existem dois senhores: Deus e as riquezas. E a Bíblia também diz que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. Se você olhar para o mundo hoje — guerras, violência, corrupção, exploração — tudo está ligado, de alguma forma, ao amor pelo dinheiro.
O dinheiro em si não é o problema. Ele é um meio, uma ferramenta. Mas onde está o seu coração, ali está o seu tesouro. Então, quando você pratica a generosidade, você está redirecionando o seu coração. Você deixa de viver para o dinheiro e passa a viver pelos princípios do Reino.
E isso abre espaço para você experimentar o poder de Deus.
Agora, pense comigo:
Dez pessoas frequentam a mesma igreja. Ouvem a mesma Palavra, participam das mesmas atividades. Mas duas recebem milagres, curas, sinais… e prosperam.
Enquanto as outras não.
Por quê?
Isso tem a ver com três coisas: coração, fé e honra. Você pode estar há anos na igreja, buscando, pedindo, esperando…E de repente chega alguém, talvez pela primeira vez, e recebe algo poderoso de Deus.
E você se pergunta: “Por que não eu?” Muitas vezes, a resposta está na incredulidade ou na falta de alinhamento do coração.
A honra financeira é apenas um dos fatores — existem outros — mas ela é uma expressão prática da fé.
E aqui é importante deixar claro: Ninguém compra milagre. Milagre é gratuito. Deus faz pela graça, pela fé.
Não depende de oferta, nem de dízimo.
Estamos falando de outra coisa: crescimento espiritual, relacionamento no corpo de Cristo e desenvolvimento da unção.
Por isso Paulo diz: “Sujeitai-vos uns aos outros.”, “Honrai uns aos outros.”
E Jesus disse: “Aquele que recebe um profeta como profeta, receberá galardão de profeta.”
Ou seja, você recebe daquilo que você reconhece. Se você reconhece uma unção de cura, você recebe dela. Se reconhece ensino, recebe ensino. E muitas vezes, a honra é expressa financeiramente porque revela valor — revela fé. Eu falo isso pela minha própria experiência. Quando viajei para outros lugares, quando participei de eventos, sempre procurei honrar — seja com oferta, seja com algo de valor.
Não como troca, não como barganha, mas como expressão de fé e reconhecimento.
A Bíblia não usa a linguagem de compra e venda nesse contexto.
Ela usa a palavra honra.
E isso aparece tanto no Antigo quanto no Novo Testamento.
Por exemplo: Jacó, mesmo enfrentando um momento de crise econômica em sua terra, enviou presentes ao faraó como forma de honra, reconhecendo autoridade.
A rainha de Sabá levou o melhor que tinha até Salomão, reconhecendo a sabedoria que estava sobre ele.
A viúva, ao encontrar o profeta, mesmo com pouco, entregou — e recebeu uma palavra profética que mudou sua história.
Quando ela creu, ela recebeu. Porque no Reino, a fé ativa princípios espirituais.
Existe também um princípio importante: O espiritual se manifesta através do natural.
Por isso, honrar a Deus também envolve honrar pessoas. E isso não é apenas Antigo Testamento — está no Novo também.
Jesus mesmo disse que não pôde fazer muitos milagres em Nazaré.
Por quê?
Porque não havia honra.
Ele disse: “Um profeta não tem honra na sua própria casa.”
As pessoas viam Jesus apenas como alguém comum. Não reconheciam a unção. E onde não há reconhecimento, não há recepção.
Por exemplo: Quando alguém recebe oração e é curado, não é porque reconheceu a pessoa — mas porque reconheceu a unção que está sobre ela.
E é disso que estamos falando. Se você honra, você recebe.
Agora, quando você vai à casa da sua mãe, por exemplo, lá em Ribeirão Preto, você é o filho… não é o “pastor”. E isso revela um princípio espiritual muito importante: você só recebe daquilo que você enxerga.
Você só recebe o que você consegue ver.
Vou te contar um testemunho.
Quando entrei no ministério Sal da Terra, em 2016, eu não entendia muito sobre batismo. Apesar de já ter sido batizado lá, minha formação espiritual vinha da igreja presbiteriana, então eu via o batismo apenas como uma cerimônia para ser recebido na igreja.
Mesmo tendo ouvido explicações, eu não compreendia profundamente.
Até que o pastor Célio ministrou sobre isso. E naquele momento eu pensei: “Eu não entendo tudo… mas vou obedecer.”
Por quê?
Porque eu reconheci a unção na vida dele. Eu reconheci a sabedoria de Deus ali. Eu entendi que ele sabia do que estava falando.
E perceba: a unção que eu reconheci nele foi de sabedoria.
Eu poderia ter usado a lógica e pensar: “Ah, ele nem estudou muito… o que ele pode me ensinar?”
Mas eu não fiz isso. Eu não usei o intelecto. Eu não julguei pela aparência. Eu enxerguei com os olhos do espírito. E quando eu reconheci essa unção, algo aconteceu.
Depois, ao voltar para casa, orando em línguas, jejuando, começamos a ver o fluir dessa mesma unção. Começamos a batizar pessoas.
Isso é unção.
Tudo aquilo que você deseja já está disponível para você — gratuitamente.
Mas por que muitas pessoas não desfrutam?
Dois fatores principais: Primeiro: porque racionalizam demais. Querem entender tudo pela lógica, pelo intelecto.
Classificam ministérios com base em aparência, números, obras sociais… mas não discernem espiritualmente. E quem não discerne a unção… não recebe dela.
Segundo: porque tratam o espiritual como comum.
Quando você vê alguém apenas como “mais uma pessoa”, você fecha o fluxo.
Tudo que você honra, você recebe. Tudo que você julga… você se torna vulnerável àquilo. Observe isso: tudo que você critica, em algum momento, pode se manifestar na sua própria vida.
Quantas vezes alguém diz: “Eu nunca faria isso…” E depois se vê fazendo exatamente aquilo.
Por isso, hoje eu decidi: em vez de julgar, eu honro.
Existem duas formas de semear:
honra ou julgamento. Se você honra, você recebe. Se você julga, você bloqueia. Se você vê alguém com sabedoria — honre. Se vê alguém com dom de cura — honre. Se vê alguém com graça em alguma área — honre.
Mas se você julgar… o fluxo se fecha.
E isso é sério. Porque, quando você transforma alguém em “comum”, você perde o acesso àquilo que um dia você reconheceu nela.
E isso acontece com frequência. Pessoas se aproximam, recebem algo… mas com o tempo começam a olhar de forma natural: “Ah, ele é igual a todo mundo…”
E pronto. Perderam. Não porque a unção acabou. Mas porque deixaram de reconhecer.
Isso não é sobre idolatrar pessoas. É sobre discernir o que Deus colocou nelas. Até porque nenhum homem é perfeito. O único perfeito foi Jesus.
Mas a unção que Deus entrega a alguém continua operante.
Por isso, não caia nesse engano.
Existe até um livro chamado A Isca de Satanás, que fala exatamente sobre isso: a ofensa, o julgamento, a familiaridade… tudo isso é usado para cortar o fluxo espiritual.
Você precisa proteger o seu coração. Se alguém errar, isso pode afetar relacionamento, alinhamento, caminhada…mas não precisa afetar o seu discernimento espiritual.
Aprenda isso: o que Deus colocou em alguém não deixa de existir por causa das falhas humanas.
E, se você um dia desejou aquilo que viu em alguém…no momento em que você o torna comum…você perde. Hoje, o problema de muitos cristãos é a incredulidade. E a incredulidade impede você de enxergar além do natural.
Por isso, muitas vezes, pessoas estão na mesma igreja, ouvindo a mesma palavra…Mas algumas recebem poder, cura, transformação…e outras não recebem nada.
Por quê?
Porque não é só ouvir. É crer, discernir e honrar. E quando isso acontece…o fluxo do Espírito se manifesta.
Porque, muitas vezes, você deu crédito àquilo que te fez cair…e não deu crédito àquilo que poderia te levantar.
Hoje, muitas pessoas avaliam ministérios pelo tamanho, pela visibilidade, pela evidência…pela prosperidade aparente na vida do ministro.
E entenda: isso não está totalmente errado. Essas coisas também podem ser sinais. Mas, se você olhar apenas para isso, pode perder algo poderoso que Deus colocou na vida de alguém que, aos seus olhos, parece “pequeno”.
Por isso, eu decidi não perder oportunidades. Já honrei pessoas que, externamente, não tinham nada impressionante…mas eu discerni o que Deus havia colocado nelas.
E eu pensei: “Isso que essa pessoa carrega… eu quero para a minha vida.”
E então, eu honrei.
Por quê?
Porque a unção flui na honra. A unção flui na sujeição. Honrar é se sujeitar. É assim que a unção é liberada.
Agora, quem vive julgando, criticando, atacando igreja, atacando pastores…essas pessoas dificilmente experimentam o sobrenatural.
A não ser que haja uma intervenção do Espírito Santo para mudar o coração delas. Mas, naturalmente, elas não experimentam.
E isso gera um ciclo: Elas não experimentam… então não creem.
Não creem… então não experimentam. E vivem presas nisso. Por isso, hoje eu te convido: Creia.
Como Jesus disse a Tomé: “Bem-aventurados os que não viram e creram.”
Saia desse lugar de dúvida constante. Vou te dar um exemplo muito prático. Se nós confiássemos em Deus da mesma forma que confiamos nos médicos…talvez experimentaríamos muito mais do sobrenatural.
Porque, quando um médico fala… ninguém questiona. Se ele diz: “Você tem isso, e vai tomar esse remédio três vezes por dia…” A pessoa obedece exatamente. Coloca despertador, segue horário, faz tudo com disciplina.
Agora, diga para essa mesma pessoa: “Ore em línguas três vezes por dia. Meia hora de manhã, meia hora à tarde, meia hora à noite.”
Ela diz que não tem tempo.
Ela diz que não consegue.
E mais: você declara sobre ela que ela é curada, que ela é próspera…E ela não acredita.
Então a pergunta é: Em quem nós confiamos mais?
Muitos dizem: “Ah, mas Deus usa os médicos.” Sim, usa.
E ninguém está dizendo para não seguir um tratamento. Mas por que, quando se trata de fé…nós resistimos?
Por que não temos a mesma disciplina, a mesma entrega?
Você diz para alguém que ela é curada…e ela responde: “Um dia Deus vai me curar…”
Ou seja, ela ainda não creu.
Mas, se o médico diz: “Você tem uma doença grave…”
Na hora, ela entra em desespero. Ela acredita imediatamente.
Então perceba: Quando o médico fala, é verdade absoluta. Mas quando Jesus declara algo… nós duvidamos.
Está na hora de ajustar isso dentro de nós.
Nós acreditamos em tudo: noticiário, redes sociais, opiniões…Mas temos dificuldade de acreditar na Palavra.
É mais fácil para muitos acreditar em qualquer informação…do que crer que Jesus já realizou tudo na cruz.
Quando Ele disse: “Está consumado”…Não foi simbólico. Foi um decreto. E isso inclui tudo o que foi conquistado para nós. Mas por que não desfrutamos?
Porque damos mais crédito ao natural…do que ao espiritual.
E enquanto isso não mudar…vamos continuar ouvindo… mas não vivendo.
Deus abençoe sua vida
Leonardo Lima Ribeiro

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