terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Chamados pelo nome em uma cidade que não conhecíamos (De Recife a Grua)

1. O chamado que nasceu em um sonho

Algumas viagens começam com uma passagem comprada. Outras começam com um sonho.

Em janeiro de 2015, enquanto estava hospedado na casa de uma líder da Igreja Presbiteriana da qual fazíamos parte, ouvi claramente em meu espírito um destino: Grua, Noruega.

Naquele momento, eu não sabia onde ficava, quem morava lá, nem o que Deus faria naquele lugar. Sabia apenas que aquele nome não vinha da imaginação, mas do Espírito Santo.

Guardamos esse chamado por anos, até que no dia 15 de novembro partimos do Brasil rumo a Estocolmo, na Suécia. O propósito inicial era simples: visitar uma amiga em comunhão e, a partir dali, seguir até a Noruega, obedecendo à direção recebida no sonho.

Não tínhamos um plano completo. Tínhamos apenas: uma passagem aérea, uma promessa, e um Deus que guia pela fé.

2. A provisão no caminho

Desde o primeiro passo, aprendemos que a obediência ativa a provisão.

Denis, Rafaela e sua mãe Miriam, em Estocolmo, foram instrumentos do cuidado de Deus. Cada detalhe da viagem parecia se alinhar de forma sobrenatural: pessoas surgiam no caminho, portas se abriam, recursos apareciam no tempo certo.

Não era apenas uma viagem geográfica. Era uma jornada espiritual.

Na Suécia, antes mesmo de chegarmos à Noruega, o Senhor começou a confirmar que aquele chamado não era apenas para um lugar, mas para pessoas.

Em uma noite, duas amigas de nossa anfitriã vieram jantar conosco. Durante a conversa, uma delas disse emocionada que havia sonhado conosco na noite anterior, e que no sonho nós trazíamos algo que ela precisava receber.

Assim como em Atos dos Apóstolos, quando Deus alinhava sonhos e encontros (Atos 10 e 16), compreendemos que aquele encontro era divino. Pregamos o Evangelho ali, e naquela noite ela confessou Jesus como Senhor.

Outro sinal veio de forma simples, porém profunda. Em um passeio ao shopping, Sara viu uma joia em uma vitrine. Era linda, mas não tínhamos condições de comprar. Apenas seguimos.

Dias depois, outra amiga de nossa anfitriã nos visitou — uma médica, filha do embaixador do Congo. Durante a conversa, ela começou a chorar e, sem que pedíssemos nada, retirou seus brincos, bracelete e colar de pérolas e os entregou a Sara, dizendo:

— Deus mandou eu te dar isso.

Na mesma ocasião, orei por uma amiga que sofria de dores nas costas, e ela foi curada.

A Suécia se tornou para nós um capítulo vivo de Atos: conversão, cura, provisão e direção do Espírito Santo. Deus estava nos dizendo silenciosamente:

“Eu estou indo à frente de vocês.”

3. Quando Deus constrói o caminho invisível

Chegamos a Oslo sem saber exatamente como alcançar Grua. Foi então que o Senhor nos conectou com Mozhdeh, uma cristã iraniana que vivia na cidade.

Ela não apenas nos recebeu — nos entregou a chave de seu apartamento, deixou frutas, comida, chocolates, senha de Wi-Fi e se mudou temporariamente para a casa de uma amiga para que tivéssemos liberdade.

Por meio dela conhecemos um missionário iraniano e um ex-mujahideen convertido, que nos conduziu pessoalmente de Oslo até Grua.

O caminho físico refletia nosso caminho interior: desconhecido, desafiador, com momentos de medo e insegurança, mas sustentado pela fé.

Milagres de provisão aconteciam continuamente. Pessoas nos davam dinheiro nos lugares por onde passávamos. Nada havia sido planejado, mas tudo havia sido preparado.

4. A cidade que orava por alguém que não conhecia

Quando finalmente chegamos a Grua, compreendemos por que havíamos sido enviados.

Havia ali uma mulher que orava havia anos para que Deus enviasse alguém àquela cidade. Ela clamava para que Grua voltasse a conhecer Jesus não como religião, mas como Salvador vivo.

Nós não sabíamos disso. Ela não nos conhecia. Mas Deus conhecia ambos.

Enquanto caminhávamos pela cidade orando, entramos em um café com o pastor da igreja luterana local, que havia acabado de realizar o funeral de uma senhora de 99 anos. A mulher que nos servia café ouviu nossa história e caiu em prantos.

Ela disse que sua mãe orava há anos pedindo que Deus enviasse alguém como sinal. Ligou para ela imediatamente e nos levou até sua casa.

Ali tivemos um tempo de glória, manifestação do Espírito Santo, testemunhos, lágrimas e gratidão. Sentimos que algo novo estava sendo plantado naquela terra.

O amor do Pai nos levou do Brasil até a Noruega por causa da oração de uma mulher desconhecida.

5. Quando Deus conecta destinos

Por meio de Peter Dahlen, fomos direcionados a procurar Hans Petter, um missionário norueguês que vivia em uma ilha próxima a Alesund. Após anos de conversa, hoje ele é nosso pastor e parceiro ministerial.

Naquela casa entendemos que Deus não envia pessoas ao acaso. Ele conecta histórias.

Uma mulher que orava. Missionários que serviam. Estrangeiros que obedeceram. Um sonho antigo. Uma cidade esquecida.

Tudo convergiu em um único ponto: a fidelidade de Deus.

Grua não era apenas um destino geográfico. Era um altar levantado pela intercessão.

6. Gratidão e continuidade do chamado

Jesus seja louvado por cada pessoa que participou conosco: em fé, em oração, em ofertas e encorajamento.

Sou grato ao ministério do qual fazia parte e ao meu pai na fé, Pr. Célio Rosa, que creu, enviou e sustentou espiritualmente essa jornada.

Missão nunca é individual. Ela é sempre corpo.

Seguimos em oração pelos próximos destinos. Em breve, o Senhor nos levará a outras nações.

Porque quem aprende a obedecer pequenos chamados, passa a confiar nos grandes.

Essa viagem nos ensinou algo que jamais esqueceremos:

Deus não move pessoas por acaso. Ele responde orações feitas em segredo.

Às vezes, você é a resposta. Às vezes, você é quem orou.

Mas sempre, Deus é fiel.

Uma mulher orou. Nós viajamos. E Deus foi glorificado.

“Antes que clamem, eu responderei.” (Isaías 65:24)

Em 2018, retornamos à Noruega.

Não como turistas, mas como peregrinos que já haviam sido marcados por aquela terra.

Naquele ano, estávamos em missão na Alemanha. A partir dali, o Senhor abriu portas para que também fôssemos à Albânia, onde tivemos a oportunidade de ministrar aulas, e depois para Innsbruck, na Áustria, onde permanecemos três dias inteiros dedicados à oração e consagração.

Cada país não era apenas um destino. Era um altar.

A viagem até a Noruega aconteceu como parte desse mesmo movimento espiritual. Já não íamos apenas obedecer a um sonho antigo, mas aprofundar uma aliança que havia nascido anos antes em Grua.

Dessa vez, permanecemos quinze dias na casa de Hans Petter. Não éramos mais apenas visitantes. Éramos família espiritual.

Naqueles dias, oramos juntos, compartilhamos visões, falamos sobre o Reino, sobre missões e sobre o que Deus estava construindo entre as nações. O Senhor estava costurando algo que não se limitava a uma viagem: estava formando um vínculo apostólico.

Em 2019, esse laço se fortaleceu ainda mais quando Hans Petter veio ao Brasil, enquanto eu ainda morava em Pernambuco.

Tive a alegria de levá-lo a uma conferência do ministério do qual eu fazia parte, no estado do Mato Grosso. Ali, testemunhamos algo precioso: culturas diferentes, histórias diferentes, mas o mesmo Espírito.

Era como ver Atos dos Apóstolos acontecendo diante dos nossos olhos — judeus, gregos e estrangeiros unidos por um mesmo chamado.

Em 2020, esse relacionamento deu um novo passo quando meu filho foi para a Noruega e permaneceu oito meses na casa de Hans Petter. Aquilo que havia começado como uma visita missionária tornou-se convivência, discipulado e família.

A partir desse tempo, nossos laços se firmaram de maneira definitiva. Hoje fazemos parte do mesmo ministério. Não apenas cooperadores, mas participantes de uma mesma visão.

Foi por meio dessa conexão que fui ativado com mais clareza no meu chamado apostólico.

Percebi que Deus não estava apenas me enviando a lugares.

Ele estava me conectando a pessoas.

Porque no Reino, o chamado não amadurece no isolamento, mas na comunhão.

O sonho que começou em 2015 encontrou forma, estrutura e direção nos anos seguintes. O que era apenas uma palavra recebida em oração tornou-se uma jornada viva, construída passo a passo, relacionamento por relacionamento, altar por altar.

Assim, aprendi que Deus não revela tudo de uma vez. Ele revela enquanto caminhamos.

E cada retorno à Noruega não foi repetição — foi aprofundamento.

O chamado não terminou em Grua.

Ele começou ali.

Deus vos abençoe 

Leonardo Lima Ribeiro 

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Legalismo, controle e abuso espiritual: Quando a lei substitui o Espírito (Vasculhando)

Quando a fé se torna instrumento de poder

Desde o início da história humana, a Lei foi dada como limite para o pecado, mas nunca como substituta da transformação interior. No entanto, sempre que a graça é abandonada, a religião se torna um sistema de controle. Onde deveria haver liberdade, nasce dominação. Onde deveria haver transformação, surge aparência.

O legalismo não é apenas um erro doutrinário; é uma patologia espiritual. Ele se conecta profundamente com perfis psicológicos de controle, domínio emocional e manipulação. Quando a Lei deixa de apontar para Cristo e passa a ser usada para governar pessoas, ela se transforma em arma.

Paulo denuncia esse desvio: “A letra mata, mas o Espírito vivifica.” (2 Coríntios 3:6)

Jesus enfrentou isso diretamente em Mateus 23. O alvo mais duro de suas palavras não foram prostitutas, nem cobradores de impostos, mas líderes religiosos que usavam a fé como instrumento de opressão.

1. Legalismo e controle: duas faces do mesmo espírito

O legalismo diz: “Faça isso e viva.”

O controlador diz: “Faça isso para ter meu amor.”

Ambos operam por: medo, culpa, punição, cobrança, condicionamento do valor humano. 

Biblicamente, isso é o retorno à Lei como sistema de salvação:  Tendo começado pelo Espírito, agora quereis vos aperfeiçoar pela carne?” (Gálatas 3:3)

Filosoficamente, isso corresponde ao que Kant chamou de moral heterônoma: quando o valor não nasce da consciência livre, mas da imposição externa. O indivíduo obedece não por amor ao bem, mas por medo da sanção.

A graça, ao contrário, produz transformação interna: “Dar-vos-ei um coração novo.” (Ezequiel 36:26)

O controle muda comportamento; a graça muda o ser.

2. Performance versus filiação

O legalista mede espiritualidade por comportamento externo.

O controlador mede amor por submissão emocional.

Ambos dizem: “Se você me ama, faça como eu mando.”

Jesus inverte isso: “Se permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos.” (João 8:31)

Aqui entra Kierkegaard: a fé não é conformidade externa, mas relação pessoal com Deus. O legalismo transforma a fé em sistema; Cristo a transforma em encontro.

O legalismo exige performance. A graça restaura identidade.

“Recebestes o Espírito de adoção.” (Romanos 8:15)

Onde há filiação, não há necessidade de manipulação.

3. O medo como ferramenta espiritual

Legalismo cria medo de Deus.

Controle cria medo de pessoas.

Ambos substituem o amor pelo temor. “No amor não há medo.” (1 João 4:18)

Foucault descreveu como sistemas de poder produzem corpos dóceis por vigilância contínua. O legalismo religioso faz o mesmo: vigia, acusa, pune, expõe, humilha.

Isso contradiz o Espírito: “Onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.” (2 Coríntios 3:17)

4. O nascimento do abuso espiritual

Abuso espiritual é o uso da fé como instrumento de dominação.

Jesus advertiu: “Atam fardos pesados e os colocam sobre os ombros dos homens.” (Mateus 23:4)

O legalismo é perfeito para o abusador porque: parece santo, usa a Bíblia, se apresenta como zelo, produz submissão, gera dependência

Agostinho dizia: “A corrupção do melhor é o pior dos males.”

Quando a fé é corrompida, ela se torna tirania moral.

5. Mecanismos do abuso espiritual

a) Bíblia como arma: “Está escrito” vira: “Você não pode pensar.”

Jesus respondeu a Satanás com “Está escrito”, mas para libertar, não para controlar (Mateus 4).

b) Regras humanas: “Doutrinas de homens.” (Mateus 15:9)

c) Culpa e medo: “Cristo nos libertou da maldição da lei.” (Gálatas 3:13)

d) Submissão sem discernimento: “Examinai tudo.” (1 Tessalonicenses 5:21)

e) Humilhação como disciplina: Disciplina bíblica restaura (Gálatas 6:1).

Disciplina abusiva destrói.

f) Dependência emocional: “Um só é o vosso Mestre.” (Mateus 23:8)

6. Por que líderes abusivos amam o legalismo

Porque lhes dá: poder sem prestação de contas, seguidores dependentes, autoridade sem Espírito, controle emocional, superioridade moral

Nietzsche já alertava: a moral pode ser usada como instrumento de dominação quando separada da verdade.

7. O antídoto bíblico

1. A graça: “Para a liberdade Cristo nos libertou.” (Gálatas 5:1)

2. O Espírito Santo como guia: “Os que são guiados pelo Espírito.” (Romanos 8:14)

3. Maturidade espiritual “Já não sejais meninos.” (Efésios 4:14)

Discernir:

autoridade × autoritarismo

cuidado × controle

correção × manipulação

8. Sinais de ambiente abusivo

Medo, culpa, insegurança, dependência, silêncio, perda de identidade, vigilância, ausência de alegria, espiritualidade baseada em aprovação humana.

“Não vos tornareis servos de homens.” (1 Coríntios 7:23)

9. A palavra final de Jesus

Jesus nunca chamou pecadores de “filhos do inferno”. Chamou legalistas.

“Ai de vós, escribas e fariseus.” (Mateus 23)

Porque o maior inimigo do evangelho não é o pecado visível,

é a religião sem Espírito.

QUANDO O PODER VESTE ROUPA DE SANTIDADE

As leis invisíveis que transformam fé em controle

Robert Greene, em As 48 Leis do Poder, descreve padrões universais de dominação humana: manipulação emocional, controle da narrativa, produção de medo, criação de dependência e eliminação do pensamento crítico.

Embora o livro não seja religioso, ele revela algo profundo: o coração humano tende a usar qualquer sistema — inclusive a fé — como ferramenta de poder.

Quando essas leis entram na religião, nasce o abuso espiritual.

Não como um plano consciente na maioria das vezes, mas como um reflexo de insegurança, ego e desejo de controle travestidos de zelo por Deus.

Jesus já havia denunciado esse fenômeno: “Gostam das primeiras cadeiras… e de serem chamados mestres.” (Mateus 23:6–7)

O problema nunca foi a fé. Foi o uso da fé como instrumento de domínio.

1. “Faça-se indispensável” — quando o líder substitui o Espírito Santo

Uma das leis do poder diz: “Faça com que as pessoas dependam de você.”

No abuso religioso isso aparece assim: só o líder interpreta a Bíblia corretamente, só ele discerne a vontade de Deus, só ele decide o que é pecado, só ele valida decisões pessoais.

Biblicamente, isso é heresia prática: “Um só é o vosso Mestre, o Cristo.” (Mateus 23:8)

O Espírito Santo foi dado para guiar todos (João 16:13), mas o abusador cria um sistema onde o Espírito é substituído por mediação humana absoluta.

Filosoficamente, isso ecoa Foucault: o poder se mantém criando dependência simbólica.

Teologicamente, isso é idolatria espiritual.

2. “Controle a narrativa” — quem define o que é pecado controla a consciência

Outra lei do poder: “Controle a história que as pessoas contam.”

No abuso espiritual: discordar vira rebeldia, sair da igreja vira apostasia, questionar vira falta de fé, sofrimento vira prova espiritual.

Paulo advertiu: “Examinai tudo.” (1 Tessalonicenses 5:21)

Mas o sistema controlador diz: “Não examine. Submeta-se.”

Aqui surge o legalismo como ferramenta perfeita: versículos são usados como slogans de obediência, não como instrumentos de libertação.

A Bíblia vira linguagem de poder.

3. “Use o medo para governar” — quando Deus é apresentado como ameaça

As leis do poder ensinam que o medo é mais eficaz que o amor.

No abuso religioso: medo do inferno, medo da maldição, medo de perder a cobertura, medo de decepcionar Deus, medo de ser exposto.

“No amor não há medo.” (1 João 4:18)

Quando o medo governa, o Espírito se retira. O que resta é um sistema de vigilância espiritual.

Nietzsche já dizia que a moral pode se tornar instrumento de opressão quando separada da compaixão.

4. “Ataque a autoestima” — criar pessoas pequenas para manter poder grande

Uma lei do poder: enfraqueça o outro para fortalecê-lo dependente.

No abuso religioso: “Você é fraco”, “Você não tem discernimento”, “Você não consegue sozinho”, “Sem mim você cai”

Isso contradiz: “Tudo posso naquele que me fortalece.” (Filipenses 4:13)

A graça fortalece. O abuso infantiliza.

5. “Crie regras complexas” — confusão gera submissão

Outra lei do poder: quanto mais complexo o sistema, mais difícil questioná-lo.

Legalismo faz isso: cria códigos, cria linguagem própria, cria padrões exclusivos, cria rituais, cria medo de errar

Jesus denunciou: “Ensinam doutrinas que são mandamentos de homens.” (Mateus 15:9)

A confusão protege o poder.

6. “Explore a culpa” — a arma mais religiosa de todas

O manipulador emocional usa culpa. O manipulador religioso usa culpa com Deus.

“Você entristeceu o Espírito Santo.” “Você é ingrato.” “Você não honra a liderança.”

Paulo respondeu: “Cristo nos libertou da maldição da lei.” (Gálatas 3:13)

A culpa é a moeda do controle.

7. “Pareça santo” — aparência é capital político

O poder precisa de legitimidade. No abuso espiritual: discurso piedoso, imagem irrepreensível, postura de santidade, versículos constantes, 

Mas por dentro: orgulho, medo, vaidade, controle. 

“São sepulcros caiados.” (Mateus 23:27)

8. Legalismo como tecnologia de poder

O legalismo é perfeito porque: parece bíblico, parece zelo, parece moral, parece espiritual, parece proteção. 

Mas é uma prisão.

Paulo chamou isso de: “Um jugo de escravidão.” (Gálatas 5:1)

9. O contraste de Cristo

Cristo nunca usou nenhuma “lei do poder”.

Ele: lavou pés, não controlou, não manipulou, não ameaçou, não constrangeu, não criou dependência.

“Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (João 8:32)

O Reino de Deus não cresce por dominação, mas por transformação.

As leis do poder revelam como o coração humano opera sem o Espírito.

O Evangelho revela como o coração é curado.

O problema não é o livro de Greene.

É quando a igreja começa a praticá-lo sem saber.

Quando: controle vira cuidado, medo vira zelo, culpa vira disciplina, submissão vira amor, obediência vira salvação, então a cruz foi substituída por um trono humano.

Legalismo é a versão religiosa das leis do poder. Graça é a subversão divina do poder humano. Onde há Espírito, não há manipulação. Onde há Cristo, não há medo. Onde há verdade, não há controle.

Deus vos abençoe

Leonardo Lima Ribeiro 

Chamados pelo nome em uma cidade que não conhecíamos (De Recife a Grua)

1. O chamado que nasceu em um sonho Algumas viagens começam com uma passagem comprada. Outras começam com um sonho. Em janeiro de 2015, enqu...