terça-feira, 21 de julho de 2020

"Uma Jornada Espiritual Rumo ao Entendimento e à Maturidade"

(Täby, Suécia)

Existe uma grande divisão entre as denominações devido ao desequilíbrio no entendimento entre graça e lei. Algumas interpretam a Bíblia de forma literal, sem compreender plenamente sua mensagem e revelação. Por exemplo, o livro de Levítico é muitas vezes mal interpretado, levando a uma aplicação distorcida de suas leis e confundindo as pessoas. Por outro lado, há aqueles que abraçam uma visão de "graça libertina", interpretando erroneamente o perdão de Jesus como uma licença para viver em pecado sem consequências.

Entender a justiça de Deus requer compreender tanto a sua graça quanto a sua lei. Jesus veio para cumprir a lei, mas também veio para revelar o amor e a graça de Deus, oferecendo perdão e reconciliação aos pecadores. A justiça de Deus não se baseia apenas na observância da lei, mas também na graça e na misericórdia demonstradas através de Jesus Cristo. Em Cristo, somos justificados pela fé, não pelas obras da lei. É esse entendimento da justiça de Deus que nos liberta do legalismo e nos capacita a viver uma vida de fé, amor e obediência a Ele.

A história do Éden ilustra essa dinâmica entre a liberdade de escolha dada por Deus e a consequência da desobediência humana. No jardim, Deus deu ao homem a opção de obedecer ou desobedecer, demonstrando assim seu amor e respeito pela liberdade humana. No entanto, quando Adão e Eva escolheram desobedecer, eles experimentaram as consequências da separação de Deus e da introdução do pecado no mundo.

A lei foi dada por Deus para mostrar ao homem sua necessidade de um Salvador, não para justificá-lo. Ao observar a lei, o homem percebe sua própria imperfeição e a necessidade de redenção. A lei, portanto, aponta para Jesus Cristo como o único que pode justificar o homem diante de Deus.

Entender a justiça de Deus envolve reconhecer tanto sua graça quanto sua lei e compreender o papel de Jesus Cristo como o cumprimento da lei e o mediador da graça. É através de Cristo que somos reconciliados com Deus e justificados pela fé.

Em muitos aspectos, podemos dizer que conhecemos mais profundamente a graça de Deus à medida que amadurecemos espiritualmente. Aqui estão algumas maneiras pelas quais isso pode ser percebido:

Percepção da necessidade: À medida que crescemos espiritualmente, nossa percepção da nossa própria necessidade de graça se aprofunda. Reconhecemos mais claramente nossas fraquezas, pecados e limitações, o que nos leva a valorizar e buscar a graça de Deus de maneira mais profunda e sincera.

Experiência pessoal: Ao longo da vida, passamos por diferentes desafios, provações e momentos de arrependimento. Cada uma dessas experiências nos permite experimentar de maneira mais tangível a graça de Deus em nossas vidas. À medida que amadurecemos, acumulamos mais dessas experiências e podemos testemunhar como a graça de Deus tem sido fiel em todas as circunstâncias.

Compreensão da Palavra de Deus: À medida que estudamos e meditamos na Palavra de Deus ao longo dos anos, nossa compreensão da graça divina se aprofunda. Descobrimos novas camadas de significado nos ensinamentos bíblicos sobre a graça, e percebemos como ela permeia toda a história da redenção e transformação.

Resposta à graça: Conforme amadurecemos espiritualmente, nossa resposta à graça de Deus tende a se tornar mais madura e transformadora. Em vez de apenas aceitar a graça como um presente gratuito, começamos a responder com gratidão, adoração e um desejo renovado de viver de acordo com os princípios do Reino de Deus.

À medida que amadurecemos espiritualmente, nossa compreensão, apreciação e resposta à graça de Deus tendem a se aprofundar e se desenvolver. A graça de Deus é um oceano infinito de amor e misericórdia, e cada estágio do nosso crescimento espiritual nos permite mergulhar mais profundamente nesse oceano e experimentar mais plenamente suas maravilhas.

Romanos 3:20 - "Portanto, ninguém será declarado justo diante dele baseado na obediência à lei, pois pela lei vem o pleno conhecimento do pecado."

Romanos 3:21-22 - "Mas agora, sem lei, a justiça de Deus se manifestou, testemunhada pela Lei e pelos Profetas, isto é, a justiça de Deus por meio da fé em Jesus Cristo para todos os que crêem, pois não há distinção."

Romanos 6:14 - "Pois o pecado não os dominará, porque vocês não estão debaixo da lei, mas debaixo da graça."

Gálatas 2:16 - "No entanto, sabendo que uma pessoa não é justificada pelas obras da lei, mas sim pela fé em Jesus Cristo, também temos crido em Cristo Jesus, a fim de sermos justificados pela fé em Cristo e não pelas obras da lei, porque pelas obras da lei ninguém será justificado."

Gálatas 3:24-25 - "Assim, a lei foi nosso tutor até Cristo, para que fôssemos justificados pela fé. Agora, porém, que a fé veio, já não estamos mais sob o controle do tutor."

Efésios 2:8-9 - "Pois pela graça vocês foram salvos, por meio da fé, e isso não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie."

Esses versículos destacam a relação entre a lei, a graça e a justificação pela fé em Jesus Cristo, que são temas abordados no texto.

Santificar as pessoas significa que elas precisam cumprir toda a Lei para serem justificadas e santas. No entanto, a própria Lei revela a incapacidade do homem de cumpri-la, pois é perfeita e o homem é imperfeito. Assim, Deus apontou para Jesus instruindo o sacerdócio levítico a sacrificar animais. O sangue desses animais era usado como justificação para o povo, simbolizando o sacrifício futuro de Jesus.

O sumo sacerdote entrava no Santo dos Santos e colocava o sangue dos animais como forma de justificação, prenunciando o sacrifício de Jesus que nos justificaria. O sangue do cordeiro, que precisava ser perfeito, era sacrificado, levado ao Santo dos Santos e usado para justificar o sumo sacerdote e o povo.

Deus sempre apontou para Jesus Cristo através da Lei, dos sacrifícios e do sangue. Isso levou o povo a entender o amor de Deus, pois a Lei mostrava a incapacidade humana de ser justo. O sacerdócio levítico não era suficiente para transformar ou salvar o homem, apenas para apontar o pecado e justificar temporariamente através dos sacrifícios de animais.

Quando Jesus veio, Ele cumpriu a justiça de Deus ao ser entregue como sacrifício. Seu sacrifício perfeito nos liberta do pecado. Deus, sendo justo e amando, ofereceu Seu próprio Filho para pagar a pena do pecado, proporcionando uma oportunidade de salvação através da fé em Jesus.

Por meio da fé em Jesus, somos justificados e libertados da condenação. Assim como Jesus assumiu nossa culpa, recebemos Sua justiça pela fé Nele. Portanto, quando cremos em Jesus como nosso Senhor e Salvador, somos salvos e justificados, trocando nossa condenação por Sua inocência e justiça."

Romanos 3:22 - "Esta justiça de Deus, pela fé em Jesus Cristo, é para todos e sobre todos os que creem; porque não há distinção."

Romanos 5:1 - "Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo,"

Romanos 8:1 - "Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus."

Gálatas 3:13 - "Cristo nos redimiu da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro;"

2 Coríntios 5:21 - "Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus."

Agora vamos para o Batismo:

Romanos 6:4 (NVI), que diz: "Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo, para que, assim como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos mediante a glória do Pai, também nós vivamos uma vida nova."

É uma figura da justiça de Deus, quando representa a morte e ressureição.

Ao sermos batizados, profeticamente compartilhamos da morte e ressurreição de Jesus Cristo. Nesse sentido, podemos interpretar o batismo como um ato de fé da justiça de Deus, em que Ele nos concede a oportunidade de participar espiritualmente da morte de Cristo para que possamos ter uma nova vida em comunhão com Ele.

O batismo não apenas representa uma figura, mas também uma realidade espiritual. É um ato de fé que resulta em uma transformação espiritual. Por exemplo, em muitos vídeos que já assisti, as pessoas tendem a justificar sua falta de crença em certas práticas, como o dízimo ou a frequência à igreja. No entanto, para mim, o evangelho é algo simples. À medida que nos relacionamos com Deus, compreendemos que tudo se resume a um relacionamento.

Marcos 16:16 (NVI) - "Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado."

Gálatas 3:27 (NVI) - "Pois todos vocês que foram batizados em Cristo se revestiram de Cristo."

Colossenses 2:12 (NVI) - "Fomos sepultados com ele na ocasião do batismo na morte, para que, assim como Cristo foi ressuscitado dos mortos mediante a glória do Pai, também nós vivamos uma vida nova."

1 Pedro 3:21 (NVI) - "E isso, simbolizado pelo batismo, agora também salva vocês, não sendo a remoção da sujeira do corpo, mas o compromisso de uma boa consciência diante de Deus. Ela salva vocês pela ressurreição de Jesus Cristo."

Falando sobre o dízimo, por exemplo, eu o pratico como um ato de reconhecimento e gratidão. Não por obrigação legalista, mas como uma expressão sincera de minha fé. Dizimar é um ato de fé porque demonstra confiança na provisão de Deus e obediência à Sua Palavra, mesmo quando não podemos ver imediatamente os resultados. Ao dar o dízimo, os crentes demonstram sua fé de que Deus suprirá todas as suas necessidades e abençoará suas vidas abundantemente.

Embora o Novo Testamento não fale especificamente sobre o dízimo da mesma forma que o Antigo Testamento, Jesus menciona a prática da justiça, da misericórdia e da fé como princípios importantes. No entanto, podemos relacionar o ato de dizimar com princípios do Novo Testamento, como a generosidade, a contribuição para a obra do Senhor e o sustento da comunidade cristã. Aqui estão algumas maneiras de relacionar o ato de dizimar com o Novo Testamento:

2 Coríntios 9:6-7 (NVI) - "Lembrem-se: aquele que semeia pouco, também colherá pouco, e aquele que semeia com fartura, também colherá fartamente. Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria. "Neste versículo, Paulo fala sobre a importância da generosidade no dar. Embora não mencione especificamente o dízimo, o princípio de dar com alegria e generosidade pode ser aplicado ao ato de dizimar no Novo Testamento.

1 Coríntios 16:2 (NVI) - "No primeiro dia da semana, cada um de vocês separe uma quantia, conforme a sua renda, reservando-a para que não seja necessário fazer coletas quando eu chegar." Aqui, Paulo instrui os coríntios a reservarem uma quantia de sua renda no primeiro dia da semana para a obra do Senhor. Embora não seja explicitamente sobre dízimo, demonstra a prática regular de contribuir financeiramente para a comunidade cristã.

Lucas 6:38 (NVI) - "Deem, e será dado a vocês: uma boa medida, calcada, sacudida e transbordante será dada a vocês. Pois a medida que usarem também será usada para medir vocês." Jesus enfatiza o princípio da generosidade e da recompensa ao dar. Ao dar com generosidade, podemos esperar que Deus nos abençoe abundantemente.

Embora o Novo Testamento não enfatize o dízimo da mesma maneira que o Antigo Testamento, esses princípios de generosidade, contribuição e fé podem ser aplicados ao ato de dizimar, demonstrando nossa confiança na provisão e fidelidade de Deus.

Da mesma forma, acredito na importância de sujeitar-se à autoridade espiritual. Reconhecer a autoridade de alguém é essencial para o crescimento espiritual. Pessoas que ofertaram em minha vida fizeram isso porque reconheceram minha autoridade espiritual e meu papel em guiá-las na jornada de fé, por um período de crescimento.

O Evangelho também nos ensina sobre a importância da humildade. A jornada espiritual envolve aprender a servir e sujeitar-se a uma autoridade legítima. Isso não implica em submissão cega, mas em reconhecer que todos nós temos muito a aprender. Eu mesmo passei por diversas igrejas e ministérios, buscando paternidade espiritual e aprendizado. A hierarquia de serviço não é sobre exercer poder, mas sobre orientação e liderança para ajudar os outros a crescerem.

Minha experiência pessoal me ensinou que confiar em uma autoridade espiritual é essencial para o crescimento espiritual. Aqueles que se recusam a se sujeitar geralmente têm dificuldade em admitir seus erros e em crescer espiritualmente. Por isso, acredito firmemente na importância de ter um pastor e uma comunidade de fé que nos oriente e nos ajude em nossa jornada espiritual.

1 Tessalonicenses 5:12-13 (NVI): "Agora, irmãos, rogamos que acolham com respeito os que se esforçam entre vocês para administrar as coisas do Senhor e que os estimem muito, com amor, por causa do trabalho que realizam. Vivam em paz uns com os outros."

Hebreus 13:17 (NVI): "Obedeçam aos seus líderes e submetam-se à autoridade deles. Eles cuidam de vocês como quem deve prestar contas. Obedeçam-lhes, para que o trabalho deles seja uma alegria e não um peso, pois isso não seria proveitoso para vocês."

1 Timóteo 5:17 (NVI): "Os presbíteros que lideram bem a igreja são dignos de dupla honra, especialmente aqueles cujo trabalho é a pregação e o ensino."

Filipenses 2:29-30 (NVI): "Portanto, recebam-no no Senhor com grande alegria e honrem todos os que são assim. Pois ele quase perdeu a vida pelo trabalho de Cristo, arriscando a própria vida para suprir o que faltava no serviço que vocês me prestaram."

Sobre ser instruído por meus líderes: 

"Quando discordava do que acabara de ouvir, preferia ponderar em silêncio, refletindo para chegar às minhas próprias conclusões. Se julgasse que estava equivocado, confiava na minha própria convicção. Então, escolhia outro momento para discutir de maneira tranquila, consciente de que não estava lidando com qualquer pessoa. Essa é uma questão que toca o âmago de cada um. 

O propósito das minhas palavras é incitar a reflexão. Dificilmente alguém assistiria a um dos meus vídeos e concluiria: 'Ah, ele está impondo o que é correto'. Tenho opiniões pessoais, algumas baseadas na fé, mas meu objetivo é estimular a reflexão. Muitos líderes hipócritas carecem de liderança. Desejam influenciar os outros, serem reconhecidos como autoridades, demonstrar experiência e sabedoria, mas falham em ouvir. 

É simples assistir a um vídeo no YouTube, ouvir uma pregação, anotar os pontos concordantes e discordantes, e seguir em frente. No entanto, quando nos submetemos, o verdadeiro beneficiado não é o líder, que já está em sua jornada; somos nós. A mentalidade arrogante, a queda da soberba, confronta-se com a jornada de Jesus. Ele abdicou de toda glória, não reivindicou ser Deus, humilhou-se e morreu na cruz, recebendo, por isso, o nome acima de todos. 

A humilhação foi o caminho que Jesus nos mostrou, descendo até o ponto mais baixo, onde nós não poderíamos ir. Sem passarmos por esse processo, permaneceremos como filhos de Deus, mas não alcançaremos a maturidade. Deus fala com todos que creem, mas Sua comunicação conosco não indica maturidade; significa apenas que Ele está presente. As pessoas têm dificuldade em se submeter. Embora tenha saído do ministério, o que vivi lá contribuiu para minha vida e ministério. O que não contribuiu, não merece ser mencionado. Tudo o que passei foi enriquecedor para minha jornada. 

Jamais seria quem sou hoje se não tivesse passado por isso, aprendendo a me submeter e a enfrentar desafios. Conheço pessoas que nunca frequentaram uma congregação e aspiram à liderança, que nunca se submeteram a ninguém. Isso é incoerente, injusto. Muitas igrejas se intitulam missionárias, mas não têm missões. Se uma igreja realiza atividades missionárias, deveria refletir esse propósito em seu nome, apoiando ou enviando missionários. Muitas vezes, falta bom senso. 

Precisamos buscar o equilíbrio, mesmo que não compreendamos completamente. Existem igrejas que focam apenas em questões internas, outras que exigem o dízimo e a oferta, mas não praticam a doação. Isso demonstra falta de sensatez. É essencial agir com coerência. Mesmo sem pastor de uma congregação física hoje, auxilio pessoas que me consideram sua autoridade espiritual, contribuindo para suas vidas, enquanto as aconselho. Reconheço a autoridade dos líderes que Deus colocou em minha vida, pois apenas quem possui autoridade reconhece a unção da autoridade. Quem respeita, é respeitado. Sempre me coloquei em uma posição de humildade genuína, buscando compreender o coração de Deus. Toda graça que recebemos decorre da nossa fé, que resulta em uma transformação comportamental. Deus nos torna humildes quando nos submetemos."

Mateus 23:12 (NVI): "Pois quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado."

Filipenses 2:3-4 (NVI): "Não façam nada por partidarismo ou vaidade, mas com humildade considerem os outros superiores a si mesmos. Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros."

Tiago 4:6 (NVI): "Mas ele nos concede graça maior. Por isso diz a Escritura: ‘Deus se opõe aos orgulhosos, mas concede graça aos humildes’."

1 Pedro 5:5-6 (NVI): "Semelhantemente, jovens, sujeitem-se aos mais velhos. Sejam todos humildes uns para com os outros, porque ‘Deus se opõe aos orgulhosos, mas concede graça aos humildes’. Humilhem-se, portanto, debaixo da poderosa mão de Deus, para que ele os exalte no tempo devido."

Provérbios 22:4 (NVI): "A recompensa da humildade e do temor do Senhor é a riqueza, a honra e a vida."

Leonardo Lima Ribeiro 

quarta-feira, 15 de julho de 2020

Da Escuridão à Luz: Um Testemunho de Redenção e Segunda Chance

(Geiranger, Noruega)

Durante toda a minha adolescência, mantive uma vida bem desregrada. Aos 16 anos, comecei a ceder aos excessos, e aos 18 já estava imerso em um padrão de consumo abusivo de álcool. O uso de drogas, especialmente maconha, foi uma escalada natural, culminando no meu envolvimento com cocaína aos 18 anos.

Saltarei diretamente para o momento da intervenção divina em minha vida. Dos 16 aos 29 anos, mergulhei em um ciclo vicioso de consumo excessivo de substâncias, vivenciando uma existência sem rumo. Parecia não haver saída para mim, até que, aos 28 anos, em 2008, o Espírito Santo tocou meu coração, transformando-o por completo.

Naquele ano, residia na Nova Zelândia, após ter passado por um tratamento no Brasil, na cidade de Franca, no Hospital Psiquiátrico. A internação durou 27 dias, durante os quais aguardei, expectante, por uma possível extensão de seis meses. No entanto, algo surpreendente ocorreu no vigésimo quinto dia, quando fui chamado pelo psiquiatra responsável.

O Doutor que não me lembro o nome, do Hospital Allan Kardec, em Franca, São Paulo, elucidou que, além do vício químico, minhas raízes emocionais também necessitavam de cuidado. Enfatizou que a desintoxicação seria apenas o primeiro passo; os verdadeiros desafios residiam em minhas batalhas emocionais. Essa abordagem, posteriormente, tornou-se tema recorrente em meus vídeos e discursos, onde compartilho minha jornada de transformação em Cristo.

Após receber alta, decidi seguir para a Nova Zelândia em busca de um recomeço. Já possuía algum domínio do inglês, adquirido durante minha estadia no Canadá, e planejava permanecer na Nova Zelândia por seis meses, com a possibilidade de estender esse período. Durante esse tempo, não experimentei recaídas em relação ao consumo de drogas, mas voltei a me entregar ao álcool com a mesma intensidade prévia à internação.

Este relato apenas arranha a superfície dos distúrbios emocionais, psiquiátricos e psicológicos que permeavam minha existência. Os profissionais de saúde mental frequentemente destacavam que o vício era uma mera fuga, e que o verdadeiro caminho para a cura residia na exploração e compreensão das minhas emoções e pensamentos.

Na Nova Zelândia, porém, os velhos demônios retornaram com força total: depressão, ansiedade, euforia e ataques de pânico assolavam minha mente. Recordo-me vividamente de uma ocasião, enquanto navegava pelo Orkut, quando deparei-me com o perfil de uma conhecida de Ribeirão Preto. Uma foto publicada despertou minha atenção: ali estava um antigo colega da faculdade de Medicina veterinária.

A partir desse encontro virtual, fui informado sobre a conversão dele e de outros amigos em uma igreja local. Os relatos sobre suas transformações e o impacto de Cristo em suas vidas foram como uma luz em meio às trevas que me envolviam.

Decidi, então, regressar ao Brasil em busca de uma comunidade espiritual que pudesse oferecer suporte diante da minha luta contra a depressão e os desafios emocionais. Essa jornada de busca espiritual e cura interior culminou em minha decisão de frequentar uma igreja local. 

Sara Nossa Terra foi o local onde finalmente encontrei o Evangelho explicado de maneira clara e convincente, tocando profundamente meu coração e transformando minha vida. Decidi me entregar completamente a Cristo, sendo batizado e iniciando minha jornada nos caminhos de Deus.

No entanto, por conta de circunstâncias pessoais e fraquezas próprias, acabei me envolvendo em relacionamentos mesmo dentro da igreja, por eu ainda não estar apto por devido as minhas inconstâncias emocionais acabei novamente saindo do caminho correto. Tinha iniciado um negócio de representação de energéticos, e voltado para a faculdade de Medicina Veterinária, e voltei a morar sozinho. Dentro desse relacionamento, comecei novamente a sair para beber e me drogar. Realizei uma viagem para Fortaleza, onde percebi  que as coisas tinham realmente saído do controle. Ao retornar, afundei-me novamente, afastando-me aos poucos da igreja.

Essa vez, meu afastamento foi acompanhado por uma situação deplorável no uso de drogas, onde muitas das experiências vividas se perderam na névoa do vício. Por vezes, passava-se dias sem ter a noção de sua passagem, em um apartamento que minha família me deu. Mudei-me desse apartamento para outro, também dado pela minha família, enquanto alugava o anterior. Durante esses períodos, perdi completamente a noção do tempo e das atividades diárias.

Lembro-me claramente de um momento em que, tomando banho em meu apartamento, uma voz interior, que reconheci como a do Espírito Santo, insistia para que eu fosse à casa de minha mãe e permanecesse lá. Mesmo sem entender completamente essa instrução, entrei no carro e segui em direção à casa dela. Ao chegar lá, a situação só piorava. Permaneci por algum tempo na casa de minha mãe, enquanto a situação se deteriorava ainda mais.

Fiquei confinado em seu quarto por um período que pareceu interminável, quinze longos dias mergulhado em um turbilhão de pensamentos sombrios e angústia incontrolável. Foi então que, em meio à escuridão que me envolvia, conheci uma pessoa que se tornaria um catalisador para o meu declínio ainda maior: um traficante local.

Ele oferecia suas mercadorias na porta da casa da minha mãe, uma tentação que se revelou difícil de resistir. Comprava drogas, mergulhando mais fundo em um abismo de autodestruição. Logo, vi-me incapaz de manter-me funcional. Meus compromissos foram sendo deixados de lado, meu trabalho abandonado.

Desesperado, busquei amigos em busca de uma solução para minha angústia. Propostas de ajuda surgiram, mas eu já estava tão imerso em meu próprio desespero que mal conseguia enxergar uma saída. Era como se estivesse afundando em um pântano de vício e desespero, incapaz de encontrar uma saída.

Enquanto isso, os sinais de declínio se tornavam cada vez mais evidentes. Minha saúde física e mental sofria um declínio acentuado, refletido em um emagrecimento significativo e alucinações perturbadoras. Lembro-me vividamente de um episódio em que vi objetos se movendo diante de mim, uma manifestação clara do estado caótico da minha mente.

Um traficante, cujas mercadorias alimentavam meu vício, foi o mensageiro de um aviso sombrio: minha vida estava por um fio. Foi um alerta que ecoou profundamente em minha alma, despertando um arrependimento doloroso e uma súplica silenciosa por misericórdia divina.

Naquele momento de desespero, experimentei uma sensação de renovação, uma luz no fim do túnel em meio à escuridão que me envolvia. Foi como se uma mão invisível tivesse me erguido das profundezas do abismo, oferecendo-me uma segunda chance de vida. No entanto, mesmo diante desse milagre, eu hesitei em abandonar meus velhos hábitos. Apeguei-me à minha rotina autodestrutiva, incapaz de compreender plenamente a magnitude da graça que me foi concedida. Então, uma oportunidade surgiu, uma chance de recomeço em Porto de Galinhas, Pernambuco.

Então, com 25 quilos a menos eu estava deitado na cama, recordo-me claramente de estar com o notebook no colo, assistindo a alguns vídeos. Naquele momento, eu estava sofrendo alucinações; via fotos das pessoas nos vídeos, mas essas imagens eram estáticas, não vídeos propriamente ditos. Lembro-me distintamente das palavras do traficante, alertando-me para agir com cautela, pois meu corpo começaria a se contrair quando a overdose se aproximasse, e isso significaria o fim. 

E foi exatamente o que aconteceu: comecei a sentir minhas pernas contraindo, começando pelos pés e subindo pelo tronco até o pescoço. Quando meu rosto começou a se contrair, como ele havia previsto, pensei que era o fim. No entanto, um profundo arrependimento tomou conta de mim e, em um impulso, clamei por misericórdia ao Senhor, pedindo uma segunda chance, pois não queria morrer.

Foi então que toda a sensação de câimbra e contração que havia tomado meu corpo começou a retroceder. Acredito que, naquele momento, a morte estava prestes a me levar, como se o Anjo da Morte estivesse presente, mas meu pedido de socorro a Jesus reverteu aquela situação. Foi um momento de restauração incrível, onde a morte perdeu sua presa sobre mim.

Curiosamente, quando finalmente me senti restabelecido, sentei-me na cama, com uma cerveja gelada na mesa ao meu lado, acendi um cigarro e continuei bebendo, como se nada tivesse acontecido. Era como se eu estivesse insensível ao milagre que acabara de ocorrer. Nos dias seguintes, continuei bebendo e usando drogas, sem uma compreensão real do que havia acontecido.

E então, de repente, surgiu a oportunidade de ir para Porto de Galinhas. Não tenho ideia de como consegui comprar a passagem e lidar com todas as questões práticas, estando em um estado tão debilitado. Meus pais, possivelmente influenciados pelo Espírito Santo, permitiram que eu partisse, mesmo diante de um cenário tão sombrio. Ao chegar em Porto de Galinhas, encontrei um amigo com um negócio promissor e, embora ele não soubesse da minha situação, acreditei na oportunidade como uma possível salvação. Então, embarquei nessa jornada, mesmo estando fisicamente e emocionalmente abalado.

Esse amigo ofereceu-me a oportunidade de se juntar a ele em um empreendimento promissor. Era a oportunidade de escapar do ciclo vicioso que me aprisionava, mas, mais uma vez, minha determinação foi enfraquecida pela influência devastadora das drogas. Apesar dos meus esforços para mudar minha vida, percebi que estava numa encruzilhada. Precisava desesperadamente de uma mudança, mas parecia incapaz de dar o primeiro passo em direção à sobriedade e à redenção. Foi então que, num momento de clareza, decidi buscar ajuda divina.

Encontrei refúgio em uma igreja local, onde fui acolhido pelo diácono Amaro. Sob sua orientação amorosa, iniciei uma jornada de cura espiritual e renovação. Foi um processo árduo e doloroso, marcado por desafios e recaídas, mas, com o apoio da comunidade da igreja e minha fé inabalável, a condição que a graça de Deus me forneceu, encontrei força para superar a maior parte das minhas deformidades e conflitos internos. 

Todos os dias, de segunda a sexta-feira, às 5 da manhã, iniciava-se a reunião. Encontrei um apartamento cerca de uma hora a pé, pois estava sem carro em Porto de Galinhas. Pontualmente às 4:00 da manhã, partia de casa em direção à Igreja Presbiteriana de Porto de Galinhas, onde participava da reunião de oração das 5 às 6. Após o término da reunião, retornava para casa. O condomínio onde estava hospedado oferecia área de lazer com churrasqueira e piscina. Era frequente adquirir cerveja e cigarros para consumir após a reunião.

Um dia, durante esses encontros pós-reunião, conheci um grupo de pessoas de São Paulo. Em meio a conversas amigáveis, um deles, com origens italianas, brincou sobre minha mudança de hábitos desde que comecei a frequentar a igreja. Gradualmente, fui me afastando dos antigos padrões. Mesmo ao comprar cerveja e cigarros, após a reunião, percebia que algo havia mudado. O gosto já não era o mesmo, como se algo dentro de mim estivesse se transformando.

Numa reviravolta surpreendente, acabei me envolvendo cada vez mais com a igreja local. Deixei para trás os velhos hábitos e até mesmo desfiz uma sociedade que havia estabelecido anteriormente. Anos mais tarde, já casado, busquei reconciliação com aqueles com quem havia me desentendido, mas nem todos estavam dispostos a perdoar.

Essas experiências me fizeram refletir sobre o perdão e o peso do passado em nossas vidas. Embora não seja possível voltar atrás, reconheço o valor do perdão e da libertação que ele proporciona. A jornada espiritual que empreendi desde então foi marcada por encontros providenciais e transformações profundas.

Nessa época, fui acolhido por um irmão na fé, Amaro, um pescador local que se tornou uma verdadeira bênção em minha vida. Seu apoio e orientação foram fundamentais para minha caminhada espiritual. Através dele, compreendi a amplitude do amor de Deus, capaz de alcançar mesmo os mais perdidos e desgarrados.

Hoje, olho para trás e vejo como Deus usou cada pessoa e cada experiência para me conduzir a um novo caminho. Sou grato pela transformação que Ele operou em minha vida, tirando-me da escuridão do pecado e conduzindo-me a uma vida com propósito e significado. Sua graça e amor são reais, e sou testemunha viva disso em minha própria história.

Depois disso muita coisa aconteceu, e os detalhes serão contados em um livro no futuro. 

Hoje, olho para trás e vejo o quão longe cheguei desde aqueles dias sombrios. Sou grato pela segunda chance que me foi concedida e pela oportunidade de viver uma vida livre das correntes do vício. Minha história é um testemunho do poder transformador da fé e da redenção, e espero que possa inspirar outros a encontrarem sua própria jornada de cura e renovação.

Se olharmos para os relatos que compartilhei, é evidente como a narrativa demonstra a dependência total da graça de Deus. Em cada situação, desde os momentos de afastamento da fé até os períodos mais sombrios de vício e desespero, não há nada que sugira mérito próprio ou capacidade de saída por conta própria.

Desamparo nas Drogas: Eu descrevo como, mesmo com todas as tentativas de sair do vício, acabei ainda mais profundamente envolvido. Isso ilustra a incapacidade humana de se libertar de suas próprias correntes.

O Chamado de Deus: Mesmo quando tudo parecia perdido e a morte parecia iminente, é perceptível como o meu pedido de socorro não veio de uma posição de retidão ou mérito próprio. Eu estava completamente entregue ao vício, mas o clamor por ajuda veio como um reconhecimento da sua completa incapacidade de se salvar.

Provisão Divina: A oportunidade de recomeçar em Porto de Galinhas, o convite para um novo empreendimento e até mesmo a jornada até lá são todos exemplos da provisão divina. Não havia mérito ou capacidade própria em qualquer uma dessas situações, mas sim uma intervenção divina que abriu caminhos onde não havia saída.

Arrependimento e Restauração: Mesmo após receber a segunda chance, você reconhece que continuou a cair nas armadilhas do vício. Isso demonstra como a libertação e a restauração não foram conquistadas por esforço próprio, mas foram presentes da graça de Deus, que agiu apesar da sua fraqueza e falha contínuas.

Em resumo, meu testemunho destaca a realidade bíblica de que "não há um justo, nem um sequer" (Romanos 3:10) e que "toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vêm do alto" (Tiago 1:17). Minha história é um testemunho poderoso da graça de Deus que opera mesmo nas situações mais desesperadoras e nas vidas mais fracas.

Leonardo Lima Ribeiro 

Jesus: Um Chamado à Compreensão Profunda e à Comunhão Autêntica

(Täby, Suécia)

Quando Jesus chegou à região de Cesaréia de Filipe, perguntou aos seus discípulos: 'Quem os outros dizem que eu sou?' Eles responderam: 'Alguns dizem que és João Batista; outros, Elias; e, ainda outros, Jeremias ou um dos profetas'. 'E vocês?', perguntou ele. 'Quem vocês dizem que eu sou?' Simão Pedro respondeu: 'Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo'. Jesus respondeu: 'Feliz é você, Simão, filho de Jonas! Porque isso não lhe foi revelado por carne ou sangue, mas por meu Pai que está nos céus. 

E eu lhe digo que você é Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do Hades não poderão vencê-la. Eu lhe darei as chaves do Reino dos céus; o que você ligar na terra terá sido ligado nos céus, e o que você desligar na terra terá sido desligado nos céus'. Então ordenou aos discípulos que não dissessem a ninguém que ele era o Cristo." (Mateus 16:13-20)

Cada grupo tinha sua própria interpretação, sua própria expectativa sobre quem Jesus era.

Porque Só o Espirito Santo pode mostrar Jesus como Ele é:

Mateus 16:15-16: "Mas e vocês?”, perguntou ele, “Quem vocês dizem que eu sou? ” Simão Pedro respondeu: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”.

Marcos 8:29: "E ele perguntou-lhes: Mas vós, quem dizeis que eu sou? Pedro, respondendo, lhe disse: Tu és o Cristo."

Lucas 9:20: "Indagou-lhes: E vós, quem dizeis que eu sou? Respondendo, Pedro lhe disse: O Cristo de Deus."

E então Jesus, depois de ouvir as respostas dos discípulos sobre o que as pessoas pensavam dele, faz a pergunta mais crucial: "Mas vós, quem dizeis que eu sou?" Essa é a pergunta que realmente importa. Não importa o que os outros dizem, importa o que você diz. Pedro, então, respondeu: "Tu és o Cristo".

Além da resposta de Pedro, outros discípulos também expressaram suas percepções sobre a identidade de Jesus em outros contextos. Aqui estão alguns exemplos:

João Batista: Em João 1:29-34, João Batista testifica que Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo e confirma sua identidade como o Filho de Deus.

Natanael: Em João 1:49, Natanael declara sua fé em Jesus, reconhecendo-o como o Filho de Deus e o Rei de Israel.

Marta: Em João 11:27, Marta expressa sua convicção de que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, aquele que havia de vir ao mundo.

E essa é a resposta que Jesus espera de cada um de nós. Ele não quer apenas ser uma figura histórica, um líder sábio ou um milagreiro, Ele quer ser reconhecido como o Cristo, o Filho de Deus, o Salvador. Essa é a base da verdadeira comunhão entre os cristãos: reconhecer e aceitar Jesus como Ele é, como o Cristo, e viver de acordo com essa verdade.

Então, quando falamos sobre as divisões nas denominações e nas igrejas, muitas vezes isso decorre de diferentes interpretações e expectativas sobre quem Jesus é. Mas o cerne da questão é se reconhecemos e aceitamos a verdadeira identidade de Jesus Cristo como o Cristo, o Filho de Deus.

Toda essa compreensão não vem apenas pela carne e pelo sangue, mas pelo Espírito. É o Espírito Santo que nos revela quem Jesus realmente é, e é através dessa revelação que podemos nos unir no mesmo espírito. Então, por mais que nos esforcemos para entender as diferentes doutrinas e interpretações, a verdadeira comunhão e unidade entre os cristãos só podem ocorrer quando reconhecemos Jesus como Cristo, revelado pelo Espírito Santo. É através dessa revelação que somos capacitados a amar a Deus sobre todas as coisas e ao nosso próximo como a nós mesmos, como Jesus nos amou.

Assim, o cerne da questão não está nas diferenças doutrinárias ou nas interpretações individuais, mas sim na revelação de Jesus pelo Espírito Santo, que nos une como um só corpo em Cristo.

Quando Jesus proclama 'Vinde a mim os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei', ele não está apenas oferecendo alívio para o peso que carregamos, mas também está convidando-nos a aprender com ele. Nessa declaração, Jesus revela não apenas sua compaixão infinita, mas também sua mansidão e humildade. Ele se apresenta como um mestre acessível, pronto para ensinar e orientar aqueles que reconhecem sua própria necessidade e buscam sua ajuda.

Ao fazer referência à sua própria mansidão e humildade, Jesus nos convida a adotar essas qualidades em nossas próprias vidas. Ele nos chama para seguir seu exemplo, mostrando-nos que o verdadeiro poder reside na gentileza e na humildade, e não na força ou na autoridade opressiva.

Além disso, Jesus nos lembra da importância de amar o próximo como ele nos amou. Ele nos ensina que o amor altruísta e sacrificial é o cerne de sua mensagem e exemplo de vida. Portanto, ao aceitar seu convite para aprender com ele, somos desafiados a cultivar um amor compassivo e abnegado pelos outros, seguindo o padrão estabelecido por Jesus.

Essa profundidade de significado por trás das palavras de Jesus nos lembra que seu convite vai além de um simples alívio para nossas cargas físicas e emocionais. Ele nos convida a uma jornada de transformação espiritual, moldando-nos à sua imagem de mansidão, humildade e amor incondicional."

Então, qual é a doutrina de Jesus? 

Essa é uma perspectiva profunda e transformadora sobre a doutrina de Jesus, quem Ele é?! 

A doutrina de Jesus é o amor. Quando compreendemos o amor que Jesus tem por nós, isso muda fundamentalmente nossa visão da igreja e do mundo ao nosso redor. Esse amor não apenas nos transforma individualmente, mas também nos capacita a enxergar as outras pessoas com os olhos de Cristo.

Esse amor de Jesus é pessoal e profundo, alcançando cada aspecto de quem somos. Ele nos ama incondicionalmente e deseja ter um relacionamento íntimo conosco. Quando nos rendemos a esse amor, somos transformados e capacitados a amar os outros da mesma maneira.

Como Ele nos ama incondicionalmente, somos chamados a amar os outros da mesma maneira. Esse amor transcende diferenças e preconceitos, nos capacitando a ver cada pessoa como alguém por quem Jesus morreu e deseja salvar. Aqueles que creem são salvos pela graça através da fé em Jesus Cristo, revelada pelo Espírito Santo.

Portanto, a essência da doutrina de Jesus é o amor que Ele demonstrou por nós na cruz, e é esse amor que nos capacita a viver de maneira transformada e a compartilhar esse amor com o mundo ao nosso redor, é aprofundar cada vez mais nosso entendimento e experiência desse amor transformador, permitindo que Ele nos molde à Sua imagem e nos capacite a viver uma vida cheia de amor, graça e verdade

O ponto de vista que estou apresentando destaca como as pessoas podem moldar suas crenças de acordo com os valores e as influências predominantes em suas vidas. Ao mencionar o "deus deste século", refere-se muitas vezes à ideia de idolatria das coisas materiais, do poder ou de outras formas de sucesso mundano. Nesse contexto, algumas pessoas podem reinterpretar a figura de Jesus para se alinhar com essas prioridades mundanas, criando uma versão de Jesus que justifica ou apoia suas ambições terrenas.

Da mesma forma, quando menciona aqueles que fazem da lei de Moisés o seu "Jesus", refere-se àqueles que seguem estritamente as prescrições e os mandamentos da lei, muitas vezes sem compreender o espírito por trás dessas leis ou sem considerar os ensinamentos mais amplos de compaixão e amor ao próximo.

A frase "tudo aquilo que você adora, você se torna" aponta para a ideia de que aquilo em que você investe sua devoção e energia acaba moldando quem você é como pessoa. Se alguém coloca sua devoção em valores materiais ou em regras religiosas rigorosas, isso pode influenciar sua identidade e suas ações de maneira significativa.

Em última análise, essa reflexão sugere a importância de uma busca sincera pela verdade espiritual e pelo entendimento mais profundo dos ensinamentos religiosos, a fim de evitar a armadilha de criar uma versão distorcida de Jesus ou de qualquer outra figura religiosa que sirva apenas aos nossos próprios desejos e expectativas.

E se formos mais além:

Essa observação destaca como nossas crenças e interpretações religiosas podem influenciar nossas atitudes e comportamentos em relação aos outros. Quando alguém idolatra Mamom, que representa a riqueza e o materialismo, é provável que sua perspectiva religiosa seja centrada no sucesso material e na prosperidade financeira. Eles podem interpretar o evangelho de acordo com esses valores, buscando a aprovação de Deus através da conquista de riquezas e bens materiais.

Por outro lado, aqueles que adotam uma abordagem legalista baseada na lei de Moisés podem se tornar mais propensos a julgar e condenar os outros com base em padrões rígidos de comportamento moral. Eles podem se concentrar mais em apontar o pecado e em julgar os outros do que em demonstrar amor e compaixão.

Essa dinâmica ressalta a importância de uma compreensão equilibrada e compassiva da fé religiosa. É fundamental evitar extremos, seja na busca obsessiva por riqueza material ou na aplicação severa e inflexível da lei religiosa. Em vez disso, o verdadeiro evangelho promove valores de amor, compaixão, perdão e justiça, convidando-nos a buscar uma conexão mais profunda com Deus e a viver de maneira a refletir esses valores em nossas interações com os outros.

"Cada pessoa cria sua própria imagem de Jesus. Há o Jesus da paz e do amor, que se diz ter morrido para nos libertar, mas muitos ainda se sentem aprisionados. É o Jesus filosófico, o Jesus da paz e do amor, cuja mensagem parece não ter impacto real na vida das pessoas. O Jesus que cada um de nós imagina é moldado pelas nossas próprias expectativas. Por isso, quando não estamos dispostos a abandonar essas expectativas, torna-se difícil enxergar Jesus como ele realmente é. Ao longo da história, especialmente nos tempos de Jesus, como os fariseus e até mesmo Judas, as pessoas esperavam um libertador que as tirasse de sua condição de opressão. Porém, quando Jesus foi preso, permaneceu calado e não desceu da cruz, essas expectativas foram frustradas. E essa frustração impediu que muitos vissem a verdadeira natureza dele."

"A decisão de conhecer verdadeiramente Jesus, como ele é, é crucial. Caso contrário, corremos o risco de construir uma versão dele que se encaixe em nossas próprias expectativas, intelecto ou interpretações doutrinárias.

Essa tendência à diversidade de percepções sobre Jesus frequentemente resulta na multiplicidade de igrejas e denominações, cada uma moldando sua própria compreensão e prática da fé. Embora possamos afirmar que seguimos o mesmo Espírito e adoramos o mesmo Jesus, a realidade é que nossas interpretações e entendimentos podem variar consideravelmente.

A verdadeira revelação de Jesus, iluminada pelo Espírito Santo, tem o poder de unir o corpo de Cristo, ao invés de dividi-lo. É quando nos permitimos ser guiados pelo Espírito que transcendemos as barreiras da carne, das interpretações humanas e das doutrinas sectárias que podem nos separar. Em vez disso, é a busca sincera pela verdade espiritual e a comunhão com o Espírito que nos ajuda a encontrar uma unidade genuína na fé."

"O Espírito de Deus tem o poder de unir todos aqueles que têm a revelação genuína de Cristo. Os apóstolos, ao disseminarem a mensagem em diferentes lugares, transmitiram a mesma doutrina impulsionados pelo Espírito Santo, formando discípulos de Jesus Cristo. Independentemente das diferenças culturais, essas comunidades se uniram como um só corpo, um só Espírito, uma só fé e um só batismo.

No entanto, ao longo do tempo, divisões surgiram não por influência do Espírito Santo, mas por intervenção humana e, possivelmente, influências malignas. As doutrinas introduzidas pelos homens, ao invés de serem fundamentadas em Cristo e no Espírito, começaram a fragmentar o corpo de Cristo. Essas divisões foram exacerbadas pelas interpretações individuais e pelas agendas teológicas, levando à desunião na comunidade cristã.

Portanto, é essencial retornar ao fundamento de Cristo e à orientação do Espírito Santo para superar essas divisões criadas pelo homem. A verdadeira unidade na fé deve ser buscada com base na revelação de Cristo e na inspiração do Espírito de Deus, transcendendo as interpretações e doutrinas humanas que nos separam."

Vejamos: 

Sobre a diversidade cultural sendo superada pela unidade em Cristo:

Gálatas 3:28: "Não há judeu nem grego, escravo nem livre, homem nem mulher; pois todos são um em Cristo Jesus."

Sobre a importância do Espírito Santo na unidade da fé:

Efésios 4:3: "Façam todo o esforço para conservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz."

Sobre a importância de fundamentar nossa fé em Cristo:

Colossenses 2:6-7: "Portanto, assim como vocês receberam Cristo Jesus, o Senhor, continuem a viver nele, enraizados e edificados nele, firmados na fé, como foram ensinados, transbordando de gratidão."

Sobre o perigo das divisões causadas por doutrinas humanas:

Colossenses 2:8: "Cuidado que ninguém os escravize a filosofias vãs e enganosas, que se baseiam nas tradições humanas e nos princípios elementares deste mundo, em vez de se basearem em Cristo."

Sobre a unidade na fé através do Espírito Santo:

1 Coríntios 12:13: "Pois todos nós fomos batizados por um só Espírito, a fim de sermos um só corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres, e a todos nós foi dado beber de um só Espírito."

"Quando nos aproximamos de Deus através da oração, do jejum, da meditação na Palavra e da comunhão com Ele, abrimos espaço para uma compreensão mais íntima de quem Ele é. Ele transcende a mera compreensão doutrinária e se revela como uma presença viva e pessoal em nossas vidas.

Ao cultivarmos essa relação pessoal com Deus, Ele nos conduz além das divisões criadas pelos homens e nos permite reconhecer a essência comum da fé em Jesus Cristo. Em vez de nos apegarmos rigidamente às nossas próprias interpretações doutrinárias ou expectativas pessoais, somos convidados a buscar uma comunhão autêntica com Ele.

Nesse espaço de comunhão íntima com Deus, somos capacitados a enxergar além das diferenças superficiais e a nos unir em amor e unidade com nossos irmãos e irmãs na fé. É através desse relacionamento transformador com Deus que encontramos a verdadeira fonte de comunhão e unidade entre os cristãos, independentemente de suas denominações

Sobre a importância da comunhão íntima com Deus:

Tiago 4:8: "Cheguem perto de Deus, e Deus se chegará a vocês. Lavem as mãos, pecadores; purifiquem o coração, vocês que são indecisos."

Sobre a unidade dos crentes em Cristo:

Efésios 4:3: "Façam todo o esforço para conservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz."

Sobre a transcendência da compreensão doutrinária pela relação pessoal com Deus:

João 17:3: "E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste."

Sobre o papel do Espírito Santo na unificação dos crentes:

1 Coríntios 12:13: "Pois em um só Espírito fomos todos nós batizados em um corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres; e a todos nós foi dado beber de um só Espírito."

Sobre o amor como vínculo de perfeição e unidade:

Colossenses 3:14: "E, sobre tudo isto, revesti-vos do amor, que é o vínculo da perfeição."

Essas reflexões são profundas e nos convidam a uma análise pessoal e espiritual sobre a natureza da nossa fé e adoração. O questionamento sobre qual Jesus estamos adorando é crucial, pois muitas vezes criamos uma imagem de Jesus que se alinha com nossas próprias expectativas e desejos, transformando nossas próprias necessidades e vontades em um ídolo.

A referência a adorar o próprio ventre, encontrada em Judas 1:16, destaca como podemos nos tornar escravos de nossos próprios desejos e expectativas, colocando-os acima do verdadeiro propósito de nossa adoração a Deus.

O livro de Judas é uma carta breve, composta por apenas 25 versículos, e aborda principalmente a questão da apostasia e da necessidade de permanecer firme na fé em meio à influência de falsos mestres e ensinamentos distorcidos dentro da comunidade cristã. Vou analisar o capítulo como um todo para aprofundar a compreensão sobre a referência à adoração do próprio ventre.

O capítulo de Judas começa com uma saudação padrão, onde Judas se identifica como servo de Jesus Cristo e irmão de Tiago, e então passa a abordar diretamente o propósito de sua carta. Ele expressa sua preocupação com a necessidade de exortar os crentes a lutar pela fé que foi entregue uma vez por todas aos santos, contra os falsos mestres que haviam se infiltrado entre eles (versículos 3-4).

Judas então descreve esses falsos mestres como pessoas ímpias que distorcem a graça de Deus para satisfazer seus próprios desejos sensuais e arrogantes. Ele os compara a pessoas que rejeitaram a autoridade de Deus no passado e foram destruídas por sua própria rebelião (versículos 5-7). Aqui já vemos a ideia de satisfazer os próprios desejos e a consequência de tal atitude.

Em seguida, Judas oferece uma série de exemplos de como esses falsos mestres se comportam, destacando sua falta de reverência por figuras de autoridade, sua arrogância e suas tendências imorais. Ele os compara a nuvens sem água e árvores sem frutos, sugerindo que são inúteis e infrutíferos espiritualmente (versículos 8-16).

É neste contexto que encontramos a referência à adoração do próprio ventre no versículo 16. Aqui, Judas está destacando a natureza egocêntrica e indulgente desses falsos mestres, que colocam seus próprios desejos e prazeres acima da vontade de Deus. Ao invés de buscar a santidade e a vontade divina, eles buscam apenas satisfazer seus próprios impulsos carnais, tornando-se escravos de seus próprios desejos.

Essa adoração do próprio ventre é uma forma de idolatria, onde os desejos pessoais e as necessidades físicas são colocados no lugar de Deus. Em vez de buscar a orientação e a vontade de Deus em suas vidas, esses falsos mestres seguem seus próprios instintos e apetites, colocando-se no centro de sua própria adoração e colocando seus próprios desejos acima dos princípios e valores espirituais.

Eu quero apontar corretamente que Jesus não veio para satisfazer nossas expectativas terrenas, mas para revelar o Pai e nos conduzir à verdadeira compreensão de quem Deus é. Às vezes, nossas expectativas podem ser frustradas, mas isso pode ser parte do amor de Deus por nós, permitindo-nos ver além de nossas próprias limitações e compreender a verdade mais profunda de Sua natureza e propósito.

Novamente eu digo: é essencial buscar uma relação autêntica e íntima com Deus, permitindo que Ele nos revele a verdade sobre Si mesmo, mesmo que isso signifique abandonar nossas próprias expectativas e desejos. Somente assim podemos conhecer a Deus como Ele é verdadeiramente e experimentar a plenitude de Sua graça e amor em nossas vidas.

Sobre a importância de conhecer a verdadeira natureza de Deus além de nossas expectativas pessoais:

João 4:24: "Deus é Espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade."

Sobre a vontade de Deus de nos revelar Sua verdadeira natureza:

João 14:9: "Jesus respondeu: ‘Filipe, eu estou há tanto tempo com vocês, e ainda não me conhece? Quem me vê, vê o Pai. Como você pode dizer: ‘Mostre-nos o Pai’?"

Sobre a confiança em Deus mesmo quando nossas expectativas são frustradas:

Provérbios 3:5-6: "Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apoie em seu próprio entendimento; reconheça o Senhor em todos os seus caminhos, e ele endireitará as suas veredas."

Sobre a busca pela verdadeira sabedoria e entendimento de Deus:

Provérbios 9:10: "O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo é entendimento."

Sobre a importância de buscar a vontade de Deus acima de nossas próprias vontades:

Mateus 6:10: "Venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu."

No contexto do livro de Judas, há uma ênfase na necessidade de discernimento espiritual e de evitar ser enganado por falsos mestres e doutrinas distorcidas. Isso se relaciona com a importância de conhecer Jesus como ele realmente é, em oposição a uma versão distorcida ou mal interpretada dele. Assim como Judas alerta contra a falsidade e a manipulação no contexto espiritual, reconhecer a verdadeira identidade e natureza de Jesus é fundamental para evitar ser conduzido ao erro ou à idolatria.

Leonardo Lima Ribeiro 

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Vivendo pela Fé: A Jornada do Crescimento Espiritual

(Mannheim, Alemanha)

No corpo, onde encontramos a obra da carne:

Gálatas 5:19-21 (NVI): "Ora, as obras da carne são manifestas: prostituição, impureza, libertinagem, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam."

Desenvolver pela fé hoje envolve entrar em mim e através de mim. Quase sucumbi, mas aprendi. Estou falando sobre sabedoria e maturidade espiritual. Quando alguém maduro em Deus recebe uma revelação, ou busca conselho de alguém mais sábio, absorve essa sabedoria como um tesouro, decidindo viver conforme o que recebeu. Essa vivência forja sua vida, manifestando poder e unção.

Às vezes, nas igrejas com muitos pastores e líderes, surge uma confusão. Pessoas se apegam às figuras mais influentes, em vez de buscarem aqueles que têm a unção necessária para suas vidas. Isso não tem a ver com dinheiro ou status; é sobre a obra do Espírito. Ciúmes e invejas são obras da carne, enquanto a verdadeira unção é invisível aos olhos naturais, mas atrai pessoas em busca da presença de Deus.

Preocupar-se com números é uma preocupação carnal. Devemos dar atenção àqueles que Deus nos traz, não aos que atraímos com nossos próprios atrativos. A verdadeira unção não se baseia em status, posição ou entretenimento; é o que somos em Cristo que realmente importa. Paulo, por exemplo, deixou para trás todo poder terreno para se tornar quem Deus o chamou para ser.

O propósito de Paulo não foi reconhecido imediatamente; levou anos de preparação e construção da identidade em Cristo. Somente quando outros líderes reconheceram a graça sobre sua vida é que seu ministério começou a florescer. O Espírito Santo não se dobra à nossa compreensão; nós é que devemos nos moldar à verdade revelada por Ele.

No reino de Deus, não há hierarquia de autoridade como no mundo. Todos os membros do corpo de Cristo são honrados igualmente, independentemente de seu papel visível. Devemos honrar uns aos outros e reconhecer que é natural seguir aqueles que têm mais experiência e unção. Não há necessidade de manipulação ou controle; a verdadeira liderança é baseada na fé e na obra do Espírito Santo."

Desenvolvimento pela fé e vida em Cristo:

"Pois nele vivemos, nos movemos e existimos" (Atos 17:28a).

"Já estou crucificado com Cristo; e vivo não mais eu, mas Cristo vive em mim" (Gálatas 2:20a).

Sabedoria e busca por orientação espiritual:

"Se algum de vocês tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá livremente" (Tiago 1:5a).

"O temor do Senhor é o princípio da sabedoria; todos os que cumprem os seus preceitos revelam bom senso" (Salmo 111:10).

Unção e poder espiritual:

"O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para pregar boas novas aos pobres" (Lucas 4:18a).

"Porque o Reino de Deus não consiste em palavras, mas em poder" (1 Coríntios 4:20).

Ciúmes e obras da carne:

"Porque onde há inveja e espírito faccioso, aí há perturbação e toda obra perversa" (Tiago 3:16).

"Os desejos da carne são contra o Espírito, e estes são contrários um ao outro, para que não façais o que quereis" (Gálatas 5:17).

Reconhecimento de autoridade espiritual:

"E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, alma e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo" (1 Tessalonicenses 5:23).

"O que receber um profeta, por ser profeta, receberá a recompensa de profeta; e o que receber um justo, por ser justo, receberá a recompensa de justo" (Mateus 10:4)

A alma é onde encontramos nossa razão, nossas emoções, sentimentos e nosso intelecto. O espírito é onde temos nossa realidade eterna, nossa realidade nascida de novo, nosso espírito vivificado, onde o Espírito Santo habita, onde Deus se manifesta através de nós. É pelo nosso espírito que Deus se manifesta, não pela nossa alma nem pelo nosso corpo.

A oração em línguas pode desempenhar um papel significativo no enfrentamento da depressão e de outras questões relacionadas à saúde mental. Embora seja importante abordar as causas físicas e emocionais desses problemas, não devemos subestimar o poder espiritual da oração em línguas.

Primeiramente, a oração em línguas é uma forma de comunicação direta com Deus, além das limitações da linguagem humana. Quando nos encontramos em um estado de depressão, muitas vezes é difícil encontrar as palavras certas para expressar nossos sentimentos e preocupações. Nesses momentos, a oração em línguas pode servir como uma maneira de nos conectar com Deus em um nível mais profundo, permitindo que Ele interceda por nós de acordo com a Sua vontade (Romanos 8:26-27).

Além disso, a oração em línguas pode trazer paz e consolo ao nosso espírito, ajudando-nos a superar os sentimentos de tristeza e desespero que frequentemente acompanham a depressão. Ao nos entregarmos à direção do Espírito Santo em nossas orações, podemos experimentar uma sensação renovada de esperança e confiança na soberania de Deus sobre nossas vidas (Filipenses 4:6-7).

Por fim, a oração em línguas pode desempenhar um papel na renovação da nossa mente e na transformação dos padrões de pensamento negativos que contribuem para a depressão. Ao nos envolvermos regularmente nesse tipo de oração, somos capacitados pelo Espírito Santo a discernir e rejeitar os pensamentos destrutivos que nos mantêm cativos, substituindo-os pela verdade libertadora da Palavra de Deus (2 Coríntios 10:3-5).

A depressão também pode ser causada por deformidades na alma, por lacunas, feridas ou coisas que foram impressas na alma ao longo da vida da pessoa. A alma é onde reside nossa personalidade, emoções e intelectualidade. Ela pode ter sofrido impactos, traumas e circunstâncias que geraram desequilíbrios emocionais. Existem também problemas espirituais, causados por influência de seres espirituais malignos, que podem gerar problemas na vida das pessoas.

Se entendermos isso e desenvolvermos nossa fé, podemos buscar a cura nessas áreas. A cura pela fé envolve entender a origem do problema e lidar com ele diretamente. O jejum, por exemplo, enfraquece a natureza do nosso corpo, fortalecendo a do espírito. Enquanto isso, a oração em línguas fortalece nossa comunhão com Deus e nos ajuda a acessar a sabedoria e a paz que vêm do Espírito.

Vamos lá, seguindo no mesmo entendimento, observemos uma característica do fruto do Espirito:

Domínio próprio e longanimidade. Imagine-se nesta situação: aprisionado pelo medo e insegurança, sentindo-se oprimido pela depressão e até mesmo pelo desejo de suicídio. Essas são as correntes da sua natureza antiga, e ainda assim, você está suscetível às influências demoníacas que podem perturbar ou dificultar sua vida cotidiana. Então, você ouve a mensagem do Evangelho e compreende, pelo Espírito, que precisa de um Salvador, alguém que te salve da sua condição pecaminosa. 

Você crê em Jesus Cristo e recebe a fé para isso. Logo após a sua fé, vem o batismo, seguindo a ordenança bíblica de crer e ser batizado para a salvação. Então, você recebe a nova natureza e seu espírito é vivificado, possibilitando que você viva de acordo com os ensinamentos do Evangelho.

Efésios 2:8-9 (NVI): "Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie."

João 14:26 (NVI): "Mas o Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito."

João 16:13 (NVI): "Quando vier, porém, aquele Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará as coisas que hão de vir."

Primeiramente, a oração em línguas nos conecta de forma íntima com o Espírito Santo, permitindo que Ele ore através de nós de acordo com a vontade de Deus (Romanos 8:26-27). Essa comunicação direta com o Espírito fortalece nossa nova natureza espiritual, enfraquecendo os impulsos da nossa natureza antiga, marcada pelo pecado e pelas fraquezas humanas.

Além disso, o jejum nos ajuda a disciplinar nosso corpo e nossa mente, fortalecendo nossa capacidade de resistir às tentações e de exercer domínio próprio (1 Coríntios 9:27). Ao negarmos as necessidades físicas em favor da busca espiritual, demonstramos nossa disposição em priorizar as coisas do Reino de Deus sobre as coisas deste mundo passageiro.

Por fim, a meditação na Palavra nos alimenta espiritualmente e nos capacita a renovar nossa mente com os princípios e valores do Reino (Romanos 12:2). Ao mergulharmos nas Escrituras, somos confrontados com a verdade de quem somos em Cristo e somos capacitados a viver de acordo com essa identidade transformada.

Consequentemente, à medida que incorporamos essas práticas espirituais em nossa vida diária, nossa alma — que inclui nossos sentimentos, emoções, razão e intelectualidade — é gradualmente transformada para refletir a nova mentalidade que recebemos em Cristo (Efésios 4:22-24). O desânimo e a depressão cedem lugar à coragem e à esperança, enquanto a insegurança é substituída pela confiança e pela fé na suficiência de Deus.

Como resultado, nossa perspectiva em relação à vida se transforma e nossa interação com as pessoas reflete o amor, a graça e a sabedoria que recebemos do Senhor. Essas práticas espirituais não apenas fortalecem nossa comunhão com Deus, mas também moldam nosso caráter e influenciam positivamente nosso testemunho e nosso impacto no mundo ao nosso redor.

É importante compreender que o Evangelho não se trata de uma mera intelectualidade ou ritualismo religioso. É sobre a revelação de Jesus Cristo, dada pelo Espírito Santo, e expressa através da Palavra de Deus. O Evangelho é uma vida transformada pela fé, não apenas uma atividade realizada ocasionalmente na igreja. Se não compreendermos essa realidade espiritual, não poderemos desfrutar da plenitude que o Evangelho oferece, incluindo a libertação de várias aflições da alma e do corpo.

Por fim, é interessante refletir sobre a proporção de pessoas que verdadeiramente vivem no Espírito, em comparação com aquelas que estão mais inclinadas à carne ou à alma. Talvez apenas uma pequena porcentagem esteja genuinamente engajada em uma jornada espiritual significativa. Essa é uma ponderação relevante para todos nós, pois revela a necessidade de um despertar espiritual e um compromisso mais profundo com a vida no Espírito.

É lamentável constatar que, nos dias atuais, é frequente observarmos indivíduos que assumem uma postura de controle sobre os outros. Muitas vezes, essas pessoas se apoiam em citações de Paulo ou outras passagens bíblicas para justificar tal atitude, impondo regras e limitações sobre aqueles ao seu redor. No entanto, essa conduta revela uma mentalidade carnal, caracterizada pelo egocentrismo, egoísmo, inveja e ciúmes, que inevitavelmente resultam em insegurança e medo para todos os envolvidos.

Essa postura de controle sobre os outros muitas vezes está enraizada em uma deformidade da alma, que é o centro das emoções, sentimentos e vontades. Quando a alma não está alinhada com os princípios espirituais, ela pode se tornar distorcida, manifestando características como egocentrismo, egoísmo, inveja e ciúmes.

O egocentrismo, por exemplo, leva a pessoa a colocar seus próprios interesses acima de tudo, ignorando ou menosprezando as necessidades e sentimentos dos outros. Isso cria uma atmosfera de controle, onde a pessoa busca impor sua vontade sobre os demais, muitas vezes justificando suas ações com interpretações distorcidas de passagens bíblicas.

O egoísmo, por sua vez, leva ao desejo desmedido de satisfazer apenas os próprios desejos e necessidades, sem considerar o impacto que isso pode ter nas vidas dos outros. Essa mentalidade egoísta pode levar à manipulação e exploração das pessoas ao redor, em busca de benefício próprio.

A inveja e o ciúmes também desempenham um papel importante nesse contexto. Quando alguém se sente ameaçado pela felicidade, sucesso ou bênçãos dos outros, pode agir de forma controladora para tentar manter essas pessoas sob seu domínio, com medo de perder sua própria posição ou status.

Essas deformidades da alma não apenas prejudicam o indivíduo que as manifesta, mas também afetam aqueles ao seu redor, criando um ambiente tóxico de desconfiança, insegurança e conflito. É importante reconhecer esses padrões de comportamento e buscar a cura e transformação através da busca de uma vida alinhada com os princípios espirituais de amor, compaixão e respeito mútuo.

Diante disso, como devo agir com aqueles que me designam como seu pastor? A resposta não é impor normas ou monitorar suas escolhas. Ao contrário, incentivo-os a cultivar sua própria espiritualidade, buscando conhecimento em oração e na Palavra, para não serem enganados.

Já cometi o erro de tentar controlar as pessoas, mas percebi que cada um é responsável por sua vida e suas decisões. Alguns aprenderão pelo ensino, outros pelo erro, mas o importante é que todos aprendam, independente da forma como isso ocorrer.

Se eu pudesse deixar uma mensagem clara para aqueles que me ouvem, seria esta: quando você receber um ensinamento poderoso, viva-o. Não apenas ensine, mas viva e compartilhe com outros. Porém, é importante lembrar que falar sobre algo e viver de acordo com isso são coisas distintas. Muitas vezes, nos sentimos envergonhados quando não conseguimos viver aquilo que pregamos.

Por exemplo, ao falar sobre graça, podemos agir com falta de misericórdia, demonstrando que não entendemos verdadeiramente o conceito. A verdadeira graça não se baseia em merecimento, mas em um favor imerecido. Por isso, para falar sobre graça, é essencial vivê-la em nossa própria vida, permitindo que nossas ações reflitam a graça que recebemos de Cristo.

Ao compreendermos isso, perceberemos que nosso papel não é impor regras ou julgar, mas sim viver de acordo com os princípios que pregamos, sendo uma expressão do amor e da graça de Deus para com o próximo.

Certamente. Podemos expandir esse pensamento explorando a ideia de como nossa compreensão dos princípios do amor e da graça de Deus influencia não apenas nossas ações, mas também nossa percepção do mundo e das pessoas ao nosso redor. Ao adotarmos uma postura de vivência desses princípios, não apenas nos tornamos exemplos vivos do que pregamos, mas também moldamos nossa visão para enxergar o potencial e a dignidade em cada indivíduo, independentemente de suas circunstâncias ou histórico.

Podemos explorar como essa mentalidade transformadora nos capacita a acolher os outros com compaixão e compreensão, em vez de julgamento e condenação. Ao invés de nos concentrarmos em impor nossas próprias visões e expectativas sobre os outros, aprendemos a valorizar a diversidade de experiências e perspectivas, reconhecendo que cada pessoa tem uma história única e uma jornada espiritual individual.

Além disso, ao vivermos conforme os princípios do amor e da graça, somos desafiados a agir de maneira proativa na promoção da justiça e da reconciliação em nossas comunidades. Isso pode incluir o engajamento em iniciativas de ajuda humanitária, defesa dos direitos humanos e combate à injustiça social. Enquanto nos esforçamos para manifestar esses valores em nossas vidas diárias, tornamo-nos agentes de transformação positiva no mundo ao nosso redor.

Essa abordagem abrangente nos convida a uma jornada de crescimento espiritual contínuo, à medida que buscamos viver em harmonia com os princípios divinos do amor e da graça em todos os aspectos de nossas vidas."

1 Coríntios 13:1-3: "Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o sino que ressoa ou como o prato que retine. Ainda que eu tenha o dom de profecia e saiba todos os mistérios e todo o conhecimento, e tenha uma fé capaz de mover montanhas, se não tiver amor, nada serei. Ainda que eu dê aos pobres tudo o que possuo e entregue o meu corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me valerá."

Gálatas 5:22-23: "Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei."

Efésios 2:8-10: "Pois pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas."

1 João 4:7: "Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor é de Deus; e todo o que ama é nascido de Deus e conhece a Deus."

Atualmente, estou liderando aulas em 12 salas de ensino discipulado, onde abordamos o desenvolvimento espiritual através da fé. No entanto, é importante destacar que o objetivo do ensino não é impor mudanças às pessoas. Quando afirmamos que nossas salas são de discipulado de caráter cristão, não significa que buscamos transformar alguém à força. Nosso propósito é compartilhar insights sobre as realidades espirituais, permitindo que os participantes compreendam os conceitos discutidos.

É relevante ressaltar que o conteúdo que compartilho nessas salas representa apenas uma pequena parcela do meu conteúdo ministerial, é apenas uma forma de despertar as pessoas para sua vocação e encaminhá-las para a verdadeira jornada rumo a maturidade. Às vezes, sinto uma frustração construtiva ao observar pessoas agindo da mesma maneira que eu agia no passado, sem ter a capacidade de interferir. Não posso intervir porque também já percorri essa jornada. Durante um período de quatro anos, ensinei aquilo que acreditava ser uma realidade em minha vida, baseado em leituras, vídeos e ministrações. Eu pensava que estava vivendo aquilo que ensinava, mas a maior frustração veio quando percebi que meu entendimento ainda não se tornara uma consciência revelada e uma realidade espiritual.

Atualmente, estou começando a vivenciar uma outra parcela daquilo que ensinava, revisei alguns aspectos e percebo que continuo sendo moldado por esses ensinamentos. Se já estivéssemos completamente preparados, não precisaríamos do processo de aperfeiçoamento pelo fogo.

1 Pedro 1:7 (NVI): "para que a prova da sua fé, mais valiosa do que o ouro que perece, embora refinado pelo fogo, redunde em louvor, glória e honra, quando Jesus Cristo for revelado."

A situação financeira é um exemplo disso. Não basta apenas confessar riqueza e prosperidade se não houver paz interior. O verdadeiro teste é nossa reação diante das circunstâncias. Muitos pensam que viver pela fé significa agir imprudentemente, mas é essencial discernir entre fé e imprudência. Lidar com adversidades faz parte de nosso crescimento espiritual. Andar na fé, envolve andar conduzido pelo que Deus fala ao nosso espírito através do Espírito Santo.

O evangelho não se resume apenas a sofrimento ou vitória; é crucial equilibrar essas duas narrativas. A fé é sobrenatural e vai além do nosso entendimento, refletindo-se em nossas ações diárias. Nossa percepção das situações é moldada pela medida de fé que possuímos. 

Enfrentar as circunstâncias diariamente é o que nos aperfeiçoa.

Tiago 5:15 (NVI): "E a oração feita com fé salvará o doente; o Senhor o levantará. E se houver cometido pecados, ele será perdoado."

Mateus 9:22 (NVI): "Jesus voltou-se e, vendo-a, disse: 'Coragem, minha filha! A sua fé a curou'. E desde aquele momento a mulher ficou curada."

Lucas 8:48 (NVI): "Então ele lhe disse: 'Filha, a sua fé a curou! Vá em paz'."

Marcos 11:24 (NVI): "Portanto, eu lhes digo: Tudo o que vocês pedirem em oração, creiam que já o receberam, e assim lhes sucederá."

Recentemente, enfrentei problemas de saúde e minha reação revelou o nível de fé que tenho. A fé construída ao longo dos anos se mostrou presente, e não cedi ao medo ou desespero. Confiei a situação a Deus e fui curado. Essa experiência reforçou a ideia de que a fé é uma jornada contínua de crescimento, onde aprendemos, ensinamos e nos aperfeiçoamos no caminho da fé."

Hebreus 11:1 - "Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos."

Tiago 1:2-4 - "Meus irmãos, considerem motivo de grande alegria o fato de passarem por diversas provações, pois vocês sabem que a prova da sua fé produz perseverança. E a perseverança deve ter ação completa, a fim de que vocês sejam maduros e íntegros, sem lhes faltar coisa alguma."

Romanos 5:3-5 - "E não somente isso, mas também nos gloriamos nas tribulações, porque sabemos que a tribulação produz perseverança; a perseverança, um caráter aprovado; e o caráter aprovado, esperança. E a esperança não nos decepciona, porque Deus derramou seu amor em nossos corações, por meio do Espírito Santo que ele nos concedeu."

Filipenses 4:6-7 - "Não fiquem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus."

2 Coríntios 4:16-18 - "Por isso, não desanimamos. Embora exteriormente estejamos a desgastar-nos, interiormente estamos sendo renovados dia após dia, pois os nossos sofrimentos leves e momentâneos estão produzindo para nós uma glória eterna que pesa mais do que todos eles. Assim, fixamos os olhos, não naquilo que se vê, mas no que não se vê, pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno."

Conduzidos pela Fé: Ouça a Voz de Deus pelo Espírito Santo

Romanos 10:17 - "Assim, a fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Cristo."

Hebreus 11:1 - "Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos."

2 Coríntios 5:7 - "Porque vivemos por fé, e não pelo que vemos."

Tiago 1:6 - "Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando; porque o que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento, e lançada de uma para outra parte."

Marcos 11:24 - "Por isso vos digo que tudo o que pedirdes, orando, crede que o recebereis e tê-lo-eis."

Mateus 21:22 - "E, tudo o que pedirdes na oração, crendo, o recebereis."

Lucas 17:6 - "E o Senhor lhe disse: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a esta amoreira: Desarraiga-te daqui para lá, e ela há de transplantar-se; e nada vos será impossível."

Mateus 9:22 - "Jesus voltou-se e, vendo-a, disse: Tem ânimo, filha, a tua fé te salvou. E desde aquela hora a mulher ficou sã."

Andar na fé é muito mais do que apenas acreditar em algo; é uma jornada dinâmica e íntima com Deus. Envolve estar em sintonia com a voz do Espírito Santo, que nos guia, orienta e ensina em cada passo que damos. Quando nos entregamos a essa jornada espiritual, permitimos que Deus fale ao nosso espírito, revelando Sua vontade e direção para nossas vidas.

Essa caminhada na fé não é estática, mas sim um constante fluir de comunhão com o divino. É como seguir um mapa espiritual traçado pelo próprio Deus, onde Ele nos conduz pelos caminhos da verdade e da vida. Quando nos rendemos à voz do Espírito Santo, somos capacitados a tomar decisões sábias e a agir de acordo com os propósitos de Deus para nós.

Andar na fé implica em confiar plenamente em Deus, mesmo quando não compreendemos completamente Seus desígnios. É deixar de lado a nossa própria compreensão limitada e confiar na sabedoria e na orientação divina. Nesse processo, somos desafiados a abandonar o controle e a nos submeter à soberania de Deus em todas as áreas de nossas vidas.

Além disso, andar na fé envolve uma disposição constante para ouvir a voz de Deus e obedecer aos Seus mandamentos. Isso requer sensibilidade espiritual e uma profunda intimidade com o Pai celestial. À medida que nos rendemos ao Espírito Santo e permitimos que Ele nos conduza, experimentamos um crescimento espiritual e uma transformação interior que nos tornam mais semelhantes a Cristo.

Leonardo Lima Ribeiro 

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Caminhando na Luz: Paternidade Espiritual, Unidade com Cristo e Bênçãos da Submissão"

 

(Innsbruck, Áustria)

Quando refletimos sobre paternidade, seja ela biológica ou espiritual, é essencial considerar como aplicamos os princípios que aprendemos. Um dos princípios fundamentais da paternidade espiritual é o reconhecimento e a disposição para receber orientação e correção daqueles que exercem esse papel em nossas vidas.

Um versículo que ressalta a importância de ouvir conselhos e correções é Provérbios 12:15, que diz: "O caminho do insensato parece-lhe justo, mas o sábio ouve os conselhos." Aqui, somos incentivados a buscar sabedoria ao ouvir os conselhos daqueles que possuem entendimento.

Além disso, a paternidade espiritual também envolve a responsabilidade de instruir e orientar aqueles que estão sob nossa influência espiritual. O apóstolo Paulo exemplifica isso em 1 Tessalonicenses 2:11-12, onde ele escreve: "Assim como vocês sabem como tratamos cada um de vocês como um pai trata seus próprios filhos, nós os encorajamos, consolamos e os incentivamos a viver de maneira digna de Deus, que os chamou para o seu reino e glória."

Portanto, a aplicação prática dos princípios da paternidade espiritual é essencial para o crescimento e amadurecimento espiritual. Isso inclui a disposição para ouvir e receber orientação, bem como o compromisso de instruir e orientar outros no caminho da fé.

Além disso, é importante reconhecer que o modelo perfeito de paternidade espiritual é encontrado em Deus como nosso Pai celestial. Em Mateus 7:11, Jesus nos lembra: "Se vocês, apesar de serem maus, sabem dar boas coisas aos seus filhos, quanto mais o Pai de vocês, que está nos céus, dará coisas boas aos que lhe pedirem!"

Portanto, ao considerar a paternidade espiritual, devemos sempre buscar espelhar o amor, a sabedoria e a orientação de Deus em nossas próprias vidas e relacionamentos espirituais.

À medida que examino a sociedade ao meu redor, percebo uma crescente obsessão por sucesso e status material. No entanto, as Escrituras nos advertem sobre a futilidade de buscar riquezas terrenas, como vemos em Mateus 6:19-21. Jesus nos lembra de investir em tesouros celestiais, que têm valor eterno, em vez de nos prendermos a bens materiais que eventualmente se desvanecerão.

Além disso, quando considero como tomar decisões sábias em meio a tantas influências conflitantes, encontro conforto e orientação nas palavras de Provérbios 3:5-6. Confio no Senhor de todo o meu coração e não me apoio apenas no meu próprio entendimento limitado. Em vez disso, busco a orientação de Deus em todas as áreas da minha vida, confiando que Ele dirigirá os meus passos no caminho da retidão.

Outro aspecto importante é reconhecer a sabedoria que vem através da comunidade de fé e do conselho dos sábios, como nos ensina Provérbios 12:15. Não estou sozinho na jornada da vida; tenho a bênção de compartilhar experiências e aprender uns com os outros na comunidade de fé. Ao ouvir os conselhos dos mais experientes e buscar discernimento em conjunto, sou capacitado a tomar decisões mais sábias e alinhadas com a vontade de Deus.

Em última análise, compreendo que o conhecimento verdadeiramente transformador não é apenas intelectual, mas também espiritual e prático. É a integração do conhecimento com o amor, a humildade e a orientação divina que nos permite viver vidas significativas e alinhadas com os propósitos de Deus. Assim, continuo buscando crescer em sabedoria e conhecimento, sabendo que a verdadeira compreensão vem da aplicação ativa da Palavra de Deus em minha vida e na comunidade que Ele providenciou.



À medida que mergulhamos na jornada do conhecimento e da sabedoria, é essencial lembrar que nossa busca não é apenas por entendimento intelectual, mas também por uma profunda conexão espiritual com Cristo, capacitada pelo Espírito Santo. Nosso desejo por conhecimento deve estar enraizado no desejo de nos tornarmos mais semelhantes a Ele, refletindo Seu caráter e amor em todas as áreas de nossas vidas.

Quando consideramos a transformação do conhecimento em ação amorosa e humilde, somos lembrados da necessidade de estarmos unidos a Cristo, como ramos na videira, conforme Jesus nos ensina em João 15:5. É através do Espírito Santo que somos capacitados a viver em comunhão com Cristo, permitindo que Sua vida flua em nós e produza frutos que glorificam o Pai.

Assim, nossa busca por conhecimento e sabedoria não é apenas uma jornada intelectual, mas uma jornada espiritual de se tornar um com Cristo. Como Paulo escreve aos Gálatas em 2:20, "Já estou crucificado com Cristo; e vivo não mais eu, mas Cristo vive em mim." Essa união com Cristo não apenas nos transforma individualmente, mas também nos une como membros do corpo de Cristo, como Paulo descreve em 1 Coríntios 12:12-13.

Portanto, quando buscamos conhecimento e sabedoria, devemos fazê-lo em comunhão com o Espírito Santo, permitindo que Ele nos guie, nos ensine e nos capacite a viver vidas que glorificam a Deus. É através dessa união com Cristo que encontramos verdadeiro significado e propósito em nossas jornadas de aprendizado e crescimento espiritual.

União com Cristo através do Espírito Santo:

Romanos 8:9-11: "Vocês, porém, não estão sob o domínio da carne, mas do Espírito, se de fato o Espírito de Deus habita em vocês. E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo. Mas se Cristo está em vocês, o corpo está morto por causa do pecado, mas o espírito está vivo por causa da justiça. E, se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos habita em vocês, aquele que ressuscitou a Cristo dentre os mortos também dará vida aos seus corpos mortais, por meio do seu Espírito, que habita em vocês."

1 Coríntios 6:17: "Mas aquele que se une ao Senhor é um espírito com ele."

Gálatas 5:22-25: "Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei. Os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e os seus desejos. Se vivemos pelo Espírito, andemos também pelo Espírito."

Transformação do conhecimento em ação amorosa e humilde:

Filipenses 2:3-5: "Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos. Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros. Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus."

Tiago 1:22: "Sejam praticantes da palavra, e não apenas ouvintes, enganando-se a si mesmos."

1 João 3:18: "Filhinhos, não amemos de palavra nem de boca, mas em ação e em verdade.

Ao longo da jornada da vida, somos chamados a construir não apenas carreiras, mas também nosso caráter e nosso relacionamento com Deus. Lembro-me de uma época em que recebi um conselho claro: seguir em frente, sem olhar para trás. Aquela instrução marcou uma virada em meu caminho. Refletindo sobre isso, vejo como Deus sempre esteve no controle, mesmo quando as consequências de minhas decisões tornaram meu caminho mais desafiador.

Aprendi que Deus não apenas guia, mas também transforma. Em Romanos 8:28, somos lembrados de que "todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus". Essa promessa sustenta meu coração, pois sei que Deus está sempre trabalhando em meu favor, mesmo quando não compreendo completamente Seus planos.

Ao longo dos anos, experimentei dificuldades e sofrimentos que, embora dolorosos, moldaram meu caráter e fortaleceram minha fé. Filipenses 4:13 me lembra que "tudo posso naquele que me fortalece". É através do Espírito Santo que recebo força para superar os desafios e perseverar em minha jornada.

Às vezes, enfrentamos momentos de incerteza e fraqueza, mas Deus nos chama a confiar Nele e a buscar Sua sabedoria. Em Tiago 1:5, lemos: "Se algum de vocês tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente". Esta promessa nos encoraja a buscar a orientação divina em todas as situações da vida.

Além disso, a união com Cristo através do Espírito Santo é essencial para nossa jornada. Em Romanos 8:9-11, somos lembrados de que aqueles que têm o Espírito de Deus habitando neles pertencem a Cristo. Essa união nos capacita a viver de acordo com a vontade de Deus e a encontrar força e consolo em Sua presença.

Assim como um pai amoroso guia seus filhos, Deus nos conduz em amor e cuidado. Ele nos chama a ouvir Sua voz e seguir Suas instruções, como um filho que confia na orientação de seu pai terreno. Em Provérbios 3:5-6, somos encorajados a confiar no Senhor de todo o nosso coração e a não nos apoiarmos em nosso próprio entendimento, reconhecendo-O em todos os nossos caminhos.

Portanto, que possamos construir nossas vidas sobre a rocha sólida da Palavra de Deus, buscando Sua orientação e permanecendo unidos com Cristo através do Espírito Santo. Que nossas decisões sejam moldadas pela sabedoria divina e nossa jornada seja marcada pela graça e pelo poder de Deus em nossas vidas.

Bem, quando penso sobre minha jornada espiritual até agora, vejo uma busca constante por compreensão e aplicação prática da minha fé. Tenho procurado mentores espirituais e líderes que possam me guiar, mas também reconheço a importância de discernir a vontade de Deus por mim mesmo.

Uma das coisas que aprendi é que a verdadeira transformação espiritual vem através da comunhão com o Espírito Santo e do alinhamento com a vontade de Deus. Tenho sido desafiado a confrontar minhas próprias falhas e fraquezas, mas vejo isso como parte do processo de crescimento na fé.

Para mim, a jornada espiritual é sobre uma busca sincera pela verdade e um compromisso contínuo com o desenvolvimento da minha fé. Valorizo muito a comunhão com Deus e o papel do Espírito Santo em me guiar e fortalecer.

Em resumo, minha jornada espiritual é marcada por uma busca pela verdade, um desejo de aprender e crescer, e uma profunda conexão com Deus através do Espírito Santo. Essas características são fundamentais para mim e moldam minha abordagem da vida e da fé.

Aqui estão alguns versículos que destacam características específicas do caráter de Cristo:


Humildade:

Filipenses 2:5-8: "Tenham entre vocês o mesmo modo de pensar que houve em Cristo Jesus, que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até a morte, e morte de cruz!"

Amor:

João 15:13: "Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos."

Romanos 5:8: "Mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores."

Compaixão:

Mateus 9:36: "Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor."

Marcos 6:34: "Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e compadeceu-se deles, porque eram como ovelhas sem pastor. E começou a ensinar-lhes muitas coisas."

Justiça:

Isaías 42:1: "Eis o meu servo, a quem sustenho, o meu escolhido, em quem tenho prazer. Coloquei nele o meu Espírito, e ele trará justiça às nações."

Perdão:

Lucas 23:34: "Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que estão fazendo."

Fidelidade:

Apocalipse 19:11: "Vi o céu aberto, e diante de mim um cavalo branco, cujo cavaleiro se chama Fiel e Verdadeiro. Com justiça ele julga e guerreia."

Buscar uma paternidade espiritual sólida e estar em unidade com Cristo são aspectos fundamentais para uma vida cristã frutífera. Quando nos submetemos a uma liderança espiritual madura e nos alinhamos com os ensinamentos de Cristo, experimentamos bênçãos abundantes. A submissão saudável não é apenas um ato de obediência, mas também uma demonstração de confiança na sabedoria divina e no cuidado paternal de Deus. Assim como Cristo se submeteu ao Pai e viveu em completa unidade com Ele, também somos chamados a nos submeter humildemente à Sua vontade, confiando que Ele nos guiará para o melhor caminho. Nessa jornada de submissão e unidade, somos abençoados com crescimento espiritual, paz interior e uma vida que glorifica a Deus.

Leonardo Lima Ribeiro 


Liderança é mais uma questão de ser do que fazer

 



"Eu faço o que sou" é uma expressão filosófica que pode ter diferentes interpretações, dependendo do contexto em que é usada. A frase pode ser entendida como uma afirmação de autenticidade, integridade e autodeterminação. Aqui estão algumas interpretações possíveis:

Autenticidade e Integridade: "Eu faço o que sou" pode ser interpretado como uma declaração de que as ações de uma pessoa refletem sua verdadeira essência ou identidade. Em outras palavras, o que uma pessoa faz está alinhado com quem ela é genuinamente, sem falsidade ou máscaras.

Autodeterminação e Autonomia: Essa frase pode também implicar um senso de autodeterminação e autonomia. Significa que uma pessoa está no controle de suas próprias escolhas e ações, em vez de ser influenciada por fatores externos. Ela age de acordo com sua própria vontade e convicções, em vez de ser moldada pelas expectativas dos outros.

Responsabilidade pessoal: "Eu faço o que sou" também pode ser interpretado como uma declaração de responsabilidade pessoal. Sugere que uma pessoa é responsável por suas próprias ações e tem o poder de moldar sua própria identidade por meio de suas escolhas e comportamentos.

Expressão Existencialista: Na filosofia existencialista, essa frase pode estar relacionada à ideia de que a existência precede a essência. Isso significa que os indivíduos têm o poder de criar significado em suas próprias vidas por meio de suas ações e escolhas, em vez de serem definidos por características predefinidas ou determinadas externamente.

Em resumo, "Eu faço o que sou" pode ser interpretado como uma declaração de autenticidade, autodeterminação, responsabilidade pessoal e capacidade de criar significado em suas próprias vidas através de suas ações e escolhas.

O centro da mensagem de Maquiavel, especialmente como expresso em sua obra mais famosa, "O Príncipe", gira em torno da política e do poder. Maquiavel desafia muitas das ideias convencionais sobre moralidade política e propõe uma abordagem pragmática e realista para governar. Aqui estão alguns pontos-chave do pensamento maquiavélico:

O realismo político: Maquiavel acreditava que os governantes deveriam basear suas ações na realidade política, não em ideais abstratos. Ele argumentou que a política é essencialmente uma questão de poder e que os líderes devem estar dispostos a fazer o que for necessário para manter e consolidar seu poder.

A distinção entre moralidade privada e política: Para Maquiavel, os governantes deveriam estar dispostos a fazer coisas que seriam consideradas imorais em suas vidas pessoais, se isso fosse necessário para manter a estabilidade e a segurança do Estado. Ele defendia que os fins justificam os meios na política.

A importância da estabilidade e ordem: Maquiavel via a estabilidade política como fundamental para o bem-estar de um Estado. Ele argumentava que um líder eficaz deveria estar disposto a usar tanto a força quanto a astúcia para evitar a instabilidade e manter a ordem.

A necessidade de adaptabilidade: Maquiavel enfatizava que os líderes devem ser adaptáveis e capazes de responder às mudanças nas circunstâncias políticas. Ele argumentava que os governantes devem ser capazes de mudar de táticas conforme necessário para permanecer no poder.

A valorização da virtù: Maquiavel valorizava a virtù, que pode ser traduzida como "força de caráter" ou "habilidade política". Ele acreditava que os líderes bem-sucedidos devem ser fortes, inteligentes, e capazes de tomar decisões difíceis quando necessário.

Em resumo, o centro da mensagem de Maquiavel é uma abordagem realista e pragmática para a política, enfatizando a importância do poder, estabilidade e adaptação, mesmo que isso signifique agir de forma que possa ser considerada imoral por padrões convencionais.

Para Thomas Hobbes, filósofo político do século XVII, o poder desempenha um papel fundamental na visão do Estado e da sociedade. Hobbes é mais conhecido por sua obra "Leviatã", onde ele desenvolve sua teoria política e social. Aqui estão alguns pontos-chave sobre o poder na visão de Hobbes:

Estado de Natureza e Contrato Social: Hobbes argumenta que no estado de natureza, onde não há autoridade política central, os seres humanos vivem em um estado de guerra de todos contra todos, onde a vida é "solitária, pobre, sórdida, brutal e curta". Para escapar desse estado de guerra constante, as pessoas concordam em renunciar a parte de sua liberdade natural em troca de proteção e segurança, formando assim um contrato social. Este contrato dá origem ao Estado soberano.

Soberania Absoluta: Para Hobbes, a autoridade soberana do Estado é absoluta e deve ser exercida de forma centralizada. Ele argumenta que o soberano deve ter o poder supremo para garantir a paz e a ordem dentro da sociedade. Esta autoridade soberana deve ser inquestionável e capaz de impor a lei e a ordem sobre os cidadãos.

Poder como Fonte de Segurança: Hobbes vê o poder do Estado como a única maneira de garantir a segurança e a estabilidade da sociedade. Ele argumenta que a autoridade soberana deve ter o poder de fazer e aplicar leis, julgar casos e manter a ordem pública para evitar o retorno ao estado de natureza.

Desconfiança na Natureza Humana: A visão de Hobbes sobre a natureza humana é pessimista, ele acredita que os seres humanos são egoístas, competitivos e propensos à violência. Portanto, ele argumenta que é necessário um poder central forte para controlar os impulsos egoístas dos indivíduos e manter a ordem na sociedade.

Em resumo, para Hobbes, o poder é central na organização da sociedade e na garantia da segurança e estabilidade. Ele defende um Estado soberano com autoridade absoluta para garantir a paz e evitar o caos do estado de natureza.

Em contrapartida:

O centro da mensagem de Jesus Cristo, como transmitido nos Evangelhos do Novo Testamento da Bíblia, pode ser resumido em alguns princípios fundamentais:

Amor e compaixão: Jesus enfatizou o amor como o princípio fundamental de sua mensagem. Ele ensinou seus seguidores a amar a Deus acima de tudo e a amar ao próximo como a si mesmos, incluindo os inimigos e os marginalizados.

Justiça e misericórdia: Jesus defendeu a justiça, especialmente em favor dos oprimidos, pobres e marginalizados. Ele ensinou que a misericórdia deveria ser estendida a todos, independentemente de sua posição na sociedade.

Perdão e reconciliação: Jesus ensinou a importância do perdão e da reconciliação. Ele incentivou seus seguidores a perdoar aqueles que os prejudicaram e a buscar a reconciliação com eles.

Humildade e serviço: Jesus exemplificou a humildade e o serviço ao lavar os pés de seus discípulos e ao ensinar que o maior entre eles deveria ser aquele que serve aos outros.

Fé e arrependimento: Jesus chamou as pessoas ao arrependimento e à fé em Deus. Ele ensinou que o Reino de Deus estava próximo e que todos deveriam se voltar para Deus em arrependimento e fé.

Vida eterna: Jesus ensinou que aqueles que creem nele e seguem seus ensinamentos terão vida eterna. Ele prometeu a salvação e a vida abundante para aqueles que o seguem.

Em suma, o centro da mensagem de Jesus Cristo é o amor, a justiça, o perdão, a reconciliação, a humildade, a fé e a esperança na vida eterna. Ele ensinou seus seguidores a viverem de acordo com esses princípios, buscando transformar suas vidas e o mundo ao seu redor através do amor e da graça de Deus.

Mateus 5:7 (NVI): "Bem-aventurados os misericordiosos, pois obterão misericórdia."

Lucas 6:36 (NVI): "Sejam misericordiosos, assim como o Pai de vocês é misericordioso."

Efésios 2:4-5 (NVI): "Mas Deus, que é rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou, deu-nos vida com Cristo quando ainda estávamos mortos em transgressões — pela graça vocês são salvos."

Tito 3:5 (NVI): "Ele nos salvou, não por obras de justiça que nós tivéssemos feito, mas de acordo com a sua misericórdia, mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo."

Salmos 103:8 (NVI): "O Senhor é compassivo e misericordioso, muito paciente e cheio de amor."

Lamentações 3:22-23 (NVI): "O amor leal do Senhor não tem fim, as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade!"

Esses versículos destacam a importância da misericórdia como um atributo divino e também exortam os crentes a serem misericordiosos uns com os outros, seguindo o exemplo de Deus.

Mateus 23:12 (NVI): "Pois quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado."

Filipenses 2:3-4 (NVI): "Não façam nada por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos. Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros."

Tiago 4:6 (NVI): "Deus se opõe aos orgulhosos, mas concede graça aos humildes."

1 Pedro 5:5-6 (NVI): "Semelhantemente, jovens, sujeitem-se aos mais velhos. Sejam todos humildes uns para com os outros, porque 'Deus se opõe aos orgulhosos, mas concede graça aos humildes'. Portanto, humilhem-se debaixo da poderosa mão de Deus, para que ele os exalte no tempo devido."

Colossenses 3:12 (NVI): "Portanto, como povo escolhido de Deus, santo e amado, revistam-se de profunda compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência."

Provérbios 22:4 (NVI): "A recompensa da humildade e do temor do Senhor são a riqueza, a honra e a vida."

Esses versículos destacam a importância da humildade como uma virtude cristã essencial. Eles mostram como a humildade é valorizada por Deus e incentivada entre os crentes como uma atitude fundamental para seguir a vontade divina.

Diante dessa distinção de valores entre o mundo e o Reino de Deus, temos alguns pilares específicos para entender porque as ideologias e filosofias que são eficazes para sermos bem sucedidos no reino da terra, não servem para sermos bem sucedidos no Reino dos céus, a prova é de que em algum momento seguindo os princípios de um dos reinos misturado com os de outro, você irá ficar sem eficácia nos dois. 

Portanto, escolha se você quer ser ou fazer a diferença nesse mundo. Ser a diferença refere-se a quem você se torna em Cristo, fazer é relativo ao que você fez nos anos em que viveu aqui, pode fazer a diferença, ser bem sucedido, ganhar o mundo inteiro e perder a própria alma. 

Mateus 16:26 (NVI): "Que adiantará alguém ganhar o mundo inteiro, mas perder a sua alma? Ou, o que alguém poderá dar em troca de sua alma?"

Neste versículo, Jesus está questionando sobre as prioridades na vida, indicando que o ganho material ou o sucesso mundano não têm valor se isso levar à perda da alma, que é considerada de valor infinitamente maior. É uma reflexão sobre a importância de priorizar a vida espiritual e o relacionamento com Deus acima de quaisquer realizações terrenas.

O choque entre ideologia e teologia pode ocorrer quando as crenças ou princípios de uma determinada ideologia entram em conflito com as crenças ou princípios de uma religião, especialmente quando se trata de teologia. Aqui estão alguns exemplos de como isso pode acontecer:

Interpretações contraditórias da ética: Algumas ideologias políticas ou sociais podem promover determinadas visões éticas que entram em conflito com os ensinamentos religiosos. Por exemplo, uma ideologia que valorize o individualismo extremo pode entrar em conflito com os princípios religiosos que enfatizam o cuidado com os outros e a comunidade. 

Conflitos de valores: As ideologias muitas vezes promovem valores específicos, como liberdade, igualdade, justiça social, entre outros. Se esses valores entrarem em conflito com os valores religiosos de uma pessoa ou comunidade, pode haver um choque entre ideologia e teologia. Por exemplo, a promoção de certos direitos individuais pode entrar em conflito com ensinamentos religiosos sobre moralidade sexual.

Papel da autoridade e da tradição: Algumas ideologias podem questionar ou desafiar a autoridade tradicional, incluindo autoridades religiosas ou tradições religiosas estabelecidas. Isso pode criar tensões entre aqueles que seguem uma ideologia particular e aqueles que aderem a uma determinada teologia.

Visões sobre o papel do Estado e da religião na sociedade: Ideologias políticas muitas vezes têm opiniões específicas sobre o papel do Estado e da religião na sociedade. Se essas visões entrarem em conflito, pode haver tensões entre aqueles que seguem uma ideologia e aqueles que seguem uma teologia que promove uma visão diferente.

Interpretações da justiça e da equidade: As ideologias podem ter diferentes interpretações sobre o que é justo e equitativo na sociedade. Se essas interpretações entrarem em conflito com as crenças religiosas sobre justiça e equidade, pode haver um choque entre ideologia e teologia.

Em resumo, o choque entre ideologia e teologia muitas vezes surge quando as crenças, valores e visões de mundo promovidas por uma ideologia específica entram em conflito com os ensinamentos, valores e tradições de uma religião ou teologia particular. Isso pode criar tensões e desafios para aqueles que tentam reconciliar suas crenças políticas e religiosas.

Muitos pastores e treinadores de líderes estão misturando ideologias e filosofias com o Evangelho, e essa formula não funciona para a vida cristã. Muitos só irão descobrir no final da vida, ou depois dela, quando entenderem que os frutos da vida cristã não são naturais. 

Um versículo que fala sobre o fruto do Espírito está em Gálatas 5:22-23 (NVI):

"Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei."

Este versículo descreve as características ou virtudes que se manifestam na vida daqueles que são guiados pelo Espírito Santo. Essas características são frequentemente referidas como o "fruto do Espírito" e são vistas como evidências da presença e do trabalho do Espírito na vida de um cristão.

Espero que essa reflexão faça com que você pense sobre que caminho está tomando afim de ser bem sucedido. 

 João 14:6 (NVI): "Jesus respondeu: 'Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim.'"

Deus abençoe a sua vida

Leonardo Lima Ribeiro 

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