quinta-feira, 16 de maio de 2024
Uma Abordagem Bíblica para o denominacionalismo(d)
quarta-feira, 15 de maio de 2024
Mentalidade Institucionalizada na Fé Cristã(e)
sábado, 4 de maio de 2024
A verdadeira vida no Espírito (Pt3)
sexta-feira, 3 de maio de 2024
A verdadeira vida no Espírito (Pt2)
Então existe uma dinâmica da fé e isso não é algo que a gente tem como receita para nossa vida, é um relacionamento com Deus através do espírito Espírito Santo. Esse relacionamento demonstra uma dinâmica que acontece através da fé, essa fé é o que Deus nos deu para nos relacionar com Jesus Cristo.
João 3:16 (NVI): "Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna."
João 11:25-26 (NVI): "Jesus lhe disse: — Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente. Você crê nisso?"
João 14:6 (NVI): "Respondeu Jesus: — Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim."
Atos dos Apóstolos 16:31 (NVI): "Então lhe disseram: — Creia no Senhor Jesus, e você será salvo, você e os de sua casa."
Romanos 10:9 (NVI): "Se você confessar com a sua boca que Jesus é Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo."
Esses versículos destacam a importância da fé em Jesus Cristo para a salvação e para uma vida de comunhão com Deus. A fé em Jesus é fundamental para receber o perdão dos pecados, a vida eterna e a experiência de uma relação pessoal com Deus.
Eu já ouvi e provavelmente você também em algum ministério que você faz ou fez parte, que eles figuram coisas, usam como figura ou não os escritos da Bíblia de acordo com o que eles querem encaixar em suas doutrinas. Eu já ouvi pessoas dizerem assim no texto de Jesus e Nicodemos:
João 3:1-2 (NVI): "Havia entre os fariseus um homem chamado Nicodemos, uma das autoridades entre os judeus. Ele veio a Jesus, à noite, e disse: — Rabi, sabemos que o senhor é mestre vindo de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que o senhor faz, se Deus não estiver com ele."
João 3:3 (NVI): "Jesus respondeu e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus."
João 3:4 (NVI):"Perguntou-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe e nascer?"
João 3:5 (NVI):"Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus."
João 3:16 (NVI):"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna."
João 3:17 (NVI):"Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele."
João 3:18 (NVI):"Quem nele crê não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus."
Nicodemos, um fariseu e membro do Sinédrio, procurou Jesus durante a noite para ter uma conversa. Ele reconheceu Jesus como um "rabino" e disse que sabia que Ele era de Deus por causa dos sinais que fazia. Jesus então falou com Nicodemos sobre a necessidade de nascer de novo para ver o Reino de Deus.
Jesus explicou que a salvação vem através da fé Nele, não apenas de cumprir a lei. Ele disse a Nicodemos: "Pois Deus amou tanto o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna."
Jesus também comparou Seu papel com o de Moisés levantando a serpente no deserto, dizendo que Ele seria levantado para que todo aquele que Nele crê tenha vida eterna.
Nicodemos mostrou-se confuso com esses ensinamentos, perguntando como alguém poderia nascer de novo. Jesus respondeu explicando que é um nascimento espiritual, realizado pelo Espírito de Deus.
O diálogo continua com Jesus explicando a Nicodemos a natureza da salvação e da condenação, com base na fé em Jesus Cristo. Ele encerra o diálogo reafirmando que Ele veio ao mundo para salvar, não para condenar, mas que a condenação vem para aqueles que rejeitam a luz.
Este é um dos encontros mais conhecidos de Jesus com uma pessoa individualmente e aborda temas centrais da fé cristã, como o novo nascimento, a salvação pela fé em Jesus e a natureza do amor e do propósito de Deus para o mundo.
Nesse dialogo, Jesus fala sobre o batismo nas águas, e alguns pastores ensinam isso como uma figura, dizem que água é uma figura que representa a palavra, e na verdade, essa tentativa de figuração é uma desconsideração da importância do batismo nas águas como ato de fé de salvação.
Vejamos novamente 2 textos:
Marcos 16:16 (NVI) "Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado."
Romanos 6:3-4 (NVI): "Ou vocês não sabem que todos nós, que fomos batizados em Cristo Jesus, fomos batizados em sua morte? Portanto, fomos sepultados com ele na morte por meio do batismo, a fim de que, assim como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos mediante a glória do Pai, também nós vivamos uma vida nova."
Nesses versículos, Paulo compara o batismo com a morte e ressurreição de Jesus Cristo. Ele ensina que, assim como Jesus morreu e ressuscitou para uma nova vida, os crentes também participam dessa morte para o pecado e ressurreição para uma nova vida em Cristo através do batismo. O batismo simboliza a morte para o pecado e a ressurreição para uma nova vida em Cristo.
Romanos 6:5 (NVI): "Se fomos unidos com ele na semelhança da sua morte, certamente seremos também na semelhança da sua ressurreição."
Paulo continua enfatizando que, assim como fomos unidos com Cristo em Sua morte através do batismo, também seremos unidos com Ele em Sua ressurreição. Isso aponta para a realidade espiritual do novo nascimento e da vida transformada que os crentes experimentam através da fé em Jesus Cristo e do poder do Espírito Santo.
Esses versículos em Romanos 6 destacam o significado profundo e a importância espiritual do batismo para os crentes, mostrando como ele representa a morte para o pecado e a ressurreição para uma nova vida em Cristo.
Portanto, o batismo nas águas não é uma cerimônia humana, nem institucional, ele é um acontecimento sobrenatural fundamentado na fé em Jesus para salvação, segundo o texto de Marcos 16:16, sendo assim uma ação que demonstra uma fé.
Esses conceitos doutrinários de interpretação humana são responsáveis por gerar tanta divisão entre os cristãos no mundo. O Evangelho é simples e objetivo em sua prática, e profundo em sua revelação, porém a revelação da profundidade só pode ser dada pelo Espírito Santo através de um relacionamento, pois Ele é o autor das escrituras.
A leitura só pode ser feita e compreendida por um coração completamente rendido ao ensino do Espirito Santo.
Em 1 João 2:27, na Bíblia, encontramos o seguinte versículo:
"Quanto a vocês, a unção que receberam dele permanece em vocês, e vocês não precisam que alguém os ensine; mas, como a unção dele os ensina a respeito de todas as coisas, e ela é verdadeira, e não é falsa, permaneçam nele, como ela os ensinou."
Neste versículo, João fala sobre a unção que os crentes receberam de Deus, que os capacita a compreender a verdade espiritual. Ele destaca que, através desta unção, os crentes têm a capacidade de discernir a verdade, sendo guiados pelo Espírito Santo em sua compreensão das Escrituras e da vontade de Deus. Portanto, os crentes não precisam depender exclusivamente do ensino humano, mas podem confiar na orientação do Espírito Santo em suas vidas.
Agora vamos pensar sobre questões relativas ao relacionamento entre cristãos com pensamentos doutrinários diferentes:
Existem várias razões que podem levar à separação entre os cristãos, e algumas delas incluem:
Diferenças teológicas: Questões teológicas, como interpretação das Escrituras, doutrinas e práticas religiosas, podem levar a divisões entre os cristãos. Disputas sobre assuntos como a natureza da salvação, a autoridade das Escrituras, o papel dos sacramentos e a compreensão da Trindade podem causar divisões dentro das comunidades cristãs.
Questões éticas e morais: Diferenças em questões éticas e morais, como o aborto, a sexualidade, o casamento, a justiça social e outros temas controversos, também podem contribuir para a divisão entre os cristãos. Grupos podem ter opiniões divergentes sobre como aplicar princípios éticos cristãos a questões contemporâneas, levando a divisões dentro da comunidade cristã.
Divergências culturais e contextuais: As diferenças culturais e contextuais podem resultar em divisões entre os cristãos, especialmente em um mundo globalizado. Questões como abordagens de adoração, práticas litúrgicas e expressões de fé podem variar significativamente entre as diferentes culturas e contextos, o que às vezes pode levar a tensões e divisões.
Questões políticas e sociais: Opiniões divergentes sobre questões políticas e sociais podem causar divisões entre os cristãos, especialmente quando essas questões se tornam polarizadoras. O envolvimento da igreja em ativismo político e social pode ser motivo de controvérsia e divisão entre os fiéis.
Fatores históricos e institucionais: Fatores históricos, como divisões denominacionais antigas ou conflitos passados, bem como questões institucionais, como disputas de liderança ou questões de poder, também podem desempenhar um papel na separação entre os cristãos.
Agora o contrário:
Apesar das diferenças que podem existir entre os cristãos, há vários elementos que unem os seguidores de Jesus Cristo:
Crença central em Jesus Cristo: Todos os cristãos compartilham uma crença fundamental em Jesus Cristo como o Filho de Deus, o Salvador e o Senhor da humanidade. Ele é o centro da fé cristã e a fonte de unidade para os crentes.
As Escrituras Sagradas: As Escrituras, tanto o Antigo quanto o Novo Testamento, são reconhecidas como a Palavra de Deus e a autoridade final em questões de fé e prática para os cristãos. Embora possa haver diferenças na interpretação, as Escrituras servem como um ponto comum de referência para os cristãos.
O amor e a graça de Deus: Todos os cristãos são unidos pelo amor e pela graça de Deus manifestados em Jesus Cristo. A compreensão do amor redentor de Deus e da graça oferecida através de Jesus une os crentes em uma comunidade de fé e amor mútuo.
A missão de proclamar o Evangelho: Os cristãos são chamados a compartilhar o Evangelho de Jesus Cristo com o mundo, anunciando as boas novas da salvação e do Reino de Deus. Essa missão comum une os crentes em um propósito maior e os motiva a trabalhar juntos para o avanço do Evangelho.
A presença do Espírito Santo: A presença e a obra do Espírito Santo são fundamentais para a vida e a comunhão dos cristãos. O Espírito Santo habita em cada crente, capacitando-os para viver uma vida santa, para crescer em comunhão com Deus e para servir uns aos outros.
E se toda nossa dedicação fosse colocada nos fatores que nos unem? E se toda nossa fé fosse apontada para Jesus em um relacionamento com seu Espírito afim de conhecermos seu amor e receber dele um coração humilde capaz de entender as escrituras segundo a ótica do próprio Cristo?
O mais importante é dedicar-nos a conhecer o seu amor:
O versículo Oseias 6:3 na Bíblia (NVI) diz:
"Conheçamos e prossigamos em conhecer o Senhor; como a alva, a sua vinda é certa; e ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra."
Neste versículo, o profeta Oseias chama o povo à busca contínua do conhecimento e comunhão com Deus. Ele compara o conhecimento de Deus ao amanhecer, que sempre vem após a escuridão da noite, e à chuva serôdia que traz refrigério à terra seca. Essa busca pelo conhecimento de Deus é vista como essencial para o renascimento espiritual e a restauração do relacionamento com Ele.
Sejamos sábios na busca por conhecê-lo:
Provérbios 2:1-6 (NVI): "Meu filho, se você aceitar as minhas palavras e guardar no coração os meus mandamentos; se der ouvidos à sabedoria e inclinar o coração para o discernimento; se clamar por entendimento e por discernimento gritar bem alto, se procurar a sabedoria como se procura a prata e buscá-la como quem busca um tesouro escondido, então você entenderá o que é temer o Senhor e achará o conhecimento de Deus. Pois o Senhor é quem dá sabedoria; de sua boca procedem o conhecimento e o discernimento."
Colossenses 2:2-3 (NVI): "... a fim de que tenham o coração animado, estando unidos em amor, para que tenham toda a riqueza do pleno entendimento, e assim conheçam o mistério de Deus, a saber, Cristo, em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento."
Filipenses 3:8 (NVI): "Mais do que isso, considero tudo como perda, comparado com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por cuja causa perdi todas as coisas. Eu as considero como esterco para poder ganhar a Cristo..."
Esses versículos destacam a importância de buscar a sabedoria que vem de Deus e do conhecimento de Jesus Cristo. Eles nos incentivam a valorizar o entendimento espiritual e a profundidade do relacionamento com Deus, que é encontrado em Jesus Cristo.
(Continua...)
Deus vos abençoe
Leonardo Lima Ribeiro
terça-feira, 30 de abril de 2024
A verdadeira vida no Espírito (pt1)
O jejum é a declaração de fé do entendimento que da consciência de que você foi crucificado com Cristo:
O Jejum, portanto, é um ato de fé que declara que você esta sepultado, e vive agora uma realidade de ressureição.
Romanos 6:3-4 (NVI): "Ou vocês não sabem que todos nós, que fomos batizados em Cristo Jesus, fomos batizados na sua morte? Portanto, fomos sepultados com ele na morte por meio do batismo, a fim de que, assim como Cristo foi ressuscitado dos mortos mediante a glória do Pai, também nós vivamos uma vida nova".
No batismo você recebeu a morte de Jesus e quando você foi retirado das águas recebeu a vida de Cristo
João 3:3-7 (NVI): "Jesus respondeu: 'Digo-lhe a verdade: Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo'. 'Como alguém pode nascer, sendo velho?', perguntou Nicodemos. 'É claro que não pode entrar pela segunda vez no ventre de sua mãe e renascer!' Jesus respondeu: 'Digo-lhe a verdade: Ninguém pode entrar no Reino de Deus, se não nascer da água e do Espírito. O que nasce da carne é carne, mas o que nasce do Espírito é espírito'."
Na verdade você só foi para o batismo das águas porque você creu em Jesus Cristo:
Marcos 16:16 "Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado."
Irmãos eu quero deixar uma coisa bem clara, muitas coisas na Bíblia você pode interpretar como uma figura e outras você pode interpretar como uma tipo, exemplo:
Salomão é um tipo de Cristo:
Algumas semelhanças entre Salomão e Cristo incluem:
Sabedoria e Conhecimento: Salomão é conhecido por sua sabedoria e discernimento, enquanto Jesus é frequentemente retratado como a personificação da sabedoria divina.
Realeza: Salomão foi um grande rei que reinou em paz e prosperidade sobre Israel, enquanto Jesus é conhecido como o Rei dos Reis.
Construção do Templo: Salomão construiu o Templo em Jerusalém, que era o centro da adoração para os israelitas. Da mesma forma, Jesus é visto como o cumprimento espiritual do Templo, representando a presença de Deus entre as pessoas.
Na teologia, as figuras e as tipificações são conceitos relacionados, mas distintos:
Figura: Uma figura é uma pessoa, evento ou objeto do Antigo Testamento que é visto como tendo um significado ou relevância para o Novo Testamento. As figuras podem ser pessoas (como Adão, Moisés, Davi), eventos (como o Êxodo, o Dilúvio) ou objetos (como o Templo, o sacrifício do cordeiro pascal). As figuras geralmente possuem características ou experiências que prenunciam ou apontam para aspectos da vida, ministério ou significado de Jesus Cristo.
Tipificação: A tipificação é um tipo específico de figura, em que um evento, pessoa ou objeto do Antigo Testamento é visto como prefigurando ou antecipando algo que será completamente revelado no Novo Testamento, especialmente em Cristo. Por exemplo, o cordeiro sacrificado no Antigo Testamento é tipificado como prefigurando o sacrifício de Jesus Cristo no Novo Testamento.
Em resumo, todas as tipificações são figuras, mas nem todas as figuras são tipificações. As tipificações são figuras que têm um significado específico e direto para a compreensão do cumprimento em Cristo no Novo Testamento.
Outra figura usada na Bíblia é a da água:
A água é frequentemente usada como uma figura ou símbolo do Espírito Santo em várias passagens da Bíblia. Aqui estão algumas delas:
João 7:37-39: Nesta passagem, Jesus está ensinando durante a Festa dos Tabernáculos e Ele diz: "Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva." João explica que Jesus estava se referindo ao Espírito Santo, que seria dado aos que nele cressem.
João 3:5: Jesus fala a Nicodemos sobre a necessidade de nascer de novo e diz: "Quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus." Aqui, a água é frequentemente interpretada como simbolizando o batismo, enquanto o Espírito Santo é o agente da regeneração espiritual.
1 Coríntios 12:13: Paulo escreve: "Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito." Neste versículo, o batismo no Espírito é comparado com beber da mesma fonte espiritual, que pode ser comparada à água.
Dai podemos observar uma dinâmica da manifestação do Espirito santo em eventos sobrenaturais:
Logos:
No texto de João 1:1 da Bíblia, "Logos" é uma palavra grega que pode ser traduzida como "Palavra". A passagem em questão é uma das mais profundas e teologicamente ricas do Novo Testamento:
"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus."
A palavra "Logos" aqui é usada para se referir a Jesus Cristo, como a encarnação da Palavra de Deus. Na teologia cristã, essa passagem é interpretada como indicando que Jesus, o Verbo, é eterno, divino e estava presente desde o princípio, sendo igual a Deus. Essa interpretação está ligada à doutrina da Trindade, que afirma que Deus é composto por três pessoas distintas: o Pai, o Filho (Jesus Cristo) e o Espírito Santo, mas ainda é uma única essência divina.
O termo "Logos" também era familiar para o público grego de João, pois tinha conotações filosóficas, especialmente na filosofia de Heráclito e Platão. Para Heráclito, o "Logos" representava a razão universal ou ordem cósmica que governava o mundo, enquanto para Platão, era a ideia de uma inteligência ou mente divina que criou e ordenou o universo. A escolha desse termo por João para descrever Jesus implica uma conexão entre a sabedoria divina manifestada em Cristo e a compreensão grega do Logos como uma força criativa e ordenadora.
Rhema:
Na Bíblia, especialmente no Novo Testamento, "Rhema" é uma palavra grega que se refere a uma palavra falada, uma declaração, uma comunicação específica ou uma mensagem verbalizada. Enquanto "Logos" (como em João 1:1) refere-se à Palavra de Deus como um todo, "Rhema" é mais específico, denotando uma palavra ou expressão particular proferida ou comunicada em um contexto específico.
A distinção entre "Logos" e "Rhema" pode ser entendida desta forma:
Logos: Refere-se à Palavra de Deus em seu sentido amplo e abrangente, como a revelação divina, a sabedoria eterna e a ordem cósmica.
Rhema: Refere-se a uma palavra específica ou uma declaração verbalizada dentro do contexto da revelação divina, geralmente associada a uma comunicação direta de Deus, uma promessa, um mandamento ou uma instrução específica.
Por exemplo, em Efésios 6:17, Paulo fala sobre "a espada do Espírito, que é a palavra de Deus" (Rhema tou Theou). Aqui, "Rhema" é usado para descrever a palavra específica de Deus que é proferida para combater o mal espiritual.
Essa distinção é importante na interpretação bíblica e na compreensão da revelação divina, pois reconhece tanto a natureza abrangente e eterna da Palavra de Deus quanto a relevância e aplicação específicas das suas declarações e comunicações para as nossas vidas.
Facilitando para seu entendimento, Rhema seria a expressão da palavra em uma compreensão que gera algum tipo de vida de Deus (zoe) em nós.
Zoe:
A palavra "Zoe" na Bíblia é um termo grego que se refere à vida em seu sentido mais amplo e pleno. Em contraste com a palavra grega "bios", que se refere à vida física ou biológica, "Zoe" denota uma vida de qualidade superior, espiritual e eterna.
Em muitos casos na Bíblia, especialmente no Novo Testamento, "Zoe" é usada para descrever a vida abundante e eterna que é encontrada em Jesus Cristo. Por exemplo:
Em João 10:10, Jesus diz: "Eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância" (Zoe em grego).
Em João 3:16, é dito que quem crê em Jesus "tenha a vida eterna" (Zoe).
Essas passagens e outras destacam que a vida verdadeira e plena é encontrada em Jesus Cristo e na fé Nele. Essa vida não é apenas uma existência biológica, mas é caracterizada pela comunhão com Deus, pela redenção, pela esperança e pela eternidade. Assim, "Zoe" na Bíblia aponta para uma dimensão espiritual e transcendente da vida que vai além das limitações do tempo e do espaço.
Então:
Logos + Rhema = Zoe que produz Dunamis
A palavra "dunamis" na Bíblia é um termo grego que se traduz para "poder", "força" ou "habilidade". É uma palavra que denota a capacidade de realizar algo, o poder que está em ação, muitas vezes associado a Deus ou ao Espírito Santo.
"Dunamis" é usada em vários contextos na Bíblia, especialmente no Novo Testamento. Algumas das formas em que é usada incluem:
Poder de Deus: "Dunamis" é frequentemente usado para descrever o poder ou a força de Deus em ação. Por exemplo, em Romanos 1:16, Paulo escreve sobre o Evangelho como "o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê".
Milagres: Em muitos casos, "dunamis" é usado para descrever os milagres realizados por Jesus e pelos apóstolos, como em Mateus 10:1, onde Jesus dá autoridade aos seus discípulos para expulsar demônios e curar enfermidades.
Poder do Espírito Santo: Também é associado ao poder do Espírito Santo em capacitar os crentes para o serviço e para viver uma vida santa. Por exemplo, em Atos 1:8, Jesus promete aos seus discípulos que receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre eles, capacitando-os a serem testemunhas dele em Jerusalém, Judeia, Samaria e até os confins da terra.
Portanto, "dunamis" na Bíblia reflete tanto o poder de Deus em ação quanto a capacitação divina para realizar Sua vontade e propósitos na vida dos crentes.
É através da abertura de consciência, o que podemos chamar de revelação no Espírito que podemos desfrutar dessa realidade de Deus (zoe) em nossas vidas, e nos tornemos capaz de expressar o poder e a habilidade sobrenatural (dunamis) do chamado a vocação ministerial.
A prática de mandamentos bíblicos sem a revelação do seu fundamento que é Cristo, cria uma religião, que seria a tentativa do homem em atuar em algo que só pode ser feito pelo Espírito de Deus atuando através do espírito do homem.
Há várias passagens na Bíblia que falam sobre o homem espiritual ou sobre viver uma vida segundo o Espírito. Aqui estão alguns exemplos:
1 Coríntios 2:14-15 (NVI): 14 O homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, pois lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. 15 Mas quem é espiritual discerne todas as coisas, e ele mesmo é julgado por ninguém."
Romanos 8:5-6 (NVI): "5 Os que são dominados pela natureza pecaminosa têm a mente voltada para o que essa natureza deseja; mas os que são controlados pelo Espírito têm a mente voltada para o que o Espírito deseja. 6 A mentalidade da carne é morte, mas a mentalidade do Espírito é vida e paz;"
Gálatas 5:16-17 (NVI): "16 Digo, porém: vivam pelo Espírito, e de modo nenhum satisfarão os desejos da carne. 17 Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito; e o Espírito, o que é contrário à carne. Eles estão em conflito um com o outro, de modo que vocês não fazem o que desejam."
Colossenses 3:1-2 (NVI): "1 Portanto, já que vocês ressuscitaram com Cristo, procurem as coisas que são do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus. 2 Mantenham o pensamento nas coisas do alto, e não nas coisas terrenas."
Vamos ver outro exemplo:
A pessoa que recebe a cura pela fé:
Ela poderia ter crido em uma palavra:
Logos: Isaías 53:4-5 diz o seguinte: "4 Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. 5 Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e esmagado por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados."
Rhema: Jesus Cristo,
Dunamis: a manifestação da cura.
Portanto, entendemos que toda a palavra aponta Cristo, e tudo está nele:
Colossenses 1:16-17 (NVI): "Pois nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos ou soberanias, poderes ou autoridades; todas as coisas foram criadas por ele e para ele. Ele é antes de todas as coisas, e nele tudo subsiste."
Colossenses 2:9-10 (NVI): "Pois em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade, e em Cristo vocês foram feitos completos. Ele é o cabeça de todo poder e autoridade."
E sem Ele, nada se fez:
João 1:3 (NVI): "Por meio dele todas as coisas foram feitas; sem ele, nada do que existe teria sido feito."
A sua mente humana não pode produzir Rhema, nem Zoe, portanto você não pode manifestar Dunamis, e talvez seja por falta desse entendimento que o homem tenha produzido tanta religião em nome de Jesus Cristo.
O Evangelho é suficiente nele mesmo, e é Ele que produz algo em nós para que possa ser expresso ao mundo, porque nós não podemos produzir o Evangelho em nós mesmos e muito menos em outras pessoas.
Por isso, o Espirito Santo teve que vivificar nosso espírito humano, para habitar nele, e começar a expressar o Reino através de nós, pelo nosso espírito. A mente do homem só pode produzir religião. Quanto mais inteligente, mais sofisticada será a religião produzida.
1 Coríntios 2:16 (NVI) diz: "Quem conheceu a mente do Senhor para que possa instruí-lo? Nós, porém, temos a mente de Cristo."
Este versículo ressalta a ideia de que os crentes têm acesso à mente de Cristo por meio do Espírito Santo. Isso significa que, ao receber Cristo como Salvador e ter o Espírito Santo habitando em nós, podemos entender e discernir as coisas espirituais de uma maneira que reflete os pensamentos e a perspectiva de Cristo. Isso nos capacita a viver uma vida que está alinhada com a vontade de Deus e a tomar decisões que são guiadas pela sabedoria de Cristo.
(Continua...)
Deus abençoe meus irmãos
Leonardo Lima Ribeiro
quarta-feira, 17 de abril de 2024
Meditação de Abril
quarta-feira, 10 de abril de 2024
Por que é tão difícil para o cristão ofertar?
Muita gente que fala em ‘nome de Deus’ está sendo exposta.
Isso não precisa significar apenas falsos profetas. O sentido pode ser ainda mais profundo: pessoas sinceras podem estar usando o nome de De...
-
O QUE SÃO BAIXAS FREQUÊNCIAS? No campo da psicologia, neurociência e física quântica (popularmente falando), "frequência" se refer...
-
A relação entre a avareza e a fase anal da teoria psicosexual de Freud está na forma como, segundo ele, os padrões de comportam...






