quinta-feira, 16 de maio de 2024

Uma Abordagem Bíblica para o denominacionalismo(d)


(Pomerode, Santa Catarina)

Ao longo de minha jornada ministerial, tenho refletido sobre as experiências que vivi, tanto positivas quanto negativas, e cheguei à conclusão de que o denominacionalismo muitas vezes não tem contribuído de maneira construtiva para o corpo de Cristo. Uma das principais questões é a divisão que ele promove entre os crentes. O denominacionalismo cria barreiras que impedem a comunhão entre irmãos de diferentes ministérios. Isso é prejudicial, pois limita a liberdade de relacionamento e impede o fluxo do amor e da colaboração entre os membros do corpo de Cristo.

O denominacionalismo, muitas vezes, não apenas divide os crentes, mas também pode limitar a sua liberdade em Cristo ao impor uma estrutura rígida e uniforme sobre eles. Em vez de celebrar a diversidade de dons e expressões espirituais, o denominacionalismo pode promover uma conformidade estreita com uma única abordagem ou interpretação doutrinária. Isso pode sufocar o crescimento espiritual individual e coletivo, restringindo a livre manifestação dos dons do Espírito Santo na comunidade de fé.

Além disso, o denominacionalismo pode criar uma mentalidade de servidão ministerial, onde os crentes são incentivados a dedicar todo o seu tempo e energia exclusivamente às atividades da igreja, muitas vezes em detrimento de outros aspectos importantes da vida cristã, como o serviço aos necessitados, a evangelização e o cuidado com a família. Isso pode levar a uma visão estreita do propósito da igreja, limitando sua missão de ser sal e luz no mundo.

Ao invés de promover a liberdade em Cristo, o denominacionalismo pode, inadvertidamente, criar barreiras que impedem os crentes de experimentar a plenitude da vida em comunhão com Deus e uns com os outros. É fundamental que a igreja busque a unidade na diversidade, valorizando e celebrando as diferentes expressões de fé, enquanto permanece firmemente enraizada nos princípios fundamentais do Evangelho de Jesus Cristo.

Gálatas 5:1 (NVI): "Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, permaneçam firmes e não se deixem submeter novamente ao jugo de escravidão."

1 Coríntios 12:4-6 (NVI): "Há diferentes tipos de dons, mas o Espírito é o mesmo. Há diferentes tipos de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. Há diferentes formas de atuação, mas é o mesmo Deus quem efetua tudo em todos."

Romanos 14:4 (NVI): "Quem é você para julgar o servo alheio? É para o seu senhor que ele está em pé ou cai. E ficará em pé, pois o Senhor é capaz de o sustentar."

Colossenses 2:8 (NVI): "Cuidado que ninguém os escravize a filosofias vãs e enganosas que se baseiam nas tradições humanas e nos princípios elementares deste mundo, e não em Cristo."

João 8:36 (NVI): "Assim, se o Filho os libertar, vocês serão verdadeiramente livres."

As pessoas podem se prender ao denominacionalismo por várias razões:

Identidade e pertencimento: Para muitas pessoas, a denominação à qual pertencem é uma parte fundamental de sua identidade espiritual e cultural. Elas podem se sentir conectadas emocionalmente e socialmente à comunidade da igreja que compartilha suas crenças e práticas denominacionais.

Tradição e história: Algumas pessoas têm uma forte ligação com a tradição e a história de sua denominação. Elas valorizam a continuidade com os ensinamentos e práticas transmitidos ao longo das gerações e sentem-se parte de uma linha de fé que remonta aos primeiros cristãos.

Segurança doutrinária: Para muitos, a denominação oferece uma estrutura doutrinária clara e definida que ajuda a orientar sua compreensão da fé cristã. Elas confiam na interpretação teológica e na autoridade eclesiástica de sua denominação para guiar sua vida espiritual.

Comunidade e apoio: As igrejas denominacionais muitas vezes proporcionam uma comunidade de apoio e cuidado mútuo para seus membros. As pessoas podem encontrar amizade, companheirismo e suporte emocional dentro de suas congregações, o que pode fortalecer seu apego à denominação.

Familiaridade e conforto: Para algumas pessoas, o denominacionalismo representa uma zona de conforto espiritual. Elas estão acostumadas com as práticas litúrgicas, estilo de culto e estrutura organizacional de sua denominação e sentem-se seguras e confortáveis dentro desse ambiente.

Embora essas razões possam ser compreensíveis e legítimas, é importante reconhecer que o denominacionalismo também pode ter suas limitações. Pode criar divisões desnecessárias entre os cristãos, limitar a colaboração e a comunhão entre diferentes partes do corpo de Cristo e obscurecer a verdadeira essência da fé cristã, que é o amor a Deus e ao próximo.

O denominacionalismo geralemnte desvia o foco da unidade da fé em Jesus Cristo. Embora as denominações cristãs compartilhem a crença central em Jesus como Senhor e Salvador, as diferenças doutrinárias, litúrgicas e organizacionais podem criar divisões que obscurecem essa unidade fundamental que está na pessoa de Jesus Cristo através do Espírito Santo

Quando o denominacionalismo se torna mais importante do que a fé em Jesus e a comunhão com outros crentes, ele pode levar a uma mentalidade de "nós contra eles", onde as diferenças denominacionais são exageradas e as semelhanças são negligenciadas. Isso pode resultar em conflitos, divisões e uma falta de cooperação entre os cristãos, minando assim a unidade que Jesus orou para que seus seguidores tivessem (João 17:20-23).

É essencial lembrar que, acima de tudo, somos chamados a amar e servir uns aos outros como Jesus nos amou (João 13:34-35). A verdadeira unidade cristã é baseada na fé em Cristo e no amor mútuo, e transcende as diferenças denominacionais. Devemos buscar a unidade na diversidade, reconhecendo que todos somos membros do mesmo corpo de Cristo e colaborando juntos para cumprir Sua missão de amor e redenção no mundo.

O denominacionalismo, embora tenha suas vantagens em algumas circunstâncias, também pode ter vários efeitos negativos:

Divisão e Fragmentação: O denominacionalismo pode criar divisões e fragmentação dentro do corpo de Cristo, levando a uma falta de unidade entre os cristãos. Isso pode resultar em conflitos, competição e falta de cooperação entre diferentes denominações, minando assim a eficácia da igreja em testemunhar ao mundo sobre o amor de Cristo.

Conflitos Doutrinários: As diferenças doutrinárias entre as denominações podem levar a conflitos teológicos e debates acalorados sobre questões secundárias da fé. Isso pode causar confusão e divisão entre os crentes, desviando o foco do essencial da fé cristã e prejudicando a unidade do corpo de Cristo.

Estagnação Espiritual: O denominacionalismo pode levar a uma mentalidade fechada e uma falta de abertura para novas perspectivas e movimentos do Espírito Santo. As denominações podem se tornar excessivamente focadas em suas tradições e práticas específicas, impedindo assim o crescimento espiritual e a renovação dentro da igreja.

Exclusivismo e Intolerância: Em alguns casos, o denominacionalismo pode promover uma mentalidade exclusivista e intolerante, onde as denominações consideram-se superiores às outras e desvalorizam os crentes de outras tradições. Isso pode levar a atitudes de arrogância e julgamento, minando a verdadeira essência do amor cristão e da humildade.

Isolamento e Falta de Colaboração: O denominacionalismo pode levar as igrejas a se isolarem umas das outras e a se concentrarem exclusivamente em suas próprias necessidades e agendas. Isso pode resultar em uma falta de colaboração e cooperação entre as denominações, impedindo assim o testemunho unido da igreja e enfraquecendo sua capacidade de impactar a sociedade para Cristo.

Embora o denominacionalismo tenha suas desvantagens, é importante reconhecer que Deus pode usar diferentes denominações para cumprir Seus propósitos no mundo. No entanto, é fundamental que os cristãos busquem a unidade na diversidade, valorizando e celebrando as diferenças, ao mesmo tempo que mantêm o foco no essencial da fé cristã: o amor a Deus e ao próximo.

A visão de Cristo para Sua igreja não se resume a uma estrutura hierárquica institucional, mas sim a uma comunidade de fé baseada no amor mútuo e na edificação uns dos outros. Os ministérios mencionados nas Escrituras têm o propósito de capacitar os santos para o serviço e a construção do corpo de Cristo. Eles são concedidos não para promover a dominação ou o controle, mas para promover a unidade na diversidade e a colaboração mútua para o avanço do Reino de Deus.

A hierarquia eclesiástica, quando espelha estruturas hierárquicas seculares em vez de refletir os princípios do Reino de Deus, pode ter vários efeitos negativos:

Dominação e Controle: Uma hierarquia eclesiástica que imita as estruturas de poder do mundo pode levar a uma mentalidade de dominação e controle sobre os membros da igreja. Isso pode resultar em abusos de autoridade, manipulação e opressão dos fiéis, minando a liberdade e a autonomia dos crentes.

Exclusivismo e Privilegiamento: Uma hierarquia eclesiástica que replica as divisões sociais pode levar à exclusão e ao privilegiamento de certos grupos dentro da igreja. Isso pode resultar em discriminação e marginalização dos membros da comunidade que não se encaixam nos padrões estabelecidos de poder e status.

Centralização do Poder: Uma hierarquia eclesiástica excessivamente centralizada pode concentrar todo o poder e autoridade nas mãos de poucos líderes, afastando assim a participação e a contribuição ativa dos membros da igreja. Isso pode levar a uma falta de prestação de contas e transparência nas decisões e práticas da igreja.

Estagnação Espiritual: Uma hierarquia eclesiástica que valoriza mais a manutenção do status quo do que a busca pela vontade de Deus pode levar à estagnação espiritual e à resistência à mudança. Isso pode impedir a igreja de se adaptar às necessidades e desafios do mundo contemporâneo e de responder de forma relevante aos movimentos do Espírito Santo.

Perda do Testemunho: Uma hierarquia eclesiástica que se assemelha às estruturas de poder do mundo pode comprometer o testemunho da igreja e minar sua credibilidade perante a sociedade. Isso pode afastar as pessoas em busca de uma comunidade de fé autêntica e inclusiva, que reflete os valores do Reino de Deus de amor, justiça e compaixão.

Portanto, é essencial que a hierarquia eclesiástica seja guiada pelos princípios do Evangelho e pela liderança do Espírito Santo, em vez de replicar cegamente as estruturas de poder do mundo. A liderança na igreja deve ser exercida com humildade, amor e serviço, buscando sempre o bem-estar e a edificação do corpo de Cristo.

A estrutura de autoridade na igreja, conforme os moldes de Jesus, seria caracterizada por princípios de serviço, amor e humildade. Aqui estão algumas características dessa estrutura:

Liderança Servidora: Assim como Jesus ensinou aos Seus discípulos, os líderes na igreja devem ser exemplos de serviço e humildade. Eles não devem buscar o poder ou a posição elevada, mas estar dispostos a servir aos outros, seguindo o exemplo de Jesus lavando os pés de Seus discípulos (João 13:1-17).

Colegialidade e Cooperação: Em vez de uma estrutura hierárquica rígida, a liderança na igreja deve ser colegiada e colaborativa, onde os líderes trabalham juntos em igualdade de condições, valorizando e respeitando os dons e perspectivas únicas de cada membro do corpo de Cristo (1 Pedro 5:1-3).

Prestação de contas e Transparência: Os líderes na igreja devem prestar contas uns aos outros e à comunidade da igreja, sendo transparentes em suas decisões e práticas. Eles devem estar abertos ao feedback e à correção, reconhecendo que são servos de Deus e responsáveis perante Ele e Sua igreja (Tiago 5:16).

Equipagem e Desenvolvimento: A liderança na igreja deve capacitar e desenvolver os membros do corpo de Cristo, incentivando o crescimento espiritual, a maturidade e o exercício dos dons espirituais de cada indivíduo. Eles devem encorajar e apoiar os outros a cumprir sua vocação e ministério no corpo de Cristo (Efésios 4:11-13).

Amor e Compromisso com a Verdade: Por fim, a liderança na igreja deve ser caracterizada pelo amor incondicional e compromisso com a verdade de Deus revelada em Jesus Cristo e nas Escrituras. Eles devem buscar a unidade na fé e no conhecimento do Filho de Deus, crescendo em maturidade espiritual e conduzindo a igreja em direção à plenitude de Cristo (Efésios 4:15-16).

É essencial compreender que a diversidade de dons e ministérios na igreja não deve levar à formação de grupos fechados ou exclusivistas. Pelo contrário, deve promover uma colaboração livre e aberta entre todos os membros do corpo de Cristo, independentemente de sua afiliação denominacional. A união dos crentes em torno do amor de Cristo e do propósito comum de proclamar o Evangelho deve transcender quaisquer barreiras denominacionais ou divisões sectárias.

A verdadeira colaboração na igreja não é apenas uma questão de tolerância, mas sim de reconhecimento mútuo da riqueza que cada membro traz para o corpo de Cristo. Ao celebrar e valorizar as diferentes perspectivas e dons, os crentes podem se fortalecer mutuamente e testemunhar de forma mais eficaz ao mundo sobre o amor e a graça de Deus.

Portanto, a igreja deve buscar ativamente uma unidade baseada na diversidade, onde os dons e ministérios de cada membro são reconhecidos, valorizados e utilizados para a edificação mútua e o avanço do Reino de Deus. Isso só é possível quando nos submetemos à liderança do Espírito Santo e nos comprometemos com o amor e a unidade que Cristo nos ensinou.

Efésios 4:3: "esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz."

1 Coríntios 12:12-14: "Pois, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros do corpo, embora muitos, formam um só corpo, assim também é Cristo. Pois em um só Espírito fomos todos batizados em um corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres; e a todos nós foi dado beber de um só Espírito. Pois também o corpo não é um só membro, mas muitos."

Romanos 12:4-5: "Porque assim como em um corpo temos muitos membros, e nem todos os membros têm a mesma função, assim também nós, embora muitos, somos um só corpo em Cristo, e individualmente membros uns dos outros."

1 Coríntios 1:10: "Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que faleis todos a mesma coisa e que não haja entre vós divisões; antes, sejais inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no mesmo parecer."

João 17:20-23: "Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra; a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste. Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos; eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim."

Em meu ministério, busco transcender as limitações do denominacionalismo, reconhecendo que o corpo de Cristo é muito mais amplo e diversificado do que as fronteiras denominacionais que o dividem. Em vez de me restringir a uma única denominação, busco ativamente estender a mão da comunhão e colaboração a todos aqueles que compartilham da mesma fé em Cristo.

Isso implica em estar aberto e receptivo a trabalhar com irmãos e irmãs de diferentes ministérios, reconhecendo e respeitando suas particularidades e dons. Valorizo a diversidade dentro do corpo de Cristo, compreendendo que cada denominação traz consigo uma riqueza única de tradições, perspectivas e formas de servir a Deus.

Minha abordagem é fundamentada no princípio do amor mútuo e da unidade em Cristo. Busco encontrar pontos de convergência e cooperação com outros ministérios, em vez de focar nas diferenças que podem nos separar. Acredito que, ao nos unirmos em torno do Evangelho e do propósito comum de glorificar a Deus e servir ao próximo, podemos alcançar muito mais juntos do que separados.

Essa visão transcende as barreiras do denominacionalismo e nos permite testemunhar de forma mais eficaz ao mundo sobre a unidade e o amor de Cristo. Ao trabalhar em colaboração com irmãos de diferentes origens denominacionais, buscamos refletir a verdadeira essência do corpo de Cristo, onde cada membro é valorizado e contribui para o todo de forma significativa e complementar.

1 Coríntios 12:12 (NVI): "O corpo é uma unidade, embora tenha muitos membros, e todos os membros, mesmo muitos, formam um só corpo. Assim acontece com Cristo."

Romanos 12:4-5 (NVI): "Pois assim como cada um de nós tem um corpo com muitos membros, e esses membros não exercem todos a mesma função, assim também em Cristo nós, que somos muitos, formamos um corpo, e cada membro está ligado a todos os outros."

Efésios 4:3 (NVI): "Façam todo o esforço para conservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz."

1 João 4:12 (NVI): "Ninguém jamais viu a Deus; se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor está aperfeiçoado em nós."

Filipenses 2:2 (NVI): "Tornem minha alegria completa, tendo o mesmo modo de pensar, o mesmo amor, um só espírito e uma só atitude."

Embora seja compreensível que algumas pessoas resistam a uma abordagem mais ampla e inclusiva, acredito firmemente que é essencial para o crescimento e a unidade do corpo de Cristo. Precisamos reconhecer que as estruturas denominacionais, embora tenham seu valor histórico e cultural, muitas vezes podem nos dividir e limitar a nossa visão do Reino de Deus.

É fundamental que nos libertemos das barreiras denominacionais e abracemos uma visão mais abrangente do que significa ser parte do corpo de Cristo. Isso implica em reconhecer a diversidade de expressões de fé e práticas espirituais dentro da comunidade cristã, e valorizar a riqueza que cada tradição pode trazer para o todo.

O cerne do ministério ao qual Deus nos chamou é edificar uns aos outros em amor, independentemente de nossas diferenças denominacionais. Isso requer humildade, tolerância e disposição para aprender com aqueles que têm perspectivas diferentes das nossas. Significa reconhecer que não temos todas as respostas e que podemos crescer espiritualmente ao nos relacionarmos com outros membros do corpo de Cristo.

Ao nos unirmos em torno do essencial da nossa fé - o amor a Deus e ao próximo - podemos superar as divisões que nos separam e testemunhar de forma mais eficaz ao mundo sobre a unidade e o poder transformador do Evangelho. Essa é a verdadeira essência do ministério cristão: sermos agentes de reconciliação e construtores de pontes em um mundo dividido.

Leonardo Lima Ribeiro 


quarta-feira, 15 de maio de 2024

Mentalidade Institucionalizada na Fé Cristã(e)

 

(Palhoça, Santa Catarina)

Tenho observado uma tendência preocupante entre os cristãos: a dificuldade de compreender o verdadeiro significado de andar no Espírito e viver em liberdade. Como muitos de vocês, experimentei esse resquício da institucionalização da nossa fé. Parece que algumas pessoas ainda vinculam sua fé a um lugar físico específico. Por exemplo, frequentar o culto duas vezes por semana pode ser visto como o padrão para manter-se conectado a Deus. Mas isso vai contra o entendimento bíblico do Reino de Deus.

Lucas 17:20-21 (NVI): "Uma vez, sendo interrogado pelos fariseus sobre quando viria o Reino de Deus, Jesus respondeu: 'O Reino de Deus não vem de modo visível, nem se dirá: ‘Aqui está ele’, ou ‘Lá está’. Pois o Reino de Deus está entre vocês'."

Marcos 1:15 (NVI): "O tempo é chegado", dizia ele. "O Reino de Deus está próximo. Arrependam-se e creiam nas boas-novas!"

Romanos 14:17 (NVI): "Pois o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo."

1 Coríntios 4:20 (NVI): "Pois o Reino de Deus não consiste em palavras, mas em poder."

Mateus 12:28 (NVI): "Mas, se é pelo Espírito de Deus que expulso demônios, então chegou a vocês o Reino de Deus."

A verdade é que o Espírito Santo habita em nós, tornando-nos filhos de Deus. Por meio do novo nascimento e da presença do Espírito Santo, somos justificados e capacitados a viver em comunhão com Deus. Nenhuma outra proposta ou padrão externo deve ser aceito como parâmetro de nossa filiação divina.

A institucionalização da nossa fé, ao longo do tempo, tem levado muitos a equivocadamente acreditarem que sua conexão com Deus é mediada por CNPJ, prédios, organizações e rituais. Porém, o cerne do Evangelho nos ensina uma verdade mais profunda: é a graça de Deus que nos atrai para Ele, não nossas próprias obras ou atividades religiosas.

O Evangelho não é uma série de práticas religiosas a serem cumpridas mecanicamente, mas sim um relacionamento de transformação profunda, operada pelo poder de Deus na vida daqueles que O acolhem. A mensagem central é a da graça redentora, que transcende qualquer estrutura institucional ou ritual humano.

Essa perspectiva ressalta a importância de reconhecermos que nossa fé não está enraizada em construções físicas ou em cerimônias formais, mas sim em um relacionamento vivo e dinâmico com o Criador do universo. É esse relacionamento pessoal que nos capacita a experimentar a verdadeira transformação interior e a vivermos de acordo com os princípios do Reino de Deus.

Portanto, enquanto reconhecemos a importância das comunidades de fé e das práticas espirituais, devemos sempre lembrar que essas são meios, não fins em si mesmos. Nosso foco principal deve estar na busca constante da presença de Deus em nossas vidas, permitindo que Sua graça e poder nos moldem e nos guiem em nosso caminho espiritual.

Devemos desafiar a mentalidade de que precisamos fazer algo para alcançar Deus, quando na verdade Ele já fez tudo por nós. O papel do Espírito Santo em nossas vidas é transformar-nos à imagem de Cristo, conforme estabelecido por Deus desde a fundação do mundo.

Romanos 8:11 (NVI): "E, se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos habita em vocês, aquele que ressuscitou a Cristo dentre os mortos também dará vida a seus corpos mortais, por meio do seu Espírito, que habita em vocês."

2 Coríntios 3:18 (NVI): "E todos nós, que com a face descoberta contemplamos a glória do Senhor, segundo a sua imagem estamos sendo transformados com glória cada vez maior, a qual vem do Senhor, que é o Espírito."

Gálatas 5:22-23 (NVI): "Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei."

Efésios 2:8-9 (NVI): "Porque pela graça vocês são salvos, mediante a fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie."

Filipenses 1:6 (NVI): "Estou convencido de que aquele que começou boa obra em vocês, vai completá-la até o dia de Cristo Jesus."

Portanto, não estou colocando nenhuma barreira contra a igreja institucional ou denominacional. No entanto, é importante reconhecer que a verdadeira eficácia do Reino de Deus não depende desses fatores externos, mas da nossa conexão pessoal e transformadora com o Espírito Santo.

Vamos desafiar as noções preconcebidas e buscar uma compreensão mais profunda do Evangelho, vivendo em liberdade no Espírito e sendo transformados à imagem de Cristo.

Tenho observado o uso de algumas frases de efeito na fé cristã, muitas vezes baseadas em versículos bíblicos, mas que não são completas em si mesmas, pois carecem de contexto. Um exemplo disso é a frase: "A igreja não salva, mas todo salvo vai à igreja". Embora a primeira parte seja verdadeira - a igreja não salva, pois é Jesus quem salva - a segunda parte contém um sofisma.

Na verdade, os salvos são a igreja, e não frequentam a igreja como se esta fosse uma entidade separada. A noção de que é necessário ir à igreja para se conectar com Deus é um equívoco. Jesus é o único mediador entre Deus e os homens, não uma instituição ou líder religioso. É esse pensamento é tão humano que remete sempre a uma organização de controle.

Compreender que os salvos constituem a própria igreja é essencial para uma visão bíblica da fé cristã. Essa percepção vai além da ideia de frequentar um edifício ou participar de atividades religiosas e nos lembra que somos parte de um corpo espiritual vivo, cuja conexão com Deus não é mediada por instituições humanas, mas é estabelecida por meio de Jesus Cristo, o único mediador entre Deus e os homens.

A noção de que é necessário ir à igreja para se conectar com Deus muitas vezes é resultado de um entendimento equivocado do propósito da igreja. A igreja não é um local a ser frequentado, mas uma comunidade de crentes unidos em Cristo, onde a presença de Deus é experimentada por meio do Espírito Santo. A verdadeira conexão com Deus ocorre quando vivemos em comunhão uns com os outros, nutrimos relacionamentos autênticos e nos engajamos em adoração e serviço mútuo.

A centralidade de Jesus como o único mediador entre Deus e os homens destaca a natureza pessoal e relacional da nossa fé. Ele não apenas nos reconciliou com Deus por meio de Sua morte e ressurreição, mas também nos convida a uma intimidade profunda e direta com o Pai. Não precisamos de intermediários humanos para nos aproximarmos de Deus, pois Jesus nos deu acesso direto ao Pai por meio do Seu sacrifício na cruz.

É importante reconhecer que a ideia de que é necessário ir à igreja para se conectar com Deus pode refletir uma mentalidade de controle religioso, onde as instituições buscam exercer autoridade sobre a vida espiritual dos crentes. No entanto, a verdadeira liberdade e plenitude espiritual são encontradas na relação pessoal e íntima com Deus, que não é limitada por estruturas ou hierarquias humanas.

Portanto, ao compreendermos que somos a igreja e que nossa conexão com Deus é estabelecida por meio de Jesus Cristo, podemos transcender a ideia de que a presença de Deus está confinada a um local físico ou a uma organização religiosa, e experimentar a plenitude da vida espiritual em Cristo.

Por muito tempo, fui ensinado a acreditar que a igreja física era um intermediário entre mim e Deus. No entanto, percebi que isso é um engano. A verdadeira comunhão dos santos acontece através do Espírito Santo, que habita em cada crente. A igreja é uma comunidade de crentes, não uma organização institucional.

É importante compreender que nossa relação com Deus não é condicionada à participação em uma igreja física ou à obediência a líderes religiosos. É a ressurreição de Cristo e a habitação do Espírito Santo que nos conectam a Deus e nos transformam à Sua imagem.

Embora nossa relação com Deus não esteja condicionada a um prédio ou instituição religiosa, é importante reconhecer que a comunhão com outras pessoas desempenha um papel fundamental no desenvolvimento da nossa saúde espiritual e maturidade cristã. Somos chamados a viver em comunhão uns com os outros porque, juntos, formamos o corpo de Cristo na terra.

A comunhão com outros crentes nos oferece oportunidades para crescimento espiritual, encorajamento mútuo, apoio em tempos de dificuldade e prestação de contas. Quando nos reunimos em comunidade, compartilhamos experiências de fé, oramos uns pelos outros, estudamos as Escrituras juntos e nos desafiamos a viver de acordo com os princípios do Evangelho.

Além disso, a comunhão nos ajuda a experimentar diferentes dons espirituais, à medida que cada membro do corpo de Cristo contribui de maneira única para o bem-estar do todo. À medida que servimos uns aos outros com nossos dons e habilidades, fortalecemos o corpo de Cristo e demonstramos o amor de Deus de maneira prática e tangível.

A comunhão também nos leva a uma compreensão mais profunda do amor de Deus, pois aprendemos a amar e perdoar uns aos outros, mesmo em meio às nossas diferenças e imperfeições. Ao enfrentarmos desafios e conflitos juntos, somos moldados e transformados à imagem de Cristo, que é o nosso exemplo máximo de amor e sacrifício.

Portanto, embora nossa relação com Deus seja pessoal e individual, a comunhão com outras pessoas é essencial para nosso crescimento espiritual e testemunho cristão. Juntos, somos chamados a viver em unidade e amor, refletindo a natureza do corpo de Cristo na terra e cumprindo o propósito de Deus para Sua igreja.

Hebreus 10:24-25 (NVI): "E consideremos uns aos outros para nos incentivarmos ao amor e às boas obras. Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas procuremos encorajar-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês veem que se aproxima o Dia."

1 Coríntios 12:12-14 (NVI): "O corpo é uma unidade, embora tenha muitos membros, e todos os membros, mesmo sendo muitos, formam um só corpo. Assim acontece com Cristo. Pois em um só corpo todos nós fomos batizados em um único Espírito: quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um único Espírito. Até o corpo não é composto de um só membro, mas de muitos."

Romanos 12:4-5 (NVI): "Pois assim como cada um de nós tem um corpo com muitos membros, e esses membros não exercem todos a mesma função, assim também em Cristo nós, que somos muitos, formamos um corpo, e cada membro está ligado a todos os outros."

1 João 1:7 (NVI): "Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado."

Efésios 4:15-16 (NVI): "Ao contrário, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo. Dele todo o corpo, ajustado e unido pelo auxílio de todas as juntas, cresce e edifica-se a si mesmo em amor, na medida em que cada parte realiza a sua função."

A unção do Espírito Santo pode quebrar as barreiras que aprisionam nossas mentes em uma mentalidade religiosa, mas é a verdade que nos liberta verdadeiramente. Devemos buscar a verdade do Evangelho e não nos contentar com sofismas ou tradições humanas.

Além disso, devemos ter cuidado com as opiniões alheias e com as nossas próprias. Não somos definidos pelo que pensamos, mas pelo que somos em Cristo. A autenticidade vem de vivermos de acordo com nossa identidade em Cristo, não de expressarmos meras opiniões.

Neste momento da minha jornada espiritual, entendo que Deus está mais interessado em quem somos do que no que pensamos ou dizemos. Ele nos chama a viver em autenticidade e verdade, buscando a Sua vontade em todas as coisas.

É crucial compreender que minha jornada espiritual está intrinsecamente ligada ao propósito e à maturidade que Deus tem para mim. Ele age de acordo com o meu nível de compreensão e o estágio de desenvolvimento da minha fé. Isso não desafia os atributos de Deus, mas revela como Ele tem conduzido minha vida para meu crescimento e amadurecimento espiritual.

Em diferentes momentos, Deus pode me direcionar para diferentes caminhos. Ele pode me guiar para trabalhar em uma empresa, ser um empreendedor, ou se dedicar integralmente ao ministério. Como Seu filho e servo, entendo que Ele me instrui e direciona de acordo com Sua vontade soberana.

Algumas pessoas podem ter concepções predefinidas sobre o que é viver pela fé ou estar no Espírito. Por exemplo, há aqueles que acreditam que trabalhar em um emprego secular é incompatível com uma vida de fé. Outros argumentam que pastores não devem receber salário. No entanto, tais ideias são muitas vezes baseadas em opiniões pessoais ou tradições, e não na vontade específica de Deus para cada indivíduo.

É importante reconhecer que o plano de Deus para nossa vida pode mudar ao longo do tempo. Ele pode nos conduzir por diferentes trajetórias, cada uma moldada pelas necessidades e propósitos específicos de cada momento. Por exemplo, Paulo fez tendas em um período de sua vida, enquanto em outros momentos ele recebeu provisão das igrejas. Essas não são regras fixas, mas direções específicas dadas por Deus para circunstâncias específicas.

Portanto, não devemos nos apegar rigidamente a ideias preconcebidas sobre como viver nossa fé. Em vez disso, devemos estar abertos à liderança do Espírito Santo, permitindo que Ele nos guie em cada passo do caminho. Como filhos de Deus, nossa confiança está Nele e na Sua sabedoria soberana, não em conceitos humanos ou tradições religiosas. Que possamos permanecer flexíveis e receptivos à voz de Deus, permitindo que Ele nos conduza de glória em glória, de fé em fé.

O relacionamento entre um filho e seu pai é um paradigma poderoso para compreender nossa jornada espiritual. Assim como um filho confia na orientação e sabedoria de seu pai terreno, nós, como filhos de Deus, precisamos confiar na direção e discernimento do Espírito Santo em cada situação.

Em muitos momentos da minha vida, reconheci minha própria dependência de buscar conselhos externos. A orientação pastoral foi uma parte valiosa do meu crescimento espiritual, mas chega um ponto em que precisamos assumir responsabilidade por nossas próprias decisões. Devemos ter o compromisso de buscar a vontade de Deus em oração e obedecer ao que Ele nos revela.

A Bíblia e os conselhos de outros cristãos podem ser úteis, mas é essencial ter uma relação direta com Deus para discernir Sua vontade para nós. Isso significa não apenas observar as circunstâncias externas, mas também buscar a paz interior que vem da comunhão íntima com Ele. Essa paz nos guiará e nos protegerá contra decisões precipitadas ou enganosas.

Embora seja natural buscar por sinais externos para confirmar a direção de Deus, precisamos estar cientes de que esses sinais podem ser enganosos. Somente através de uma relação profunda com Deus e do fortalecimento da nossa fé seremos capazes de discernir verdadeiramente Sua vontade para nós.

Muitas pessoas que afirmam viver no Espírito ainda são guiadas por suas próprias percepções, circunstâncias e emoções. No entanto, a verdadeira vida no Espírito é caracterizada pela confiança completa em Deus e pela obediência à Sua vontade, mesmo quando as circunstâncias parecem desafiadoras.

Por fim, ao olharmos para a história do povo de Israel no deserto, aprendemos a importância da fé e da confiança em Deus, mesmo diante das adversidades. A terra prometida estava à disposição deles, mas muitos se deixaram levar pelo medo e pela incredulidade. Da mesma forma, somos chamados a confiar em Deus e a enfrentar os "gigantes" da vida com coragem e fé, sabendo que Ele já nos deu a vitória em Cristo.

Quando Deus nos aponta uma direção, nossa resposta deve ser render-nos e obedecer. Nesse processo, a vitória já está assegurada, assim como Sua provisão e cuidado. No entanto, às vezes nos encontramos em situações onde parece não haver provisão, vitória ou paz, e isso pode ser resultado de nossa própria falta de sintonia com a voz de Deus.

Há momentos em que, mesmo conhecendo a promessa de Deus, duvidamos e buscamos soluções humanas. Isso é semelhante ao episódio em que parte do povo de Israel duvidou da capacidade de conquistar a terra prometida e até mesmo sugeriu levantar novos líderes que pudessem conduzi-los de acordo com suas próprias vontades. Essa dinâmica ainda está presente nos dias de hoje, onde muitos preferem ouvir o que desejam ao invés da verdade de Deus, como mencionado em 2 Timóteo 4:3.

2 Timóteo 4:3 (NVI): "Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, sentindo coceira nos ouvidos, segundo os seus próprios desejos juntarão mestres para si mesmos."

Porém, devemos nos perguntar: será que Deus nos daria uma orientação errada? Será que Ele nos deixaria perdidos sem direção? A verdade é que Deus nos oferece um GPS espiritual infalível, mas muitas vezes insistimos em seguir nossos próprios caminhos, buscando orientação em fontes humanas em vez de nos rendermos à voz de Deus.

A promessa de Deus é clara: Ele nos guiará e nos sustentará em nosso caminho, mesmo nos desertos da vida. Ainda assim, é necessário que estejamos dispostos a ouvir Sua voz e seguir Suas instruções, confiando em Sua fidelidade e capacidade de nos conduzir ao cumprimento de Seus propósitos em nossas vidas.

Portanto, que possamos aprender a confiar na orientação de Deus, buscando Sua vontade em oração e sendo sensíveis à Sua voz. Que possamos abandonar a busca por soluções humanas e nos render completamente ao plano perfeito que Ele tem para cada um de nós. Que nossa fé seja fortalecida ao reconhecermos que, mesmo nos momentos de incerteza, podemos confiar na promessa de Deus de nos conduzir com amor e sabedoria.

Leonardo Lima Ribeiro 
 

sábado, 4 de maio de 2024

A verdadeira vida no Espírito (Pt3)

(Oslo Gardermoen, Noruega)

Você tem que nascer da água e do Espírito, e isso é realmente literal:

Colossenses 2:12 (NVI): "Quando vocês foram batizados, foram sepultados com ele na morte, e nele foram ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos."

1 Coríntios 12:13 (NVI): "Pois em um só Espírito fomos todos nós batizados em um único corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres; e a todos nós foi dado beber de um único Espírito."

Gálatas 3:27 (NVI): "pois todos vocês que foram batizados em Cristo se revestiram de Cristo."

Marcos 16:16 (NVI): "Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado."

Atos dos Apóstolos 2:38 (NVI): "Pedro respondeu: 'Arrependam-se, e cada um de vocês seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos seus pecados, e receberão o dom do Espírito Santo.'"

Temos que admitir algo que muitas vezes é difícil até para os crentes de aceitar e assimilar: Há uma mudança de realidades e naturezas do homem após o crer e ser batizado, se nossa antiga natureza ficou na cruz, a nossa nova agora ressuscitou, observemos isso a partir de Romanos 6:


Romanos 6 é um capítulo fundamental que explora a relação entre a morte e a ressurreição de Cristo e a nossa identificação com Ele através do batismo. Aqui está um resumo da conexão entre a ressurreição e o batismo, baseado em Romanos 6:

Morte para o pecado: O capítulo começa destacando que, assim como Cristo morreu para o pecado uma vez por todas, nós também morremos para o pecado quando nos tornamos cristãos (Romanos 6:2-3).

Sepultamento e ressurreição: O apóstolo Paulo usa a imagem do batismo para ilustrar essa morte para o pecado e a nova vida em Cristo. Quando somos batizados, é como se fôssemos sepultados com Cristo na morte e, assim como Ele ressuscitou dentre os mortos, também somos ressuscitados para uma nova vida (Romanos 6:4-5).

União com Cristo: O batismo não é apenas um símbolo externo, mas uma participação na morte e ressurreição de Cristo. Estamos unidos com Ele de tal forma que compartilhamos em sua morte e ressurreição, permitindo-nos viver uma nova vida em comunhão com Ele (Romanos 6:5).

Libertação do pecado: A partir do versículo 6 em diante, Paulo explica que nossa velha natureza pecaminosa foi crucificada com Cristo, para que possamos ser livres do poder do pecado e viver uma vida de santidade (Romanos 6:6-7).

Vida em Cristo: O restante do capítulo destaca que, assim como Cristo ressuscitou para viver uma nova vida, nós também devemos viver em obediência a Deus, oferecendo-nos como instrumentos de justiça (Romanos 6:11-14).

Confesso que talvez essa seja a realidade mais básica da vida nova do crente, e ao mesmo tempo a mais difícil de ser assimilada por revelação a partir de uma consciência renovada. Nossa mente está cheia de memórias naturais desde o ventre, e nossa alma esta moldada segundo os padrões desse mundo, e agora, que recebemos uma nova natureza, ficamos com uma suposta dualidade de pensamentos, e isso pode gerar grandes conflitos internos capazes de criar problemas com nossa personalidade e convicção de identidade. 

Vejamos alguns parâmetros dessa nova vida:

Romanos 8 é um capítulo rico que aborda a vida espiritual do cristão em profundidade. Aqui está um resumo da realidade de uma vida espiritual conforme descrita em Romanos 8:

Libertação do poder do pecado: Paulo começa destacando que não há condenação para os que estão em Cristo Jesus, pois o Espírito de vida nos libertou da lei do pecado e da morte (Romanos 8:1-2).

Caminhar no Espírito: O capítulo continua enfatizando a importância de viver de acordo com o Espírito, e não segundo a carne. Quem vive de acordo com o Espírito tem sua mente voltada para as coisas do Espírito e experimenta vida e paz (Romanos 8:5-6).

Filhos de Deus: Paulo ressalta que aqueles que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus, e recebem o Espírito de adoção, pelo qual clamamos: "Aba, Pai!" (Romanos 8:14-15).

Herança e glória futura: O capítulo destaca que somos herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo, participando de seu sofrimento para compartilhar também da sua glória futura (Romanos 8:17).

Ação do Espírito Santo: Paulo enfatiza que o Espírito Santo intercede por nós e nos ajuda em nossa fraqueza, mesmo quando não sabemos como orar. Ele nos auxilia em nosso caminhar espiritual, de acordo com a vontade de Deus (Romanos 8:26-27).

Nada pode nos separar do amor de Deus: O capítulo conclui com uma poderosa declaração sobre o amor incondicional de Deus por nós. Nenhuma tribulação, angústia, perseguição, fome, nudez, perigo ou espada pode nos separar do amor de Cristo (Romanos 8:35-39).

Chegando até aqui, já temos entendimento suficiente para chegarmos a uma conclusão de que o Evangelho não é uma religião a ser seguida. O Evangelho é uma noticia sobre uma vida nova, eterna e plena disponível a todos que crerem na obra consumada da morte e ressureição de Cristo. 

A vida Zoe é o que recebemos, e agora, através do que recebemos pelo Evangelho, vivemos a vida no espírito renascido. 


A expressão "vida zoe" refere-se à vida abundante ou plena que Jesus prometeu aos seus seguidores. Essa expressão é encontrada no Novo Testamento, especificamente no Evangelho de João, capítulo 10, versículo 10. Aqui está o versículo na versão Almeida Corrigida e Revisada Fiel:

"O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância."

Neste versículo, Jesus contrasta Sua missão com a missão do "ladrão" (referindo-se ao diabo), que busca roubar, matar e destruir. Em contraste, Jesus veio para trazer vida abundante aos seus seguidores.

Há também uma outra possível interpretação para a palavra lobo nesse texto:

É também uma interpretação comum entender o "ladrão" mencionado por Jesus como uma representação de falsos pastores ou líderes religiosos que buscam explorar, enganar e prejudicar as pessoas espiritualmente. Na passagem de João 10:10, onde Jesus fala sobre o ladrão que vem apenas para roubar, matar e destruir, Ele contrasta essa atitude com a Sua própria missão de trazer vida abundante.

A palavra "lobo" na passagem em grego é "λῃστής" (pronuncia-se "leistés"). Essa palavra é usada especificamente em João 10:10, onde Jesus se refere ao "ladrão" que vem para roubar, matar e destruir.

"λῃστής" (leistés) pode ser traduzido como "ladrão", "saqueador" ou "assaltante". É uma palavra que descreve alguém que comete crimes de roubo e violência, o que ressalta a natureza destrutiva daqueles que procuram explorar e prejudicar os outros, como é o contexto em que Jesus está usando essa metáfora para descrever aqueles que se opõem à Sua missão de trazer vida abundante.

Os falsos pastores são aqueles que, em vez de cuidar do rebanho e guiá-lo para a verdade e o bem-estar espiritual, agem em benefício próprio, buscando lucro, poder ou status. Eles distorcem a Palavra de Deus, exploram os fiéis e, em última instância, os levam para longe do verdadeiro caminho da fé.

Portanto, é uma interpretação válida considerar os "lobos" mencionados por Jesus como uma representação dos falsos pastores que surgem para enganar e prejudicar o rebanho espiritualmente. Essa interpretação destaca a importância de discernir e seguir líderes espirituais que estejam alinhados com os ensinamentos de Jesus e que genuinamente busquem o bem-estar espiritual das pessoas.

De qualquer forma, sendo o diabo ou falsos pastores, os dois acabam por ser sinônimos.

Dessa forma, o que os dois tentam te roubar é a vida que Jesus te oferece, a vida zoe, ou vida abundante, que Jesus oferece não se refere apenas a uma vida materialmente próspera, mas também a uma vida espiritual plena e satisfatória. Ela inclui perdão dos pecados, reconciliação com Deus, relacionamento íntimo com o Pai, transformação interior, propósito e significado na vida, esperança para o futuro e a promessa da vida eterna.

Essa vida abundante não está restrita às circunstâncias externas, mas é uma realidade que permeia todas as áreas da existência daqueles que seguem a Jesus, mesmo em meio a desafios e dificuldades. É uma vida caracterizada pela presença e pelo poder de Deus atuando de forma transformadora na vida do indivíduo, e tudo isso acontece em uma realidade criada pela realidade de viver no espírito. 

Vamos observar os escritos de João já no final de sua vida:

O livro de 1 João aborda vários aspectos da vida espiritual dos crentes. Aqui estão alguns temas relacionados à vida no Espírito Santo que são abordados no livro:

Comunhão com Deus: 1 João enfatiza a importância da comunhão íntima com Deus. Os crentes são encorajados a andar na luz, a confessar seus pecados e a manter uma relação íntima com o Pai (1 João 1:5-10).

O amor de Deus: O livro destaca o amor de Deus como o fundamento da vida cristã. Os crentes são exortados a amar uns aos outros, pois o amor vem de Deus e todo aquele que ama é nascido de Deus (1 João 4:7-8).

O papel do Espírito Santo: Embora o Espírito Santo não seja mencionado explicitamente em 1 João, o livro enfatiza a obra do Espírito na vida do crente. Ele capacita os crentes a viverem uma vida de obediência a Deus e os ajuda a discernir entre o espírito da verdade e o espírito do erro (1 João 4:1-6).

Vitória sobre o pecado: 1 João ensina que os crentes têm vitória sobre o pecado porque são nascidos de Deus e têm o Espírito Santo habitando neles. Eles são capacitados a viver uma vida de retidão e santidade, sendo transformados à imagem de Cristo (1 João 3:9).

Confiança na salvação: O livro oferece garantia da salvação para aqueles que creem em Jesus Cristo. Os crentes podem ter confiança de que são filhos de Deus e têm a vida eterna, pois creem no nome de Seu Filho (1 João 5:13).

No geral, 1 João retrata a vida no Espírito como uma vida de comunhão com Deus, caracterizada pelo amor, obediência, vitória sobre o pecado e confiança na salvação através de Jesus Cristo. É uma vida marcada pela presença e ação do Espírito Santo na vida do crente, capacitando-o a viver de acordo com a vontade de Deus.

Portanto, irmãos, é claro, transparente e explícito que o Evangelho não é uma religião, e não tem nada em comum com grande parte daquilo tudo que o homem criou, entre atividades e doutrinas a serem seguidas. O Evangelho é a boa noticia da salvação através de Jesus, a proposta de um novo nascimento que oferece uma nova vida e uma relação com pessoal com Jesus através do Espirito Santo que te leva a revelação da paternidade de Deus. 

A palavra "evangelho" em grego é "εὐαγγέλιον", transliterado como "euangelion". Essa palavra é comumente usada nos Evangelhos do Novo Testamento para se referir à boa nova ou mensagem de salvação através de Jesus Cristo. A palavra "euangelion" é composta por "eu", que significa "bom" ou "boa", e "angelion", que significa "mensagem" ou "notícia". Portanto, "evangelho" pode ser traduzido literalmente como "boa mensagem" ou "boa notícia".

Queridos irmãos, sejamos livres do sistema intelectual humano que criou uma mentalidade religiosa sobre a pessoa de Jesus e essa nova realidade proposta pelo novo nascimento através da fé. É por isso, que eu insisto em dizer que o Cristianismo não é o Evangelho, o cristianismo é a religião criada a partir da interpretação humana sobre a pessoa de Jesus e seus ensinamentos. 

O sufixo "ismo" é usado para formar substantivos que indicam uma doutrina, teoria, prática, sistema, condição, ou movimento associado a uma ideia, conceito ou prática específica.
Por exemplo:

Comunismo: uma teoria política e econômica baseada na propriedade coletiva dos meios de produção.

Capitalismo: um sistema econômico baseado na propriedade privada dos meios de produção e na busca do lucro.

Humanismo: uma filosofia que enfatiza o valor e a dignidade da pessoa humana.

Feminismo: um movimento que defende a igualdade de direitos e oportunidades para mulheres em relação aos homens.

Realismo: uma técnica literária ou artística que busca retratar a realidade de forma objetiva e precisa.

Esses são apenas alguns exemplos, mas o sufixo "ismo" é amplamente utilizado na formação de palavras que descrevem ideologias, filosofias, movimentos sociais, sistemas políticos e outras abordagens relacionadas a várias áreas do conhecimento humano.

Em um contexto filosófico, o termo "cristianismo" se refere à religião, conjunto de crenças e sistema de valores baseados nos ensinamentos de Jesus Cristo. Esses ensinamentos, como registrados principalmente no Novo Testamento da Bíblia, formam a base da fé cristã e influenciaram significativamente o pensamento e a cultura ocidental.

O cristianismo é uma tradição religiosa que abrange uma ampla gama de doutrinas teológicas, éticas e filosóficas. Ele inclui conceitos como amor ao próximo, perdão, salvação, redenção, justiça, misericórdia, graça e esperança. Além disso, o cristianismo tem sido historicamente um ponto focal para debates filosóficos sobre a natureza de Deus, a existência do mal, o propósito da vida, a moralidade, a liberdade, entre outros temas.

No contexto filosófico, o cristianismo tem sido estudado e debatido por filósofos ao longo da história, desde os Padres da Igreja nos primeiros séculos até os filósofos contemporâneos. Eles exploram questões como a relação entre fé e razão, a natureza da fé religiosa, a validade de argumentos teológicos, a ética cristã e sua aplicação na sociedade, entre outros tópicos.

Assim, o cristianismo não é apenas uma religião, mas também uma área de estudo e debate dentro da filosofia, influenciando e sendo influenciado por diversas correntes filosóficas ao longo dos séculos.

Enquanto que Evangelho é boa noticia sobre a restauração de uma relação entre um Deus pai e seus filhos através da morte sacrificial de Jesus e a sua ressureição possibilitando a vivificação do nosso espírito pelo poder do Espirito Santo.

Em Romanos 8, o apóstolo Paulo aborda a obra do Espírito Santo na vida dos crentes, incluindo o conceito de vivificação espiritual. Aqui está uma explicação desse conceito neste contexto:

Contexto Geral de Romanos 8: O capítulo 8 de Romanos é uma passagem rica que trata da vida no Espírito Santo e da liberdade que os crentes têm em Cristo Jesus. Paulo descreve como aqueles que estão em Cristo não estão mais sujeitos à condenação, mas têm vida e paz no Espírito (Romanos 8:1-4)
.
Vivificação pelo Espírito: Em Romanos 8:10-11, Paulo fala sobre a vivificação espiritual que ocorre através do Espírito Santo. Ele diz: "Se, porém, Cristo está em vocês, o corpo está morto por causa do pecado, mas o espírito está vivo por causa da justiça. E, se o Espírito daquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos habita em vocês, aquele que ressuscitou a Cristo Jesus dentre os mortos vivificará também os seus corpos mortais, por meio do seu Espírito, que habita em vocês."

Vivificação do Corpo Mortal: Nesses versículos, Paulo destaca que, mesmo que nossos corpos físicos estejam sujeitos à mortalidade e à corrupção devido ao pecado, o mesmo Espírito Santo que ressuscitou Jesus dos mortos também vivificará nossos corpos mortais. Isso significa que, como crentes, temos a promessa da ressurreição e da vida eterna, não apenas para nossas almas, mas também para nossos corpos físicos.

Importância da Presença do Espírito: A vivificação espiritual que Paulo descreve em Romanos 8 está diretamente ligada à presença e à obra transformadora do Espírito Santo na vida dos crentes. É o Espírito Santo que habita em nós, nos capacitando a viver uma vida de retidão, nos dando esperança da ressurreição futura e nos ajudando a superar as fraquezas da carne.

em Romanos 8:14, onde Paulo escreve: "Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus."

Aqui está uma explicação do que significa "andar no Espírito" e como isso está relacionado a ser "filhos de Deus":

Andar no Espírito: "Andar no Espírito" refere-se a viver em comunhão com o Espírito Santo e ser guiado por Ele em todas as áreas da vida. Isso implica em submissão à vontade de Deus, obediência aos Seus mandamentos e conformidade com o caráter de Cristo. Quando alguém anda no Espírito, suas escolhas, motivações e ações são influenciadas e dirigidas pelo Espírito Santo.

Ser filhos de Deus: Paulo ensina que todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são considerados filhos de Deus. Isso significa que aqueles que têm uma relação íntima com Deus, recebem a vida divina em seus corações e são herdeiros das promessas de Deus. Ser filho de Deus implica em pertencer à família espiritual de Deus, ter um relacionamento pessoal com Ele e desfrutar dos privilégios e benefícios dessa filiação.

Portanto, quando Paulo afirma que "aqueles que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus", ele está enfatizando a conexão íntima entre a vida no Espírito e a filiação divina. Andar no Espírito é uma marca distintiva dos filhos de Deus, pois demonstra uma vida transformada e alinhada com a vontade e os propósitos de Deus. Essa relação de filiação com Deus é uma realidade espiritual que traz segurança, identidade e pertencimento àqueles que confiam em Cristo e são guiados pelo Seu Espírito.

Deus abençoe suas vidas

Leonardo Lima Ribeiro 

sexta-feira, 3 de maio de 2024

A verdadeira vida no Espírito (Pt2)


Então existe uma dinâmica da fé e isso não é algo que a gente tem como receita para nossa vida, é um relacionamento com Deus através do espírito Espírito Santo. Esse relacionamento demonstra uma dinâmica que acontece através da fé, essa fé é o que Deus nos deu para nos relacionar com Jesus Cristo.

João 3:16 (NVI): "Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna."

João 11:25-26 (NVI): "Jesus lhe disse: — Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente. Você crê nisso?"

João 14:6 (NVI): "Respondeu Jesus: — Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim."

Atos dos Apóstolos 16:31 (NVI): "Então lhe disseram: — Creia no Senhor Jesus, e você será salvo, você e os de sua casa."

Romanos 10:9 (NVI): "Se você confessar com a sua boca que Jesus é Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo."

Esses versículos destacam a importância da fé em Jesus Cristo para a salvação e para uma vida de comunhão com Deus. A fé em Jesus é fundamental para receber o perdão dos pecados, a vida eterna e a experiência de uma relação pessoal com Deus.

Eu já ouvi e provavelmente você também em algum ministério que você faz ou fez parte, que eles  figuram coisas, usam como figura ou não os escritos da Bíblia de acordo com o que eles querem encaixar em suas doutrinas. Eu já ouvi pessoas dizerem assim no texto de Jesus e Nicodemos:

João 3:1-2 (NVI): "Havia entre os fariseus um homem chamado Nicodemos, uma das autoridades entre os judeus. Ele veio a Jesus, à noite, e disse: — Rabi, sabemos que o senhor é mestre vindo de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que o senhor faz, se Deus não estiver com ele."

João 3:3 (NVI): "Jesus respondeu e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus."

João 3:4 (NVI):"Perguntou-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe e nascer?"

João 3:5 (NVI):"Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus."

João 3:16 (NVI):"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna."

João 3:17 (NVI):"Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele."

João 3:18 (NVI):"Quem nele crê não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus."

Nicodemos, um fariseu e membro do Sinédrio, procurou Jesus durante a noite para ter uma conversa. Ele reconheceu Jesus como um "rabino" e disse que sabia que Ele era de Deus por causa dos sinais que fazia. Jesus então falou com Nicodemos sobre a necessidade de nascer de novo para ver o Reino de Deus.

Jesus explicou que a salvação vem através da fé Nele, não apenas de cumprir a lei. Ele disse a Nicodemos: "Pois Deus amou tanto o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna."

Jesus também comparou Seu papel com o de Moisés levantando a serpente no deserto, dizendo que Ele seria levantado para que todo aquele que Nele crê tenha vida eterna.

Nicodemos mostrou-se confuso com esses ensinamentos, perguntando como alguém poderia nascer de novo. Jesus respondeu explicando que é um nascimento espiritual, realizado pelo Espírito de Deus.

O diálogo continua com Jesus explicando a Nicodemos a natureza da salvação e da condenação, com base na fé em Jesus Cristo. Ele encerra o diálogo reafirmando que Ele veio ao mundo para salvar, não para condenar, mas que a condenação vem para aqueles que rejeitam a luz.

Este é um dos encontros mais conhecidos de Jesus com uma pessoa individualmente e aborda temas centrais da fé cristã, como o novo nascimento, a salvação pela fé em Jesus e a natureza do amor e do propósito de Deus para o mundo.

Nesse dialogo, Jesus fala sobre o batismo nas águas, e alguns pastores ensinam isso como uma figura, dizem que água é uma figura que representa a palavra, e na verdade, essa tentativa de figuração é uma desconsideração da importância do batismo nas águas como ato de fé de salvação. 

Vejamos novamente 2 textos:

Marcos 16:16 (NVI) "Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado."

Romanos 6:3-4 (NVI): "Ou vocês não sabem que todos nós, que fomos batizados em Cristo Jesus, fomos batizados em sua morte? Portanto, fomos sepultados com ele na morte por meio do batismo, a fim de que, assim como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos mediante a glória do Pai, também nós vivamos uma vida nova."

Nesses versículos, Paulo compara o batismo com a morte e ressurreição de Jesus Cristo. Ele ensina que, assim como Jesus morreu e ressuscitou para uma nova vida, os crentes também participam dessa morte para o pecado e ressurreição para uma nova vida em Cristo através do batismo. O batismo simboliza a morte para o pecado e a ressurreição para uma nova vida em Cristo.

Romanos 6:5 (NVI): "Se fomos unidos com ele na semelhança da sua morte, certamente seremos também na semelhança da sua ressurreição."

Paulo continua enfatizando que, assim como fomos unidos com Cristo em Sua morte através do batismo, também seremos unidos com Ele em Sua ressurreição. Isso aponta para a realidade espiritual do novo nascimento e da vida transformada que os crentes experimentam através da fé em Jesus Cristo e do poder do Espírito Santo.

Esses versículos em Romanos 6 destacam o significado profundo e a importância espiritual do batismo para os crentes, mostrando como ele representa a morte para o pecado e a ressurreição para uma nova vida em Cristo.

Portanto, o batismo nas águas não é uma cerimônia humana, nem institucional, ele é um acontecimento sobrenatural fundamentado na fé em Jesus para salvação, segundo o texto de Marcos 16:16, sendo assim uma ação que demonstra uma fé. 

Esses conceitos doutrinários de interpretação humana são responsáveis por gerar tanta divisão entre os cristãos no mundo. O Evangelho é simples e objetivo em sua prática, e profundo em sua revelação, porém a revelação da profundidade só pode ser dada pelo Espírito Santo através de um relacionamento, pois Ele é o autor das escrituras. 

A leitura só pode ser feita e compreendida por um coração completamente rendido ao ensino do Espirito Santo. 

Em 1 João 2:27, na Bíblia, encontramos o seguinte versículo:

"Quanto a vocês, a unção que receberam dele permanece em vocês, e vocês não precisam que alguém os ensine; mas, como a unção dele os ensina a respeito de todas as coisas, e ela é verdadeira, e não é falsa, permaneçam nele, como ela os ensinou."

Neste versículo, João fala sobre a unção que os crentes receberam de Deus, que os capacita a compreender a verdade espiritual. Ele destaca que, através desta unção, os crentes têm a capacidade de discernir a verdade, sendo guiados pelo Espírito Santo em sua compreensão das Escrituras e da vontade de Deus. Portanto, os crentes não precisam depender exclusivamente do ensino humano, mas podem confiar na orientação do Espírito Santo em suas vidas.

Agora vamos pensar sobre questões relativas ao relacionamento entre cristãos com pensamentos doutrinários diferentes:

Existem várias razões que podem levar à separação entre os cristãos, e algumas delas incluem:

Diferenças teológicas: Questões teológicas, como interpretação das Escrituras, doutrinas e práticas religiosas, podem levar a divisões entre os cristãos. Disputas sobre assuntos como a natureza da salvação, a autoridade das Escrituras, o papel dos sacramentos e a compreensão da Trindade podem causar divisões dentro das comunidades cristãs.

Questões éticas e morais: Diferenças em questões éticas e morais, como o aborto, a sexualidade, o casamento, a justiça social e outros temas controversos, também podem contribuir para a divisão entre os cristãos. Grupos podem ter opiniões divergentes sobre como aplicar princípios éticos cristãos a questões contemporâneas, levando a divisões dentro da comunidade cristã.

Divergências culturais e contextuais: As diferenças culturais e contextuais podem resultar em divisões entre os cristãos, especialmente em um mundo globalizado. Questões como abordagens de adoração, práticas litúrgicas e expressões de fé podem variar significativamente entre as diferentes culturas e contextos, o que às vezes pode levar a tensões e divisões.

Questões políticas e sociais: Opiniões divergentes sobre questões políticas e sociais podem causar divisões entre os cristãos, especialmente quando essas questões se tornam polarizadoras. O envolvimento da igreja em ativismo político e social pode ser motivo de controvérsia e divisão entre os fiéis.

Fatores históricos e institucionais: Fatores históricos, como divisões denominacionais antigas ou conflitos passados, bem como questões institucionais, como disputas de liderança ou questões de poder, também podem desempenhar um papel na separação entre os cristãos.

Agora o contrário:

Apesar das diferenças que podem existir entre os cristãos, há vários elementos que unem os seguidores de Jesus Cristo:

Crença central em Jesus Cristo: Todos os cristãos compartilham uma crença fundamental em Jesus Cristo como o Filho de Deus, o Salvador e o Senhor da humanidade. Ele é o centro da fé cristã e a fonte de unidade para os crentes.

As Escrituras Sagradas: As Escrituras, tanto o Antigo quanto o Novo Testamento, são reconhecidas como a Palavra de Deus e a autoridade final em questões de fé e prática para os cristãos. Embora possa haver diferenças na interpretação, as Escrituras servem como um ponto comum de referência para os cristãos.

O amor e a graça de Deus: Todos os cristãos são unidos pelo amor e pela graça de Deus manifestados em Jesus Cristo. A compreensão do amor redentor de Deus e da graça oferecida através de Jesus une os crentes em uma comunidade de fé e amor mútuo.

A missão de proclamar o Evangelho: Os cristãos são chamados a compartilhar o Evangelho de Jesus Cristo com o mundo, anunciando as boas novas da salvação e do Reino de Deus. Essa missão comum une os crentes em um propósito maior e os motiva a trabalhar juntos para o avanço do Evangelho.

A presença do Espírito Santo: A presença e a obra do Espírito Santo são fundamentais para a vida e a comunhão dos cristãos. O Espírito Santo habita em cada crente, capacitando-os para viver uma vida santa, para crescer em comunhão com Deus e para servir uns aos outros.

E se toda nossa dedicação fosse colocada nos fatores que nos unem? E se toda nossa fé fosse apontada para Jesus em um relacionamento com seu Espírito afim de conhecermos seu amor e receber dele um coração humilde capaz de entender as escrituras segundo a ótica do próprio Cristo? 

O mais importante é dedicar-nos a conhecer o seu amor:

O versículo Oseias 6:3 na Bíblia (NVI) diz:

"Conheçamos e prossigamos em conhecer o Senhor; como a alva, a sua vinda é certa; e ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra."

Neste versículo, o profeta Oseias chama o povo à busca contínua do conhecimento e comunhão com Deus. Ele compara o conhecimento de Deus ao amanhecer, que sempre vem após a escuridão da noite, e à chuva serôdia que traz refrigério à terra seca. Essa busca pelo conhecimento de Deus é vista como essencial para o renascimento espiritual e a restauração do relacionamento com Ele.

Sejamos sábios na busca por conhecê-lo:

Provérbios 2:1-6 (NVI): "Meu filho, se você aceitar as minhas palavras e guardar no coração os meus mandamentos; se der ouvidos à sabedoria e inclinar o coração para o discernimento; se clamar por entendimento e por discernimento gritar bem alto, se procurar a sabedoria como se procura a prata e buscá-la como quem busca um tesouro escondido, então você entenderá o que é temer o Senhor e achará o conhecimento de Deus. Pois o Senhor é quem dá sabedoria; de sua boca procedem o conhecimento e o discernimento."

Colossenses 2:2-3 (NVI): "... a fim de que tenham o coração animado, estando unidos em amor, para que tenham toda a riqueza do pleno entendimento, e assim conheçam o mistério de Deus, a saber, Cristo, em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento."

Filipenses 3:8 (NVI): "Mais do que isso, considero tudo como perda, comparado com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por cuja causa perdi todas as coisas. Eu as considero como esterco para poder ganhar a Cristo..."

Esses versículos destacam a importância de buscar a sabedoria que vem de Deus e do conhecimento de Jesus Cristo. Eles nos incentivam a valorizar o entendimento espiritual e a profundidade do relacionamento com Deus, que é encontrado em Jesus Cristo.

(Continua...)

Deus vos abençoe 

Leonardo Lima Ribeiro 

terça-feira, 30 de abril de 2024

A verdadeira vida no Espírito (pt1)

(Alesund, Noruega)

O jejum é a declaração de fé do entendimento que da consciência de que você foi crucificado com Cristo:

O Jejum, portanto, é um ato de fé que declara que você esta sepultado, e vive agora uma realidade de ressureição. 

Romanos 6:3-4 (NVI): "Ou vocês não sabem que todos nós, que fomos batizados em Cristo Jesus, fomos batizados na sua morte? Portanto, fomos sepultados com ele na morte por meio do batismo, a fim de que, assim como Cristo foi ressuscitado dos mortos mediante a glória do Pai, também nós vivamos uma vida nova".

No batismo você recebeu a morte de Jesus e quando você foi retirado das águas recebeu a vida de Cristo

João 3:3-7 (NVI): "Jesus respondeu: 'Digo-lhe a verdade: Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo'. 'Como alguém pode nascer, sendo velho?', perguntou Nicodemos. 'É claro que não pode entrar pela segunda vez no ventre de sua mãe e renascer!' Jesus respondeu: 'Digo-lhe a verdade: Ninguém pode entrar no Reino de Deus, se não nascer da água e do Espírito. O que nasce da carne é carne, mas o que nasce do Espírito é espírito'."

Na verdade você só foi para o batismo das águas porque você creu em Jesus Cristo:

Marcos 16:16 "Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado."

Irmãos eu quero deixar uma coisa bem clara, muitas coisas na Bíblia você pode interpretar como uma figura e outras você pode interpretar como uma tipo, exemplo:

Salomão é um tipo de Cristo:

Algumas semelhanças entre Salomão e Cristo incluem:

Sabedoria e Conhecimento: Salomão é conhecido por sua sabedoria e discernimento, enquanto Jesus é frequentemente retratado como a personificação da sabedoria divina.

Realeza: Salomão foi um grande rei que reinou em paz e prosperidade sobre Israel, enquanto Jesus é conhecido como o Rei dos Reis.

Construção do Templo: Salomão construiu o Templo em Jerusalém, que era o centro da adoração para os israelitas. Da mesma forma, Jesus é visto como o cumprimento espiritual do Templo, representando a presença de Deus entre as pessoas.

Na teologia, as figuras e as tipificações são conceitos relacionados, mas distintos:

Figura: Uma figura é uma pessoa, evento ou objeto do Antigo Testamento que é visto como tendo um significado ou relevância para o Novo Testamento. As figuras podem ser pessoas (como Adão, Moisés, Davi), eventos (como o Êxodo, o Dilúvio) ou objetos (como o Templo, o sacrifício do cordeiro pascal). As figuras geralmente possuem características ou experiências que prenunciam ou apontam para aspectos da vida, ministério ou significado de Jesus Cristo.

Tipificação: A tipificação é um tipo específico de figura, em que um evento, pessoa ou objeto do Antigo Testamento é visto como prefigurando ou antecipando algo que será completamente revelado no Novo Testamento, especialmente em Cristo. Por exemplo, o cordeiro sacrificado no Antigo Testamento é tipificado como prefigurando o sacrifício de Jesus Cristo no Novo Testamento.

Em resumo, todas as tipificações são figuras, mas nem todas as figuras são tipificações. As tipificações são figuras que têm um significado específico e direto para a compreensão do cumprimento em Cristo no Novo Testamento.

Outra figura usada na Bíblia é a da água:

A água é frequentemente usada como uma figura ou símbolo do Espírito Santo em várias passagens da Bíblia. Aqui estão algumas delas:

João 7:37-39: Nesta passagem, Jesus está ensinando durante a Festa dos Tabernáculos e Ele diz: "Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva." João explica que Jesus estava se referindo ao Espírito Santo, que seria dado aos que nele cressem.

João 3:5: Jesus fala a Nicodemos sobre a necessidade de nascer de novo e diz: "Quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus." Aqui, a água é frequentemente interpretada como simbolizando o batismo, enquanto o Espírito Santo é o agente da regeneração espiritual.

1 Coríntios 12:13: Paulo escreve: "Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito." Neste versículo, o batismo no Espírito é comparado com beber da mesma fonte espiritual, que pode ser comparada à água.

Dai podemos observar uma dinâmica da manifestação do Espirito santo em eventos sobrenaturais:

Logos:

No texto de João 1:1 da Bíblia, "Logos" é uma palavra grega que pode ser traduzida como "Palavra". A passagem em questão é uma das mais profundas e teologicamente ricas do Novo Testamento:

"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus."

A palavra "Logos" aqui é usada para se referir a Jesus Cristo, como a encarnação da Palavra de Deus. Na teologia cristã, essa passagem é interpretada como indicando que Jesus, o Verbo, é eterno, divino e estava presente desde o princípio, sendo igual a Deus. Essa interpretação está ligada à doutrina da Trindade, que afirma que Deus é composto por três pessoas distintas: o Pai, o Filho (Jesus Cristo) e o Espírito Santo, mas ainda é uma única essência divina.

O termo "Logos" também era familiar para o público grego de João, pois tinha conotações filosóficas, especialmente na filosofia de Heráclito e Platão. Para Heráclito, o "Logos" representava a razão universal ou ordem cósmica que governava o mundo, enquanto para Platão, era a ideia de uma inteligência ou mente divina que criou e ordenou o universo. A escolha desse termo por João para descrever Jesus implica uma conexão entre a sabedoria divina manifestada em Cristo e a compreensão grega do Logos como uma força criativa e ordenadora.

Rhema:

Na Bíblia, especialmente no Novo Testamento, "Rhema" é uma palavra grega que se refere a uma palavra falada, uma declaração, uma comunicação específica ou uma mensagem verbalizada. Enquanto "Logos" (como em João 1:1) refere-se à Palavra de Deus como um todo, "Rhema" é mais específico, denotando uma palavra ou expressão particular proferida ou comunicada em um contexto específico.

A distinção entre "Logos" e "Rhema" pode ser entendida desta forma:

Logos: Refere-se à Palavra de Deus em seu sentido amplo e abrangente, como a revelação divina, a sabedoria eterna e a ordem cósmica.

Rhema: Refere-se a uma palavra específica ou uma declaração verbalizada dentro do contexto da revelação divina, geralmente associada a uma comunicação direta de Deus, uma promessa, um mandamento ou uma instrução específica.

Por exemplo, em Efésios 6:17, Paulo fala sobre "a espada do Espírito, que é a palavra de Deus" (Rhema tou Theou). Aqui, "Rhema" é usado para descrever a palavra específica de Deus que é proferida para combater o mal espiritual.

Essa distinção é importante na interpretação bíblica e na compreensão da revelação divina, pois reconhece tanto a natureza abrangente e eterna da Palavra de Deus quanto a relevância e aplicação específicas das suas declarações e comunicações para as nossas vidas.

Facilitando para seu entendimento, Rhema seria a expressão da palavra em uma compreensão que gera algum tipo de vida de Deus (zoe) em nós. 

Zoe:

A palavra "Zoe" na Bíblia é um termo grego que se refere à vida em seu sentido mais amplo e pleno. Em contraste com a palavra grega "bios", que se refere à vida física ou biológica, "Zoe" denota uma vida de qualidade superior, espiritual e eterna.

Em muitos casos na Bíblia, especialmente no Novo Testamento, "Zoe" é usada para descrever a vida abundante e eterna que é encontrada em Jesus Cristo. Por exemplo:

Em João 10:10, Jesus diz: "Eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância" (Zoe em grego).

Em João 3:16, é dito que quem crê em Jesus "tenha a vida eterna" (Zoe).

Essas passagens e outras destacam que a vida verdadeira e plena é encontrada em Jesus Cristo e na fé Nele. Essa vida não é apenas uma existência biológica, mas é caracterizada pela comunhão com Deus, pela redenção, pela esperança e pela eternidade. Assim, "Zoe" na Bíblia aponta para uma dimensão espiritual e transcendente da vida que vai além das limitações do tempo e do espaço.

Então:

Logos + Rhema = Zoe que produz Dunamis 


A palavra "dunamis" na Bíblia é um termo grego que se traduz para "poder", "força" ou "habilidade". É uma palavra que denota a capacidade de realizar algo, o poder que está em ação, muitas vezes associado a Deus ou ao Espírito Santo.


"Dunamis" é usada em vários contextos na Bíblia, especialmente no Novo Testamento. Algumas das formas em que é usada incluem:

Poder de Deus: "Dunamis" é frequentemente usado para descrever o poder ou a força de Deus em ação. Por exemplo, em Romanos 1:16, Paulo escreve sobre o Evangelho como "o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê".

Milagres: Em muitos casos, "dunamis" é usado para descrever os milagres realizados por Jesus e pelos apóstolos, como em Mateus 10:1, onde Jesus dá autoridade aos seus discípulos para expulsar demônios e curar enfermidades.

Poder do Espírito Santo: Também é associado ao poder do Espírito Santo em capacitar os crentes para o serviço e para viver uma vida santa. Por exemplo, em Atos 1:8, Jesus promete aos seus discípulos que receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre eles, capacitando-os a serem testemunhas dele em Jerusalém, Judeia, Samaria e até os confins da terra.

Portanto, "dunamis" na Bíblia reflete tanto o poder de Deus em ação quanto a capacitação divina para realizar Sua vontade e propósitos na vida dos crentes.

É através da abertura de consciência, o que podemos chamar de revelação no Espírito que podemos desfrutar dessa realidade de Deus (zoe) em nossas vidas, e nos tornemos capaz de expressar o poder e a habilidade sobrenatural (dunamis) do chamado a vocação ministerial. 

A prática de mandamentos bíblicos sem a revelação do seu fundamento que é Cristo, cria uma religião, que seria a tentativa do homem em atuar em algo que só pode ser feito pelo Espírito de Deus atuando através do espírito do homem. 


Há várias passagens na Bíblia que falam sobre o homem espiritual ou sobre viver uma vida segundo o Espírito. Aqui estão alguns exemplos:

1 Coríntios 2:14-15 (NVI): 14 O homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, pois lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. 15 Mas quem é espiritual discerne todas as coisas, e ele mesmo é julgado por ninguém."

Romanos 8:5-6 (NVI): "5 Os que são dominados pela natureza pecaminosa têm a mente voltada para o que essa natureza deseja; mas os que são controlados pelo Espírito têm a mente voltada para o que o Espírito deseja. 6 A mentalidade da carne é morte, mas a mentalidade do Espírito é vida e paz;"

Gálatas 5:16-17 (NVI): "16 Digo, porém: vivam pelo Espírito, e de modo nenhum satisfarão os desejos da carne. 17 Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito; e o Espírito, o que é contrário à carne. Eles estão em conflito um com o outro, de modo que vocês não fazem o que desejam."

Colossenses 3:1-2 (NVI): "1 Portanto, já que vocês ressuscitaram com Cristo, procurem as coisas que são do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus. 2 Mantenham o pensamento nas coisas do alto, e não nas coisas terrenas."

Vamos ver outro exemplo:

A pessoa que recebe a cura pela fé:

Ela poderia ter crido em uma palavra:

Logos: Isaías 53:4-5 diz o seguinte: "4 Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. 5 Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e esmagado por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados."

Rhema: Jesus Cristo, 

Dunamis: a manifestação da cura. 

Portanto, entendemos que toda a palavra aponta Cristo, e tudo está nele:

Colossenses 1:16-17 (NVI): "Pois nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos ou soberanias, poderes ou autoridades; todas as coisas foram criadas por ele e para ele. Ele é antes de todas as coisas, e nele tudo subsiste."

Colossenses 2:9-10 (NVI): "Pois em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade, e em Cristo vocês foram feitos completos. Ele é o cabeça de todo poder e autoridade."

E sem Ele, nada se fez:

João 1:3 (NVI): "Por meio dele todas as coisas foram feitas; sem ele, nada do que existe teria sido feito."

A sua mente humana não pode produzir Rhema, nem Zoe, portanto você não pode manifestar Dunamis, e talvez seja por falta desse entendimento que o homem tenha produzido tanta religião em nome de Jesus Cristo. 

O Evangelho é suficiente nele mesmo, e é Ele que produz algo em nós para que possa ser expresso ao mundo, porque nós não podemos produzir o Evangelho em nós mesmos e muito menos em outras pessoas. 

Por isso, o Espirito Santo teve que vivificar nosso espírito humano, para habitar nele, e começar a expressar o Reino através de nós, pelo nosso espírito. A mente do homem só pode produzir religião. Quanto mais inteligente, mais sofisticada será a religião produzida. 

1 Coríntios 2:16 (NVI) diz: "Quem conheceu a mente do Senhor para que possa instruí-lo? Nós, porém, temos a mente de Cristo."

Este versículo ressalta a ideia de que os crentes têm acesso à mente de Cristo por meio do Espírito Santo. Isso significa que, ao receber Cristo como Salvador e ter o Espírito Santo habitando em nós, podemos entender e discernir as coisas espirituais de uma maneira que reflete os pensamentos e a perspectiva de Cristo. Isso nos capacita a viver uma vida que está alinhada com a vontade de Deus e a tomar decisões que são guiadas pela sabedoria de Cristo.

(Continua...)

Deus abençoe meus irmãos

Leonardo Lima Ribeiro 

quarta-feira, 17 de abril de 2024

Meditação de Abril

 

(Haramsoya, Noruega)

Eis que vem e se cumprirá, diz o Senhor Deus; este é dia que tenho falado.

Desse dia em diante, os da casa de Israel saberão que Eu sou o Senhor, seu, Deus

Esqueceram a sua vergonha

Os que possuíam pedras preciosas as trouxeram para o tesouro da casa do Senhor 

E prosperou, e todo o Israel lhe obedecia 

Deus ele ao rei 120 talentos de ouro, especiarias em grande abundância e pedras preciosas.

Edificaram e prosperaram, e levaram dali mui grande despojo

E creram que tu me enviaste 

Eis que te mando prata e ouro

Porém, tendo tu confiado no Senhor, Ele os entregou nas tuas mãos

Você está frutificando 

O propósito eterno de Deus prevalecerá sobre todas as circunstâncias 

quarta-feira, 10 de abril de 2024

Por que é tão difícil para o cristão ofertar?

(Em algum lugar da Noruega)

Por que é tão difícil para o cristão ofertar? 

A avareza é uma das principais razões pelas quais algumas pessoas têm dificuldade em ofertar generosamente. A avareza é o desejo excessivo de possuir e reter riquezas, e pode se manifestar de várias maneiras que dificultam o ato de ofertar. Aqui estão algumas maneiras pelas quais a avareza pode influenciar a dificuldade em ofertar:

Foco no próprio ganho: Pessoas avarentas tendem a se concentrar excessivamente em acumular riquezas para si mesmas, em vez de considerar as necessidades dos outros ou a obra de Deus. Isso pode fazer com que sejam relutantes em abrir mão de seu dinheiro por meio de ofertas.

Medo da escassez: A avareza muitas vezes está enraizada no medo de não ter o suficiente. As pessoas avarentas podem temer que, se doarem parte de sua riqueza, não terão o bastante para si mesmas no futuro. Esse medo da escassez pode impedi-las de serem generosas em suas ofertas.

Apego aos bens materiais: A avareza pode levar as pessoas a se apegarem excessivamente aos bens materiais, tornando-as relutantes em abrir mão de seu dinheiro, mesmo para boas causas. Elas podem valorizar mais suas posses do que o bem-estar espiritual ou material dos outros.

Falta de generosidade: Pessoas avarentas muitas vezes têm dificuldade em serem generosas e altruístas. Elas podem priorizar seus próprios interesses financeiros sobre as necessidades dos outros, o que as impede de contribuir de forma significativa por meio de ofertas.

Identidade na riqueza: Algumas pessoas podem encontrar sua identidade e autoestima na quantidade de dinheiro que possuem. A ideia de abrir mão de parte de sua riqueza por meio de ofertas pode ser percebida como uma ameaça à sua autoimagem e segurança emocional.

Superar a avareza e a dificuldade em ofertar requer um processo de mudança de mentalidade e coração. Isso pode envolver uma reflexão sobre os ensinamentos da Bíblia sobre generosidade, confiança em Deus como provedor e o propósito maior de compartilhar nossos recursos para o bem dos outros e para a obra de Deus. Também pode ser útil buscar orientação espiritual e praticar a gratidão e a contentamento com o que já temos.

Outro fator importante:

A busca pela justiça própria pode ser uma barreira significativa para a prática da generosidade e do ato de ofertar. A justiça própria é a tendência de confiar em nossas próprias obras e méritos para alcançar aceitação ou favor, em vez de depender da graça de Deus. Aqui estão algumas maneiras pelas quais a busca pela justiça própria pode influenciar a dificuldade em ofertar:

Foco no mérito pessoal: Aqueles que buscam a justiça própria podem estar mais preocupados em se provar dignos de bênçãos ou prosperidade por meio de suas próprias ações. Isso pode levar a uma relutância em ofertar generosamente, pois podem ver isso como uma tentativa de comprar favor ou merecer bênçãos de Deus.

Orgulho espiritual: A busca pela justiça própria pode alimentar o orgulho espiritual, levando as pessoas a se considerarem melhores ou mais dignas do que os outros com base em sua própria retidão ou piedade. Esse orgulho espiritual pode dificultar a prática da humildade e da generosidade, incluindo o ato de ofertar.

Falta de dependência em Deus: Aqueles que confiam em sua própria justiça podem ser menos propensos a confiar em Deus como provedor e sustentador de suas vidas. Eles podem se sentir seguros em suas próprias habilidades e conquistas, em vez de depender de Deus para suprir suas necessidades. Isso pode reduzir a motivação para ofertar, pois não veem a necessidade de confiar em Deus para suprir suas carências.

Julgamento dos outros: Pessoas que buscam a justiça própria podem ser mais propensas a julgar os outros com base em suas ações ou méritos percebidos. Isso pode levar a uma falta de compaixão e empatia pelos necessitados, tornando-as menos propensas a ofertar generosamente para ajudar os outros.

Superar a busca pela justiça própria e suas barreiras à generosidade e ao ofertar requer uma mudança de perspectiva e coração. Isso pode envolver uma compreensão mais profunda da graça de Deus e da nossa dependência dele, bem como uma prática regular de humildade, compaixão e generosidade em nossas vidas. 

2 Coríntios 9:6-7: "Lembre-se disso: quem semeia pouco, também colherá pouco, e quem semeia com fartura, também colherá fartamente. Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria."

Malaquias 3:10: "Tragam o dízimo completo para o depósito do templo, para que haja alimento em minha casa. Ponham-me à prova", diz o Senhor dos Exércitos, "e vejam se não vou abrir as comportas dos céus e derramar sobre vocês tantas bênçãos que nem terão onde guardá-las."

Lucas 6:38: "Deem, e será dado a vocês: uma boa medida, calcada, sacudida e transbordante será dada a vocês. Pois a medida que usarem também será usada para medir vocês."

Provérbios 3:9-10: "Honre o Senhor com todos os seus recursos e com os primeiros frutos de todas as suas plantações; os seus celeiros ficarão plenamente cheios, e os seus barris transbordarão de vinho."

Lucas 21:1-4: "Jesus olhou e viu os ricos lançando suas ofertas nas caixas de ofertas do templo. Viu também uma viúva pobre lançar ali duas moedinhas. E disse: ‘Eu asseguro que esta viúva pobre colocou mais do que todos os outros. Todos esses deram do que lhes sobrava; mas ela, da sua pobreza, deu tudo o que possuía para viver’."

Esses são apenas alguns exemplos, a Bíblia tem muitos outros versículos que falam sobre a importância e o propósito de ofertar.

Porque é tão difícil para o cristão ofertar? Sabemos que os que são do mundo, nunca vão entender as questões do Evangelho, porque seus corações estão nos propósitos do mundo, que incluem a ambição, vantagem, justiça própria, egoísmo e outras características da natureza caída.

Mas, e o Cristão? 

Há várias razões pelas quais alguns cristãos podem achar difícil ofertar:

Prioridades Financeiras: Em muitos casos, as pessoas têm outras despesas que consideram mais urgentes ou importantes, como contas a pagar, necessidades familiares, entre outros. Isso pode dificultar a decisão de reservar recursos para ofertas.

Falta de Entendimento: Alguns cristãos podem não compreender completamente o propósito e os benefícios de ofertar. Se não entendem como suas ofertas podem contribuir para a obra de Deus ou para o bem dos outros, podem ser menos propensos a fazê-lo.

Desconfiança ou Descrença: Alguns podem ter dúvidas sobre como suas ofertas serão utilizadas pelas instituições religiosas ou líderes religiosos. A falta de transparência ou confiança na administração dos recursos pode levar à relutância em ofertar.

Cultura Consumista: Vivemos em uma sociedade onde o consumo é valorizado e incentivado. Muitas vezes, as pessoas são levadas a gastar seu dinheiro em bens materiais ou experiências pessoais, em vez de considerar a importância de contribuir para causas altruístas.

Falta de Conexão Espiritual: Alguns cristãos podem não sentir uma conexão pessoal com sua fé ou com a comunidade religiosa a que pertencem. Isso pode resultar em uma falta de motivação para contribuir financeiramente para a obra da igreja ou para causas religiosas.

Dificuldades Financeiras: Para algumas pessoas, a oferta pode representar um sacrifício financeiro significativo. Se estão enfrentando dificuldades financeiras, podem sentir que não têm recursos extras para doar, mesmo que desejem fazê-lo.

Experiências Passadas Negativas: Algumas pessoas podem ter experiências passadas negativas relacionadas a ofertas, como sentir-se pressionadas a contribuir financeiramente ou ter visto casos de má administração de recursos em instituições religiosas. Isso pode deixar marcas e tornar difícil confiar ou se comprometer com a prática de ofertar.

Superar essas barreiras requer educação, reflexão pessoal, desenvolvimento espiritual e, às vezes, apoio da comunidade religiosa para entender e experimentar os benefícios e a alegria de contribuir financeiramente para a obra de Deus e para o bem dos outros. 

Um grande problema é a obra da carne chamada avareza:

1 Timóteo 6:10: "Pois o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram com muitos sofrimentos."

Lucas 12:15: "Então lhes disse: ‘Cuidado! Fiquem de sobreaviso contra todo tipo de ganância; a vida de um homem não consiste na quantidade dos seus bens’."

Provérbios 15:27: "Quem é ganancioso traz problemas à sua própria família, mas quem odeia suborno viverá."

Hebreus 13:5: "Mantenham-se livres do amor ao dinheiro e contentem-se com o que vocês têm, porque Deus mesmo disse: 'Nunca o deixarei, nunca o abandonarei'."

Mateus 6:24: "Ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro."

Eclesiastes 5:10: "Quem ama o dinheiro jamais terá o suficiente; quem ama as riquezas jamais ficará satisfeito com os seus rendimentos. Isso também não faz sentido."

Provérbios 28:25: "O avarento provoca brigas, mas quem confia no Senhor prosperará."

O dizimo é uma ação de fé que se opõe a obra da carne chamada avareza e idolatria ao dinheiro. 

A idolatria pelo dinheiro pode ser atribuída a várias razões, muitas das quais são profundamente enraizadas na natureza humana e na sociedade. Aqui estão algumas razões pelas quais o dinheiro pode se tornar uma idolatria para algumas pessoas:

Segurança Financeira: O dinheiro é frequentemente visto como uma fonte de segurança e estabilidade financeira. As pessoas podem idolatrar o dinheiro porque acreditam que ele lhes proporcionará proteção contra incertezas futuras e dificuldades financeiras.

Status e Prestígio: O dinheiro pode ser associado ao status social e ao prestígio. Em muitas culturas, a riqueza é vista como um sinal de sucesso e respeito. As pessoas podem idolatrar o dinheiro na busca por reconhecimento e admiração dos outros.

Poder e Controle: O dinheiro confere poder e influência sobre os outros. Aqueles que têm mais recursos financeiros muitas vezes têm mais controle sobre suas vidas e sobre as vidas dos outros. Alguns podem idolatrar o dinheiro na esperança de obter mais poder e controle sobre suas circunstâncias e relacionamentos.

Felicidade e Satisfação: Muitas pessoas associam a posse de bens materiais e o estilo de vida luxuoso com a felicidade e a realização pessoal. Elas podem idolatrar o dinheiro na busca incessante por prazeres materiais e experiências que acreditam trazer felicidade duradoura.

Medo da Escassez: O medo da escassez e da falta pode levar as pessoas a idolatrar o dinheiro, acumulando-o obsessivamente para garantir um futuro seguro e confortável. Esse medo pode ser alimentado por experiências passadas de necessidade ou insegurança financeira.

Pressão Social e Cultural: Em muitas sociedades, o consumismo é incentivado e valorizado. A publicidade e a mídia muitas vezes promovem uma cultura de consumo excessivo, levando as pessoas a idolatrar o dinheiro na busca por bens materiais e padrões de vida elevados.

Vazio Existencial: Algumas pessoas buscam preencher um vazio emocional ou espiritual com posses materiais e riqueza. Elas podem acreditar que o dinheiro pode proporcionar um senso de significado e propósito em suas vidas, mesmo que temporário.

É importante notar que, embora o dinheiro seja uma ferramenta necessária na vida moderna, a idolatria pelo dinheiro pode levar a consequências negativas, tanto pessoais quanto sociais. É fundamental cultivar uma perspectiva equilibrada em relação ao dinheiro e reconhecer que sua verdadeira importância está na forma como é utilizado para promover o bem-estar pessoal e coletivo, em vez de ser um fim em si mesmo.

O dizimo e a oferta produz fruto da fé, que é o fruto do Espírito:

O fruto do Espírito mencionado em Gálatas é encontrado no capítulo 5, versículos 22-23. Aqui está a passagem:

"Gálatas 5:22-23 (NVI):
22 Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade,
23 mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei."

Esses versículos descrevem as características que se manifestam na vida de uma pessoa que está vivendo em comunhão com o Espírito Santo. É importante notar que o fruto do Espírito não é algo que possamos produzir por nossos próprios esforços, mas é o resultado do trabalho do Espírito Santo em nossas vidas à medida que nos submetemos à Sua vontade e permitimos que Ele transforme nosso caráter à imagem de Cristo.

Ou seja, produzem uma colheita, que inclui principalmente paz e alegria, por vários motivos:

Obediência à Palavra de Deus: Muitos crentes encontram paz e alegria ao obedecerem aos mandamentos de Deus, que incluem a prática do dízimo e da oferta. Sentem-se em harmonia com a vontade de Deus e experimentam uma sensação de cumprimento espiritual ao seguir esses ensinamentos.

Participação na Obra de Deus: Ao contribuir financeiramente para a obra de Deus, os cristãos sentem-se parte ativa do avanço do Reino de Deus na Terra. Isso traz um senso de propósito e satisfação espiritual, sabendo que estão contribuindo para causas que consideram importantes e significativas.

Confiança na Provisão de Deus: A prática do dízimo e da oferta pode ser uma expressão de confiança na provisão de Deus. Os crentes acreditam que Deus é o provedor de todas as suas necessidades e que Ele os abençoará abundantemente por sua obediência e generosidade.

Compartilhamento com os Necessitados: Muitas vezes, parte das ofertas na igreja é destinada a ajudar os necessitados e apoiar obras de caridade e missões. Ao contribuir para essas causas, os cristãos experimentam alegria ao saber que estão fazendo a diferença na vida dos outros e ajudando a aliviar o sofrimento humano.

Cultivo de um Coração Generoso: Praticar o dízimo e a oferta ajuda os cristãos a cultivar um coração generoso e desapegado dos bens materiais. Isso pode trazer paz interior e contentamento, ao reconhecerem que sua verdadeira riqueza está em Deus e nos relacionamentos, não nas posses materiais.

Bênçãos Espirituais: Muitos cristãos testemunham que experimentam bênçãos espirituais, como crescimento espiritual, comunhão mais próxima com Deus e uma sensação de paz interior, quando praticam o dízimo e a oferta com um coração sincero e generoso.

É importante ressaltar que a paz e alegria derivadas do dízimo e da oferta não estão necessariamente ligadas a recompensas financeiras ou prosperidade material, mas sim a uma vida de obediência, generosidade e confiança em Deus.

Sendo assim, dizimo é ofertas são ações de fé do cristão que produzem recompensas espirituais:

Vejamos aqui versículos que justificam a oferta á líderes;

1 Timóteo 5:17-18: "Os presbíteros que governam bem sejam tidos por dignos de duplicada honra, especialmente os que trabalham na pregação e no ensino. Pois a Escritura diz: 'Não amordace o boi enquanto está debulhando o grão', e 'o trabalhador merece o seu salário'."

1 Coríntios 9:14: "Assim também o Senhor ordenou aos que pregam o evangelho que vivam do evangelho."

Gálatas 6:6: "Aquele que está sendo instruído na palavra faça participante de todas as coisas boas aquele que o instrui."

Filipenses 4:15-16: "E vocês mesmos também sabem, filipenses, que no início do evangelho, quando parti da Macedônia, nenhuma igreja compartilhou comigo no que diz respeito a dar e receber, exceto vocês apenas; pois mesmo em Tessalônica, vocês enviaram algo para minha necessidade, não apenas uma vez, mas duas vezes."

1 Coríntios 9:11: "Se semeamos entre vocês coisas espirituais, será muito se de vocês colhermos coisas materiais?"

Estes versículos são frequentemente citados para mostrar que é apropriado e bíblico apoiar financeiramente os líderes religiosos que se dedicam ao ministério em tempo integral.

E sobre ofertas de honra? 

Há vários exemplos na Bíblia de homens que levaram ofertas a pessoas mais ricas ou em posições de autoridade. Aqui estão alguns exemplos:

A viúva pobre: Jesus mencionou uma viúva pobre que deu duas pequenas moedas como oferta no templo, enquanto os ricos davam muito mais. Essa história destaca a generosidade e o sacrifício da viúva, mesmo em sua pobreza (Lucas 21:1-4).

Abraão e Melquisedeque: Depois de uma vitória militar, Abraão deu a Melquisedeque, rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo, uma décima parte de tudo (Gênesis 14:18-20).

Davi e Araúna: Quando Davi precisou de uma área para construir um altar ao Senhor, ele foi a Araúna, que era dono da eira. Araúna ofereceu dar a Davi tudo o que ele precisava para o altar, mas Davi insistiu em pagar o preço justo por isso como uma oferta ao Senhor (2 Samuel 24:18-24).

Os magos e Jesus: Os magos do Oriente, ao visitarem Jesus recém-nascido, trouxeram presentes valiosos: ouro, incenso e mirra (Mateus 2:11).

Jacó e Esaú:

Em Gênesis 32:13-20, Jacó enviou uma oferta a Esaú, seu irmão, antes de se encontrar com ele. A oferta era composta de uma grande quantidade de animais como uma maneira de apaziguar a ira de Esaú e buscar favor em seus olhos.

Maria, Marta e Lázaro: Maria, irmã de Lázaro, ofereceu um frasco de perfume caro a Jesus durante um jantar na casa de Simão, o leproso (João 12:1-8). Esta oferta foi feita apesar do custo significativo do perfume.

Jacó enviou presentes a Faraó através de seus filhos quando eles foram ao Egito durante a fome. Essa história está registrada em Gênesis, capítulo 43. Jacó instruiu seus filhos a levarem presentes a Faraó para ganhar seu favor e benevolência.

Em Gênesis 43:11, Jacó diz a seus filhos:

"Levem um pouco dos melhores produtos da terra em suas bagagens e levem a esse homem, um pouco de bálsamo, um pouco de mel, especiarias, mirra, nozes de pistache e amêndoas."

Esses presentes foram enviados a Faraó como um gesto de respeito e para assegurar uma boa recepção por parte do governante egípcio. Essa prática era comum na época, quando alguém visitava uma figura de autoridade ou um líder estrangeiro.

Esses exemplos mostram que, na Bíblia, pessoas de várias condições sociais ofereceram presentes e ofertas a indivíduos mais ricos, como expressões de fé, gratidão ou honra. Essas ofertas também podem refletir o reconhecimento da bênção de Deus sobre suas vidas e o desejo de honrar a Ele e aos outros com o que têm.

O que nos impede de agir em fé é a incredulidade, se temos dificuldade em sermos dizimistas fiéis e ofertantes, é porque nossa fé ainda não é edificada a ponto de andarmos no espírito nessa área financeira, e por isso, muitas outras áreas ficam comprometidas, já que desfrutamos de uma vida no espírito pela fé.

Quanto a validade do dízimo nos dias de hoje:

O assunto do dízimo é frequentemente debatido em contextos cristãos, especialmente em relação à sua aplicabilidade na Nova Aliança. Aqui estão alguns pontos de vista comumente discutidos sobre o dízimo na Nova Aliança:

A continuação do princípio de dar: Embora o dízimo seja uma prática do Antigo Testamento, muitos cristãos acreditam que o princípio subjacente de dar generosamente ao reino de Deus continua válido na Nova Aliança. Eles argumentam que, embora o dízimo possa não ser especificamente ordenado no Novo Testamento, os cristãos são encorajados a dar de forma sacrificial e generosa para apoiar a obra de Deus.

Ênfase na motivação e no coração: Na Nova Aliança, Jesus e os apóstolos enfatizam a importância da motivação e do coração por trás do ato de dar. Em vez de focar apenas na quantia, os cristãos são encorajados a dar com alegria, generosidade e amor. Por isso, alguns argumentam que o dízimo, como uma obrigação legalista, não é enfatizado na Nova Aliança, mas sim uma atitude de dar voluntariamente e com alegria.

Princípios de dar conforme prospera: Em 1 Coríntios 16:2, Paulo instrui os coríntios a separarem suas ofertas conforme prosperam. Essa abordagem sugere que o padrão de dar na Nova Aliança pode ser mais flexível e baseado na capacidade e na prosperidade individual, em vez de uma quantia fixa como o dízimo.

A liberdade em Cristo: Alguns cristãos veem a Nova Aliança como trazendo uma liberdade em relação a práticas rituais e mandamentos do Antigo Testamento, incluindo o dízimo. Eles argumentam que os crentes têm liberdade para dar conforme são levados pelo Espírito Santo, sem estar vinculados a uma porcentagem fixa como o dízimo.

Em resumo, embora o dízimo seja uma prática do Antigo Testamento e não seja explicitamente ordenado na Nova Aliança, muitos cristãos ainda veem valor nos princípios de generosidade, sacrifício e apoio financeiro à obra de Deus. A forma específica de dar pode variar entre as denominações e as convicções individuais, mas o cerne permanece o mesmo: dar com alegria e generosidade, em resposta ao amor de Deus e ao chamado de Cristo.

De uma forma ou de outra, sendo dízimo ou oferta, importa que nossa fé seja edificada a ponto de sermos livres no espírito a ponto de manifestar o fruto da generosidade que produz alegria, sem isto, ainda estamos militando na carne onde está a avareza, idolatria e cobiça. 

Continuemos nos apropriando das práticas espirituais afim de crescer na fé e manifestar o fruto do Espírito. 

Deus abençoe vocês

Leonardo Lima Ribeiro 

Muita gente que fala em ‘nome de Deus’ está sendo exposta.

Isso não precisa significar apenas falsos profetas. O sentido pode ser ainda mais profundo: pessoas sinceras podem estar usando o nome de De...