quarta-feira, 3 de maio de 2017

O dom de variedade de línguas


Eu acredito que a variedade de línguas é listada por último na Bíblia porque é a operação fundamental. Na construção de um edifício, uma fundação é o alicerce que suporta o prédio desde sua base. Se a fundação for fraca, a estrutura não vai resistir ao tempo nem às tempestades climáticas que venham contra ela. Da mesma maneira, a variedade de línguas é a operação na qual as outras sete se firmam. Por que eu digo isto? Bem, pense atenciosamente: Onde está a linha divisória entre os cristãos que acreditam no poder de Deus e nos dons do Espírito e os que não acreditam? Eu posso lhe dizer exatamente onde está. A linha divisória entre aqueles que aproveitam o poder de Deus e aqueles que não aproveitam, está na oitava operação de Deus, a variedade de línguas. Você já percebeu que as pessoas que não falam em outras línguas geralmente não operam nos outros dons do Espírito, também?

Por outro lado, as pessoas que falam em outras línguas são mais aptas para operar nos dons espirituais. Quanto mais você estuda sobre isto, mais óbvio fica: falar em outras línguas é a linha divisória. Aliás, muitas igrejas que não reconhecem as línguas como uma manifestação para estes tempos têm até mesmo perdido a pregação da salvação. A variedade de línguas não é apenas a linha divisória, mas ela também é, na verdade, o nível de entrada para a operação dos dons espirituais que capacitam as várias funções e chamados no Corpo de Cristo. É o interruptor que estamos procurando para ligar a operação à qual somos chamados do âmbito natural para dentro do poder sobrenatural de Deus.

Por que isso é assim? Porque falar em outras línguas foi feito para nos equipar de dentro para fora. Afeta a parte de nós na qual toda mudança permanente vem – o espírito humano. Então, se uma pessoa recusar esta oitava operação, ela não terá o poder espiritual para cumprir qualquer uma das sete operações de Deus – pelo menos não até a profundidade que Deus quer para ela. Por exemplo, alguém pode ser chamado para uma das funções do ministério; esta pessoa pode até ser uma boa comunicadora intelectual ou oradora da Palavra de Deus. Mas é através da variedade de línguas que o poder do Espírito Santo ativa a operação que ela foi chamada para cumprir. Se ela se recusar a receber o dom de Deus de falar em outras línguas, ela está se privando espiritualmente de ser qualificada para a sua função. Veja, a medida que você ora em línguas, Deus construirá uma operação dentro de você para qualificá-lo ao que Ele o chamou a fazer.

À medida que Ele fazisso, os dons que o equipam para o seu chamado específico começarão a operar através de você. Por exemplo, se eu orar muito no Espírito Santo, Deus não vai me treinar para que eu seja experiente em carpintaria ou para que eu realize uma cirurgia cerebral em alguém. Estas profissões não são meu chamado. Ele vai me equipar com as graças e os dons do Espírito que eu preciso para cumprir o meu chamado, que é pregar o Evangelho. É por isso que o diabo tem muito medo desta oitava operação. Durante toda a história, é a operação que ele
sempre tentou ao máximo desvalorizar e tirar da igreja.

O inimigo não quer que você ore em línguas. Aliás,
quanto menos você descobrir sobre esta operação fundamental,
mais ele gosta. Ele não se importa se você brinca de ser apóstolo, profeta, evangelista ou pastor –
desde que você nunca seja qualificado para estas funções através do poder e dons do Espírito Santo.
Ele até mesmo se diverte enganando os homens para que construam organizações em massa da sua
própria cabeça, separados do chamado de Deus. Os homens se encarregam destas organizações para que possam passar regras doutrinárias sobre o que é e o que não é de Deus.

Com orgulho próprio, enganoso, eles proclamam grandes mandatos presunçosos, como “línguas não são para hoje” ou “a cura não é para todos”. O diabo é um gênio em táticas. Se ele não pode tirar as línguas de alguma parte da Igreja, então ele vai para o segundo passo do seu plano: Ele tenta fazer com que os crentes entrem num tal fanatismo a respeito das línguas e a ter cultos tão desordenados e desorganizados que o pecador acaba não querendo nada com isso.

A estratégia de Satanás é confundir o uso das línguas de tal maneira que a operação perde a sua efetividade e credibilidade aos olhos dos que foram enganados por seu uso errado. Pense sobre isto. O que nas línguas amedronta tanto o diabo? Por que ele tem trabalhado tanto para cercar esse dom com tamanha confusão?

O próprio Paulo dedicou um capítulo inteiro, Primeira Coríntios 14, para esclarecer o erro e a confusão na Igreja Primitiva a respeito deste dom. Nenhum outro dom ou operação possui um capítulo inteiro dedicado para explicar o seu uso adequado.  Eu posso lhe dizer porque o diabo está tão amedrontado: Se qualquer coisa vai nos edificar para entendermos assuntos espirituais e saciar nossa fome para conhecer Jesus em um relacionamento íntimo, é esta operação fundamental da variedade de línguas. E como nós já vimos, esta operação é a maneira sobrenatural com a qual Deus nos proveu para que possamos nos tornar espiritualmente qualificados para qualquer das outras operações que formam o Seu governo. Portanto, Satanás está com muito, muito medo das pessoas que buscam Deus incessantemente através da oração em línguas.

(Pr. Dave Roberson)

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