quarta-feira, 20 de julho de 2016

O Papel da Meditação Ao Superar a Minha Falha

(Dave Roberson)

Posso confirmar a verdade deste princípio vital pela minha própria experiência. Por exemplo, jamais esquecerei a primeira vez que tentei pregar. Era uma quarta-feira à noite em um culto em uma pequena igreja ultra-Santa em Oregon. Além da minha mulher Rosalie, havia apenas outras três ou quatro pessoas presentes.

Eu tinha certeza que conseguiria pregar. Muitas outras vezes aquelas mesmas quatro pessoas haviam sentado comigo e com minha mulher em cafeterias, falando sobre Jesus. Eu me empolgava tanto pregando e batendo na mesa que quase derramava nosso café!

Mas, ao me levantar na igreja em frente às mesmas quatro pessoas para pregar a Palavra de uma maneira oficial, algo aconteceu! Acho que foi o medo de ser posto em uma posição onde eu sentia que teria que produzir alguma coisa. Mesmo no colegial, eu preferia ter uma nota baixa em inglês ao invés de fazer um trabalho oralmente. Eu ficava branco e zonzo só de pensar.

No entanto, lá estava eu, de pé atrás de um púlpito com uma página cheia de anotações e todos olhando para mim. Rosalie disse que eu fiquei branco, tentando juntar coragem para começar a falar. Então, de repente a porta se abriu e três outras pessoas entraram e se sentaram. Isto foi o fim! Elas eram completamente desconhecidas!

Eu quase desmaiei ao me apoiar no púlpito. Ainda posso me lembrar de ver as juntas dos meus dedos da mão ficarem brancas quando olhei para elas. Eu tinha medo de olhar para as pessoas.
Finalmente, tomei coragem o suficiente para ler o meu texto – mas, então, me deu um branco! No mesmo dia eu já havia pensado sobre milhares de coisas para dizer, mas tudo o que estava na minha mente havia sido apagado pelo pânico.

Então, em uma medida de emergência, peguei as minhas anotações e comecei a ler. Mas a situação ficou ainda pior. Quando terminei de lê-las não tinha mais nada para dizer. Fiquei paralisado pelo medo!
Olhei com ar de ovelha para a minha pastora, buscando ajuda. Ela veio até o púlpito para me salvar. Eu estava tão machucado que queria chorar. Demorei muito para chegar à minha cadeira. Sentei a tempo de ouvir a pastora pedindo desculpa para as pessoas, dizendo, “Desculpe-me, pessoal. Ele me disse que havia sido chamado para pregar...”

Aquela experiência horrível durou por volta de sete minutos. Naquela noite, enterrei a minha cara no travesseiro e chorei até que parte da dor fosse embora. Demorei muito tempo para me pôr atrás de um púlpito e pregar novamente – quase dois anos.

Parecia que aquela noite havia confirmado tudo o que já sabia. Eu não possuía o necessário para ser um pregador. As palavras do meu avô gritaram em meus ouvidos: “Você nunca será nada!”.

(Continua...)

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