sábado, 4 de junho de 2016

Meditando na palavra Na Igreja Primitiva


Meditar na Palavra enquanto oro não é algo novo ou diferente para mim. Pense sobre os primeiros apóstolos. Em Atos 2, os apóstolos foram cheios do Espírito Santo no Dia de Pentecostes. Então, em Atos 6, eles passaram por um problema a respeito da administração justa da comida entre os crentes.

Os apóstolos disseram, “Não é certo que estejamos distraídos da Palavra de Deus para servir mesas. Vamos escolher alguns homens de alta estima entre vocês para fazer este trabalho, e então poderemos nos entregar continuamente para a Palavra de Deus e oração” (Atos 6:2-4).
A que parte da Palavra os apóstolos se entregaram? A todas as promessas do Antigo Testamento. Lembre-se, esta era toda a Palavra que eles tinham naquela época. Eles não podiam abrir a Bíblia e ter todo o fundamento da Igreja como você pode!

Então, os apóstolos se entregaram continuamente a todas às promessas do Antigo Testamento enquanto se entregavam ao mesmo tempo à oração. Sobre que tipo de oração os apóstolos estavam falando? Bem, qual experiência estava mais fresca em suas mentes? Eles haviam acabado de receber a promessa do Pai – o batismo no Espírito Santo com a prova de falar em línguas. Então, eles estavam orando naquela nova linguagem que o Espírito Santo havia lhes dado!

Os apóstolos oravam em línguas continuamente enquanto meditavam nas promessas do Antigo Testamento. Esta prática ajudou a estabelecer o fundamento da Igreja, porque Deus tinha condição de trazer os mistérios de Cristo. Podemos também ver o princípio da meditação na Palavra, na vida do Apóstolo Paulo, quando orava no Espírito. Lembre-se, com exceção de Jesus, Paulo recebeu mais revelação do que qualquer outro homem desde Moisés.

Já conhecemos uma de suas chaves para receber aquela revelação: Depois de ser cheio com o Espírito Santo, Paulo fez a declaração de que orava em línguas mais do que qualquer outra pessoa (1 Co. 14:18). Mas, a meditação na Palavra de Deus era outra chave importante.
Veja, Paulo disse que era um fariseu, um “hebreu de hebreus” (Fp. 3:5). Isto significa que ele começou a memorizar as Escrituras do Velho Testamento por sete horas todos os dias, começando aos três anos de idade.

Acredito que todas as Escrituras do Antigo Testamento guardadas no interior de Paulo, combinadas com sua oração em línguas (mais do que todos vós), foram cruciais para capacitar Paulo a receber tanta revelação para a fundação da Igreja. Aquela revelação uniu o Antigo Testamento ao Novo Testamento.
O que eu posso lhe assegurar é que Paulo foi o único apóstolo que entendeu minuciosamente o relacionamento entre a Lei e a nossa aliança com Deus através de Jesus Cristo – a lei do Espírito da vida: Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte (Rm.8:2).

Hoje este entendimento parece ser muito comum, mas nos dias de Paulo era desconhecido. E duas chaves que fizeram Paulo receber tal profunda revelação foram a oração em línguas e a meditação nas Escrituras do Antigo Testamento.

(Continua...)

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